BLOCO TURMA DO FUNIL ABRILHANTA O CARNAVAL DE GUARAPARI
REPORTAGEM ESPECIAL
POR: WILLIS DE FARIA
POR: WILLIS DE FARIA
O CARNAVAL no município
de Guarapari este ano de 2013 foi prejudicado pelo não repasse de verbas para
as escolas de samba, e blocos carnavalescos, e também como a não contratação de
seguranças para o desfile na Avenida pelos Blocos Carnavalescos e Escolas de
Samba. Ficando o carnaval por conta de alguns blocos carnavalescos que de seu
próprio bolso arcaram com todas as despesas. As escolas de samba se negaram a
sair em protesto.
O Bloco Carnavalesco
Turma do Funil, deu um exemplo de responsabilidade com seus mais de mil
foliões, realizando um carnaval exemplar com muita responsabilidade e garra. Abriu
o carnaval a sexta feira às 19,00 horas, desfilando por todo centro da cidade..
Estavam todas as manhas de 10,00h as 14,30 na Praia das Castanheiras, no
calçadão alegrando o carnaval na praia e fazendo alguns arrastões no calçadão.
Desfilou na Avenida sábado as 21,00h horas e segunda às 21,00 horas, e para
garantia dos foliões, a diretoria pagou de seu próprio bolso os seguranças
patrimoniais que em todo percursos acompanharam o Bloco. Ainda após o desfile
ofereceu os salões do Siribeira Iate Clube para o baile dos foliões do Bloco
Carnavalesco. Este é um exemplo de compromisso com a folia.
Na terça feira,
lamentavelmente não foi realizada desfile dos blocos carnavalescos na avenida,
por que os mesmos não tinham como pagar
os seguranças. Uma vergonha para o carnaval de Guarapari, e um
desrespeito ao publico que buscou aquele balneário para esta festa de folia.
Podemos afirmar que o BLOCO CARNAVALESCO TURMA DO FUNIL cumpriu toda a sua obrigação
perante aos seus foliões.
Merecia receber o
troféu DIGNIDADE E RESPONSABILIDADE. Uma pena que não existe. Mas, alguns
Vereadores, mais sensíveis a causa, poderiam lançar algumas palavras a tribuna
da Câmara e fazer este elogio ao Bloco Carnavalesco que honrou todos os
compromissos em com o carnaval de Guarapari.
Parabéns meu amigo
Cicílio Rangel para sua garra e determinação, e organização do Bloco
Carnavalesco.
Eis a nota oficial
emitida pelo Prefeito interino:
O MUNICÍPIO DE GUARAPARI vem a público esclarecer os
acontecimentos relativos à realização do Carnaval 2013 que tradicionalmente
ocorre todos os anos no Centro da Cidade, com desfiles das agremiações
carnavalescas, Escolas de Samba e Blocos.
NOS ÚLTIMOS ANOS as festividades foram realizadas através
da formalização de CONVÊNIOS e repasse de verba pública, envolvendo subvenções
às entidades carnavalescas como também para todo o aparato instalado na
avenida, tais como palanque, sonorização, iluminação, separador de público,
entre outros.
No carnaval do ano passado (2012), foi realizado convênio
entre o Município de Guarapari e a ESCOLA MOCIDADE ALEGRE DE OLARIA por solicitação
da Secretaria Municipal de Turismo.
Objetivando a realização do Carnaval de 2013, o
procedimento foi novamente repetido pela SECTUR a favor da mesma agremiação
carnavalesca, devidamente PROTOCOLIZADA EM NOVEMBRO DE 2012 sob o nº
19.135/2012.
OCORRE que a Controladoria Geral do Município de
Guarapari, nos autos daquele processo constatou que a PRESTAÇÃO DE CONTAS da
Mocidade Alegre de Olaria do ano de 2012, analisadas em junho de 2012, NÃO
HAVIA SIDO APROVADA, tendo sido inclusive solicitado à referida entidade que
apresentasse JUSTIFICATIVA num prazo máximo de 15 dias, e a mesma não o fez.
Somente às vésperas do CARNAVAL deste ano, em data de
17/01/13, a entidade apresentou suas justificativas, sendo declaradas
INSATISFATÓRIAS pelo órgão fiscalizador oficial.
Desta forma, e sob os olhos da legalidade, a
Controladoria Geral do Município com acolhimento da Procuradoria Geral, nos
autos do mencionado procedimento administrativo, RECOMENDA A NÃO FORMALIZAÇÃO
DO CONVÊNIO com a Escola Mocidade Alegre de Olaria, não havendo nenhuma outra
possibilidade, dentro dos trâmites legais, o repasse para realização do evento.
A vontade pessoal do Gestor Público não pode sobrepor ao
princípio da legalidade no trato com a coisa pública.
