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quarta-feira, 23 de julho de 2014

RESCALDOS DA COPA DO MUNDO DE FUTEBOL 2014, NO BRASIL.


(POR: WILLIS DE FARIA)

A Copa e os 2 Brasis: Brasildinávia e Brasilquistão.    
       
Num passe de mágica, que o jeitinho brasileiro conhece bem, conseguiram ludibriar os jornalistas estrangeiros, durante a Copa do Mundo, escondendo deles oBrasilquistão (o Brasil que não deu certo: violento, desigual, desumano, concentrador de riquezas, pobre, sujo, sangrento, corrupto, serviços públicos de quinta categoria etc.). Mostraram para eles o Brasildinávia (o Brasil que está com a ponta da proa virada para a Escandinávia). Mais da metade dos 438 jornalistas pesquisados (pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, contratada pelo Ministério do Turismo) tiveram suas expectativas superadas e quase 100% (98,6%) acharam o mundial “muito bom” ou “bom”; 96,5% recomendariam uma viagem ao Brasil. As avaliações positivas deles foram as seguintes: aeroportos: 88% de aprovação; táxi: 87,7%; segurança pública: 81,8%; rodovias: 81,6%; limpeza pública: 80,4%; sinalização de trânsito e turística: 75,9%; disponibilidade de voos no Brasil: 75,1%; rodoviárias interestaduais: 69,5%; mobilidade urbana: 67,9%; telefonia e acesso à internet: 52,1%; imagem do Brasil após a Copa: melhorou (59,4%) (Carta Capital 23/7/14: 26).


O que eles não viram? Não viram o Brasilquistão, com 276 mortes epidêmicas e diárias (154 assassinatos e 122 óbitos no trânsito) e mais de 101 mil anual. Viram a tragédia do nosso futebol (10 a 1, em dois jogos), mas não sentiram o drama na economia (que não cresce e ainda padece de forte inflação), na saúde (pessoas morrendo nas portas dos hospitais), nos transportes públicos fora da Copa (e fora dos feriados), na segurança pública (o Brasil é o 12º país mais violento do planeta e 16 das 50 cidades mais homicidas estão aqui), na indústria (que está ultrapassada), nas comunicações (que funcionam precariamente), na educação (3/4 da população é analfabeta funcional), na inovação, no uso inteligente das tecnologias, na burocracia, na política corrupta, nos partidos decréptos, na Justiça que tarda, na polícia que mata (e que também morre, no genocídio estatal), na criminalidade organizada que expande etc.
Durante o mês da Copa as televisões e rádios monopolizaram suas atenções no futebol. Ficamos com a impressão de que os furtos, roubos, latrocínios, tiros, assassinatos e corrupções tinham tirado férias. Todo esse inferno diário foi eclipsado para se mostrar o paraíso (cheio de Adãos e Evas nús e sensuais, escondendo-se obviamente as serpentes e seus ovos). Como é fantástica a sensação do Brasildináviae como é massacrante e torturante o nosso diaadia de Brasilquistão, com tiroteios diários nas favelas “pacificadas”, com mortes nas portas dos hospitais, com ignorância dentro das escolas, com políticos filmados embolsando o dinheiro da corrupção financiada por empresas e bancos… Que calmaria ver nas televisões apenas tiros de meta (não de canhões do Exército), tirombaços aos gols (não contra os jovens negros), ataques eficientes das seleções (não os ataques nas ruas contra nossa integridade).
O paraíso se instalou no lugar do inferno, mas este está voltando ao seu “normal” (errático, sorumbático e morfético). Foi elogiada a segurança nos estádios e das equipes, sem se dizer que estamos em pleno regime de exceção (a ponto de se mobilizar em todo momento o Exército, que só atua em situações excepcionais). Eliane Castanhêde (Folha 22/7/14: A2) foi informada de que mais de 12 mil argentinos foram vítimas de roubo/furto (segundo o G1), os furtos nos trens, metrôs e ônibus aumentaram 379% em São Paulo e por aí vai. Os números completos sairão nos próximos dias. Esse Brasilquistão(que é o que nos pega no cotidiano) não tem nada a ver com o Brasildinávia que os jornalistas estrangeiros viram. Eles acharam bonitas até mesmo as nossas indecentes rodoviárias! (“sabe de nada, inocente”).

Professor
Jurista e professor. Fundador da Rede de Ensino LFG. Diretor-presidente do Instituto Avante Brasil. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e Advogado (1999 a 2001). 

Sou turista e vim pra ficar. E agora?
Entenda os procedimentos para regularização da situação do estrangeiro que visita o Brasil na condição de turista.
Durante a semana que se encerrou jornais e revistas divulgaram pesquisa segundo a qual 95% dos turistas que vieram ao Brasil em razão da realização da Copa do Mundo desejam retornar ao pais em outra oportunidade. Embora não contemplados na estatística existem também os turistas que vieram pra ficar.

É sabido que o visto de turista é destinado àqueles que venham ao Brasil em caráter de visita ou recreativo, sem finalidade imigratória. Ele autoriza a estada no Território Nacional por, no máximo, 90 (noventa) dias, prorrogáveis uma única vez, por igual período, desde que solicitado ao Departamento de Policia Federal antes do vencimento do prazo de validade do visto concedido no exterior.

Com validade de até 5 (cinco) anos, dependendo da reciprocidade com o país de nacionalidade do portador, o visto de turista proporciona a possibilidade de múltiplas entradas no País. Sendo que cada cada estada não pode ultrapassar 180 (cento e oitenta) dias, por ano.

É importante ressaltar que o visto de turista intransferível, ou seja, ao contrário dos vistos diplomáticos não podem ser convertidos em permanentes. O estrangeiro com visto de turista também não pode se dedicar ao exercício de atividade remunerada no Brasil.
Sendo assim, os estrangeiros que ingressaram no país com visto de turista e desejam fixar residência no Brasil precisam regularizar sua situação para permanecerem no país. Para tando devem requer o visto permanente, que tem finalidade imigratória e é destinado àquele que pretenda fixar-se no Brasil de modo definitivo. É concedido pela representação consular brasileira competente no país de origem daquele que pretende radicar-se no Brasil, ao amparo da Lei nº 6.815/80, bem como das Resoluções do Conselho Nacional de Imigração – CNIg.
A permanência no Brasil poderá ser concedida com base nas disposições da Lei nº6.815/80 e nas Resoluções Normativas do Conselho Nacional de Imigração – CNIg, que estabelecem os critérios para a concessão de residência definitiva àqueles que se encontrem no País, nas hipóteses descritas abaixo:
  • ao refugiado ou asilado (RN nº 06/97 e nº 91/2010- CNIg);
  • ao cônjuge de brasileiro ou genitor de prole brasileira (Art. 75, II da Lei nº 6.815/80 c/c RN nº 36/99 - CNIg);
  • ao dependente legal de brasileiro ou de estrangeiro permanente ou temporário residente no País, maior de 21 anos (RN nº 36/99 – CNIg);
  • ao companheiro de brasileiro ou estrangeiro permanente, sem distinção de sexo (RN nº 77/08 – CNIg);
  • ao titular de visto temporário na condição de professor, técnico ou pesquisador de alto nível ou cientista estrangeiro (RN nº 01/97- CNIg);
  • à vítima de tráfico de pessoas (RN nº 93 do CNIg), e
  • ao estrangeiro que perdeu a condição de permanente por ausência do País por prazo superior a dois anos (RN nº 05/97 - CNIg).
Se o turista estrangeiro deseja obter o visto Permanente, mas não se enquadra em nenhuma das situações acima mencionadas – ou seja você não é cientista, aposentado, padre, refugiado político, não trabalha em multinacionais e não quer casar com um (a) brasileiro (a) e nem ter um filho nascido no país – a melhor opção é aproveitar o direito de obter esse visto baseado em investimento no país (US 50.000,00 ou menos).

A concessão de visto permanente ao estrangeiro que pretenda fixar-se no Brasil com a finalidade de investir recursos próprios de origem externa em atividades produtivas, condicionada à comprovação de investimento, em moeda estrangeira, em montante igual ou superior, a US$ 50.000,00 (cinquenta mil dólares norte-americanos). Entretanto a mesma resolução diz que o Conselho Nacional de Imigração poderá autorizar a concessão de visto permanente para estrangeiro cujo projeto de investimento contemple no mínimo dez novos empregos, mediante a apresentação de plano de absorção de mão-de-obra brasileira, para o período de cinco anos, mesmo que o montante do investimento seja inferior a US 50.000,00. O estrangeiro não precisa necessariamente abrir uma empresa – há a opção de colocar esse dinheiro numa empresa já existente e virar um sócio cotista. O estrangeiro também pode usar essa forma de obtenção de visto se no passado já investiu US 50.000,00 no país.

