POR QUE ESTA NA HORA DO MONORAIL (MONOTRILHO) PARA CIDADE DE VITÓRIA.

(POR: WILLIS DE FARIA)

Por que o morador de Vitória não dá a sua opinião? Afinal, nós e quem vamos pagar a conta. Devemos ficar a mercê dos grandes empresários das frotas de ônibus, usando combustível com poluentes, e engavetando as nossas estreitas vias da capital? Usar o metro de superfície de alto custo de implantação, também trafegando pelas estreitas ruas de nossa capital? Será que nos só compramos projetos pré-fabricados em de outros Estados da federação?

O que realmente será melhor para nós? Pela nossa geografia não tem jeito de querer colocar um elefante dentro de uma caixa de sapato. As ruas são realmente estreitas, e sem condições de alargamentos no interior de nossa ilha. Não dá para trafegar com as linhas de ônibus (BRT) por nossas vielas. A forma dos empresários de transportes coletivos (ônibus) vem falando mais alto. Ninguém vai deixar o caro em casa, se não tiver realmente um transporte rápido, livre de circulação e com conforto, tal como o metrô. Mas para haver metro, tem que haver espaço para sua circulação.

Hoje não podemos mais chamar os municípios de Vila Velha, Cariacica, Serra de cidades dormitórios, pois já possuem sua economia e seu mercado de trabalho independente. Mas Vitória é a capital política deste Estado, o poder político aqui esta centralizado, por ser a sede dos poderes executivo, legislativo e Judiciário estadual e federal. A maior parte das repartições públicas dos vários Ministérios da Republica aqui estão localizados e necessitando a população afazer este movimento pendular diário em direção a cidade de Vitória. Aliás, a cidade é uma ilha, e o único modo de aqui chegar é através de suas pontes de ligação, e estamos estrangulados entre o mar e a montanha.

Agora perguntamos: Por que não pensar, nos monotrilhos suspensos, com já existem em outros países, que tem problemas de estrangulamentos no trânsito? Se o transporte não pode circular pelas vias terrestres, por que não vias suspensas? Por que não ocupar o espaço aéreo em vias estranguladas. Não seria a solução?

São nossas ponderações como geógrafo e conhecedor dos problemas de nossa ilha. Vamos enfatizar estes três meios de transportes propostos deixando para o cidadão desta ilha reflita e de a sua opinião. Afinal a democracia se faz junto com os cidadãos.


Já existem diretrizes, estudos que identificam os problemas gerados pela configuração geográfica da capital. Não podemos aceitar de goela abaixo, um tipo de transporte que não vai realmente trazer solução para a cidade. A situação se agrava ainda mais na Área Central, constituída por vias estreitas e sinuosas em áreas de topografia acidentada, comprimidas entre a orla da Baia de Vitória e as encostas do Maciço Central e que, no seu ponto mais estreito, contam com apenas duas vias longitudinais. A Área Central abriga o núcleo fundacional e também grande proporção dos serviços, comércio e atividades de gestão, o que a faz um dos principais destinos das viagens geradas em toda a Região Metropolitana. Além disso, desempenha a função de passagem para os deslocamentos individuais e coletivos inter-bairros e intermunicipais da Grande Vitória.


Devemos pensar que as grandes cidades já reprimem de alguma forma a entrada de veículos nos seus grandes centros, e como circularia os BRT ou VTS pelas estreitas ruas de nossa capital, verdadeiros gargalos oriundos de sua configuração arquitetônica. Chega de demolições de nosso patrimônio histórico.


Podemos afirmar que O BRT é justamente o sistema que menos se adapta à nossa realidade no caso de Vitória. As condições espaciais da RMGV, a topografia, a geologia, as características urbano-viárias e os fatores socioeconômicos, estes que influenciam na questão da centralidade da capital, na preferência pelo transporte individual e na rejeição ao transporte público.


E importante que as soluções encontradas tragam principalmente conforto ao passageiro, para que eles sintam vontade de deixar o carro em casa. Ninguém tira o carro da garagem porque quer dar uma voltinha na rua. Há trabalho nisso e há custo também. Existe problema de trânsito, de vagas para estacionar. Tendo um modelo de qualidade, as pessoas pensariam duas vezes antes de sair de casa de automóvel.

O pensamento METROPOLITANO já deveria ter sido agenda dos governos anteriores e deste também, alocando espaços para o futuro metrô, com inibidores de construções naqueles trechos barateando-os, se reservados para tal. Os projetos de mobilidade deveriam prever a conjunção dos modais e não a dissociação deles, VLT, Metro, Ônibus, aquaviário, teleféricos, são soluções que deveremos buscar.