O Prefeito Municipal de Guarapari relembra a todos que as
Festas de Carnaval, historicamente, independem do ente público para sua
realização, considerando que já nasce das manifestações populares.
BLOCO CARNAVALESCO TURMA DO FUNIL – 2013 NA AVENIDA –
GUARAPARI.
Apresentamos um arrastão de alegria que levaram os foliões ao
delírio com as antigas marchinhas. Já são 11 anos, que vem percorrendo por dois
dias a principal Avenida da Cidade balneária de Guaraparí (ES) à noite, e
trouxemos para a Avenida Joaquim da Silva Lima, com a passarela de 500 metros,
mais de 1.500 foliões, ao som das antigas marchinhas carnavalescas, com uma
bandinha furiosa, com músicas que abrilhantaram os carnavais das décadas de 50
a 80, nos salões dos clubes e nas principais ruas do Brasil.
Ela em Guaraparí
não caiu no esquecimento, pois puxam multidões de todas as partes do Brasil que
vão à busca das praias do balneário e carnaval animado de rua. Pudemos
participar desta folia na bateria do bloco (ritmista/repenique) e postar estas
imagens para vocês, que nos fez voltar aos belos tempos do passado. Vale à pena
conferir esta jornada carnavalesca em uma viagem no túnel do tempo de velhas
marchinhas e marcha-ranchos. [
O bloco após o desfile continuou sua folia no Siribeira
Iate clube. Os músicos percussionistas dos instrumentos de metais pertencem à
premiada Lira Bom-Jesuense, da cidade de Bom Jesus do Norte (RJ).
Que não conhece esta música, o carro chefe da bandinha furiosa:
TURMA DO FUNIL
Chegou à turma do funil
Todo mundo bebe
Mas ninguém dorme no ponto
Ah, ah!
Mas ninguém dorme no ponto
Nós é que bebemos
e eles que ficam tontos, morou
Eu bebo sem compromisso
É o meu dinheiro
Ninguém tem nada com isso
Enquanto houver garrafa
Enquanto houver barril
Presente está à turma do funil.
Outras músicas também estão no repertório da folia momesca:
- As pastorinhas (Noel Rosa)
- Cabeleira do Zezé (João Roberto Kelly)
- Me dá um dinheiro aí (Moacyr Franco)
- Bota a camisinha (Chacrinha)
- A jardineira (Benedito Lacerda), entre outras.
BLOCO CARNAVALESCO TURMA DO FUNIL - DESFILE NA AVENIDA - CARNAVAL GUARAPARI 2013.
(CLIQUE SOBRE AS FOTOS PARA VE-LAS AMPLIADAS)
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HISTORICO:
Bloco Carnavalesco Turma do Funil, presta sempre uma
homenagem a Carlos Alberto Ferreira Braga, conhecido como Braguinha e também
por João de Barro, (Rio de Janeiro, 29 de março de 1907 - 24 de dezembro de
2006) foi um compositor brasileiro, famoso pelas suas marchas de carnaval, foi
o autor da Turma do funil.
Braguinha estudava Arquitetura na Escola Nacional de
Belas Artes e resolveu adotar o pseudônimo de João de Barro, justamente um
pássaro arquiteto, porque o pai não gostava de ver o nome da família circulando
no ambiente da música popular, mal visto na época. Pseudônimo este que adotou
quando integrou o Bando dos Tangarás, ao lado de Noel Rosa, Alvinho e
Almirante.
Em 1931 resolve deixar a Arquitetura e dedicar-se à composição. No
carnaval de 1933, consegue os primeiros grandes sucessos com as marchas
'Moreninha da Praia' e 'Trem Blindado', pouco antes do fim do Bando de
Tangarás, ambas interpretado por Henrique Foréis Domingues, mais conhecido como
Almirante, que se casou no ano seguinte com sua irmã Ilka.
Suas composições são
conhecidas e cantadas por todos os brasileiros: Pirata da Perna de Pau,
Chiquita Bacana, Touradas de Madri, A Saudade mata a Gente, Balancê, As
Pastorinhas, Turma do Funil e muitas outras. Sua musicografia completa,
inclusive com versões e músicas infantis, passa dos 420 títulos, uma das
maiores e de mais sucessos de nossa música popular. Em 1937, fez letra para uma
das composições mais gravadas da música popular brasileira, o samba-choro
Carinhoso, feito por Pixinguinha vinte anos antes.
Lançado por Orlando Silva,
Carinhoso recebeu mais de cem gravações a partir de então, tais como Dalva de
Oliveira, Isaura Garcia, Ângela Maria, Gilberto Alves, Elis Regina, João Bosco
e outros. Na década de 1940, passou a fazer dublagens para produções
cinematográficas realizadas por Walt Disney.
Os parceiros mais constantes
foram: Alberto Ribeiro, médico homeopata e grande amigo, Alcyr Pires Vermelho,
Antônio Almeida e Jota Júnior. Faleceu aos 100 anos em 24 de dezembro de 2007,
vítima de falência múltipla dos órgãos provocada por infecção generalizada.
