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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

DESBRAVANDO O LITORAL CAPIXABA – UMA VIAGEM A UM LITORAL POUCO CONHECIDO - DE BARRA DO ITAPEMIRIM (ES) A BARRA DO ITABAPOANA (RJ).

POR: WILLIS DE FARIA(EM DEFEZA DA NATUREZA)

Caros visitantes e seguidores deste blog. Nestas minhas férias, resolvi "desbravar" o litoral sul do Estado, ainda desconhecido, porque anteriormente as estradas não ofereciam condições para uma viagem. O Governo do Estado completou a ES 60 (Rodovia do Sol), até a cidade de Barra do Itapaboana (RJ), usada hoje intensamente pelos fluminenses que vêem para as nossas praias. 

A construção da estrada foi efetuada para atender as exigências da Ferrous, uma grande siderúrgica que vai se instalar em Presidente Kennedy, juntamente com um mega porto. Busquei gastar conversas com os maratimbas locais para saber desta história, e obtivemos informações importantes que compartilho com vocês. Uma grande parte da restinga nativa (Fazenda Batatão), comprada com porteira fechada, em quase 50% da área vai ser destruída. Não sabíamos que a região era rica em belezas naturais. 

Foram 55 km percorridos por uma rodovia recém construída para atender a Ferrous. Um litoral de beleza impar, com falésias litorâneas, lagunas e planícies de regressão marinha coberta por densa vegetação de restinga. Junto a desembocadura dos rios existem densos manguezais, habitados for uma fauna extraordinária. A maior parte situa-se no quase desconhecido município de Presidente Kennedy no Estado do Espírito Santo. Localiza-se no extremo sul do estado e sua população estimada em 2010 pelo IBGE eram de 10.315 habitantes. Possui uma área de 586,52 km². Presidente Kennedy é uma das cidades menos populosas do Espírito Santo, porém com a 2ª maior per capita do estado com aproximadamente R$ 97.699,31, grande parte desse número se deve as explorações em alto mar da chamada camada pré-sal no Oceano Atlântico pela Petrobras e outras empresas. Presidente Kennedy possui belas praias em sua orla - de 16 km de extensão, sendo as mais conhecidas Praia das Neves e Praia de Marobá. Mata de restinga: são 9 km entre as praias de Marobá e das Neves. A vegetação densa abriga cactos e árvores de até 5 metros de altura. 

A gigantesca Ferrous Ressources do Brasil que anunciou um investimento em Presidente Kennedy de US$ 2,7 bilhões (dois bilhões e setecentos milhões de dólares podendo chegar a 11 bilhões de reais, construindo o complexo industrial e um gigante porto com usinas de pelotização na área de 12 milhões de metros quadrados assim impulsionando de vez o crescimento e desenvolvimento de Presidente Kennedy, trazendo novos frutos, novos projetos, novas indústrias e estruturando o município para o futuro. Segundo o cronograma da empresa as obras iram se iniciar no 1º semestre de 2010. 

Presidente Kennedy possui a maior reserva de petróleo marítimo do Espírito Santo, com cerca de 1,9 bilhões de barris. Atualmente, a Petrobras produz 220 mil barris por dia, no campo de Jubarte. Um marco histórico para o município de Presidente Kennedy, para o Espírito Santo, para o Brasil e também para a exploração de petróleo mundial, foi o começo da exploração de petróleo na chamada camada pré-sal, o primeiro lugar a ser explorado e o primeiro beneficiado foi o município de Presidente Kennedy. Os investimentos no pré-sal podem chegar a US$ 8,5 bilhões previstos pela Petrobras e ainda este valor pode aumentar, para os projetos em andamento no litoral do município. As descobertas na camada de pré-sal foram anunciadas em 2007. A estatal não informou o volume da descoberta em Jubarte, que pertence a Presidente Kennedy, mas somente um dos reservatórios anunciados em 2007, tem quantidade estimada em até 8 bilhões de barris. 

Com a Chegada da Ferrous Ressources do Brasil Presidente Kennedy possuirá um porto, siderúrgica, hoje já existe um gasoduto que leva gás de Cabiúnas a Vitória e que corta a região, estradas em ótima qualidade, um ótimo plano de energia e o projeto do governo federal de construir a Ferrovia Litorânea Sul, e assim dando maior agilidade no transporte das exportações. As rodovias totalmente pavimentadas, inclusive servindo de rota alternativa para quem vai a destino ao Rio de Janeiro, pela Rodovia do Sol (ES-060).

