PENEDO: UM MONUMENTO NATURAL NO ESTREITO DA BAIA DE VITÓRIA.
(POR: WILLIS DE FARIA)
Se o Penedo falasse, muita
historia teria para contar. Desde o inicio da colonização, ai foi o palco de
muitas historias, das batalhas contra os invasores estrangeiros (piratas e
corsários), ingleses, franceses e holandeses. Admirado pelos ilustres
cientistas que vieram a convite de D. Pedro II. Sem falar nos marinheiros, dos
mais extremos pontos do mundo, que tocaram os olhos neste monumento natural do
interior de seus navios comerciais. Podemos dizer que o guardião da baia de
Vitória (hoje estreito), pois pela configuração geográfica perdeu este status.
LENDAS E MITOS
Durante
muito tempo, o acesso à cidade de Vitória era feito apenas por navios de
cabotagem, porque não existiam estradas nem pontes ligando Vitória ao
Continente. Quando a embarcação se aproximava da rocha, era comuns os
passageiros atirarem moedas do convés do barco em direção ao rochedo. Como a
distância era razoável e a ventania forte na região, dificilmente a oferenda
atingia o alvo. Então, dizia-se que quem conseguisse acertar a moeda teria um
pedido atendido.
Uma
outra versão conta que para evitar que o navio fosse engolido pelo Penedo –
neste caso chamado de Pedra da Batata – os marinheiros jogavam batatas para
ele.
Em
uma terceira versão, diz-se que um gênio bondoso vive, até hoje, preso no
interior da pedra, exilado por vontade própria depois de ter presenciado a
matança dos índios pelos colonizadores portugueses.
Como
o gênio continuava concedendo vontade bastaria que se atirasse uma rosa na
água, solicitando um desejo sincero, que seria atendido se a flor alcançasse o
pé do rochedo.
Conta-se
ainda, que nas noites de tempestades e de marés vazantes, o Penedo soltava
gemidos horríveis, que aterrorizavam os moradores. Depois, descobriu-se que era
apenas o barulho das águas batendo na pedra, junto com os sons da tempestade.
Quem o via, logo pensava alcançar
seu topo, pois do alto se descortinaria maravilhosa visão panorâmica de seu
entorno em 360°. A entrada da barra, oceano atlântico e os contrafortes de
nossa cadeia de serras.
Já em 1929, o Engenheiro Saldanha
da Gama, executou um projeto arquitetônico ligando a curva do Clube Saldanha da
Gama ao Penedo. Um sonho que não se realizou, mas ficou nos anais de nossa historia.
Este
projeto é de autoria do Engenheiro Saldanha da Gama de 1929. Esta ponte ligaria
o Penedo ao Forte São João na Curva do Saldanha. No projeto, o trânsito seria
desviado do Centro de Vitória (ES) e sairia na Darly Santos, em Vila Velha (ES)
e utilizaria uma rodovia dentro do Cais de Capuaba e outros acessos.
VISÕES DO PENEDO AO LONGO DOS TEMPOS MODERNOS
Localizado
às margens do canal da baía de Vitória, na foz do rio Aribiri o monumento foi
criado pelo Decreto Nº 071/07 e regulamentado pela Lei Nº 4.930/2010. Em uma
área de 187.888,97 m²,
consiste de um maciço rochoso litorâneo de extrema beleza, de formação
granítica e gnáissica e a cobertura vegetal trata-se de um remanescente de Mata
Atlântica. O Morro apresenta em torno de 132 metros de altitude e
relevo forte ondulado e escarpado, consistindo em um monumento natural de
referência turística e cultural para todo o Estado do Espírito Santo.
Quantos
aos aspectos naturais, a formação rochosa do Morro do Penedo é composta por
vegetação remanescente de Mata Atlântica, bioma que se localiza sobre a imensa
cadeia montanhosa litorânea que ocorre do oceano Atlântico, reside nas Serras
do Mar e da Mantiqueira, abarcando os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio
de Janeiro e Espírito Santo (RIZZINI, 1997). O mesmo autor cita o termo Scrub
para essas formações vegetacionais de Mata Atlântica que se apresentam sempre
verdes em manchas dispersas e ocorrem nas rochas da orla marítima.
O
projeto conceitual para implantação de um Parque
no Monumento Natural Municipal Morro do Penedo foi finalizado no final do
primeiro semestre de 2012. O objetivo da Secretaria de Meio Ambiente é tornar a
Unidade de Conservação um ponto de visitação para que moradores, turistas,
pesquisadores e estudantes tenham a oportunidade de conhecer a biodiversidade
do local e contemplar a beleza natural do manguezal de Aribiri e a baia de
Vitoria.
O
projeto, que tem como base manter moldes originais do Monumento, prevê a
implantação de Centro de Vivência, trilhas para passeio ecológico, mirante,
passarelas, cais flutuante, pórtico de entrada, píer para chegada pelo mar, e
deque de madeira. Além disso, está previsto a instalação de uma torre de acesso
entre o Morro da Urca e do Penedo, de um sistema de captação de água da chuva,
e ainda a restauração da casa de pedra com museu.
O
objetivo do projeto é tornar o Penedo um ponto de visitação para que moradores,
turistas, pesquisadores e estudantes tenham a oportunidade de conhecer a
biodiversidade da Unidade de Conservação e contemplar a beleza natural do
manguezal.
O
projeto, que tem como base manter moldes originais do monumento, prevê a
implantação de Centro de Vivência, trilhas para passeio ecológico, mirante,
passarelas, cais flutuante, pórtico de entrada, píer para chegada pelo mar, e deque
de madeira. Além disso, está previsto a instalação de uma torre de acesso entre
o Morro da Urca e do Penedo, de um sistema de captação de água da chuva, e
ainda a restauração da casa de pedra com museu.








Olá, primeiramente gostaria de parabenizá-los pela excelente ferramenta de estudo que é este blog. Sou estudante de Geografia pela UFES e pesquiso sobre o comércio tradicional do centro de Vitória, os estabelecimentos comerciais que mantém sua configuração original e os que mudaram sua forma e/ou função ao longo do tempo. O tema é pouco estudado, o que se torna difícil a busca por referências. Gostaria de saber se vocês possuem alguma informação que possa contribuir com meu projeto de pesquisa, que possa ser disponibizado via blog, por email ou entrevista, conversa, enfim. Aguardo retorno. Obrigada.
ResponderExcluirCara Rayne
ResponderExcluirEstou preparando uma matéria que terá como titulo: "O QUE SOBROU DO NOSSO PATRIMÔNIO HISTÓRICO", que versará sobre as demolições ocorridas no centro de Vitória a partir de 1927, com a tal "modernização" do centro da cidade, uma copia do que foi feito no Rio de Janeiro e Paris. Terá fotos de como era a cidade antes e abordará este crime contra o nosso patrimônio. Vitória é a 3º cidade mais antiga do país e não sobrou quase nada das edificações. Aguarde.