UMA TRISTE HISTORIA DO FILHO DO REI DO FUTEBOL
“A VERDADEIRA HISTÓRIA DO FILHO DE PELE QUE NINGUEM
OUSOU A CONTAR”.
POR:
WILLIS DE FARIA
Todo mundo pensa a vida de
quem é famoso e cheio da grana é fácil. Porém, as coisas não são bem assim e,
para quem tem acesso a tudo, pode ser ainda pior. O sentimento de “poder” fez
com que alguns pais famosos enfrentassem diversos problemas com seus filhos que
achavam que não existiam limites na vida para eles. Muitos deles desacataram
autoridades, tiveram problemas com drogas e até com a polícia e ganharam as
manchetes nos noticiários internacionais.
Escândalos e polêmicas
fazem parte da vida de várias celebridades e a mídia sempre explora momentos
pouco glamorosos, transformando tudo em capas e manchetes de revistas.
Quando filhos de famosos se envolvem em crises e problemas, o
tratamento não é diferente.
Os inúmeros inconvenientes
que Edson Nascimento teve que atravessar em sua vida foi duro, mas também o
deixaram mais forte.
Edson Cholbi Nascimento (Edinho) é filho de
Pelé, a maior estrela do futebol brasileiro. Para muitos jovens, nascer sob os
holofotes e com a vida ganha, pode não ser uma boa combinação.
A traumática vida do filho
de Pelé
Edinho sofreu por falta de
carinho, por falta de apoio e por não ter vivido uma vida “normal”. Por conta
de amizades estranhas, drogas e más decisões, ele acabou trilhando um mau
caminho.
Confira a seguir a incrível
história de Edinho e todos os seus acontecimentos.
Suas origens
Edson Cholbi Nascimento
nasceu em Santos, São Paulo, dia 27 de agosto de 1970. Desde então, ele nunca
foi só um menino, mas o filho da maior estrela do futebol brasileiro, um dos
gigantes da história do futebol mundial.
Sua mãe e seu pai.
Sua mãe foi a primeira
esposa do Rei, Rosemeri dos Reis Cholbi. O menino, um dos seis filhos
reconhecidos pelo jogador, nasceu um pouco mais de um mês depois que Pelé
conquistou sua terceira Copa do Mundo, no estádio Azteca, na Cidade do México.
Naquela final, o Brasil derrotou os locais por 4 a 1.
Os problemas gerados por
seus pais.
A relação entre Rosemeri
Cholbi e Pelé foi conturbada, já que em 1993 um teste de DNA demonstrou um
comportamento infiel do jogador. Havia tido uma filha com Anizia Machado, a
faxineira da casa onde moravam. Já adulto Edinho declarou: “Quando nos mudamos para Nova Iorque, meus pais se separaram.”
Foi criado pela mãe.
Com a dura separação de
seus pais, ele sentiu o primeiro abalo de tantos outros que estavam por vir.
Ele comentou: “Minha irmã e eu fomos
criados por uma mãe solteira num apartamento pequeno”. Tudo isso por causa
do escândalo extramatrimonial em que seu pai se envolveu.
Edinho e Pelé: uma relação
distante.
Edinho não tinha contato
com seu pai e quase não o via. O fato de ser um jogador de futebol não
justificava sua ausência na vida do filho, mas foi o que aconteceu. “A gente se via só em alguns aniversários
ou em alguma ocasião especial, uma ou duas vezes por ano.”
Uma infância dura.
Segundo relata, para ele
foi muito decepcionante crescer sem a figura paterna. “Criei um personagem negativo, não amava meu pai. Ele fazia minha mãe
chorar e, por isso, era o vilão, o homem mau”. Sua inserção social também
foi difícil.
Os esportes que praticou.
Passou pelo basquete,
beisebol e futebol. Depois, quando foi para o norte e mudou de escola,
aproveitou o clima e andou de patinete e praticou hockey no gelo.
Aos 19 anos, o futebol
tomou conta de sua vida, assim como aconteceu com seu pai. Entrou para o clube
Vila Belmiro como um goleiro muito recomendado. Os jornalistas na época
enfatizaram que o fato de ser filho de Pelé facilitou sua entrada, sobretudo
porque sua estatura não era considerada adequada para um goleiro. Assim foi ser
filho de uma estrela: a influência às vezes era positiva, outras, negativa.
Um anônimo.