Para os estrangeiros que desejam comprar imóveis para morar no Brasil, em resumo, precisam abrir uma empresa e enviar uma quantia (no mínimo 150 mil reais) para a referida e esta efetuará a compra do imóvel. Esta forma de transação possibilitará, também, a obtenção de visto permanente com base em investimento, respeitados os critérios acima especificados.

Em todos os tipos de pedidos de vistos poderão ser incluídos parentes dependentes, especialmente cônjuges, parentes idosos e dependentes com idade inferior a 21 (vinte e um) anos, que deverão ser citados na solicitação original. É necessário ressaltar que as pessoas residentes no Brasil com visto permanente são consideradas residentes no Brasil, para efeitos de tributação, a partir da data da chegada ao Brasil.

Os pedidos devem ser protocolizados junto à Unidade do Departamento de Polícia Federal mais próxima da residência do interessado e serão analisados e decididos pelo Departamento de Estrangeiros da Secretaria Nacional de Justiça. Nos casos de ausência do País em razão de caso fortuito ou força maior, excepcionalmente, fica o Ministério da Justiça autorizado a conceder autorização do retorno ao estrangeiro na condição de permanente ou, ainda, revogar o ato de cancelamento do registro.

Conforme a previsão do art. 102 da Lei nº 6.815/80, é obrigatório que todo estrangeiro que tenha pedido em trâmite comunique a uma das Unidades da Polícia Federal, qualquer alteração do endereço residencial, o que deve ser feito nos 30 (trinta) dias imediatamente seguintes à mudança de domicílio.
Os estrangeiros permanentes no Brasil dispõem dos mesmos direitos dos brasileiros, com exceção daqueles privativos dos nacionais1, conforme previsto no artigo 12 § 2ºna Constituição de 1988: “A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados, salvo nos casos previstos nesta Constituição.”

1 Notas: Nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei.(art. 5º, LI); São privativos de brasileiro nato os cargos: I – de Presidente e Vice-Presidente da República;II – de Presidente da Câmara dos Deputados; III – de Presidente do Senado Federal;IV – de Ministro do Supremo Tribunal Federal; somente o brasileiro naturalizado poderá perder a nacionalidade em virtude de atividade nociva ao interesse nacional.” V – da carreira diplomática;VI – de oficial das Forças Armadas;VII – de Ministro de Estado da Defesa (art. 12 § 3º); somente o brasileiro naturalizado poderá perder a nacionalidade em virtude de atividade nociva ao interesse nacional.” (art. 12, § 4º); O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República, e dele participam:VII – seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade, sendo dois nomeados pelo Presidente da República, dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados, todos com mandato de três anos, vedada a recondução. (art. 89).


Advogada
Ações de responsabilidade civil decorrentes de acidentes de consumo e defeitos nos produtos e serviços; Ações de reparação de danos por inscrição indevida em cadastros de inadimplentes; Ações decorrentes de atraso na entrega de imóveis comprados na planta; Ações relacionadas a planos de saúde; emp...

Humilhação omitida

 Uma unidade do Google escondeu notícias e textos considerados muito "negativos" ou "humilhantes" sobre a derrota da seleção brasileira por 7 a 1 contra a Alemanha.

Uma equipe de cientistas, tradutores e redatores adaptou conteúdos surgidos durante a Copa do Mundo que poderia ser "viralizado" (compartilhado rapidamente) nas redes sociais.

No serviço "Google Trends" em português, textos sobre "humilhação" ou "vergonha" (termos entre os mais pesquisados no Google brasileiro no fatídico 8 de julho do jogo) não foram listados.
Mas o tiro saiu pela culatra. As notícias sobre a omissão da "humilhação" terminaram ganhando as redes sociais..

Segundo a jornalista Aarti Shahani, da rádio pública americana NPR, que visitou a redação do Google em San Francisco, "a equipe decidiu não publicar textos sobre os termos mais pesquisados porque eram muito negativos".

No mesmo dia, o serviço em alemão do Google registrava recorde nas pesquisas com perguntas sobre "qual foi o maior número de gols em uma partida de Copa do Mundo". Ao contrário do que aconteceu no Brasil, o conteúdo sobre essas buscas foi produzido para o Google Trends.

Questionado sobre a manipulação, um dos redatores do Google, Sam Clohesy, disse à NPR que "não vale jogar sal nas feridas" e que "uma história negativa sobre o Brasil não ganharia muita atração nas mídias sociais".

Comentários
Se numa matéria sem importância alguma, optou-se por omitir informação, imagine-se o que não se fará sobre temas de relevância nacional! 'Pois quem não é fiel no pouco, não pode ser fiel no muito.'
Como se futebol fosse importante. Humilhado e envergonhado estou pelos diversos casos de corrupção denunciados, comprovados, divulgados e que não resultaram em punição aos seus mentores...Isso sim é humilhação e vergonha...
Que linda atitude. Quanto dinheiro essa equipe ganhou para omitir verdades? Foi em dólares? O quanto desse dinheiro vai retornar ao Brasil? O desgoverno já compra o silêncio da nossa mídia, agora está comprando resultados de sistemas de informação? Vão apelar para a "Lei do Esquecimento"? Quanta sacanagem. O Brasil deve ser tal como é lá fora. Aparentemente somos vistos como uma gigantesca Disney... Só que mais legal ainda, porquê é quase impossível ver coisas negativas sobre o Brasil desse jeito.
Google omitindo? normal.
Qual a novidade .... é so parar de usar o google .. existem outros buscadores que são tão bons quanto ele ... é so querer sair da "caixa"
Infelizmente Thiago Bertolli os outros buscadores não chegam ao calcanhar do Google. Bem que tentei algumas vezes recorrer a outros mas os resultados são lamentáveis.
Imaginem nas eleições o que não será escondido. E as falcatruas dos corruptos, também sofre dessa omissão. Temos que mudar isto.
quem conhece aquele último livrinho da biblioteca  que é o bom livro, debaixo do braço de muitos que sofrem para ganhar a vida com dignidade nesse país.
está vendo como esse bom livro é confirmado todos os dias. esse é só mais um exemplo de algo que já foi profetizado e, sobretudo, comprova o meio tecnológico que já possibilita a concretização de outras profecias, sobre a omissão de verdades que importam, que já fazem e farão muito mais diferença,
relevantes até para a vida e a morte, o mesmo livro alerta para que
procurem enquanto ainda podem achar o que importa.
Tenho mais vergonha em saber que o Brasil é pior que a Alemanha, por exemplo, em relação ao número de homicídios: lá, 0,5 a cada 100 mil, aqui, 29 a cada 100 mil. Além disso, várias cidades desse Brasil (que os jogadores alemães insistem dizer que amaram tanto) estão entre as mais perigosas do mundo, enquanto cidades alemãs estão dentre as que tem maior IDH do mundo. Não bastasse isso, a renda per capita da Alemanha gira em torno de $ 45.000. Aqui, não chega a $ 25.000. Bom, nota-se que, de fato, o futebol é só um mero detalhe dentre tantos em que a Alemanha é e muito superior ao Brasil.
A derrota da Seleção Brasileira é um fato normal em uma competição de nível tão elevado como foi esta copa. Todos, tanto a equipe em campo, como a comissão técnica e demais auxiliares se empenharam ao máximo para obter a vitória. No esporte é assim, um perde e o outro ganha. O Brasil é Pentacampeão, amanhã poderá conquistar o seu sexto título mundial e a vida segue.

Como Dilma perdeu a Copa

Durante a ditadura militar muitos exilados e mesmo presos políticos não conseguiam deixar de torcer pelo Brasil durante as Copas do Mundo. Quando, em 2007, a Fifa escolheu o Brasil foi a euforia e Lula imaginou, sem dúvida, que a Copa, num ano de eleição presidencial, traria a consagração para o PT.

Manifestações contra a Copa fazem a imprensa internacional pesquisar sobre os fatores causadores da insatisfação de certos setores populares.

Durante a ditadura militar muitos exilados e mesmo presos políticos não conseguiam deixar de torcer pelo Brasil durante as Copas do Mundo. Quando, em 2007, a Fifa escolheu o Brasil foi a euforia e Lula imaginou, sem dúvida, que a Copa, num ano de eleição presidencial, traria a consagração para o PT.

Faltando apenas alguns dias para o chute inicial, sabe-se que apesar de organizada dentro do Brasil, esta será a primeira Copa sem entusiasmo unânime da população e com a mobilização de um enorme aparato policial-militar para evitar manifestações de protestos imprevisíveis.
Foi realmente a grande imprensa corporativa quem insuflou o desinteresse de alguns e a revolta de muitos, desde as primeiras manifestações espontâneas de junho do ano passado, contra o aumento das tarifas nos transportes coletivos e pelo « passe livre » ?

