PRAÇA CRISTOVÃO JACQUES OU CAUÊ – UMA PEDRA NO SAPATO NA MOBILIDADE URBANA DA CAPITAL.

UMA PEDRA NO SAPATO NA MOBILIDADE URBANA DA CAPITAL.
                     (PRAÇA CRISTÓVÃO JACQUES OU CAUÊ) 
POR: WILLIS DE FARIA

Apesar de ter feitos comentários anteriores em meu blog sobre a questão da Praça Cristóvão Jacques ou Cauê, e a sua impropriedade no local. Foram postagens efetuadas em 11 de novembro de 2010 e 27 de dezembro de 2010, aqui voltamos a comentar sobre a mesma, a nossa posição, por causa do rumo que tomou a conversação (abobrinhas) em relação a passagem ou extensão da Avenida Nossa Senhora da Penha sobre a área da Praça.

Gostaria de esboçar novamente a minha opinião sobre este assunto que já se arrasta por muito tempo, já chegando a causar irritação a vários moradores da cidade. Vou falar como técnico, que se dedicou 40 anos ao desenvolvimento desta cidade e 27 anos na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Secretaria administradora dos Parques e Praças. Hoje sou servidor inativo (recém-aposentado), mas participei por mais de 20 anos na administração de parques e praças desta cidade. Inclusive coordenei a implantação dos 16 parques urbanos e municipais existentes na cidade.

Podemos dizer que a cidade cresceu, e somente os bens históricos e culturais deverão por força de lei serem preservados. O caso da Praça Cristóvão Jacques (Cauê), não se classifica por força de lei como um sitio histórico, pois seu ambiente no entorno foi totalmente modificado com a construção dos prédios do entorno.

Apenas faz parte do projeto original do novo arrabalde de 1896, idealizado pelo engenheiro sanitarista Francisco Saturnino de Brito, quando da elaboração do Plano do Novo Arrabalde de Vitória.

Mas observem que nesta época a praia de Santa Helena era uma zona balnear, pois logo adiante estava a praia de Santa Helena, frequentada por banhistas. Após a década de 70, cresceu-se um aterro e hoje tem uma ponte a sua frente. 

O traçado da antiga Avenida Ordem e Progresso, antiga Reta da Penha (mas já tem uma curva absurda em frente ao prédio da Petrobras), hoje Avenida Nossa Senhora da Penha, seu traçado visava proteger o visual do outeiro e do convento da penha. Leis municipais impediram que prédios obstruíssem este visual oriundo da Avenida Nossa Senhora da Penha.

Mas, alguns corporativistas, sectaristas quiseram impor o modelo para outros setores, o que não condiz com o traçado histórico do Novo Arrabalde, ao arrepio da lei. A Praça do Cauê é hoje uma “pedra no sapato” do gargalo da mobilização urbana da cidade de Vitoria, uma realidade que não podemos fechar os olhos. A praça hoje, sem serventia (posso afirmar, pois a administrei por muito tempo) e sempre abandonada, e utilizada por poucas pessoas e nem função ambiental existe por pouca diversidade vegetal. Somente usada por alguns privilegiados e corporativistas que querem regalias, que não são moradores da região. 

Os próprios moradores locais, em reportagem no jornal a Tribuna de 24 de agosto do corrente, afirmaram: “Não queremos a Praça do Caué. Ninguém utiliza o lugar e o espaço virou um ponto de usuários de drogas.” A reportagem conversou com 20 moradores  e estes ficaram revoltados com a suspensão da divisão da praça e reafirmaram a sua posição:”Não tem lógica uma coisa desta. Ninguém usa a Praça do Cauê e não tem segurança, A obra do governo nos daria tranqüilidade.” Ainda pedem urgência na intervenção da divisão da praça.
Muita estranha esta historia do Governo do Estado e da Prefeitura de Vitória, ficar neste “lero-lero”, ouvindo pessoas que não fazem parte do problema local, e que afetam a vida de  90.000 condutores de veículos diários e mais de 1.800.000 habitantes, que usam a ponte através dos transportes coletivos.

Chega de falácia, e de empurrar com a barriga esta problema que se arrasta por muitos anos. O projeto do engenheiro Jose Carlos Menezes contempla todo o que a comunidade local deseja. Obrigado companheiro por sua luta antiga para resolver este problemas, pois és um dos mais antigos conselheiros do CMPDU, e contigo já pude participar deste conselho resolvendo os problemas desta cidade.

Vamos botar um basta, nestas reuniõezinhos com grupelhos interessados em botar areia no desenvolvimento da cidade. Eles não representam a comunidade local, só apenas um grupo de xiitas que lutam pela preservação de um patrimônio que não é protegido por lei alguma. Não sei o porque que se estende este debate sem nenhum sentido. Quem esta é que esta "dando corda" a esta falacia? Muito estranho aos meios políticos e técnicos governamentais.

