TESTE NAS RUAS DE VITÓRIA REVELA O DESCASO COM A CULTURAL CAPIXABA.

(POR: WILLIS DE FARIA)

A história deixou ha muito tempo, de ser um simples registro dos fatos, onde a curiosidade humana se deliciava em leituras empolgantes ou os espíritos buscavam ilustrar-se para exibições a agrupamentos de amigos. Transformou-se em vasto campo de pesquisas sobre a evolução, configurando-se entre as fontes mais preciosas de elementos científicos, relacionados com a sociologia, com a politica, com a economia e tantas outras disciplinas em que o homem é o elemento central.

A ideia de emoldurar numa obra os monumentos de uma cidade, referindo-se a importância a existência, é um esforço que visa somente enriquecer os recursos dos estudiosos.

Em relação aos monumentos contemporâneos, as apreciações ou simples descrição identificadora constituem um valioso subsídio par as gerações vindouras, nem sempre suficientes esclarecidas, quanto às origens da fixação do fato, na nudez dos elementos construtivos, acompanhados de legenda, por vezes expressivas.


Vários são os monumentos erguidos pelos capixabas na capital, para perpetuar sua data e feitos históricos e homenagear os seus grandes vultos do passado, ou daqueles que fizeram parte do cotidiano de nossa cidade. As estatuas de Vitória, aproxima-se ao numero de 80, onde o povo passa diariamente próximo aos mesmos e pouquíssimos são os que param pra observa-los. Assim sendo, seria necessário um esclarecimento na rede escolar e pelos meios de comunicação a população em relação a historias das pessoas e os fatos acontecidos, pois por trás das simples carinhas que apresentam muitos bustos ou estátuas se esconde um grande passado histórico.

Os nossos monumentos estão em situação precária, pelo abandono das autoridades públicas e a ação do vandalismo desenfreado, através das pichações e depredações dos mesmos. O índio Araribóia, refém restaurado, já esta com sua flecha arrancada.
Por quais motivos um bem público torna-se alvo de vândalos? Bem, é necessário recorrer à história para compreender um pouco melhor: o termo vandalismo teve sua origem na História Antiga, e refere-se aos povos bárbaros que invadiram Roma e lá realizaram saques. Assim sendo, o vandalismo é uma ação motivada pela hostilidade contra a arte e a cultura de um povo, ou seja, destruição intencional de bens e propriedades.

Os anos se passaram e o vandalismo vem ganhando vida nas principais capitais brasileiras.

Mas até quando vamos conviver com esse tipo de atitude? Qual é a solução efetiva para esse problema? Entendo que a saída está sem dúvida na educação da população, em especial, das crianças, só assim será possível encontrar a verdadeira defesa do nosso patrimônio.

De acordo com o Código Penal, dano ao patrimônio público é crime qualificado com pena de detenção de seis meses a três anos e multa que será arbitrada pelo juiz. Por se tratar de crime qualificado, a pessoa pode ser presa em flagrante pelo delito, podendo sujeitar ao pagamento de fiança entre um a 100 salários mínimos para responder ao processo em liberdade.
A história da cidade começa nos bairros, do seu entorno até chegar a cidade como um todo. As associações de bairros devem interagir de uma forma muito mais firme com as escolas públicas e particulares. Assim, as informações poderiam ser levadas aos alunos e professores e se irradiariam para os pais e parentes”.

Procure conhecer as estátuas e monumentos da sua cidade. Eles marcam pessoas e fatos que foram importantes para todos nós. Quem conhece cuida!
Monumentos históricos, bustos e patrimônios públicos, têm a função de contar a história de uma determinada região. No entanto, a depredação e atos de vandalismo acabam por manchar o lado histórico dessas obras de arte e geram um prejuízo para restaurá-los.

A entrevista realizada pela TV Gazeta nas ruas de Vitória (ES), mostra o total desconhecimento da população em relação aos seus monumentos históricos e culturais. Demostra o total descaso com a cultural que não é ensinada nas escolas. Falta civismo ao capixaba e ao povo brasileiro em geral. Há 21 anos (1992), nós escrevíamos um livro que procurava retratar a historia dos monumentos espalhados pelas praças, ruas e parques da cidade. 

O que nos chamou a atenção para esta obra, que queríamos falar como ineditismo neste país, uma sintática denuncia ao descaso, ao desconhecimento da população destes monumentos. No dia a dia da cidade, as pessoas passavam diante destes monumentos, a não sabiam o que significava a presença deste naquele local, ou o porquê de sua presença. Mesmo após o lançamento, varias entrevistas dei as televisões locais, onde na rua, a repórter perguntava aos transeuntes, se sabia quem era a pessoas que esta na estátua o monumento e o por quê? Noventa por cento, não sabiam responder. Esta obra foi de fundamental importância, para o resgate cultural, histórico da cidade, a final, ai estão nossos heróis e pessoas que prestaram vultosos trabalhos para a cidade ou o país.
  

Reportagem realizada pela TV Gazeta (ES), com nossa participação em 20/01/2014. 


Para que conheçam os nossos monumentos históricos e culturais, postamos o link do nosso livro, onde online, que poderão utilizar para suas pesquisas e leitura cultural.



BOA LEITURA A TODOS...

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