Ele circulava por Manhattan
e ia ao Harlem, um dos maiores centros de residências afro-americanas, e nunca
dizia a eles de quem era filho. Depois de grande, fez do sul do Bronx seu
lugar, sua casa. “Era Nova Iorque em
1980, um lugar complicado. Estabeleci minhas relações lá e me orgulho disso.
Passei a ser respeitado nas ruas”, comentou.
Seus problemas legais.
Aos 29 anos, a carreira na
qual tinha apostado e na qual seu pai havia triunfado, começou a descarrilar.
Edinho abandonou o futebol em 1999 depois de ter jogado uma temporada no Ponte
Preta, de Campinas. Antes de se afastar do futebol, o filho do astro tivera
problemas por ter participado de um racha em Santos, em outubro de 1992, que
causou a morte de uma pessoa inocente.
A corrida da morte.
Nessa corrida clandestina
também estava um amigo seu, Marcilio José Marinho de Melo. Eles competiam
dirigindo seus carros em alta velocidade naquele outubro de 1992. O carro que
Melo dirigia atropelou um transeunte que passava pelo local, Pedro Simões Neto,
de 52 anos, que morreu no ato.
Ele não assumiu a
responsabilidade.
Diante do Tribunal de São
Paulo, os dois motoristas foram igualmente responsáveis pelo falecimento de
Neto, ainda que Edinho não estivesse conduzindo o carro que impactou a vítima.
Por isso é que a pena foi para ambos. Edinho se defendeu: “Muitas pessoas que estiveram envolvidas criaram uma situação que não
existia, fui o alvo por ser filho do meu pai”.
A sentença.
A justiça brasileira
condenou tanto Edinho como seu amigo Marcilio a cumprir seis anos de prisão por
homicídio. O juiz baseou sua decisão no fato de que ambos estavam cientes de
que um racha pelas ruas de Santos poderia causar a morte de alguém. Para o
tribunal, era indiferente que o automóvel envolvido na morte de Neto fosse de
Marcílio e não de Edinho.
A pena que recaiu sobre
seus ombros.
A pena sancionada foi para
um regime semiaberto: permitia que saíssem durante o dia para trabalhar, mas
exigia que permanecessem no presídio durante as noites. Antes de entrar na
prisão, Edinho declarou: “Eu não estava
preparado para isso porque não fiz nada de mau. Mas a justiça no Brasil é muito
frágil e fácil de manipular”.
Viver à sombra do pai.
Edinho sentiu a pressão por
ser filho de Pelé pela primeira vez quando chegou ao Brasil. Teve que aprender
a viver à sombra do ídolo do país. “Até
esse momento, nunca havido tido que lidar com quem eu era e, de repente, tive
que saber como resolvê-lo”, explicou.
O peso de ser “filho de…”
De um dia para o outro, ele
virou “o filho de Pelé”, algo de que havia escapado em sua infância devido à
ausência do pai e ao fato de não morar no Brasil. “Assim que cheguei ao Brasil me dei conta da pressão que teria que
enfrentar e, então, foquei em mim.”
Seu início no futebol.
Edinho, diferentemente de
seu pai, jogava na posição de goleiro. Em 1990, assinou com o Santos, onde
jogaria só uma temporada, para logo depois ir para a Portuguesa. Suas
habilidades como goleiro não eram muito notáveis e, por isso, foi pulando de
clube em clube.
Sua pobre trajetória
futebolística.
Alguns dos clubes pelos
quais passou foram o São Caetano e o Ponte Preta. Sua maior conquista no
futebol foi o segundo lugar do Campeonato Brasileiro, na Série A, de 1995,
durante sua segunda temporada no Santos.
Pelé pai X Pelé filho.
A pressão, por parte de
todo um país, com a qual Edinho teve que lidar foi pesada demais para ele. Isso
somado à sua infância difícil conformou um conjunto traumas impossível de
superar. “As pessoas sempre disseram que
eu só estava no Santos por ser filho do Pelé e me diziam que nunca iria brilhar
como jogador”, desabafa ele. Isso, entretanto, serviu de motivação em sua
vida.
Suas reflexões sobre o que
aconteceu.
O filho de Pelé
ficou estacionado nesse ponto da sua vida e
manteve o discurso de que ele não havia feito nada que o incriminasse. Nesse
contexto, traçou um paralelo entre o que viveu no sul do Bronx e no Brasil: “Vim a Santos, sou famoso, sou um atleta
vivendo pacificamente e, de repente, acontece tudo isso. Em Nova Iorque meus
amigos eram pessoas fortes, enfrentavam situações muito mais complicadas do que
as que eu enfrentava. É por isso que eu decidi não me dar por vencido”.