A sua abertura, aos olhos do desenvolvimento da cidade e um fato incontestável, acho que o Prefeito da Capital, junto com o governo do Estado estão esticando muita linha nestas discussões que só já passa a ter cunho político.

Desculpe-me Prefeito Luciano Resende e o Secretario de Estado de Desenvolvimento Urbano, Fabio Damaceno, que bem conhecem meu trabalho na capital. 

A praça e fechada, um verdadeiro “bunker” que só serviu e vem servindo para abrigar assaltantes, desocupados e dependentes de drogas. Este fechamento só acontece com os Parques Naturais e Urbanos da capital. As praças são totalmente abertas.

O porquê do fechamento dela? Isto foi obra do Prefeito Chrisogono Teixeira da Cruza, na década de 70, período do fechamento do Parque Moscoso. Mas a praça não se justifica o seu fechamento hoje. Tem que aberta quando das intervenções urbanísticas.

Esperamos que o Ministério Público, na pessoa do Promotor Gustavo Lemos,  a qual tenho admirado a suas intervenções em prol da cidade, leve em consideração os 1.500.000 usuários da Grande Vitória, e aos 90 mil veículos diários (não é setenta não, é só fiscalizar mais e ver esta mentira da Rodosol, pois muitos não pegam tiket ou no caso omitido os targs) que vão usar esta Avenida, e não meia dúzia de gatos pingados que querem preservar a praça, com um corporativismo em nome de seu bem estar.

Temos como exemplos de cidades que foram demolidas para serem modernizadas, como Paris (França), a demolição do outeiro da Gloria e Avenida Presidente Vargas no Rio de Janeiro em prol da mobilidade urbana, o alargamento da Avenida Jerônimo Monteiro em vitoria em 1927, para a mobilidade urbana.

Não podemos deixar que esta praça seja uma "pedra no sapato" da nossa mobilidade urbana, desafogando o transito em direção a terceira ponte, acabando com aquele desvio insuportável com entrada pela Rua Dukla de Aguiar. Que o bom senso impere, principalmente com anuência do ministério publico, e esta discussão sem sentido com a minoria desta cidade.

Enfim, parodiando o ditado popular: “Quer silencio e tranqüilidade, compre um lote e construa sua casa do lado do cemitério”.

Eu moro próximo a uma das mais infernais Ruas de movimento de trafego urbano de Vitória: Avenida Leitão da Silva, e não reclamo, por que penso na cidade, e se eu aqui estou, por que foi uma opção minha. Pensemos coletivo e não individual. Parem de olhar para seu próprio umbigo.

Publico os jornais, com os comentários sobre esta banal, digo "BANAL" problema de intervenção viário.
  




ENTREVISTA ATUAL DO PREFEITO DA CAPITAL SOBRE AS INTERVENÇÕES NA PRAÇA.




ABAIXO REPUBLICAREMOS AS VARIAS REPORTAGENS NOSSAS SOBRE ESTE ASSUNTO, DESDE 2010.


quinta-feira, 11 de novembro de 2010



O PROJETO ORIGINAL DO NOVO ARRABALDE – FRANCISCO SATURNINO DE BRITO – 1896

(CLIQUE NAS IMAGENS E FOTOS PARA AMPLIA-LAS)

(POR: WILLIS DE FARIA)
 O NOVO ARRABALDE – PROJETO BÁSICO


O documento do "Projeto de um Novo Arrabalde” dotado dos serviços de abastecimento de água e de drenagem para Vitória, capital do estado do Espírito Santo, apresenta, inicialmente, um resumo justificativo das intenções do governo com relação ao plano, enviadas à equipe de Saturnino de Brito, como base para a sua elaboração. A escolha do terreno para a localização do Novo Arrabalde foi condicionada a dois fatores relacionados aos hábitos e situação econômica dos moradores da ilha de Vitória: localização próxima ao núcleo urbano da época, condições tais que o transporte até o local fosse acessível e pouco oneroso. 

Estes condicionantes determinaram a região nordeste da ilha como mais adequada. Esta área engloba os locais conhecidos pelos  morros: Barro Vermelho, Barrinha, Guajurú, Itapebussú, Suá, Bento Ferreira e outros. A estrada de rodagem de ligação entre a cidade de Vitória e o Arrabalde foi definida levando em conta as possibilidades de construções às suas margens, no futuro. Optou-se por não acompanhar as bases das encostas, de difícil saneamento. O percurso total da estrada atinge 3500m, a largura 7m nas áreas de aterro e 8,30m nas áreas de corte. 

O levantamento topográfico foi feito através de levantamento parcial dos polígonos de contorno dos morros e da ligação destes polígonos, do levantamento dos contornos dos mangues, e também, da medição de uma base na planície da Ponte da Passagem e outra em Bento Ferreira, para que trianguladas, determinassem a medida exata do eixo da Avenida Norte-Sul, atual Av. Leitão da Silva. 