Foi um complô contra o governo, contra o PT, conjugado com a condenação pelo STF dos réus do chamado « mensalão » para impedir a reeleição de Dilma, provocando uma inesperada rejeição do esporte considerado o « ópio do povo brasileiro »?

Durante meses, a imprensa internacional se limitou a registrar protestos esparsos, principalmente em São Paulo e no Rio, imaginando que tais manifestações iriam gradualmente se arrefecendo com a proximidade da festa máxima popular do futebol. Porém aconteceu justamente o contrário, aumentando o número dos críticos e descontentes, tornando-se quase diárias as manifestações contra a Copa.

E, ao contrário das outras Copas, em que muito se escrevia e se falava sobre turismo nos países organizadores e sobre os próprios jogadores dos países selecionados, desta vez a imprensa estrangeira preferiu dedicar os seus maiores espaços para tentar decifrar porque muitos brasileiros, considerados os maiores torcedores do mundo, decidiram rejeitar a sua própria Copa, quando foram construídos e reformados estádios em cada região do País, mesmo onde seriam dispensáveis.  Não dezenove estádios, como desejava Lula, nem oito como queria a Fifa, mas doze, entre os reformados e adaptados ao « padrão Fifa » e os totalmente novos.

A Copa do Mundo virou um pesadelo para a presidenta Dilma

Assim, Der SpiegelLiberationLe MondeLe Temps mais rádios e canais de televisão e mesmo documentários cinematográficos, como o filme belga Copa para quem, estão publicando reportagens, análises, estudos sobre que fatores teriam tirado de muitos brasileiros aquela fama de pacifistas, brincalhões, gozadores e um tanto irresponsáveis para se tornarem contestadores e críticos do governo, justamente um governo aparentemente ativo no combate à desigualdade social.

Nesta altura, não importa qual será a qualificação da seleção brasileira na Copa. Para a imprensa estrangeira, que não se poderá acusar de apoiar a oposição à presidenta Dilma, os anos Lula de crescimento e de mudanças sociais vão chegando ao fim. E tanto Lula como Dilma não aproveitaram ou não puderam fazer, durante seus mandatos, as reformas estruturais e sociais necessárias ao Brasil.

Os problemas surgidos com a Copa revelaram um Brasil onde continuam as desigualdades sociais, o racismo latente e disfarçado envolvendo pobres, negros e indígenas, a corrupção endêmica, um Parlamento dominado pelos mensaleiros do agronegócio e dos pecuaristas desmatadores. Um Brasil que se esqueceu da reforma agrária e uma dificuldade do governo: depois de ter tirado 30 milhões de brasileiros da miséria, não sabe como lhes oferecer a sequência das medidas sociais, pois não basta a possibilidade de terem um mínimo para entrarem no mundo capitalista e se endividarem na compra de eletrodomésticos, para alegria dos supermercados com a emergência desses novos consumidores.
Daí o aparente paradoxo de estarem também entre os manifestantes contra a Copa, jovens estudantes originários da emergência social da era lulista. Jovens ingratos ou insatisfeitos por terem provado o sabor da sociedade liberal-capitalista, mas sabendo não poderem ir além, numa sociedade que melhorou mas não solucionou seus problemas estruturais ? Será que têm razão ou estariam sendo manipulados ao exigirem mais e melhores escolas e formações profissionais, mais e melhores investimentos em saúde e transportes ?

As outras questões ligadas à inutilidade de se construir enormes estádios sobrefaturados, onde não há torcedores e nem clubes para ocupá-los depois da Copa; a submissão do Brasil às exigências da Fifa, quando deveria ter ocorrido o contrário; a não construção da maioria das infraestruturas que deveriam facilitar o acesso aos estádios, como o trem bala; a desapropriação de casas de moradores pobres para construção de avenidas que favorecem o mercado imobiliário, como ocorreu em Fortaleza; os vendedores ambulantes impedidos de chegar perto dos estádios para se favorecer os patrocinadores da Copa; os atrasos nas obras que provocaram insegurança para os trabalhadores e encarecimento com a aceleração dos trabalhos; o risco de congestionamentos rodoviários dos aeroportos para as cidades e dos hotéis dos turistas aos estádios, tudo isso são questões simplesmente subsidiárias.

Como a vitória lulista de 2007 de trazer a Copa ao Brasil pôde se transformar no atual pesadelo da presidenta Dilma, que recorre mesmo a decreto prevendo a mobilização de militares contra manifestantes ? E se o Brasil não ganhar quais serão as consequências políticas ? Dilma já perdeu a Copa ou pode ainda revertê-la a seu favor ?

Rui Martins, jornalista, escritor, editor do novo Direto da Redação.


Ganenses aproveitam brecha na lei da Copa e pedem refúgio no Brasil


Centenas de cidadãos de Gana pediram ou estão em vias de pedir refúgio para viver no Brasil e construir suas vidas aqui. Reclamando da falta de empregos em seu país, eles aproveitaram a facilidade de conseguir vistos de turista para o Brasil durante a Copa, compraram ingressos para os jogos de Gana e agora tentam legalizar sua situação para permanecer.

O estudante de contabilidade Banda Osuman, de 24 anos, está em um abrigo temporário mantido pela Prefeitura no centro de São Paulo. Ele disse que veio ao Brasil porque sua situação em Gana era "terrivelmente difícil", ele sofria com conflitos familiares e não tinha expectativa de emprego.

Comprou um ingresso para o jogo entre Gana e Portugal, em Brasília, conseguiu um visto de turista (garantido pela Fifa para compradores de bilhetes), mas não chegou a ir ao estádio. Com pouco dinheiro, ele vendeu a entrada e agora se prepara para pedir refúgio ao Ministério da Justiça.

"Para ser sincero, eu não conhecia nada sobre o Brasil antes de decidir vir", disse Osuman à reportagem. "Mas um amigo meu já tinha vindo e me disse que era um país muito receptivo, cheio de pessoas boas e empregos. Como era muito mais fácil conseguir o visto durante a Copa, aproveitei a ocasião."
Por exigência da Fifa, a Lei Geral da Copa garantiu visto sem burocracia aos turistas que compraram ingresso para o Mundial.

De acordo com o Ministério da Justiça, 180 dos 2.529 ganenses que vieram ao país no último mês já pediram refúgio com base em uma lei nacional que regula o direito para o imigrante com "fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas".
Na semana passada, o governo ganense emitiu nota negando que o país seja palco de conflitos religiosos que possam ter motivado o êxodo de seus cidadãos. "Somos um dos países mais pacíficos e estáveis do mundo." A ausência de empregos, apontada por muitos imigrantes como o principal motivo da vinda, não aparece na lei brasileira como uma das condições para o direito de refúgio.
O número de pedidos, no entanto, deve aumentar já que existem cerca de 300 ganenses no Rio Grande do Sul, atraídos pelo anúncio de ofertas de trabalho na região. Os pedidos serão analisados pelo Ministério da Justiça, que pode ou não conceder o refúgio. A pasta já anunciou que fará uma força-tarefa para regularizar a situação dos imigrantes.

A Secretaria de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo, onde estão cerca de 30 cidadãos do país africano, disse que está orientando os imigrantes a conseguir a documentação necessária para dar entrada no processo de refúgio.

Enquanto tramita um processo, os imigrantes não podem ser expulsos ou extraditados.

Medos e sonhos

Em situação de vulnerabilidade, vivendo em um abrigo mais cheio do que deveria, e em condições às vezes precárias, os ganenses relutaram em dar entrevista quando abordados pela reportagem. "De que histórias você quer saber? Não temos nenhuma história. Qual seu interesse em estar aqui?", foram as primeiras frases ouvidas de um dos homens que vivem no abrigo temporário.

De acordo com um dos imigrantes, eles não querem contato com a imprensa por temerem que sua história lhe cause problemas caso chegue a Gana.

O motorista Francis Otoo, de 29 anos, foi um dos poucos que aceitaram conversar e dar seu nome. Ele disse que sempre viu o Brasil como o país das oportunidades e espera conseguir um emprego, juntar dinheiro e trazer sua família, que ficou na África. E que em Gana, cor, origem e religião costumam definir as oportunidades que uma pessoa terá na vida. "No Brasil, o que importa é sua capacidade e você querer trabalhar."

Apesar de ter negado que tenha chegado ao país com o visto de turista facilitado pela compra de ingressos para a Copa, ele disse que conheceu muitos que vieram nessa condição, assim como Osuman.

Os dois, que já estão em São Paulo há cerca de duas semanas, adoram futebol e lamentaram a participação da seleção de Gana no Mundial. Depois de uma polêmica envolvendo o pagamento de premiações, os africanos foram eliminados na primeira fase.
"Os jogadores são bons, mas só querem saber de dinheiro e isso desestabilizou o grupo", analisou Osuman. Os atletas ameaçaram uma greve e não entrar em campo no duelo contra Portugal caso a federação não pagasse em dinheiro cerca de R$ 220 mil a cada um, valor acertado antes da viagem ao Brasil.