Os advogados apelaram.
Em 2004, cinco anos depois
do início da pena e faltando um ano para terminar de cumpri-la, a justiça
brasileira voltou atrás e anulou a sentença de Edinho. A manobra foi conseguida
pelo seu advogado, Antonio Oliveira, que disse não haver provas legais para
condenar os dois supostos autores do crime.
Sentença anulada.
O argumento do advogado foi
que: “Nenhuma testemunha confirmou que
meu cliente participava de uma corrida de carros pelas ruas da cidade e, portanto, foi contraditória a prova do processo”.
O tribunal de São Paulo submeteu o pedido à votação e, por maioria, a sentença
foi anulada e Edinho, absolvido.
Detido por tráfico de
drogas.
Um bandido de verdade?
Sobre Edinho incidia uma
investigação por ter vínculos diretos com essa quadrilha e, por isso, esteve
sob observação. Havia criminosos tanto em São Paulo como no Rio que tinham
conexões com ele. Também se atribuía a ele a participação no sequestro da mãe
do jogador Robinho, em 2004.
O sequestro.
A mãe de Robinho, Marina
Souza, foi sequestrada em 2004 e permanecendo 41 dias em cativeiro, fato que
foi vinculado a Edinho. Muitos se surpreenderam não se podia acreditar que o
filho do Rei estivesse envolvido com esse tipo de atividade criminosa.
Sua conexão com os sequestradores.
Embora a causa do sequestro
fosse apontada como “tráfico de drogas”,
quando um amigo de Robinho apareceu no radar da polícia, algo pareceu estranho.
O tal amigo era Naldinho. Depois desse período de mais de um mês sequestrada,
Marina Souza foi liberada diante do pagamento de um resgate de 200 mil dólares.
Reconheceu seu vício em
maconha.
Depois de ser preso por
conta do tráfico de drogas e dos sequestros em 2005, Edinho reconheceu ser
viciado em maconha, mas negou estar relaciona a alguma quadrilha. Seu pai não
escondeu seu desgosto, contando, entre lágrimas, que ficou surpreso quando
recebeu a notícia de que seu filho tinha sido preso por conta de drogas
A carta da dor.
Numa carta que escreveu
enquanto estava preso, Edinho declarou:
“Não tinha disposição ou controle sobre meus pensamentos, era tudo pela busca
de satisfação na droga. Nem meus familiares foram capazes de fazer com que eu
abandonasse meu vício”. E continuou: “Percebo
quão errado e daninho é o caminho das drogas e, humildemente, reconheço minha
situação de dependente e peço ajuda aos que me amam”.
A reação de Pelé frente ao
vício do filho.
Pelé sofreu na própria pele
o drama do filho e comentou não entender por que ele consumia essas
substâncias. O tricampeão visitou seu filho muitas vezes na prisão de segurança
máxima em que estava detido, em São Paulo.
A esperança de que fosse
liberado.
O jogador que ostenta mais
de mil gols em sua carreira profissional (calcula-se que foram 1282 gols, 760
em jogos oficiais e 522 em amistosos) sempre velou pela inocência de seu filho.
No momento de sua prisão em 2004, Pelé declarou: “Não houve nenhuma prova, não o flagraram em nada ilícito. Meu filho
está preso, e eu acredito na justiça. Em breve provaremos sua inocência, e ele
sairá sem nenhum problema”.
Ameaçado dentro da prisão.
Apesar da insistência do
craque, seu herdeiro continuou na prisão de Presidente Bernardes, no interior
de São Paulo, para onde foi transferido. A mudança de presídio se deu porque
Edinho tinha recebido supostas ameaças de morte por algumas quadrilhas de
narcotraficantes paulistas. Anos depois, foi liberado por um argumento técnico:
“Não poder exercer seu legítimo direito
à defesa.”
Um preço pela sua cabeça.
Durante sua estadia
na Penitenciária de Três Corações, em Minas Gerais, Edinho
disse que puseram preço à sua cabeça. “Havia
uma ordem interna no presídio de que minha cabeça deveria ser entregue, algo
muito comum nesses lugares”, comentou sobre a tenebrosa situação pela qual
passou.
Condenado por lavagem de
dinheiro.
Em mais uma das tantas idas
e vindas, Edinho voltou a ser preso em 2014. Foi condenado a 33 anos de prisão
por lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Esse foi o quarto
delito atribuído ao filho de Pelé.
Continuou em liberdade,
apesar de seu prontuário.