O Novo Arrabalde atinge uma área de 3.293.713,00 m2 com um número total 178 quarteirões e de 2129 lotes, dispostos em ruas com largura de 21 metros e avenidas de 28 metros, chegando a alguns casos a 35 metros de largura. Os lotes de 14 metros de frente e 42 metros de profundidade, foram dispostos no quarteirão de modo que cada edificação implantada tivesse uma ventilação saudável, garantida pela abertura de janelas em todas as faces do edifício, devido a previsão de afastamentos de frente, das laterais e dos fundos dos lotes. Propõe ainda, em detalhe, um tipo de "habitação para proletários", no qual institui 7 metros de afastamento de frente, bem como laterais, além de um quintal ao fundo do lote. 

A área abrangida pelo projeto possui regiões específicas, núcleos menores, com finalidade definida, como a Vila Hortícula, destinada a atividades agrícolas com cerca de 400 mil metros quadrados, e a Vila Monjardim, configurada como um núcleo operário que apresentava uma área aproximada de 112 mil metros quadrados. Além destas, tem-se a área principal denominada por Brito, "Novo Arrabalde propriamente dito", atingindo 2.738.098,00 m2. O traçado do arruamento proposto por Saturnino de Brito para a área principal do projeto de Vitória estrutura-se por meio de duas longas e retas avenidas, a Avenida da Penha e Avenida Norte-Sul, que cortam diagonalmente uma malha retangular. Estas avenidas convergem ao norte em ângulo agudo, configurando um triângulo cuja base é outra avenida menor, mas de igual largura, denominada Ordem e Progresso. 

A base do triângulo estabelece o elo de conexão entre o antigo e o novo traçado, pois pela continuidade de seus caminhos para além dos seus vértices, por um lado chega-se na antiga Estrada de Rodagem, que leva ao primeiro núcleo de ocupação da cidade, e por outro lado ao Novo Arrabalde. Além do traçado de vias, quarteirões, lotes e tipo de casa, o projeto do Novo Arrabalde define áreas destinadas a hospital, jardins, bosques de eucaliptos, cemitério e capela. Saturnino de Brito elabora detalhada e sofisticada proposta de saneamento e de abastecimento d'água, bem como a de drenagem acompanhada de aterro. 

O abastecimento de água para o Novo Arrabalde seria feito por Jucutuquara. Sendo este abastecimento insuficiente, propôs-se captar água na região do Mestre Álvaro, elevação situada ao norte da ilha. O saneamento do Novo Arrabalde foi embasado nas convicções de Saturnino, que via no dessecamento da camada superior do solo e no lançamento à distância dos dejetos provenientes das casas, os fatores principais para a salubridade esperada. Como medidas complementares ele incluiu calçamentos, canais de contorno, limpeza pública de ruas e pátios, transporte e incineração do lixo, entre outras. Saturnino propõe o plantio de eucaliptos, como forma de auxílio no dessecamento do solo e na saúde da população. O processo de drenagem da região do Novo Arrabalde se faz através de canais de drenagem, com função de levar até as eclusas, as águas das chuvas. 

O projeto apresenta detalhadamente os cálculos relativos aos canais de drenagem do Novo Arrabalde, assim como dos canais de entorno dos morros. Em relação ao esgotamento sanitário, Saturnino opta pelo sistema "tout à l'égout", em evidência na França, caracterizado por ser um sistema unitário de coleta de esgotos. O projeto apresenta 16 tipos de galerias distribuídas por duas séries, indicando vantagens de determinados tipos sobre outros. Na seqüência, estabelece como calcular a capacidade dos condutos, à medida que a rede se desenvolve. 

O projeto propõe e detalha poços de acumulação que funcionariam como vasos comunicantes com a galeria de comunicação. Prevê ainda poços semelhantes em lugar de grandes tanques. Para o lançamento dos dejetos à distância, Saturnino esboça uma solução que utiliza a corrente produzida pelo desnivelamento das marés nos pilares da Ponte da Passagem. Essa corrente seria suficiente para movimentar as bombas de esgotamento. Com relação à depuração das águas de esgoto, são apresentados vários processos 
especiais, dentre os quais seleciona o processo de irrigação. 