Eles só jogaram porque o presidente da República em pessoa foi até Brasília com uma mala cheia de dinheiro e fez o pagamento.

É uma realidade completamente diferente da de seus compatriotas que tentam realizar o "sonho brasileiro". No abrigo onde vivem provisoriamente junto com outros imigrantes de todo o mundo, às vezes faltam cobertores para suportar o frio da capital paulista. Quando a reportagem esteve lá, tinha acabado de haver uma briga entre os moradores porque um não gostou que o outro tivesse bebido uma garrafa de água. 

SÃO PAULO e CAXIAS DO SUL (RS) — Enoch Appia é um homem acostumado ao sacrifício. Traz as marcas da dor no rosto. Cada face é marcada por uma cicatriz em diagonal: quando criança, Appia ficou gravemente doente. No intento de salvá-lo da morte, a mãe talhou-lhe o rosto em oferenda aos deuses. Aos 30 anos, dono de uma oficina mecânica em Acra, capital de Gana, casado e pai de três meninos (de 6 e 4 anos e 3 meses), ele atravessou o continente africano e um oceano para tentar ganhar a vida no Brasil.
— Gana hoje tem inflação muito alta e economia em crise, eu precisava sair de lá. A nossa única chance de conseguir um visto apareceu com a Copa do Brasil. Estava fácil, então eu vim — disse Appia, em entrevista em um abrigo provisório da prefeitura de São Paulo.
Para custear os US$ 1.300 da passagem, a família vendeu joias e roupas.
Assim como Appia, outros 8.766 ganeses obtiveram visto de turismo para o período da Copa. O número é desproporcional considerando-se que, somados, os quatro demais países africanos que participaram da Copa não atingem a mesma quantidade de vistos expedidos para ganeses. Juntos, Argélia, Camarões, Costa do Marfim e Nigéria possuem população quase 11 vezes maior do que a de Gana. Há, no Brasil, 1.132 ganeses. Pelas regras do visto, eles têm 90 dias para permanecer no país. Mas a Polícia Federal (PF) já sabe que ao menos 500 deles pediram refúgio. E outros estão na fila para entrar com o pedido. Appia terá que esperar até 25 de agosto pela audiência na PF.

APOIO DE TERCEIROS

Para vir ao Brasil, Appia não teve a ideia sozinho. Ele é membro da Ghana National Supporters Union, uma torcida organizada ganesa. Com a ajuda da organização, ele teria conseguido driblar o pré-requisito para obter um visto de turista para a Copa: apresentar ingressos ou comprovante de compra de ingressos para os jogos. Apenas ao dizer que pertencia à torcida e pagar a taxa de US$ 200, ele teve o passaporte estampado pela Embaixada brasileira.
Em nota, o Itamaraty afirma que todos os vistos foram expedidos conforme a determinação da Lei Geral da Copa e que não houve qualquer irregularidade. Já o delegado da Polícia Federal em Caxias do Sul, Noerci Melo, admite que a movimentação dos imigrantes é organizada e que tem apoio de terceiros no Brasil e em Gana, mas diz que a PF ainda não tem provas de que haja cobrança por essa ajuda.

— Auxiliar alguém com informações e com apoio material para fins de imigração não é crime. Nesse caso, os ganeses ingressaram no Brasil de forma legal. Haveria crime apenas nos casos de tráfico humano, aliciamento para trabalho escravo ou com fins de exploração sexual — diz Melo.

FORÇA-TAREFA EM CAXIAS DO SUL

No posto da PF em Caxias do Sul, onde há uma grande concentração de ganeses, os processos se empilham sobre as mesas. A grande demanda forçou o governo a preparar uma força-tarefa para acelerar o trâmite. Na segunda-feira, agentes do Ministério da Justiça e do Ministério do Trabalho iniciarão cadastramentos para conceder carteiras de trabalho aos imigrantes. Enquanto isso, espremem-se em abrigos provisórios ou quartinhos alugados em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Caxias do Sul e Criciúma.

— Eles estão nas regiões mais pobres e distantes, acolhem-se uns aos outros, a ponto de estarem 11, 12 pessoas num espaço muito reduzido. É uma situação extremamente precária, que afeta a dignidade humana— afirma a freira Rosita Milesi, do Instituto Migrações e Direitos Humanos, em Brasília, que tem prestado auxílio aos ganeses no Distrito Federal.

Em Caxias do Sul, 96 ganeses se abrigavam numa igreja católica local na última quinta-feira. O padre Edmundo Marcon sofreu críticas de sua comunidade por receber o grupo, de maioria muçulmana:
— Nós nos reunimos com prefeito e vereadores porque tínhamos que fazer algo. Há muito preconceito contra eles. Se fossem cem imigrantes italianos, loiros, de olhos azuis, estaria cheio de gente para recebê-los.

NÍVEL MÉDIO DE ESCOLARIDADE E FORMAÇÃO PROFISSIONAL

Os migrantes ganeses que se alojam em abrigos precários no Brasil não estão entre a população mais pobre de Gana. A maioria dos entrevistados pelo GLOBO, tanto em São Paulo como em Caxias do Sul, contou ter ao menos o ensino médio completo e uma profissão, um padrão considerado alto em um país onde, em 2010, quase 30% eram analfabetos.

Um deles, Farid Kamil, de 33 anos, afirmou ser professor de Administração de uma escola privada de ensino médio na cidade de Kumasi, a noroeste da capital Acra. Como professor, ganhava o equivalente a US$ 200 mensais:
— Nossa moeda é fraca e a inflação corrói todo o dinheiro. Não tinha intenção de ficar aqui, mas quando vi o país e as oportunidades que oferece, mudei de ideia — diz ele.

inserção rápida no mercado

O eletricista Osumann Ali, de 29 anos, veio de Acra para tentar um emprego em alguma mineradora. Seu plano é juntar dinheiro e conhecimento para montar uma empresa que explore ouro e diamantes em Gana.

— Os migrantes não-latinos que chegam ao Brasil normalmente possuem esse perfil: são pessoas com formação educacional e profissional e economicamente ativas. Costumam se inserir rapidamente no mercado de trabalho, ainda mais considerando que há um cenário de pleno emprego — afirma Paulo Abrão, presidente do Conselho Nacional de Refugiados (Conare), ligado ao Ministério da Justiça.

‘INVASÃO’ ESTRANGEIRA É COMUM EM MEGAEVENTOS

O Conselho Nacional de Refugiados (Conare), ligado ao Ministério da Justiça, já esperava que a Copa atraísse, além de turistas, estrangeiros que não pretendiam deixar o país ao final do evento.

— Isso aconteceu em todos os países que sediaram grandes eventos — afirma Paulo Abrão, que preside o Conare.

Embora tenham ingressado com pedidos de refúgio, a situação dos ganeses dificilmente pode ser enquadrada como de asilo político ou religioso.
— Sabemos que eles estão em busca de emprego, mas a obtenção de visto de trabalho é difícil; e arrumar emprego indocumentado é quase impossível. Então, eles usam o refúgio para poder entrar e ficar — diz um funcionário do Ministério da Justiça que preferiu não ser identificado.

O pedido de refúgio pode levar até um ano para ser analisado. Nesse período, o migrante tem direito a permanecer no país, usufruir dos serviços públicos e arrumar emprego. O caso dos ganeses soma-se ao dos haitianos, que chegaram ao país em massa depois que o Haiti foi assolado por um terremoto, em 2010. Aos haitianos, para quem a condição de refúgio também não se aplicava, foi concedido visto humanitário. A reedição do drama levou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a dizer que o país precisa de uma nova política de migração:

— O Brasil não vivia esse problema nos últimos anos e tem que repensar sua legislação de estrangeiros.




terça-feira, 15 de julho de 2014

CONTESTO GERAL: O QUE SOBROU PARA OS BRASILEIROS APÓS A COPA DO MUNDO.

As 13 previsões mais desastrosas sobre a Copa

POSTAGEM: WILLIS DE FARIA


Com o fim do mundial é hora de elencar as 13 previsões mais catastróficas (e furadas) sobre a Copa do Mundo no Brasil
"Cartomantes" previram o caos na Copa do Mundo (Imagem: Pragmatismo Político)

Copa do Mundo não resolveu e não irá resolver todos os problemas do país. Aliás, nem é esta a função de um evento esportivo privado. Mas que o mundial atrai turismo e investimentos externos, não há mais dúvidas. Como também não há nenhuma de que ele mexe com autoestima de um país incentivado durante séculos a cultivar um inapropriado “complexo de vira-latas”!

