--> ILHA DAS COBRAS – “A ILHA MISTERIOSA”. Uma expedição realizada no dia 17 de abril, após mais de 30 anos de abandono da referida ilha, desvenda este mistério. Localizada no centro do canal acesso ao porto e centro da cidade Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, de Vitória, se destaca pela deslumbrante cobertura vegetal, composta de exemplares típicos da mata atlântica. Ela é envolvida por muitos mistérios, e pouco se encontra referencia bibliográfica sobre sua história. Vista ao longo dos séculos, por viajantes, piratas invasores, que buscavam a nossa ilha em busca do tesouro dos portugueses. Sua forma arredondada, e dá sempre boas vindas aos grandes navios cargueiros de todas as partes do mundo, que passam a poucos metros de sua margem. Em um esboço da planta de Vitória, datada 1896, ela esta referenciada como Ilha Juan Fernandes, e depois as Cartas náuticas, passaram a referenciá-la como Ilha das Cobras. Foi adquirida por um abastado comerciante capix...
(crônica histórico-literária) POR: WILIS DE FARIA Na manhã de 23 de maio de 1535, o mar da costa capixaba amanheceu inquieto, respirando em ondas curtas e densas, como se soubesse que um novo capítulo pisaria suas margens. O céu, ainda envolto em névoa fina, deixava o sol romper aos poucos, tingindo de dourado as águas da grande baía que, séculos depois, seria conhecida como Vitória. Vinha do Atlântico a embarcação de Vasco Fernandes Coutinho, fidalgo português e donatário da Capitania do Espírito Santo. O navio, castigado por meses de travessia, trazia homens endurecidos pelo sal, pela fome e pela incerteza. Eram cerca de sessenta colonos, soldados, degredados, aventureiros e religiosos — homens enviados não apenas para chegar, mas para permanecer. Da embarcação, Coutinho observava a terra. À frente, morros cobertos de mata atlântica se erguiam quase intactos, verdes e densos, onde o vento agitava copas altas e pássaros cruzavam o céu em voos rápidos. O...
(POR WILLIS DE FARIA) Não podíamos deixar de falar deste primeiro jardim da cidade de Vitória, que completou 100 anos de existência, mas sem perder seu charme e beleza. No dia 19 de maio de 1912, podemos dizer que foi pela primeira vez em que a população da cidade de Vitória teve como passear em uma área de planície, com belos jardins. Tendo seu entorno, emoldurado por belas residências e o magistral quartel da Policia Militar nos contrafortes do morro do Moscoso. Na realidade formava-se um belo bairro aristocrático. Poderemos observar nas fotos do dia da inauguração, que poucas pessoas estão presentes para esta grandiosa festa, pois provavelmente o povo miúdo (operários, pequenos comerciantes e moradores da pariferia) ficaram de fora. Estão apenas presentes homens com seus ternos brancos de linho, e seus chapéus de palha. As mulheres com vestidos longos, e seus chapéus adornados e também com suas sombrinhas protetoras do sol. O símbolo da aristocracia da época. Hoje...
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