Este processo pretende ainda o aproveitamento industrial das águas de esgotos. A seqüência do projeto apresenta notas e anexos, relacionados a cálculos, abaixo listados. NOTAS: 1) cálculo da comporta para os bueiros; 2) cálculo de estabilidade; 3) triangulação para a medição do eixo da "Avenida Norte-Sul"; 4) projeto do cais do contorno; 5) cálculo dos dispêndios dos tubos de drenagem; 6) cálculos relativos ao canal de drenagem e as adufas; e 7) cálculos dos elementos relativos aos tipos em série. ANEXOS: 1) análise das águas; 2) quadro relativo ao projeto do Novo Arrabalde; 3) tabela para projetos de canais de contorno; 4) tabela para a distribuição de coletores e emissários; 5.a) tabela para a distribuição dos tipos em série; 5.b) quadro para cubação das alvenarias dos coletores; 6) quadro orçamentário relativo à estrada de rodagem. O projeto apresenta ainda, detalhes de plantas e perfis: 1) estrada de rodagem - onze desenhos (detalhes de bueiros, pontilhões, aterros, comportas, barímetro e muros de arrimo); 2) abastecimento de água - dois desenhos (detalhes de linha de adução, tipos de represa e reservatório de Jucutuquara); 3) perfis de ruas e avenidas - um desenho; 4) tipos de cais de contorno - um desenho; 5) tipo de casa para proletário - um desenho; 6) dessecamento de mangues e terrenos - dois desenhos (quadro gráfico, plantas e secções); 7) anteprojeto de esgotos- três desenhos (tipos e quadro gráfico); 8) planta comparativa de terrenos secos e úmidos, brejos e mangues; 9) planta de anteprojeto de drenagem; 10) planta de arruamento e loteamento; e 11) planta da ilha de Vitória.



 
 

PORQUE O NOME PRAÇA CRISTOVÃO JACQUES?


Cristóvão Jacques - biografia

Cristóvão Jaques (Algarve, Portugal - 1480) - Após 1530, foi um nobre português. Pouco se sabe a seu respeito. De ascendência aragonesa, era também conhecido como Cristóvão Valjaques. Era filho bastardo de Pero Jaques, tendo sido legitimado por D. João II (1481-1495) e, posteriormente, sido feito fidalgo da Casa Real por D. Manuel I (1495-1521). Casou-se com uma filha de Francisco Portocarreiro, com quem teve três filhos. Em 1503 veio pela primeira vez à costa do Brasil na frota de Gonçalo Coelho. 


Em 1516, no comando de duas caravelas, foi encarregado do patrulhamento da costa brasileira, a fim de desestimular incursões de corsários franceses.  1516 e 1526 – expedições guarda-costa: Durante o século XVI, franceses e portugueses teve vários confrontos disputando o comércio do pau-brasil, madeira cobiçada pela indústria têxtil européia. Para conter o intenso contrabando francês do pau-brasil, foram organizadas as expedições guarda-costa. Essas expedições foram comandadas por Cristovão Jacques e tinham um caráter basicamente militar, pois sua missão era aprisionar os navios franceses e sem pagar tributos à Coroa Portuguesa retirava enormes quantidades de pau-brasil do nosso litoral. 


O resultado alcançado por essas expedições foi pouco significativo. A grande extensão da costa brasileira tornava impossível policiá-la integralmente e impedir o tráfico ilícito dos contrabandistas. Em Novembro de1516, aportou em uma grande baia, à qual deu o nome de baía de Todos os Santos. No rio da Prata venceu e aprisionou muitos franceses. Percorreu a costa até 1519. 


A 21 de julho de 1521, zarpou de novo da foz do rio Tejo com destino ao Brasil, fundando em Pernambuco a feitoria de Itamaracá, num dos ancoradouros mais conhecidos do litoral brasileiro, onde havia abundância de pau-brasil (Caesalpinia echinata) e freqüentes contatos entre indígenas e europeus, antes de prosseguir para o Sul até ao rio da Prata. Por fim, em 1526, foi nomeado por D. João III como Governador das Partes do Brasil, em substituição a Pero Capico, tendo retornado outra vez no comando de uma nau e cinco caravelas, travando inúmeros combates com corsários franceses. 


Em 1527 aprisionou três galeões franceses no Recôncavo da Bahia neste que é considerado o primeiro combate naval no Brasil. Mas tendo agido com barbaridade contra os prisioneiros, esse gesto acabou lhe causando grandes problemas junto a D. João III (1521-1557). Ao regressar a Portugal, ofereceu-se ao soberano para, às próprias expensas, com mil colonos, dar início à ocupação permanente das novas terras, mas nada resultou da proposta. Apenas quatro anos depois de os portugueses terem chegado ao Brasil, há registro de que já andavam franceses pelas margens do rio Paraguaçu, negociando com os nativos. A descoberta oficial do rio é, porém, atribuída a Cristóvão Jacques, comandante da expedição guarda-costas em 1526. Três rios deságuam na baía de Todos os Santos - o Jaguaripe, o Subaé e o Paraguaçu. O Paraguaçu é o mais longo, com 600 km de extensão, o que o fez ser chamado de “rio grande” em língua indígena. O rio Subaé, que banha Santo Amaro (Bahia), ficaria sendo o rio dos engenhos de açúcar, o rio Jaguaripe que passa na cidade atual de Nazaré, o rio da farinha, e o Paraguaçu, por sua extensão, o rio de penetração na capitania. 