Por isso, agora que o sucesso do evento já é reconhecido em todo o mundo, que o país já provou que pode ser organizar uma bela copa e que os turistas e os investimentos estrangeiros continuam chegando, é hora de dar boas gargalhadas com previsões mais pessimistas feitas pelas cartomantes de plantão que tanto torceram contra a realização do mundial.

Das adivinhações às avessas do mago Paulo Coelho à mudança de planos da cineasta que fez sucesso afirmando que não viria ao Brasil, confira as 13 previsões mais catastróficas – e furadas – sobre a Copa do Mundo no Brasil.
1 – O mago Paulo Coelho: “A barra vai pesar na Copa do Mundo”

Em entrevista à revista Época, publicada em 5/4/2014, o mago, guru e escritor Paulo Coelho, que mora na Suíça, disse que não viria ao Brasil assistir aos jogos da Copa do Mundo nos estádios, apesar de ter sido presenteado com os ingressos pela FIFA. “A barra vai pesar na Copa. A Copa será um foco de manifestações justas por um Brasil melhor. Os protestos vão explodir durante os jogos porque vai haver mais gente fora do que dentro dos estádios”, afirmou.
O Mago, que “previra” que o Brasil ia ganhar a Copa das Confederações, evita arriscar o resultado para o mundial. E apresenta certezas já desconstruídas pela realidade, como a de que o Brasil deveria disputar a final com a Espanha, eliminada na 1ª fase: “Agora não sei. Certamente o Brasil irá à final com a Alemanha ou a Espanha, duas seleções fortíssimas nesta Copa. A Argentina não. A Suíça vai surpreender. Eu ousaria dizer que a Suíça vai para as quartas. No futebol, você tem que ser otimista, não tem outra escolha. O Brasil tem chances de não ganhar”.

2 – Arnaldo Jabor: “A Copa vai revelar ao mundo a nossa incompetência”
No dia 6/6/2014, às vésperas da abertura da Copa, o cineasta Arnaldo Jabour, em comentário para a Rádio CBN, ainda insistia no pessimismo em relação à Copa, com o objetivo claro de influir no processo eleitoral de outubro. “Nós estamos jogando fora a imensa sorte que temos, por causa de dogmas vergonhosos que não existem mais. Estamos antes do Muro de Berlim e a Copa do Mundo vai revelar ao mundo a nossa incompetência”, afirmou.

3 – Veja: “Por critérios matemáticos, os estádios da Copa não ficarão prontos a tempo”
Em 25/5/2011, a Veja previu o fracasso da Copa do Mundo no Brasil. E com a ajuda da matemática, uma ciência que se diz exata desde tempos imemoriais. Na capa, a data da logo do mundial era substituída por 2038. O intertítulo explicava: “Por critérios matemáticos, os estádios da Copa não ficarão prontos a tempo”.

De lá para ca, foram muitas outras matérias, reportagens e artigos anunciando o fracasso do mundial. E mesmo com o início dos jogos, com estádios prontos e infraestrutura à altura do desafio, a revista estampou, na edição desta semana, uma nova catástrofe iminente: “Só alegria até agora – Um festival de gols no gramado, menos pessimismo nas pesquisas, mais consumo, visitantes em festa e o melhor é aproveitar, pois legado duradouro, esqueça”.

Melhor mesmo é torcer para que, quem sabe até 2038, a Veja aprenda a fazer jornalismo!

4 – Cineasta brasileira radicada nos EUA: “Não, eu não vou para a Copa do Mundo”

Em junho de 2013, a cineasta brasileira Carla Dauden, radicada em Los Angeles, nos Estados Unidos, fez sucesso na internet com o vídeo “No, I’m Not Going to the World Cup” (“Não, eu não vou para a Copa do Mundo”), que alcançou quatro milhões de curtidas. Mas antes mesmo da bola começar a rolar nos gramados brasileiros, a ativista já era vista circulando pelo país.

No Twitter, ela justificou a abrupta mudança de planos: “Não vim para ver a Copa, vim para falar dela. A Copa nunca vai ser a mesma para os brasileiros. As pessoas não vão se esquecer do que acontecerá por aqui”, diagnosticou, antes da abertura. A frase, de fato, parece fazer sentido. Mas por motivos opostos do que aqueles que a ativista advoga!

5 – Protesto do chuveiro no “modo quentão” vai causar apagão!
Até bem pouco tempo antes do início da Copa, eram muitos os setores que insistiam no risco iminente de blackout no país, da oposição à imprensa monopolista. Um grupo de internautas, porém, levou as ameaças infundadas a sério e decidiu criar uma página no Facebook destinada a acelerar o caos: usar os jogos da Copa para provocar um apagão generalizado no Brasil e, assim, boicotar a realização do evento.

A estratégia definida foi a utilização sincronizada dos chuveiros no “modo quentão”. “Chuveiros devem ser ligados na hora dos hinos nos jogos. A carga elétrica anormal derrubará a energia em bairros, cidades, regiões, estados e o país inteiro, em efeito dominó. Acompanhem os hinos por rádio, para maior garantia de sincronização”, diz a descrição do evento que conquistou pouco mais de 4,5 mil curtidas.
Dado o fracasso do evento, a página agora é utilizada para a troca de memes contra o PT, a esquerda e as pautas sociais e progressistas!
6 – Marília Ruiz: “Vai ser um vexame. Um vexame!”
No dia 26/1/2014, a TerraTV publicou um comentário da jornalista esportiva Marília Ruiz em que ela previa que, se o Brasil conseguisse realizar a Copa, já seria uma grande vitória. A antenada comentarista até admitia que os estádios ficariam prontos. Mas sem qualidade: “Se eu sentaria o meu corpinho numa cadeira recém colocada, com um parafuso a menos? Eu não sei”.
Do alto de sua experiência em cobertura de outras copas e de um etnocentrismo latente, ela também alertava que, mesmo fazendo sua Copa após a da África, o país passaria vergonha. “Eu achei que a gente ia passar vergonha, que nós, brasileiros, que o país ia passar vergonha. Aí eu pensei, é até um alento porque a Copa do Brasil vai ser depois da Copa da África: ninguém vai lembrar muito como foi na Alemanha. Muito menos as pessoas vão lembrar como foi no Japão e na Coreia. E eu posso dizer porque estive lá. É uma vergonha ao cubo!”

Confira o comentário completo e saiba quem é que está passando vergonha!

7 – Álvaro Dias: “O país ficará com mais prejuízo do que lucro”
De todas as aves de mau agouro que bravatearam contra a realização da Copa no Brasil, o tucano Álvaro Dias, senador pelo PSDB, foi uma das mais barulhentas. Previu que o governo amargaria um prejuízo de mais de R$ 10 bilhões com a realização do evento, que os turistas não apareceriam, que os aeroportos não ficariam prontos e não dariam conta do fluxo de passageiros.
“O legado da copa do mundo me parece ser um grande fracasso. O país ficará com mais prejuízo do que lucro”, disse ele em entrevista à TV Senado, publicada no Youtube em 7/8/2013. Agora que os turistas chegaram, os investimentos estrangeiros entraram e o país tá fazendo bonito em mobilidade e infraestrutura, o senador desapareceu por completo do noticiário. Não se sabe se está esperando o evento acabar para profetizar outro apocalipse ou aproveitando as férias para curtir os jogos, como fez durante a Copa das Confederações!
8 – Ex-presidente FHC: “A Copa do Mundo como símbolo de desperdício”

Em artigo publicado no norte-americano The Wold Post, em 21/1/2014, o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso se referiu à Copa como símbolo do desperdício de dinheiro público. Tal como seu companheiro Álvaro Dias, perdeu a chance de ficar calado. Segundo a Fipe, só a Copa das Confederações rendeu R$ 9,7 bilhões ao PIB brasileiro. A projeção de retorno da Copa é de R$ 30 bilhões. A Apex-Brasil, aproveitando a Copa do Mundo, trouxe ao Braisil mais de 2,3 mil empresários estrangeiros, de 104 países. A agência estima trazer US$ 6 bilhões em negócios para o Brasil.

9 – Redação Sport TV: do fracasso ao espírito de porco!

No Programa Redação Sport TV de 22/1/2014, o apresentador deu sonoras gargalhadas ao exibir a foto de um estádio da copa ainda sem gramado e fazer previsões catastróficas sobre o evento. Na edição de 26/6/2014, o tom mudou completamente: um outro apresentador mostrou como a imprensa internacional elogiava o evento e ouviu do entrevistado Ruy Castro: “A nossa imprensa foi rigorosamente espírito de porco antes do evento começar”.

Confira o vídeo com os dois momentos e os dois humores do Sport TV

10 – Governo alemão: “O Brasil é um país de alto risco”

Há seis semanas do início da Copa, o Ministério de Assuntos Exteriores da Alemanha divulgou um relatório pintando uma imagem desoladora do Brasil, descrito como um país ode as leis não são respeitadas e o turista corre o risco de ser roubado, sequestrado e se envolver em conflitos entre policiais e criminosos. O documento listava uma série de cuidados que os gringos deveriam tomar, incluindo atenção redobrada com as prostitutas, apontadas como membros e organizações criminosas, e vigilância contínua com os copos, para não serem vítimas de um “Boa noite, Cinderela”.