(FOTOS: WILLIS DE FARIA)
AEROFOTOGRAFIA DA BARRA DO RIO ITAPEMIRIM
 NINHAIS DAS GARÇAS NA FOZ DO RIO
EMBARCAÇÕES FOZ DO RIO ITAPEMIRIM.
MUSEU "PALÁCIO DAS ÁGUIAS" - FOZ DO RIO ITAPEMIRIM
AEROFOGRAMETRIA DA PRAIA DE MARATAIZES.
A NOVA ES 60 - CAMINHO ATÉ O RIO ITABAPOANA.
LAGOA DO SIRÍ (MARATAIZES)
LAGOA DO SIRÍ, EM DIA ENSOLARADO.
FALÉSIAS OU BARREIRAS LITORÂNEAS EM MARATAIZES.
 PRAIA DE BOA VISTA - PRESIDENTE KENNEDY
LAGOA NA PRAIA DE BOA VISTA.
LAGOA NA PRIA DE BOA VISTA, JUNTO AO MAR.
PRAIA DE MAROBÁ - PRESIDENTE KENNEDY.
PRAIA DE MAROBÁ.
FAZENDA BATATÃO, DE PROPRIEDADE DA FERROUS.
 
 PROPRIEDADE DA FERROUS, ÁREA SIDERURGICO-PORTUÁRIA.
ESTOURO DA BOIADA, COM ACOMPANHAMENTO DAS GARÇAS.
GARÇAS: "AONDE VOCE FOR EU VOU ATRÁS".
PRAIA DAS NEVES - A ÚLTIMA FRONTEIRA CAPIXABA.
PRAIA DA NEVES - PRESIDENTE KENNEDY
BARRA DO RIO ITABAPOANA(RJ)
FOZ DO RIO COM SEUS IMENSOS MANGUEZAIS.
AS GRAÇAS FAZEM A FESTA COM ABUNDÂNCIA DE PEIXES.
PORTO DA BARRA DO ITAPABOANA(RJ)
IGREJA DA BARRA DO ITABAPOANA (RJ).
INFORMAÇÕES IMPORTANTES:
Marobá entra no mapa mundial dos negócios de ferro e aço. O município de Presidente Kennedy, no litoral sul capixaba,  ganhará um complexo industrial gigantesco. São três usinas de pelotização, um mineroduto de 400 km e um porto com o dobro do calado do porto de Vitória, que vai permitir a atracação de navios de até 300 mil toneladas. 

Os investimentos no complexo industrial são da empresa Ferrous, formada por investidores da Austrália, Inglaterra e Estados Unidos. O custo inicial do projeto está orçado em quase US$ 6 bilhões(seis bilhões de dólares). Metade desse valor já foi gasto na aquisição das jazidas de minério de ferro. O restante vai ser investido no mineroduto e nas instalações industriais. A obra, em sua fase inicial, deve demandar o trabalho de 6 mil operários, e vai começar em 2009 para entrar em operação em 2013. Os empresários colocam em seu plano de metas a construção de uma siderúrgica no complexo industrial, para completar o ciclo de produção de aço que seria então exportado ou vendido no mercado interno. 

A área adquirida pela Ferrous para a construção do complexo industrial tem 12 milhões de metros quadrados e fica entre a pacata vila de Marobá, no litoral de Presidente Kennedy, e a foz do Rio Itapaboana, na fronteira com o estado do Rio de Janeiro. 

A região é de uma beleza indescritível, com praias de areias brancas e águas cristalinas. Na região rural, os moradores se dedicam à pecuária e ao plantio de cana de açúcar, abacaxi e mandioca. A instalação do complexo industrial deve transformar totalmente a paisagem bucólica de Marobá. Os trabalhadores serão recrutados em Kennedy e dos municípios vizinhos, incluindo municípios do Rio que fazem fronteira com o Espírito Santo. Para os investidores, um aviso importante: vai haver demanda por todo tipo de serviço na região, principalmente no setor de restaurantes, hotéis e pousadas. Lojas, casas de materiais de construção e serviços como os de pedreiros, eletricistas, marceneiros e pintores vão ser muito demandados. Presidente Kennedy, o campeão. O município, situado no extremo sul do Espírito Santo tem 11 mil habitantes e, até alguns anos atrás, era um dos mais pobres do estado. 

Com a descoberta do petróleo em suas águas territoriais, vieram os royalties e agora os anunciados investimentos no megaprojeto da Ferrous. O município já é um dos que mais arrecada no Espírito Santo e, se seus administradores tiverem juízo, Kennedy poderá ocupar o primeiro lugar em qualidade de vida no país, com educação, saúde, cultura e esportes sendo oferecidos a todos os cidadãos. Espírito Santo, a China é aqui. 

Com o anuncio do megaprojeto da Ferrous, o estado do Espírito Santo caminha para se tornar o maior complexo siderúrgico do Brasil. Em Anchieta, também no litoral sul capixaba, vai se instalar a Baosteel, uma siderúrgica chinesa. A partir de 2014, a Ferrous pretende construir sua própria siderúrgica, em Presidente Kennedy. Toda a área litorânea faz parte da imensa jazida conhecida como megacampo de Tupi, que vai da costa capixaba até Santa Catarina e que pode se constituir na maior jazida de petróleo do mundo. A Petrobrás já tem plataformas instaladas e pretende ampliar a exploração petrolífera na região. Um gasoduto deve interligar a região produtora do Espírito Santo com regiões consumidoras, principalmente no Nordeste. Essas condições devem tornar o Espírito Santo o maior gigante industrial do Brasil, nas próximas décadas. O estado atualmente lidera o crescimento industrial brasileiro, um crescimento “chinês” de mais de 16% ao ano, contra 11% dos segundos colocados, Paraná e Goiás; e 6,3% para a média geral do Brasil. 