Numa carta de Frei Vicente do Salvador, registra-se que Cristóvão Jacques encontrou numa ilha (já denominada “dos franceses”), no baixo curso do rio Paraguaçu, duas naus que negociavam com os indígenas, e foram devidamente afundadas. No local surgiria a povoação mais tarde chamada vila de Nossa Senhora do Rosário da Cachoeira, nos começos do século XVII sesmaria de Gaspar Dias Adorno, sítio ideal para a penetração da capitania.

HISTÓRIA DE FORMAÇÃO DO BAIRRO SANTA HELENA

O Bairro Santa Helena e o Bairro Praia do Canto se originaram de um loteamento - Plano Novo Arrabalde, cujo autor foi o Engenheiro Saturnino de Brito, que baseado em influências do urbanismo sanitarista, projetou ruas largas, tendo como eixo central a Avenida Nossa Senhora da Penha, formando um desenho semelhante a uma espinha de peixe. O loteamento abrangia parte do bairro Santa Lúcia, devido ao prolongamento das avenidas Rio Branco, Aleixo Neto e Constante Sodré. 


Na época, o bairro era utilizado como área de lazer e moradia junto ao mar. Existiam as Praias do Barracão, das Castanheiras, do Canto, Comprida e de Santa Helena, além das Ilhas do Boi e do Frade. Com o aterro realizado pela COMDUSA, em 1972, as referências dessas praias desapareceram e o nome Praia do Canto se consolidou. Até o final da década de 50, quando saíram de circulação, os bondes faziam ponto final na Rua Aleixo Neto, trazendo moradores do Centro e Jucutuquara para a Praia do Barracão. 


Na Praia de Santa Helena, próximo à atual Praça do Cauê, sobre o morro Itapebuçu, localizava-se a Western Telegraph Ltda que "ligava Vitória ao mundo". Em 1970, o terreno foi vendido e loteado para a construção de grandes casas para classe média alta.

A PRAÇA CRISTOVÃO JACQUES

Criada pelo Decreto Municipal nº0021/1948, com área de 4.204,61m², possui quadra poliesportiva, quadra de tênis, Brinquedos infantis, caixa de areia, equipamentos para ginástica e é fechada com grades e muros.
Por que Praça do Cauê:  

Onde hoje  esta a antiga Escola de Aplicação Estadual, havia um clube que a velha Vale do Rio Doce construiu em frente a praça para seus afortunados servidores e hospedes especiais, e chamava-se Cauê, uma homenagem a sua jazida de minério de ferro que ainda é extraido na cidade de Itabira (MG). O morro é chamado de Cauê. 

Os militares da Revolução de 64 mandou a empresa se desfazer dele. Nele hospedou-se em 1963, o Presidente João Goularth e sua esposa D.Maria Teresa, quando em visita ao estado.( Foi o maior alvoroço, pois a primeira dama, de uma beleza impar, se banhava de na piscina do clube, e os paparazzi, tentavam a qualquer custo fotografa-la). Ela foi até musica do cantor bossa-nova, Juca Chaves,  intitulado "Presidente Bossa-nova", e sucesso musical na época)






 A QUESTÃO INSERIDA NO PROCESSO DA MOBILIDADE URBANA


A estrutura da cidade contemporânea é formada não por uma estrutura estática, mas sim por conjuntos de malhas interconectadas, geradas por edifícios, pelas atividades e pelos espaços em si, transformando-se numa experiência única de trânsito, superando as tradicionais noções de origem/destino. O que nos facilita entender o conceito do sociólogo F. Ascher sobre mobilidade “[...] mobilidade não é mais um conceito de distância entres dois pontos, e sim, um sistema de organização do ponto de vista da otimização entre diversos atores e diferentes mobilidades”. 

E nesse emaranhado de pessoas e veículos, existem uma serie de questões que interferem de modo negativo para o desenvolvimento da mobilidade urbana, abrangendo diversas áreas de conhecimento, desde aspectos culturais até os ecológicos. Essas questões se expressam nos congestionamentos de veículos, no alto custo das tarifas do sistema público, nos inúmeros acidentes, na segregação social, na sustentabilidade ambiental, na falta de ciclovias e pela desarticulação política administrativa de planejamento e gestão de escala metropolitana. 

Sendo que tal panorama possui sua raiz, devido principalmente ao tipo de modelo operacionalizado e adaptado ao longo do tempo, que prioriza a locomoção do modal motorizado individual, o automóvel. A cidade de Vitória, assim como diversas outras cidades, vem enfrentando questões sobre as melhorias na mobilidade urbana, frente ao intenso processo de metropolização em que esta sendo submetida. 