Pelo documento, até mesmo a seleção alemã estaria em perigo em terras tupiniquins. E não apenas dentro de campo. “Arrastões e delitos violentos não estão descartados, lamentavelmente, em nenhuma parte do Brasil. Grandes cidades como Belém, Recife, Salvador, Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo oferecem altas taxas de criminalidade”, ressaltava.

O Ministério ainda não divulgou relatórios sobre o número de alemães que vieram ao Brasil e o que estão achando da experiência. Mas quem circula pelas ruas brasileiras, repletas de gringos felizes e sorridentes, já sabe!

11 – Der Spiegel: “Justamente no país do futebol, a copa poderá ser um fracasso”

Um dos principais semanários da Europa, a revista alemã estampou, um mês antes do início da Copa, a manchete “Morte e Jogos”, destacando que, justamente no país do futebol, a Copa poderia ser um fiasco, por causa dos protestos, da violência nas ruas, dos problemas do transporte coletivo, dos aeroportos e dos estádios. Praticamente um alerta vermelho recomendando que os europeus não viessem ao Brasil.

Mas os turistas vieram e estão adorando. A imprensa estrangeira também: o jornal norte-americano The New York Times, fala em “imenso sucesso”. O francês Le Monde, em “milagre brasileiro”. O espanhol El País diz “não era pra tanto” para as previsões catastróficas. A revista inglesa The Economist, remenda que “as expectativas, que eram baixas, foram superadas”. A própria Der Espiegel, na edição desta semana, dá destaque para a animação da torcida e admite que os protestos em massa ainda não aconteceram.
12 – Ronaldo, o fenômeno: “Da vergonha à constatação de que a Copa é um sonho”
Na véspera do início do mundial, o ex-atacante Ronaldo se disse envergonhado com os atrasos das obras da Copa. Mas, membro do Comitê Organizador Local da FIFA que é, defendeu a entidade e culpou o governo Dilma por todos os problemas. “É uma pena. Eu me sinto envergonhado porque é o meu país, o país que eu amo. A gente não podia estar passando essa imagem”, disse à Agência Reuters o cabo eleitoral e amigo do senador Aécio Neves, candidato do PSDB à presidência.

Agora, consolidado o sucesso do evento, tenta mudar o discurso. Em coletiva nesta quinta (26), procurou se justificar. “Não critiquei a organização da Copa, até porque eu faço parte dela. Disse que poderia ser muito melhor se todas as obras de mobilidade urbana tivessem sido entregues”, remendou. ”Vivíamos um clima muito tenso, com a população muito descontente. Começou a Copa, e agora estamos vivendo um sonho”, concluiu.

13 – O vira vira lobisomem de Ney Matogrosso

De passagem por Lisboa, em 11/5, Ney Matogrosso resolveu usar a Copa para criticar duramente a política brasileira na TV ATP. Só esqueceu de estudar, primeiro, os argumentos. “Se existia tanto dinheiro disponível para gastar com a Copa, por que não resolver os problemas do nosso país?”, disse ele, desconhecendo que, desde 2010, quando começaram os preparativos para a Copa, o governo já investiu R$ 850 bilhões em saúde e educação, enquanto os investimentos totais no mundial – incluindo federais, locais e privados – atingem R$ 25,6 bilhões.

Foi ácido quanto à construção dos estádios que, segundo ele, irão virar “elefantes brancos” e não serão usados para mais nada. Embolou dados, números e fatos em vários argumentos. Acabou sustentando uma visão preconceituosa sobre as classes populares. Questionado se há uma maior consciência dos pobres em exigir seus direitos, concordou: “O escândalo é tamanho que até essas pessoas param para refletir”.


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O que o governo deve fazer depois do vexame da seleção.

A Copa foi um sucesso de público e de crítica. Belos estádios, organização acima da média, tal como a segurança, limpeza, acessibilidade, alimentação e a excepcional participação da galera, dentro e fora dos estádios. A população brasileira fez um show a parte, a tal ponto que o sisudo jornal britânico Financial Times afirmou ser “uma sensação desconcertante visitar um país onde quase todo mundo é agradável”.

A seleção brasileira foi um vexame. Não apenas pela derrota de 7 x 1 para a Alemanha, que se constituiu no ápice da vergonha, mas pelo todo. Os números absolutos, esgrimados pelo técnico Felipão, não traduzem a realidade de quem assistiu os jogos. Suamos para vencer todas as partidas e, em alguns casos, para empatar com seleções bastante lutadoras, mas sem nenhuma tradição mundial, tais como as do Chile e do México. E tivemos bastante dificuldade para vencer a da Colômbia.

Conheço o bordão futebolístico de que “em Copa do Mundo não tem jogo fácil”, o qual deve ser reescrito, pois a Alemanha teve um jogo facílimo contra nosso selecionado e teria marcado mais de 7 se tivesse “apertado o pé”. O mesmo pode ser dito do jogo contra a Holanda, no qual perdemos de 3 x 0. Se fossemos somar os dois placares teríamos perdido de 10 x 1, e mesmo assim ficamos em 4º lugar no certame mundial — melhor do que merecia.

O Brasil é maior do que a seleção da CBF, que usa o nome e as cores do Brasil, sem pagar um tostão por isso.

Em 1950, quando o Brasil perdeu a final daquele campeonato mundial para o Uruguai por 2 x 1, o futebol nem era ainda o principal esporte nacional. Curiosamente a paixão nacional pelo futebol ainda não estava em seu auge, pois dividia atenções com o turfe (corridas de cavalo) e o remo — tanto que grandes clubes de futebol têm sua origem justamente neste esporte. Basta ver seus nomes: no Rio de Janeiro o Botafogo de Futebol e Regatas nasce do Club de Regatas Botafogo, fundado em 1894; o Club de Regatas do Flamengo também foi fundado para esta atividade em 1895, só após se dedicando ao futebol, que nem consta em seu nome de batismo; o mesmo ocorreu com o Clube de Regatas Vasco da Gama, fundado por um grupo de remadores em 1898. Em Belém, no Pará, o Clube do Remo também possui origem nas regatas, como indica seu nome, fundado em 1905.

O futebol foi introduzido no Brasil por Charles Miller, escocês de mãe brasileira, funcionário da São Paulo Railway Company, que organizou a primeira partida de futebol no Brasil, em que seu time, o São Paulo Railway Company (que depois foi incorporado pelo São Paulo Athletic Club, que ainda existe, mas sem futebol profissional) venceu por 4 x 2 o time da Gas Company of São Paulo, em 14 de abril de 1895. A seleção brasileira de futebol só foi formada em 1914, há exatos 100 anos.

Só após o “trauma” da derrota de 1950 é que o futebol tornou-se realmente a paixão nacional, fazendo com que ganhássemos os campeonatos mundiais de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002.

Todavia, esta é uma coluna sobre Direito Financeiro, e não sobre futebol. A análise sobre o custo da Copa e dos estádios vem sendo abordada em outras colunas por José Maurício Conti neste ConJur. Aqui o enfoque será outro: o que pode fazer o governo brasileiro para organizar o futebol após o histórico vexame dos 7x1 para a Alemanha — se é que pode fazer alguma coisa.

Aldo Rebelo, Ministro dos Esportes do atual governo, falou dias atrás sobre uma “intervenção indireta” na CBF, órgão que gerencia o futebol no Brasil. Há um projeto de lei, que aparentemente conta com o apoio do governo, para fazer uma espécie deRefis do Futebol (PL 5201/13, batizado de Proforte) a fim de conceder descontos e parcelar em 25 anos o astronômico débito de R$ 4 bilhões (em valores de 2012) que 300 times de futebol têm com a Receita Federal. A contrapartida desse parcelamento seria o afastamento dos torneios oficiais daqueles times que o descumprissem ou que atrasassem os salários dos atletas — prática bastante habitual em nosso país. O fato é que a FIFA, entidade privada que organiza os campeonatos internacionais de futebol não aceita a ingerência de governos nas regras dos campeonatos organizados por suas entidades associadas, das quais uma é a CBF. Veja-se, por exemplo, que a FIFA acabou de descredenciar a Nigéria de seus campeonatos justamente por causa de “ingerências governamentais”. Logo, este tipo de regra de exclusão de clubes para obrigá-los a pagar o parcelamento de débitos fiscais certamente não funcionaria, causando mais traumas.

Será este o caminho a ser trilhado? Propor uma transação fiscal através de umparcelamento incentivado como o Refis é o melhor caminho? Penso que não.