Edinho foi considerado
culpado por lavagem de dinheiro procedente do narcotráfico. Esse crime estava
vinculado à mesma quadrilha com a qual havia sido relacionado em 2005, data de
sua anterior condenação, por tráfico de drogas. Apesar dessa nova suspeita,
seus advogados apresentaram um recurso para que ele pudesse continuar em
liberdade.
O retorno ao futebol como
treinador.
Depois de enfrentar vários
processos judiciais, ter que combater variados processos e estar preso por
muitos anos, Edinho tentou retomar sua carreira, mas desta vez no banco de
suplentes, como técnico. Em abril de 2015 foi nomeado como treinador do Mogi
Mirim, time da segunda divisão.
Uma lenda do futebol
brasileiro o contratou.
O presidente do clube sob
sua responsabilidade era ninguém menos que a estrela brasileira, Rivaldo. O
grande atacante, que jogou no Barcelona e na Seleção Brasileira, foi o
dirigente que confiou em Edinho. Nesse momento ninguém diria que o clube em que
havia estreado como treinador era mais do que ele que podia comandar.
As razões de Rivaldo para
contratá-lo.
Ele declarou: “Edinho foi
auxiliar de vários treinadores de elite que passaram pelo Santos, como
Vanderlei Luxemburgo e Muricy Ramalho, e acho que tem todas as condições de ter
um bom desempenho no Mogi”. O vínculo entre uma das últimas estrelas do Brasil
e o filho do ídolo máximo do futebol foi um estouro na mídia nacional.
Demissão fugaz.
Depois de quatro partidas
no comando do Mogi, Edinho foi despedido por Rivaldo. Os dois empates e duas
derrotas foram motivo suficiente para rescindir o contrato. Num comunicado,
Rivaldo afirmou: “Infelizmente, o
futebol profissional vive de resultados. Edinho demonstrou qualidades no
dia-a-dia, mas a equipe não mostrou o que esperávamos nos jogos, e decidimos
fazer uma mudança agora para que não nos lamentemos mais tarde”.
Segunda experiência como
treinador.
O clube da série A2 do
Campeonato Paulista, Água Santa, deu a Edinho uma segunda chance de retomar a
vida como treinador depois de sua passagem desastrosa pelo Mogi Mirim.
Mediante a decisão de Paulo
Sirqueira, presidente desse clube de Diadema, ele assumiu o cargo. O clube foi
fundado em 1981 e até 2011 atuou como time amador. A partir de então se
profissionalizou, assim tendo altos e baixos, nas divisões de base do
Campeonato Paulista. Seu resultado mais relevante foi um resultado de 4 a 1
contra o Palmeiras, em março de 2016.
Entregou-se à polícia.
Em fevereiro de 2017, o
filho de Pelé se entregou às forças policiais da cidade de Santos depois da
confirmação da sentença por lavagem de dinheiro enfrentada em 2014. A pena foi
reduzida de 33 a 12 anos e 10 meses de prisão.
Um abalo inesperado.
A ordem da justiça foi
transmitida pela polícia, que ordenou sua prisão imediata. Antes de chegar à
delegacia, Edinho disse: “Estou sendo
massacrado e a frustração é muito grande por estar sendo acusado de algo que
nunca fiz”. O filho de Pelé já tinha sido condenado anos atrás, mas a
apresentação de um habeas corpus havia desacelerado o processo
até 2017. Atualmente ele se encontra preso para cumprir em regime fechado, por
todos seus crimes.












































A história não acabou. Espero que ao passar por mais essa prisão não retorne mais.
ResponderExcluirEDINHO É MALANDRO, NUNCA VAI SAIR DE NADA, NEM DAS DROGAS E NEM DO TRAFICO. O CARA RECLAMA QUE TEVE INFANCIA DIFICIL...O QUE FALAR DA VIDA DOS FILHOS DO TRABALHADOR QUE GANHA SALARIO MINIMO?! EDINHO, VC É EXATAMENTE O QUE É, NÃO VAI MUDAR, QDO SAIR DA PRISÃO, VAI CONTINUAR. FALAR QUE É UM PESO SER FILHO DO PELÉ, ENTÃO PORQUE VEIO P/ O BRASIL, PORQUE NÃO FICOU NO ANONIMATO NO EUA? CARA, VAI CONTAR ISSO PARA SEUS COMPANHEIROS DE CELA. ALEM DE TUDO, FICA FAZENDO DRAMA. CASCATA MALANDRO, CASCATA.
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