O pensamento dissociado da metropolitaniedade é dispendioso, etéreo e egoísta. Já não nos cabe tão somente pensar uma cidade e sim o conjunto delas, fica mais barato mais eficiente e mais político, não significando aí poder e sim descentralização dele. Exemplos bons se espalham pelo mundo e são construídos, estatisticamente, ao longo de muitos anos de planejamento e execução e não nos umbilicais mandatos de quatro ou oito anos. Enquanto não se pensar como estadista, teremos soluções bairristas e não de cidades, regiões ou estados.

Primeiro monotrilho do país será inaugurado hoje em São Paulo
ANDRÉ MONTEIRO
CÉSAR ROSATI
DE SÃO PAULO

30/08/2014  02h00



Com oito meses de atraso, começa neste sábado (30) a era dos monotrilhos em São Paulo. A linha 15-prata, a primeira de transporte de massa a ser inaugurada com essa tecnologia no país, começará a funcionar a partir das 10h, em fase de testes.

O trecho inicial tem 2,9 km e vai da estação Vila Prudente à Oratório, na zona leste. Até meados de 2018, o governo espera ter três linhas de monotrilho em operação.
Por pelo menos dois meses a linha 15 vai funcionar em caráter limitado – das 10h às 15h aos sábados e domingos, e sem cobrança de tarifa.
O Metrô afirma que essa fase, chamada de "visita controlada", serve para os últimos ajustes de equipamentos e sistemas antes da operação no mesmo horário da rede –das 4h40 à 0h.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIA
Na prática, o monotrilho da linha 15-prata servirá de laboratório para o sistema –as outras linhas serão a 17-ouro (Morumbi-Jabaquara), em obras, e a 18-bronze (Tamanduateí-ABC), contratada.

"Como é o primeiro, esse está servindo de referência para tudo que ainda está por vir", disse o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, que não deu prazo preciso para a conclusão das outras linhas.
Até agora, o governo vinha trabalhando com previsão de 2015 (linha 17-ouro) e 2018 (linha 18-bronze).

Quando completa, a linha 15 terá 18 estações e 26,7 km ligando o Ipiranga à Cidade Tiradentes, uma das áreas mais populosas da cidade. A demanda prevista é de mais de 500 mil passageiros/dia.

Um dos objetivos do novo ramal é desafogar a linha 3-vermelha do metrô, a mais superlotada da rede.

Para elevar a capacidade do monotrilho foram usados materiais leves, emprestados da indústria aeronáutica, sistema de tração compacto e tecnologia de operação automática (sem condutor).

O trem usa pneus e trafega por vias de concreto elevadas. Se, por um lado, elas reduzem o custo da construção por evitar escavações e desapropriações, também alimentam uma das principais críticas: a de que têm potencial para degradar áreas ao causar um "efeito minhocão".

Governo e fabricantes dizem que a estrutura causa pouca sombra e que o paisagismo atenuará o impacto.

Outras dúvidas em relação ao sistema são no caso de panes, em que o passageiro terá que usar passarelas metálicas entre as vias, e se os pneus terão vida útil longa.

Ao adotar o monotrilho, São Paulo foi na contramão de outras metrópoles que desistiram da tecnologia. Sydney, na Austrália, por exemplo, fechou uma linha no ano passado porque era pouco usada, causava poluição visual e chegava a derramar óleo nas pessoas embaixo.

ESTRANHO, MAS OK.

Moradores da região das novas estações olham para o monotrilho com receio, mas aprovam a chegada de mais transporte à zona leste.

Nesta sexta, o vaivém do trem para testes na véspera da inauguração atraía curiosos. A vendedora Selma Pessoa, 34, se mostrou apreensiva. "Olha, que dá medo, dá. Mas eu vou andar nele [monotrilho]", disse. Os trens trafegam a uma altura entre 12 e 15 metros do chão.

O projetista Felipe Rocha, 34, achou o novo sistema interessante e diz que traz a "modernidade". "Vou usar para ir trabalhar", afirmou.

Também será aberta no sábado uma ciclovia de 2,4 km embaixo do monotrilho, que acompanha o traçado da av. Luiz Ignácio de Anhaia Mello. 

Fonte:

O QUE É MELHOR PARA A CIDADE DE VITÓRIA: BRT x VLT X METRÔ X MONOTRILHO (UMA BRIGA DE CACHORRO GRANDE)

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