No sentido fiscal penso que os clubes, de futebol ou não, devem ser tratados pelo Estado brasileiro como são tratadas as pessoas jurídicas que não têm finalidades lucrativas, tais como as fundações ou associações civis, como verdadeiras entidades do terceiro setor que são. Devem ser fiscalizados pelo Ministério Público e ter curadorias especializadas. Devem ser obrigados a pagar os tributos e assumir outras responsabilidades tal como ocorre com estas entidades, inclusive quanto à responsabilidade pessoal de seus dirigentes — que devem ser remunerados por essa atividade, destronando o reino da cartolagem hoje existente. Sempre achei estranha essa “dedicação desinteressada” de cartolas pelo futebol profissional — como podem se dedicar tanto, e por tanto tempo, a uma ati...
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Criada em 1997, a revista eletrônica Consultor Jurídico é uma publicação independente sobre direito e justiça que se propõe a ser fonte de informação e pesquisa no trabalho, no estudo e na compreensão do sistema judicial. A ConJur é editada por jornalistas com larga experiência nas mais conceituadas...


Dilma volta a receber vaias e xingamentos na final da Copa do Mundo


Um dos momentos mais polêmicos da cerimônia de abertura da Copa do Mundo voltou a ocorrer no encerramento: vaias da arquibancada para a presidente Dilma Roussef, convidada para a entrega da taça ao campeão, neste domingo, no Maracanã, na final Alemanha x Argentina. Ela havia recebido algumas vaias ainda durante o jogo vencido por 1 a 0 para os alemães, mas um lance da partida acabou desviando a atenção dos torcedores. Depois que acabou a partida, logo que sua imagem apareceu no telão, sofreu muitas vaias do público. E ouviu um grito de "Dilma, vai tomar no c..." durante os segundos em que ficou com a taça nas mãos, antes de entregá-la ao capitão alemão, Lahm.
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Dilma já havia sido vaiada e xingada em coro por parte da torcida que compareceu ao Itaquerão, no dia 12 de junho, para o Brasil x Croácia. E esse não foi a primeira vez. Na abertura da Copa das Confederações de 2013, em Brasília, já havia passado por isso. Depois do jogo de abertura, Dilma não foi a nenhuma partida mais da Copa do Mundo. Após o jogo em São Paulo, afirmou que jamais deixaria se perturbar por agressões verbais e xingamentos "que não podem sequer ser escutados pelas crianças e pela família".

Dias antes de oficializar que participaria da entrega da taça no Maracanã, afirmou que um eventual "constrangimento" das vaias seria "ossos do ofício". O Maracanã já havia sido palco de inúmeras vaias ao então presidente Lula na abertura dos Jogos Pan-Americanos de 2007. Ouvia xingamentos a cada vez que sua imagem aparecia no telão. Isso rendeu uma quebra de protocolo e ele optou por nem fazer o discurso de abertura. Já na Copa das Confederações, Dilma foi defendida pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, que cobrou "fair play" da torcida. Dilma passou por cima das vaias e foi seca. "Declaro oficialmente aberta a Copa das Confederações 2013."

Leia mais em: http://zip.net/bhn2qr

Um dos momentos mais polêmicos da cerimônia de abertura da Copa do Mundo voltou a ocorrer no encerramento: vaias da arquibancada para a presidente Dilma Roussef, convidada para a entrega da taça ao campeão, neste domingo, no Maracanã, na final Alemanha x Argentina. Ela havia recebido algumas vaias ainda durante o jogo vencido por 1 a 0 para os alemães, mas um lance da partida acabou desviando a atenção dos torcedores. Depois que acabou a partida, logo que sua imagem apareceu no telão, sofreu muitas vaias do público. E ouviu um grito de "Dilma, vai tomar no c..." durante os segundos em que ficou com a taça nas mãos, antes de entregá-la ao capitão alemão, Lahm.

Dilma já havia sido vaiada e xingada em coro por parte da torcida que compareceu ao Itaquerão, no dia 12 de junho, para o Brasil x Croácia. E esse não foi a primeira vez. Na abertura da Copa das Confederações de 2013, em Brasília, já havia passado por isso. Depois do jogo de abertura, Dilma não foi a nenhuma partida mais da Copa do Mundo. Após o jogo em São Paulo, afirmou que jamais deixaria se perturbar por agressões verbais e xingamentos "que não podem sequer ser escutados pelas crianças e pela família".

Dias antes de oficializar que participaria da entrega da taça no Maracanã, afirmou que um eventual "constrangimento" das vaias seria "ossos do ofício". O Maracanã já havia sido palco de inúmeras vaias ao então presidente Lula na abertura dos Jogos Pan-Americanos de 2007. Ouvia xingamentos a cada vez que sua imagem aparecia no telão. Isso rendeu uma quebra de protocolo e ele optou por nem fazer o discurso de abertura. Já na Copa das Confederações, Dilma foi defendida pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, que cobrou "fair play" da torcida. Dilma passou por cima das vaias e foi seca. "Declaro oficialmente aberta a Copa das Confederações 2013."
Leia mais em: http://zip.net/bhn2qr

Juciene Souza
Amante do Direito!
Estudante de Direito, Estagiária e uma eterna sonhadora. Vivendo em busca de dias melhores e sonhos maiores!

Amante do Direito!
Estudante de Direito, Estagiária e uma eterna sonhadora. Vivendo em busca de dias melhores e sonhos maiores!


O fim do bem estar e a volta do bom senso

Por Dr. Wéliton Roger Altoé (*)

O sonho acabou e a realidade voltou. A copa do mundo no Brasil até o jogo da nossa seleção com a Alemanhã foi um espetáculo. Trouxe para o Brasil e para o povo brasileiro uma estranha sensação de “bem estar”, de trégua em todos os setores das nossas vidas.

Todos, sem exceção, alteramos o nosso comportamento. Suportamos o vizinho chato, relevamos os problemas profissionais, adiamos decisões importantes (todas para depois da Copa). Até a queda da Presidente nas pesquisas parou, estacionou. Por um tempo definido, foi concedida uma “licença poética” aos problemas com a corrupção, saúde, segurança e educação. O povo brasileiro, como em um pacto nacional por adesão espontânea, deixou de contestar e de exigir direitos.

O brasileiro, abertamente, optou por envidar esforços para fazer a “Copa das Copas”. Esbanjamos receptividade, calor humano e simpatia, tal qual o brasileiro é em sua essência. Nos misturamos com todos os nossos visitantes, e eles se misturaram conosco, como nunca havíamos feito. Recebemos todos os povos de modo tão especial e caloroso, que o planeta reconheceu tudo o que Brasil tem de positivo. Enfim, o comportamento do povo brasileiro proporcionou que o Brasil saísse fortalecido desse mundial.

Como em um passe de mágica, a eliminação vexatória da equipe brasileira, de alguma forma nivelou o futebol à política, à saúde, educação e segurança. Esse maravilhoso clima construído, essa sensação de “bem estar”, que gerou uma “licença poética” aos problemas crônicos da nossa nação e favorecia o continuísmo, acabou.

Contrário sensu, a derrota humilhante produz a insatisfação. E a insatisfação trabalha a favor da mudança. O fracasso da nossa Seleção, com requintes de crueldade, representa o fim dessa “trégua coletiva e espontânea”, e fará o brasileiro voltar os olhos para aos problemas do país. Não só para o atraso futebolístico, técnico, tático, e organizacional. Mas principalmente para os escândalos e a corrupção que envolve a Petrobrás, os Mensaleiros, os viadutos que caem antes da inauguração, entre outros.

Como pode um acontecimento tão distante dos maiores problemas do Brasil (a derrota da Seleção) impactar tão decisivamente no resultado da nossa principal missão em 2014: Eleger nosso novo presidente?

Está na hora de acordar do sonho. Nosso país precisa capitalizar os ganhos da copa do mundo, a exposição positiva, e buscar medidas internas que nos possibilitem aproveitar esse momento. A Copa acabou e as visitas foram embora, encantadas com o nosso povo e com o nosso país. Podemos então voltar nossos olhos para o bom senso, para hospitais inacabados, para um aumento anual de gastos com o legislativo e executivo (Federais, Estaduais e Municipais), e para a redução de gastos dos governos com educação, saúde e segurança.

O Governo Dilma encerra a Copa no seu momento mais frágil: economia estagnada e a inflação mais alta do seu mandato. O Desembargador Pedro Valls Feu Rosa afirmou que a “corrupção no Brasil suga dos cofres públicos, anualmente, o equivalente a 1,35% do PIB, o que representa também o orçamento de sete ministérios”. A boa notícia é que vemos uma movimentação que se insurge contra a corrupção e a imoralidade do trato da coisa pública. Todos querem mudar esse cenário.