Observa-se que a cidade de Vitória – ES, atualmente está passando por vários projetos de reestruturação, que interferem diretamente na mobilidade e apontam a necessidade que a capital está passando para realizar melhorias no setor urbano. Defender o empresário, aquele que promove o desenvolvimento, é uma tarefa difícil, é como um crente em Deus querer defender a boa ação do diabo. 

Todos nós, que moramos na Grande Vitória (e até muita gente de fora) sabemos que a capital do Estado do Espírito Santo se situa numa ilha, diminuta, com 42Km², um negócio muito pequeno, com ruas apertadas, fruto da colonização portuguesa, quando o tráfego nas ruas era de carroça, e jamais se sonhou que aqui corressem milhares de automóveis, um dia. Vitória é cortada, á margem de sua orla, por duas avenidas com pouco mais de 10 metros de largura, calçadas apertadas, onde transeuntes se esgueiram, são pilhados por refinados gatunos e não podem descer das calçadas, para não serem atropelados pelo tráfego intenso e perigoso.

 A QUESTÃO DA IRRITAÇÃO DA POPULAÇÃO:
Tudo aqui, de interesse da sociedade, esbarra na timidez das autoridades em molestar estranhos grupos de “donos” da ilha, intocáveis, misteriosos cidadãos, que obstaculam o progresso e ninguém dizem nada. Tem como referência o governo do Sr. Elcio Álvares, hoje deputado e presidente da Assembléia Legislativa, a audácia de dar início às obras de Terceira Ponte, no dia 14 de agosto de 1978, e inaugurada em 23 de agosto de 1989, com o nome de Ponte Deputado Castello Mendonça, mas popularizada Terceira Ponte, que custou 11 anos pra ficar pronta, mas teve o mérito de ser iniciativa dele, sem o que ela não existiria até hoje. 

A Terceira Ponte carrega uma espécie de maldição. Do lado de Vitória a Terceira Ponte, altaneira, bonita, espalhada mundo afora em pôsteres magníficos, esbarra numa tal de Praça Cristóvão Jacques, mais conhecida por Praça do Cauê (um clube que a velha Vale do Rio Doce construiu nas proximidades, para seus afortunados servidores, e o governo da Revolução de 64 mandou a empresa se desfazer dele), onde as autoridades municipais têm receio de tocar numa quadra de tênis que existe no meio do logradouro, onde figurões se transformaram donos dela, enquanto os veículos que demandam a Vitória debateram naquele empecilho vergonhoso. 

Muitas medidas drásticas já foram tomadas no passado em Vitória. O governador Jerônimo Monteiro mandou demolir todas as casas da avenida que lava seu nome para alargar a Avenida em nome do progresso. Recentemente as casas laterais da Avenida Fernando Ferrari, em nome da mobilidade viária foram demolidas. Mas a Praça Cristóvão Jacques, o que tem de tanto importante? Politicamente é um bairro inexpressivo, pois existem somente 3.618 eleitores. Sua população total é de .... habitantes. 

No momento, a PMV afirma que não há necessidade dessa construção, de se abrir caminho, extirpando-se a praça inútil para permitir milhares de veículos passarem direto para a Avenida Nossa Senhora da Penha, pondo-se um fim ao tormento dos engarrafamentos localizados. A cidade é assim, cheia de donos, cheia de “técnicos” que não se sensibilizam com coisa alguma e, quem quiser fazer um percurso matinal de carro, de mais ou menos cinco quilômetros, pode perfeitamente ficar mofando dentro de um carro uma hora e mais, manhã e noite, pelo prazer ou deleite de uns poucos afortunados que entende que a cidade é deles, que os deixe jogar tênis em paz. 

Um detalhe a mais, a praça é a única fechada da capital, um verdadeiro “bunker” aos olhos dos demais moradores da cidade. Pelas características administrativas das áreas publicas, as únicas que são fechadas são os Parques Urbanos e Naturais da cidade, o resto e apenas praça. Por que este privilégio desta praça ser fechada? Aconselho as nossas autoridades reflitam sobre esta questão e conquistem a credibilidade da sociedade, da extraordinária maioria que está assistindo essa farra de incompetência, para solucionar um problema tão banal, que é a falta de coragem, de determinação, de contrariar meia dúzia, se muito, de jogadores.

Convoquem o Governo do Estado, os concessionários da Terceira Ponte para um acordo sobre o pedágio, abrindo espaço para a criação de um fundo, onde tais recursos seriam aplicados em obras de abertura de canais de escoamento do tráfego, inclusive, o aumento razoável do pedágio iria inibir que mais da metade dos veículos que cruzam a ponte trouxessem apenas um passageiro. 

Um sistema de transporte coletivo decente permitiria que tanto Vitória como Vila Velha, muitos motoristas deixassem seus veículos nas garagens. Lamento que não haja disposição para um diálogo entre os que têm responsabilidade para decidir. Não será a Praça Cristóvão Jacques (do Cauê) que deverá ser entrave ao desenvolvimento. Um dia o povo vai reclamar da demora de soluções tão bobas.  