CARNAVAL NO SIRIBEIRA IATE
CLUBE
O tradicional Siribeira Iate Clube fundado em 18 de fevereiro
de 1948, e famoso por glorias no passado, ressuscitou novamente de alegria, ao
som das marchinhas carnavalesca do Bloco Carnavalesco Turma do Funil.
Após o
desfile na Avenida, os componentes do bloco, na segunda feira, foram para o clube, que o contagio de alegria
como nos velhos tempos. Voltamos aos velhos tempos e que beleza. Ao voltar do
desfile da Avenida, todo bloco se deslocou para o Siribeira Iate Clube, o clube
foi fundamental para continuar a folia em um lugar com muito calor humano e
suor da folia até as 4,00h da manhã.
Pudemos participar desta folia na bateria
do bloco (ritmista/repenique) e postar estas imagens para vocês, que nos fez
voltar aos belos tempos do passado. Vale à pena conferir esta jornada
carnavalesca em uma viagem no túnel do tempo de velhas marchinhas e
marcha-ranchos.
BLOCO TURMA DO FUNIL - BAILE CARNAVALESCO - SIRIBEIRA IATE CLUBE - GUARAPARI-2013
SIRIBEIRA IATE CLUBE
(SUA BREVE HISTÓRIA)
Tudo começou com amigos seresteiros que se reuniam na praia
para cantar e tomar um aperitivo e contemplar aquela encantadora península, que
na maré alta unia as praias da Areia Preta e do Meio e transformava o pontal em
ilha. Segundo Silva Mello, era uma paisagem impar "com uma perspectiva
perfeita das rochas contra o mar".
Destes amigos, cabe citar Dr. Heliomar
Carneiro da Cunha, Osvaldo Epaminondas do Almeida (que foi prefeito de
Guarapari), Simplício de Almeida e Everaldo Carvalho Nascimento. Segundo
depoimento do Sr. Everaldo, quem idealizou tudo foi Heliomar C. Cunha que havia
sido "imbuído por um devaneio de praia, numa manhã curtida de sol, para
criar aquela que seria por muitos anos, a alegre agremiação onde as famílias se
irmanariam numa convivência respeitosa e feliz".
Em 1947, o General Eurico Gaspar Dutra, então Presidente do Brasil, deu o titulo de posse e Heliomar C. da Cunha e Epaminondas de Almeida fizeram os títulos de Sócio Proprietário, no valor de 1000 cruzeiros e a maioria foi vendida para pessoas de Vitória, Minas, São Paulo e outros estados. A primeira festa aconteceu no dia 11/02/1947 e, como não podia deixar de ser, era carnaval. Uma semana depois, aconteceu a cerimônia de lançamento da pedra fundamental.
No dia 18 de fevereiro de 1948, nasceu o SIRIBEIRA IATE CLUBE,
fruto da conversa de amigos, seresteiros e companheiros de
"maratimbas" (nativos da região). Primeiro foi construído um rústico
barraco de palha, onde se improvisava um palco e o músico Gervásio Bodart, no
comando do conjunto "Muquiçaba Serenaders", animava os foliões com
animadas marchinhas. Depois foi construída a sede, decorada com redes, peneiras
e cascas de sururu, bem regional.
O projeto da sede foi realizado por Hélio de
Almeida Viana. A seqüência de festas era animada pelas orquestras Hélio Mendes,
Mauricio de Oliveira, H.O. e outras e culminava com o carnaval que mereceu uma
nota do famoso colunista Ibrahim Sued: "...Existe no Espírito Santo um
clube que faz um carnaval que rivaliza com os melhores carnavais do país e tem
um nome esquisito Serebera..." Isto motivou a vinda de jornalistas do Rio
e São Paulo e da TV Tupi, a mais importante emissora da época para fazer a
cobertura da folia de Momo.
O nome SIRIBEIRA foi escolhido em função de existir na pedra, numa poça d'água alimentada pela maré alta, uma árvore curvada pelo vento - A Siriba ou Siribeira é Avicennia Schaueriana, uma arvore de grande porte que incide em locais mais secos do manguezal e em beiras de praia onde há muita salinidade.
Os manguezais predominantes da região, cuja casca - o tanino é usado pelos
artesãos de panela de barro para tingir de negro o mais tradicional artesanato
do Espírito Santo, onde são preparadas as famosas Moquecas. Esta árvore caiu
num vendaval na década de 60.
O famoso Clube de glórias passadas sempre estará
guardando em si uma extraordinária vitalidade. Plantado numa ponta rochosa que
investe mar adentro, que antigamente constituía uma formação litorânea
denominada ístimo, cujas águas durante a maré ata ligava a praia de meio a
praia da Areia Preta.
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