PROIBIÇÃO DE SACOLAS PLÁSTICAS NOS SUPERMERCADOS: UMA POLÊMICA NACIONAL.


Mercados continuarão substituindo sacolas descartáveis.

 (POR WILLIS DE FARIA)

Após o Ministério Público de São Paulo não homologar o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), fazendo com que os mercados não fossem impedidos de distribuir gratuitamente sacolas plásticas, a Associação Paulista de Supermercados (Apas) afirmou nesta quinta-feira que os mercados paulistas manterão a política de substituir as sacolas descartáveis.

Para a Apas, "o movimento vem ganhando corpo mundialmente e está em consonância ao Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS) do Governo Federal, assim como, com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que entrará em vigor em 2014, e orientação e esforços do Ministério do Meio Ambiente e do Governo do Estado de São Paulo, de reduzir as fontes poluidoras do meio ambiente".

A associação também afirmou que está finalizando uma proposta que será apresentada ao governo do Estado de São Paulo, Ministério Público e Procon-SP. Mais cedo, o Procon-SP afirmou que caso a decisão da Apas não seja considerada boa ao consumidor, os supermercados deverão oferecer uma alternativa gratuita para as compras.

Entenda
Em maio do ano passado, o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) sancionou uma lei municipal que previa o banimento das sacolas plásticas nos supermercados a partir de 1º de janeiro de 2012 - medida baseada na preservação do meio-ambiente. Porém, a lei foi suspensa por meio de liminar pedida pelo Sindicato da Industria de Material Plástico. Após uma briga judicial entre as partes, a Justiça manteve a decisão da Prefeitura.

Em nível estadual, o acordo que pôs fim à distribuição gratuita de sacolas plásticas nos supermercados desde 4 de abril obedece ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pela Associação Paulista de Supermercados (Apas), Ministério Público e Procon.

Porém, a não distribuição das sacolinhas gerou polêmica entre os consumidores. Segundo uma pesquisa realizada pelo Datafolha para o Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos (Plastivida), 69% dos consumidores querem que os supermercados voltem a distribuir gratuitamente o produto. A medida também dividiu os ambientalistas, que discordam quanto a eficácia da ação.

Recentemente, o conselho Superior do Ministério Público de São Paulo não homologou o TAC que suspendia a distribuição gratuita no Estado. Na prática, os supermercados podem voltar a distribuir sacolas plásticas, mas a Apas ainda não apresentou uma decisão sobre o caso. O Procon-SP também afirmou que caso a decisão não seja considerada boa ao consumidor, os supermercados deverão oferecer uma alternativa gratuita para as compras.

infomações:portal terra

Sacolas de plástico... Muito bom mesmo!!!


É. Parece que estão descobrindo a falácia...
Vejam este editorial da jornalista Leda Nagle, que achamos muito esclarecedor:
Me engana que eu gosto.


  
PARA REFLEXÃO:

Qual é a embalagem do açúcar que você compra? Saco plástico.
Aonde vem o sal que você compra? Em saco plástico.
E a farinha de trigo, de mandioca, o fubá, o feijão, o arroz nosso de cada dia? Todos embalados em sacos plásticos.
Onde é que você coloca as frutas e os legumes que você compra no supermercado? Em sacos plásticos.
Aonde vem os remédios que você compra nas farmácias? Em sacolas plásticas.
E, por acaso, esta profusão de sacos plásticos que fazem parte do seu dia a dia não poluem o ambiente?
Não destroem o planeta?
O único saco plástico que polui é a sacola plástica que você recebe dos supermercados?
Aquelas mesmo que você recicla colocando seu lixo de casa.
Aquelas que, se for civilizado, você usa para apanhar e descartar as cacas do seu cachorro.

 

Aquelas mesmo que as grandes redes de supermercado querem parar de fornecer a você na hora das compras.
E o que eles dizem?
- Que elas são as responsáveis pela poluição do nosso planeta.
Por que só elas?
Só o plástico com que elas são feitas polui rios, destroem as matas, tornam nosso mundo menos habitável?
Mas porque só elas?
Quem disse?
- As grandes redes de supermercado.
E quem ganha com isto? O planeta?
- Engana-me que eu gosto.
Além dos fabricantes de rolos de sacos de lixo, que também são feitos de plástico, quem mais ganha com a proibição das sacolas de plástico são as grandes redes de supermercado que, a partir de agora, em cidades como São Paulo e Belo Horizonte, por exemplo, não terão mais despesa alguma com o consumidor.

 
 

Depois que ele pagar — e muito bem — os produtos que comprar o problema de levar os produtos para casa passa a ser só do consumidor.

Como você vai levar seus produtos para sua casa? Problema seu.
Até porque não são eles que vão entrar nos ônibus cheios, nos trens lotados, no metrô  entupido, nas barcas sobrecarregadas, levando uma caixa de papelão. Uma mala sem alça.
E ainda quer convencer você, pessoa de boa fé, que está ajudando na reconstrução do planeta.

Não é meigo? Não. Acho cínico.
E a parte deles?
- Bom, eles vendem a você sacolas retornáveis.
E sabe o que acontece dentro delas?
- Se você não limpá-las, adequadamente, lavando com água e sabão, bactérias e fungos crescem dentro delas.

- Sabia também que o correto seria usar uma sacola para carnes, outra para vegetais e outra para produtos de limpeza?
- Sabia que elas não podem ser feitas de produto muito resistente, com muitas tramas?
Porque as bactérias se entranham nos tecidos mais fortes com mais facilidade.
E então?
Mais tranqüilos?
Vai dar trabalho, ficará mais caro e você ainda acha mesmo que vai ajudar a salvar o planeta?

  



Comentários

  1. Os supermercados têm mensalmente um gasto altíssimo com as sacolas plásticas. Não bastasse o interesse incensante pelo lucro, com suas margens, agora querem travestir o prejuízo com base na "sustentabilidade".

    VOCÊS ACHAM QUE ELES ESTÃO REALMENTE SE IMPORTANDO COM O MEIO AMBIENTE?

    CHEGA DE ABUSO COM O CONSUMIDOR.

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  2. A EDP ESCELSA, agredindo o meio ambiente, usa em sua Conta de Energia Elétrica - ENVELOPE DE PLÁSTICO de difícil abertura e o caríssimo Papel Couché, entrando em contradição com a frase “para a EDP, ter uma boa energia é investir projeto sociais, ambientais e culturais”.
    EIS UMA EMPRESA AMBIENTALMENTE PREDADORA, contando com a inoperância da SEAMA que usa ”ausência de leis” como argumento mais importante que a defesa do PLANETA
    Absurdos que só acontecem no ESPIRITO SANTO

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  3. Obrigado pela critica. Vou postar uma materia sobre este asssunto.As correspondencias enviadas por empresas.

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