Agora veja você, passados tantos anos, a Terceira Ponte ficou como espinha dorsal do desenvolvimento da Grande Vitória. Isto torna fundamental a projeção de mais uma alternativa de ligação. Bem, parece-me fundamental a construção desta quarta alternativa. Vitória é uma ilha saturada de ocupação urbana e todos os problemas são em decorrência disto. O trânsito pode melhorar muito em Vitória quando a Reta da Penha for ligada diretamente à Terceira Ponte por uma simples reta que terá que atravessar o local onde hoje está localizada a Praça Cristóvão Jacques, hoje também conhecida como Praça do Cauê. Mas a medida ainda não está nos planos da Secretaria de Transportes e Infraestrutura Urbana de Vitória. “O acesso pela Praça do Cauê, que era provisório para as obras de saneamento, deu certo e será definitivo. Mas ainda não vemos muita necessidade de abrir a passagem direta. É algo a ser avaliado”. 

O Governador Casagrande, recém eleito, já se manifestou que o problema da “Praça do Cauê” será resolvido em curto prazo. Afinal se acende uma luz no fundo do túnel. Vejam no esquema como é fácil chegar até ao pedágio da Terceira ponte. Você entendeu como é fácil! É um absurdo que isto aconteça ainda em Vitória.



PRAÇA CRISTOVÃO JACQUES (CAUÊ) II - A QUESTÃO DA IRRITAÇÃO DA POPULAÇÃO

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Mais um projeto é apresentando como solução viária que envolve a Praça Cristovão Jacques (popular Cauê). Observamos um detalhe, a praça continua intocável, mas parodiando o ex-ministro Magri “ela é imexível”? Gostaríamos de saber com mais clareza, o por quê?

Um detalhe a mais, a praça é a única fechada da capital, um verdadeiro “bunker” aos olhos dos demais moradores da cidade. Pelas características administrativas das áreas publicas, as únicas que são fechadas são os Parques Urbanos e Naturais da cidade, o resto e apenas praça. Por que este privilégio desta praça ser fechada? 

Aconselho as nossas autoridades reflitam sobre esta questão e conquistem a credibilidade da sociedade, da extraordinária maioria que está assistindo essa farra de incompetência, para solucionar um problema tão banal, que é a falta de coragem, de determinação, de contrariar meia dúzia, se muito, de jogadores.

Convoque o Governo do Estado os concessionários da Terceira Ponte para um acordo sobre o pedágio, abrindo espaço para a criação de um fundo, onde tais recursos seriam aplicados em obras de abertura de canais de escoamento do tráfego, inclusive, o aumento razoável do pedágio iria inibir que mais da metade dos veículos que cruzam a ponte trouxessem apenas um passageiro.

Poderemos raciocinar quanto custaria fazer o túnel por baixo da praça. Milhões de reais. Um absurdo aos cofres públicos. Um sistema de transporte coletivo decente permitiria que tanto Vitória como Vila Velha, muitos motoristas deixassem seus veículos nas garagens. Lamento que não haja disposição para um diálogo entre os que têm responsabilidade para decidir. 

Não será a Praça Cristóvão Jacques (do Cauê) que deverá ser entrave ao desenvolvimento. Vitória é uma ilha saturada de ocupação urbana e todos os problemas são em decorrência disto. 

O trânsito pode melhorar muito em Vitória quando a Reta da Penha for ligada diretamente à Terceira Ponte por uma simples reta que terá que atravessar o local onde hoje está localizada a irrisória Praça Cristóvão ou Cauê. 

Estamos de olho!


COMENTARIOS ENVIADOS PARA MEU E-MAIL:


1- Oi Willis,
Acho o projeto do túnel uma aberração. Enquanto as cidades ditas ecológicas tentam criar bairros que privilegiam o pedestre, o transporte coletivo e a bicicleta. Vitoria vai pelo na direção contraria …Porque gastar uma grana dessa com a construção desse túnel??!! No orçamento estão considerando o nível da água e o rebaixamento do lençol freático? O que dizem as diretivas da Agenda 21 (Vitoria do Futuro)? Pensar no problema do congestionamento da 3a ponte quer também dizer em pensar na circulação urbana da cidade, não é uma intervenção pontual, mas sim de escala urbana!

E no mais, tudo bem?
Mônica Bittencourt Machado, B. Arch., M. Sc.
Architecte paysagiste et aménagiste
Direction de l’aménagement et de l’architecture.
Montreal - Canadá
05.01.2011

2- Meu caro Willis:

 O problema (ão) que causa a ainda presente Praça do Cauê somente terá a compreensão de alguns moradores do logradouro quando a PMV der fim á quadra de tênis ali localizada, que serve aos interesses pessoais de "algumas famílias".
Na verdade, o que está a nos faltar é um administrador de coragem para tomar a frente e dizer em bom e alto som: "primeiro os interesses comunitários".
Depois...  "os interesses mesquinhos".