E o Turismo? Uma pergunta salta aos olhos, diante do gigantismo industrial que tomou conta do Espírito Santo, e especialmente do litoral sul capixaba: como fica a situação do Turismo, cantado em prosa e verso como a mais natural vocação econômica da região? As belezas naturais, a paisagem marinha, os rios, mangues e lagoas precisam ser preservados, porque constituem um patrimônio de toda a humanidade, não apenas dos capixabas. 

A explosão industrial, pelo menos a do petróleo, passa rapidamente. Mas os recursos do patrimônio paisagístico podem ficar para a eternidade. Por isso precisam ser preservados. A rede de hotelaria instalada na região vai, inicialmente, ter seu uso desvirtuado, para servir aos interesses das empresas industriais e seus parceiros nas obras da construção civil. Isso já aconteceu em Anchieta e deve se repetir em Kennedy, com repercussões em Marataizes, Itapemirim e Piúma. Mas, depois de passada a euforia do período de construção do porto e das plantas de pelotização, os turistas voltarão. E talvez até mais animados, porque as atrações de lazer e diversão deverão ser ampliadas. 

Enfim, o turismo pode ser preservado, e até ganhar, se forem tomados os devidos cuidados na fase “crítica” do processo exploratório(no caso do petróleo) e da construção civil(no caso das plantas de pelotização). Erros grosseiros de planejamento, como no caso de Macaé(no estado do Rio), que teve a sua população inchada por favelas e cortiços, podem ser evitados com um Plano Diretor amplamente avaliado e discutido com todos os segmentos da comunidade. A Praia de Marobá pertence ao município de Presidente Kennedy, no sul do Espírito Santo. Muito procurada porque ela esta na rota do Petróleo.

QUEM É A FERROUS RESOURCES DO BRASIL?
A Ferrous Resources do Brasil S.A. é uma empresa brasileira, criada em 2007, para a pesquisa, prospecção, exploração, beneficiamento e comercialização de minério de ferro, nos mercados interno e externo. A mineradora tem como objetivo ampliar constantemente as operações de forma a tornar-se uma das maiores do mundo em seu setor. Os ativos minerais da Ferrous estão localizados no chamado quadrilátero ferríferos de Minas Gerais, bem como em Coração de Maria, na Bahia. São compostos pelas minas de Serrinha e Esperança, no município de Brumadinho; Santanense, em Itatiaiuçu, além de Viga, em Congonhas, e Viga Norte, em Itabirito, e Jacuípe, em Coração de Maria (BA). 


Ferrous Resources ameaça a natureza no Brasil
- Problemas em Minas Gerais.
 
As estimativas dos recursos minerais dessas áreas permitem que a Ferrous projete uma produção de 25 milhões de toneladas por ano, a partir de 2013, e de 50 milhões de toneladas por ano a partir de 2017. Para garantir o escoamento de sua produção, a empresa construirá um porto em Presidente Kennedy, no extremo sul do Estado, interligado por um mineroduto de aproximadamente 400 km às suas minas. 

Nas minas de Serrinha e Esperança, a empresa focou seus primeiros esforços e investimentos na recuperação ambiental, com o objetivo de deter processos de deterioração ocorridos em período anterior à sua gestão. O trabalho, que incluiu a geometrização das cavas, o desassoreamento de rios, dentre outras ações, foi reconhecido e premiado pelo 12º Prêmio de Excelência da Indústria Minero-Metalúrgica Brasileira. 

Licenciamento Ambiental: As minas, porto e mineroduto, empreendimentos da Ferrous, encontram-se em estudos de engenharia e licenciamento ambiental. O licenciamento ambiental é um pré-requisito para a instalação de qualquer um desses empreendimentos e possui como uma de suas mais expressivas características a participação social na tomada de decisão, por meio da realização de Audiências Públicas como parte do processo. Pelotização e Siderurgia: Além de projetos para exploração de minas de minério de ferro e escoamento da produção, a Ferrous possui projetos para a instalação de três usinas de pelotização em Presidente Kennedy (ES), e duas usinas siderúrgicas, uma em Presidente Kennedy e outra em Juiz de Fora (MG), para a produção de aço.

 
 ÚLTIMA NOTICIA: TÁ CHEGANDO A HORA!!!!! (Clique para ampliar)
 
CLIP DA VIAGEM POSTADO NO YOU TUBE

Um comentário:

  1. Parabéns pelo seu trabalho e por esse espaço. Desde criança quando eu passava pelo centro de Vitória, morria de curiosidade de saber como era Vitória antigamente.
    Como os capixabas foram negligentes em preservar sua arquitetura antiga!!!
    Esse Centro e a região da Vila Rubim me dá pena...
    Adoraria ter vivido aquela época!!!

    Aliás, vc não poderia pesquisar mais fotos digitalizadas de Paulo Bonino e Photo Paes?
    São as melhores...
    Obrigado.

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