Pairam as seguintes dúvidas: o vexame do 7 a 1 para a Alemanhã é maior do que o vexame do mensalão? Qual produzirá maiores prejuízos para a população? Essa derrota traz um choque de realidade? Porque o mensalão, o caso da Petrobrás e superfaturamento com os gastos da Copa não podem gerar o mesmo choque?

Somos derrotados todos os dias e nada muda. A derrota escancarou a realidade. A vitória poderia dar a falsa impressão de que o continuísmo seria o melhor caminho. Temos um campeonato muito mais importante para “disputar” em outubro de 2014. Esse, de fato, mudará a vida de todos os brasileiros.

(*) Sócio Proprietário da Altoé Advocare Advogados Associados

Com Francisco e Bento XVI, final da Copa põe Vaticano em situação inédita

Pela 1ª vez, países de origem de dois papas vivos se enfrentam em Copa. Argentino Francisco adora futebol; alemão Bento XVI se interessa menos.

À esquerda, o Papa Emérito Bento XVI, que é alemão; à direita, Papa Francisco segura bandeira da Argentina, país onde nasceu (Foto: Max Rossi/Reuters/Luca Zennaro/AFP)

Neste domingo (13), Alemanha e Argentina se enfrentam no Maracanã, às 16h, para disputar a final da Copa do Mundo do Brasil. É a terceira vez que as duas seleções vão se encontrar em busca do título do Mundial, mas será a primeira final de Copa na história em que dois papas vivos, um alemão e um argentino, coabitam o Vaticano e poderão torcer por seus respectivos países e times - ambos vestidos de branco e sob o título de "Sua Santidade".

Jorge Mario Bergoglio, de 77 anos, é nascido em Buenos Aires. Foi escolhido como pontífice no conclave de março de 2013, após a renúncia de Bento XVI, e optou pelo nome Francisco. É o primeiro papa latino-americano da Igreja Católica e, como bom argentino, é fanático por futebol. Já deu demonstrações públicas de afeto pela seleção de seu país, mesmo com o "pedido de neutralidade" feito por autoridades de outros países.

Seu antecessor, o alemão Joseph Ratzinger, de 87 anos, nasceu na cidade alemã de Marktl am Inn e foi escolhido como Papa no conclave de 2005, após a morte de João Paulo II. Ele optou pelo nome de Bento XVI e renunciou ao cargo em fevereiro de 2013, tornando-se Papa Emérito. Nunca demonstrou publicamente ser torcedor de algum time, mas já reconheceu em um texto o valor do futebol como uma maneira de ensinar a importância do espírito de equipe.
Apesar da situação curiosa no Vaticano, é pouco provável que eles dois assistam ao jogo juntos, segundo informou a Santa Sé.

Pé quente x pé frio? Durante a gestão de Bento XVI, a seleção daAlemanha não foi tão bem em Copas quanto agora, em 2014. O time alemão caiu em duas semifinais – primeiro em 2006, jogando em casa, contra a Itália; depois em 2010, na África do Sul, contra a Espanha.

Em outros campeonatos em que a seleção atuou, os resultados também não foram animadores. Na Eurocopa de 2008, os alemães perderam a final para a Espanha; na edição de 2012, deixaram o torneio na semifinal, quando a Itália ganhou do time por 2 a 1.

Papa Francisco assumiu em março de 2013 a liderança dos católicos. Sua Argentina não conquista nenhum título importante desde 1993, ano em que venceu a Copa América. Desde que se tornou Papa, o time do país vizinho ao Brasil não participou de nenhum campeonato oficial, apenas da Copa do Mundo, e já está na final.

Carteirinha do San Lorenzo com o nome de JorgeMario Bergoglio (Foto: Club Atletico San Lorenzo de Almagro/AP)

Time do coração Publicamente, Bento XVI nunca demonstrou ser torcedor de alguma equipe de futebol de seu país ou de outro.

Já o Papa Francisco é torcedor de carteirinha (literalmente) e sócio honorário do San Lorenzo, de Buenos Aires. Ele já fez várias demonstrações públicas de carinho pela equipe portenha, incluindo receber jogadores e dirigentes no Vaticano.

'Empurrãozinho' O pontificado de Bento XVI durou quase oito anos (de abril de 2005 a fevereiro de 2013). Nesse período, ele incentivou a criação da Clericus Cup, uma copa entre sacerdotes e seminaristas, e a Seleção de Futebol da Cidade do Vaticano, formada por guardas suíços, venceu sua primeira partida oficial com o placar de 5 a 1 contra o SV Vollmond, da Suíça. A equipe não é filiada à Fifa e, por isso, é considerada amadora.

Já o Papa Francisco tem fama de ser "pé quente". Com 16 meses de pontificado, viu seu time, o San Lorenzo, ser vencedor da primeira divisão do Campeonato Argentino em 2013, avançar nas partidas pela Taça Libertadores da América deste ano.

Depois de eliminar o Grêmio nas oitavas de final e o Cruzeiro nas quartas de final, vai jogar no próximo dia 23 contra o Bolívar, valendo vaga para a final, em agosto.

O que pensam sobre futebol?

Que o melhor vença: na imagem Papa Francisco (esquerda) cumprimenta o Papa Emérito Bento XVI em encontro realizado no Vaticano em dezembro de 2013 (Foto: Reuters)

Erudito, Bento XVI preferiu demonstrar sua opinião sobre o futebol em um texto. No livro “Buscai as coisas do alto”, publicado em 1986, ano do Mundial do México (conquistado pela Argentina do craque Diego Maradona), o então cardeal Joseph Ratzinger escreveu um artigo em que tentava explicar a razão de o futebol ser capaz de envolver tanta gente. Ele conta que esse esporte tem um caráter de um exercício para a vida, principalmente para as crianças, e que ensina uma harmonia disciplinada ao indivíduo, já que o obriga à união com sua equipe, e que seu sucesso ou fracasso individual está diretamente ligado ao sucesso e ao fracasso do todo. “O fenômeno de um mundo apaixonado por futebol pode nos dar muito mais do que só um pouco de diversão”, reflete Ratzinger.

Já o Papa Francisco é assumidamente apaixonado por futebol. Em vários momentos de seu curto pontificado, mencionou a atividade para tentar levar aos cristãos católicos mensagens de evangelização. Enviou um vídeo de apoio ao Mundial do Brasil, onde usou termos bem brasileiros relacionados à "pelada": “Não é só no futebol que ser 'fominha' constitui um obstáculo para o bom resultado do time; pois, quando somos 'fominhas' na vida, ignorando as pessoas que nos rodeiam, toda a sociedade fica prejudicada”.

Em junho de 2013, durante audiência na Praça de São Pedro, utilizou sua experiência como torcedor do San Lorenzo, time de Buenos Aires, para pedir união aos católicos. “Se num estádio, pensemos aqui em Roma no Olímpico ou naquele do San Lorenzo, em Buenos Aires, numa noite escura, uma pessoa acende uma luz, mal se entrevê; mas se os mais de setenta mil espectadores acendem a própria luz, o estádio ilumina-se. Façamos com que a nossa vida seja uma luz de Cristo; juntos, levaremos a luz do Evangelho a toda a realidade”.

À esquerda, o alemão Papa Emérito Bento XVI; à direita, o argentino Papa Francisco (Foto: Filippo Monteforte/AFP/Arquivo e Alessandro Bianchi/Reuters)


Operador de Fresadora

De acordo com Serasa, recuo no crescimento varejista é em função da Copa do Mundo.

Juros mais elevados, baixo índice de confiança dos consumidores e desaceleração do mercado de trabalho também contribuíram para o recuo.

Com o fim da Copa do Mundo, e os feriados advindos ou não do evento, há expectativa de crescimento econômico do diversos setores produtivos nacionais. Pelo menos é essa a previsão da Serasa Experian, que afirma que o recuo do consumo em supermercados, postos de gasolina e lojas de materiais de construção é culpa dos feriados da Copa, e isso gerou diminuição de 3,2% na atividade do comércio varejista.

A queda se deu pela diminuição da atividade comercial por causa dos feriados em várias cidades-sede da Copa do Mundo, que reduziu o expediente das lojas no período. Entretanto, além disso, outros fatores constantes interferiram no resultado ruim. Entre eles: juros mais elevados, baixo índice de confiança dos consumidores e desaceleração do mercado de trabalho.

Cabe informar que somando os primeiros seis meses de 2014, a atividade varejista cresceu 3,6% liderada pelo setor de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas, combustíveis e lubrificantes (3,0%), material de construção (2,4%), móveis, eletroeletrônicos e informática (0,5%) e veículos, motos e peças (0,3%). Tecidos, vestuário, calçados e acessórios são os único segmentos do varejo que retraíram no acumulado de janeiro a junho de 2014: queda de 3,4% frente ao mesmo período do ano passado.
Imagem:Zanone Fraissat/Folhapress



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