HEITOR VILLA LOBOS - UMA HOMENAGEM HOJE AOS 125 ANOS DE ANIVERSARIO DE NASCIMENTO..

 


Composição de Heitor Villa Lobos e parte integrante da peça Bachianas Brasileiras nº 2. A obra se caracteriza por imitar o movimento de uma locomotiva com os instrumentos da orquestra.
Regente: Sir Eugene Goosens
Orquestra Sinfônica de Londres




H. Villa-Lobos: Bachianas Brasileiras No. 1, I. Introduction (Embolada) played by CELLOMANIA CROATA directed by V. Despalj live in concert, Dubrovnik Summer Festival 2005



Andres Segovia in concert plays Prelude n.1 by Villa-Lobos.


A brilliant performance by John Williams



Heitor Villa-Lobos

Heitor Villa-Lobos (Rio de Janeiro, 5 de março de 1887 – Rio de Janeiro, 17 de novembro de 1959) foi um maestro e compositor brasileiro.
Destaca-se por ter sido o principal responsável pela descoberta de uma linguagem peculiarmente brasileira em música, sendo considerado o maior expoente da música do modernismo no Brasil, compondo obras que enaltecem o espírito nacionalista, ao qual incorpora elementos das canções folclóricas, populares e indígenas.
Filho de Noêmia Monteiro Villa-Lobos e Raul Villa-Lobos, oi desde cedo incentivado aos estudos, pois sua mãe queria vê-lo médico. No entanto, Raul Villa-Lobos, pai do compositor, funcionário da Biblioteca Nacional e músico amador,  deu-lhe instrução musical e adaptou uma viola para que o pequeno Heitor iniciasse seus estudos de violoncelo. Aos 12 anos, órfão de pai,[6] Villa-Lobos passou a tocar violoncelo em teatros, cafés e bailes; paralelamente, interessou-se pela intensa musicalidade dos "chorões", representantes da melhor música popular do Rio de Janeiro, e, neste contexto, desenvolveu-se também no violão. De temperamento inquieto, empreendeu desde cedo escapadas pelo interior do Brasil, primeiras etapas de um processo de absorção de todo o universo musical brasileiro. Em 1913 Villa-Lobos casou-se com a pianista Lucília Guimarães, indo viver no Rio de Janeiro.
Em 1922, Villa-Lobos participa da Semana da Arte Moderna, no Teatro Municipal de São Paulo. No ano seguinte embarca para Europa, regressando ao Brasil em 1924. Viaja novamente para a Europa em 1927, financiado pelo milionário carioca Carlos Guinle. Desta segunda viagem retorna em 1930, quando realiza turnê por sessenta e seis cidades. Realiza também nesse ano a " Cruzada do Canto Orfeônico" no Rio de Janeiro. Seu casamento com Lucília termina na década de 1930. Depois de operar-se de câncer em 1948, casa-se com Arminda Neves d'Almeida a Mindinha, uma ex-aluna, que depois de sua morte se encarrega da divulgação de uma obra monumental, O impacto internacional dessa obra fez-se sentir especialmente na França e EUA, como se verifica pelo editorial que o The New York Times dedicou-lhe no dia seguinte a sua morte. Villa-Lobos nunca teve filhos.
É possível encontrar na obra de Villa-Lobos preferências por alguns recursos estilísticos: combinações inusitadas de instrumentos, arcadas bem puxadas nas cordas, uso de percussão popular e imitação dos cantos de pássaros. O maestro não defendeu nem se enquadrou em nenhum movimento,  e continuou por muito tempo desconhecido do público no Brasil e atacado pelos críticos, dentre os quais Oscar Guanabarino.Também se encontra em sua obra uma forte presença de referências a temas do folclore brasileiro.Faleceu em 17 de novembro de 1959. Encontra-se sepultado no Cemitério São João Batista no Rio de Janeiro.Em 1960, o governo do Brasil criou o Museu Villa-Lobos na cidade do Rio de Janeiro.
Principais composições

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Fac-simile da partitura original feita por Villa-Lobos da música "Os escravos de Job" para o "Guia Prático" em fevereiro de 1938.
 
 12 sinfonias (1916–1957)
  • Uirapuru (1917)
  • Amazonas (1917)
  • Choros
    • n.º 06 (1926)
    • n.º 08 (1925)
    • n.º 09 (1929)
    • n.o 10 - Rasga o Coração
    • n.º 11 (1928)
    • n.º 12 (1929)
  • Bachianas brasileiras
  • Erosão (1950)
  • Odisseia de uma Raça (1953)
  • Gênesis (1954)
  • Emperor Jones (1956)
  • Momoprecoce para piano e orquestra (1929)
  • 5 concertos para piano e orquestra (1945, 1948, 1957, 1954, 1954)
  • Martírio dos Insetos para violino e orquestra (1925)
  • 2 concertos para violoncelo e orquestra (1913, 1955)
  • Concerto para Violino e Orquestra (1951)
  • Concerto para Violão e pequena orquestra (1951)
  • Concerto para Harpa e Orquestra (1953)
  • Concerto para Harmônica e Orquestra (1953)
  • Ciranda das Sete Notas para fagote e orquestra (1953)
  • Fantasia para Violoncelo e Orquestra (1945)
  • Concerto grosso (1958)
  • Danças Características Africanas (1914)
  • Prole do Bebê n.º 01 (1918)
  • Prole do Bebê n.º 02 (1921)
  • Lenda do Caboclo (1920)
  • Caixinha de Música Quebrada
  • Rudepoema (1926)
  • Choros n.º 05 (1926)
  • Cirandas (1929)
  • Saudades das Selvas Brasileiras (1927)
  • Valsa da dor (1930)
  • Ciclo Brasileiro (1936)
  • As Três Marias (1939)
  • Hommage a Chopin (1949)
  • 17 quartetos de cordas (1915–1957)
  • 3 trios para piano, violino e violoncelo
  • Sexteto Místico (1917)
  • Quarteto Simbólico (1921)
  • Trio para oboé, clarinete e fagote (1921)
  • Noneto (1923)
  • Quarteto de sopros (1928)
  • Quinteto em Forma de Choros (1928)
  • Bachianas n.º 01 para conjunto de violoncelos (1930)
  • Bachianas n.º 06 para flauta e fagote (1938)
  • Trio de cordas (1945)
  • Duo para violiono e viola (1946)
  • Assobio a Jato (1950)
  • Fantasia Concertante (1953)
  • Duo para oboé e fagote (1957)
  • Quinteto instrumental (1957)
  • Choros n.º 01 (1924)
  • 12 Estudos (1924–1929)
  • 5 Prelúdios (1940)
  • Suite Popular Brasileira (5 peças) (1908-1912 e 1923)
  • Canções típicas brasileiras (1919)
  • Guia Prático (1938)
  • Serestas (1925)
  • Bachianas n.º 05 (1938–1945) para soprano e 8 violoncellos
  • Floresta do Amazonas (1958)
  • Modinhas e canções (1933–1942)
  • Poema de Itabira (1942)

  • Vida Pura, oratório (1919)
  • Descobrimento do Brasil, 4 suítes (1937)
  • Missa de São Sebastião (1937)
  • Bendita Sabedoria (1958)
  • Magnificat (1958)
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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