Julio Peixoto
29.12.2010.

3- Willis,

Minha sugestão para uma primeira intervenção em face de urgência do problema, seria transformar o desenho geométrico da Praça do Cauê, que hoje é um quadrado, num desenho de circunferência como se fosse uma grande rotatória, uma vez que os seus cantos hoje não apresentam ocupação significativa conforme vistoria que eu fiz no local.
Se você gostou da idéia vamos estudá-la, melhor num boteco tomando uma gelada com peixe frito.


Abraços.


Alexandre Sobreira
Arquiteto
28.12.2010.

  
Eu sempre fui contra destruírem a Praça do Cauê (que não tem mais o brinquedo de Sol que dava esse nome). Mas outro dia, mesmo morando a vida toda nessa região tive que me desligar do passado e assumir que não tem mais sentido manter ESSA praça ali.
Dizem que ainda tem muita criança que usa a quadra durante as manhãs, e não duvido disso! Tem as pessoas que usam a quadra de tênis, e provavelmente ainda usam a quadra de futsal.
Acredito que uma dar alternativas seria abrir por inteiro a área DESSA praça para o trânsito da 3ª Ponte. MAS onde havía a entrada antiga da ponte, por onde hoje passa um fluxo menor de carros, poderia ser utilizado para uma nova área de lazer Pública local.
É lógico que existe a Praça dos Desejos (Curva da Jurema), a Praça ali perto do Horto e a Praça na Av. César Hilal... são muitas no entorno, mas se o caso é um ambiente especialmente para crianças, aquela rua seria suficiente, desde que se faça um bom projeto.
Também poderia se estudar uma Praça em parte do Colégio Estatual que tem ali ao lado da Praça do Cauê. Algumas alternativas existem com certeza.
( 2º comentario)

SITUAÇÃO ATUAL DA PRAÇA E PUBLICAÇÕES ANTERIORES:










POR FAVOR, ABRA ALAS PARA MELHORIA DA MOBILIDADE URBANA!!!!

PUBLICAREMOS AQUI UM E-MAIL RECEBIDO POR UM AMIGO SEGUIDOR DESTE BLOG.

Prezado Willis.
Parabéns pela sua corajosa posição. Falou quem tem competência para tanto.
Anexo abaixo uma carta que enviei a Coluna do leitor de A Gazeta, que trata do assunto em pauta.
Abraços.
Sergio Figueira Sarkis                       
 
A PROPOSITO DA PRAÇA CRISTOVÃO JACQUES

Conheci aquele recanto quando tinha meus dez anos de idade, isto na segunda metade dos anos quarenta.
Era um lugar onde existia uma quadra de tênis com piso de barro, onde se reuniam vários moradores da antiga Praia Comprida, para jogarem partidas do esporte bretão. Em algumas ocasiões, eram realizados torneios entre os grupos da Praia e os do Parque Moscoso, que também possuíam quadras localizadas onde hoje se encontra o Grupo Escolar Ernestina Pessoa.

Mercê dessas reuniões esportivas, hora e outra, as famílias de todos, inclusive dos moradores circunvizinhos, congregavam-se junto à mesma para atividades sociais, como festas juninas, natalinas, etc. Estas atividades ensejaram a criação do Praia Tênis Clube, que durante algum período se instalou no local e em seguida, tendo adquirido uma área maior, transferiu-se para onde funciona a sua atual sede.

Naquela época toda região entorno, não possuía calçamento e a Praça era desprovida de qualquer outro equipamento comunitário, sendo ponto de parada para os bondes que vinham da cidade (centro), em atendimento aos poucos moradores locais e principalmente aos banhistas de fim de semana que utilizavam a Praia de Santa Helena.

O progresso acabou com a Praia de Santa Helena, permitindo o aterro do mar ate a Ilha do Boi. Acabaram com os saudosos bondes para dar lugar às ruas onde hoje trafegam carros e mais carros.

Agora se instalou uma discussão entre a Prefeitura e os moradores locais, a respeito de abrir ou não a Praça para passagem de veículos. É o progresso que chega de novo! Não há o que discutir, mas sim transformar.

Ao lado da mesma existe o Colégio Fernando Duarte Rabello, antigo Clube Cauê, que possui uma grande área de recreio para servir aos alunos, totalmente despojada de urbanização e equipamentos comunitários, que bem poderia, através de uma parceria entre o Governo do Estado e Prefeitura de Vitória, ser transformada numa Praça que tanto serviria aos alunos como também a comunidade, com uma grande vantagem de ser toda murada e protegida à ação de vândalos.
Fica ai a sugestão
 
Sergio Figueira Sarkis
sfsarkis@terra.com.br





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