DIA MUNDIAL DA ÁGUA – 22 DE MARÇO DE 2015.
POR: WILLIS DE FARIA
A ÁGUA NO PLANETA TERRA
A
água é um recurso estratégico para a humanidade, pois mantém a vida no planeta
Terra, sustenta a biodiversidade e a produção de alimentos e suporta todos os
ciclos naturais. A água tem, portanto, importância ecológica, econômica e
social.
As
grandes civilizações do passado e do presente, assim como as do futuro,
dependem e dependerão da água para sua sobrevivência econômica e biológica, e
para o desenvolvimento econômico e cultural. Há uma cultura relacionada com a
água e um ciclo hidrossocial na inter-relação da população humana com as águas
continentais e costeiras. Embora dependam da água para sua sobrevivência e para
o desenvolvimento econômico e social, as sociedades humanas poluem e degradam
este recurso --tanto as águas superficiais como as subterrâneas.
A
diversificação de usos múltiplos, a deposição de resíduos sólidos e líquidos em
rios, lagos e represas, e o desmatamento e ocupação de bacias hidrográficas têm
produzido crises de abastecimento e crises na qualidade das águas. Todas as
avaliações atuais sobre a distribuição, quantidade e qualidade das águas
apontam para mudanças substanciais na direção do planejamento, gerenciamento de
águas superficiais e subterrâneas.
Para
uma adequada gestão dos recursos hídricos é necessária uma integração mais
efetiva e consistente das informações sobre o funcionamento de lagos, rios,
represas e áreas alagadas e dos processos econômicos e sociais que influenciam
os recursos hídricos.
A água é uma substância
essencial à vida. É encontrada na Terra sob as formas sólida, líquida e gasosa.
Noventa e oito por cento da água neste planeta encontra-se nos oceanos
(aproximadamente 109 mil km3 de água). Águas doces, que constituem os rios e
lagos nos continentes, e águas subterrâneas são relativamente escassas. Estas
águas doces nos continentes são a fonte que produz alimentos e colheitas,
mantém a biodiversidade e os ciclos de nutrientes, e mantém também as
atividades humanas.
Sem água de qualidade
adequada, o desenvolvimento econômico-social e a qualidade da vida da população
humana ficam comprometidos. As fontes de água doce, superficiais ou
subterrâneas, têm sofrido, especialmente nos últimos cem anos, em razão de um
conjunto de atividades humanas sem precedentes na história: construção de
hidrovias, urbanização acelerada, usos intensivos das águas superficiais e
subterrâneas na agricultura e na indústria.
O ciclo hidrológico
(passagem constante de um estado a outro, como veremos no capítulo 1) renova as
quantidades de água e também a sua qualidade. Entretanto, esta água que passa
do estado líquido para o gasoso, e também se acumula no estado sólido (gelo)
nas calotas polares, não é infinita. O ciclo renova a quantidade de vapor
d'água na atmosfera e a quantidade da água líquida, periodicamente, mas é
sempre a mesma quantidade de água que é renovada.
O aumento intenso de
demanda diminui, portanto, a disponibilidade de água líquida e coloca em perigo
os usos múltiplos, a expansão econômica e a qualidade de vida. As águas doces
continentais também sofrem com a contaminação causada por inúmeras substâncias,
pelo despejo de esgotos domésticos e industriais, e com acúmulo destas nos
sedimentos de rios, lagos e represas.
Como se chegou a este ponto
no uso e degradação de um recurso natural vital para a sobrevivência de todas
as espécies de animais e plantas? A resposta é: porque se acreditava que o
recurso era infinito, assim como a capacidade de auto-depuração do sistema.
Pensava-se que a tecnologia desenvolvida pelo homem poderia tratar qualquer
tipo de água contaminada e recuperá-la.
Na verdade, o recurso é
finito, pois a quantidade de água líquida depende de demanda, e a capacidade de
autodepuração dos sistemas tem limite; é bom ter em mente, também, que os
custos para transformar água de qualquer qualidade em água potável estão se
tornando proibitivos. Deve-se ainda considerar que as grandes massas urbanas –
3 bilhões de pessoas-- necessitam de grandes volumes de água para sua
sustentabilidade; além disso, produzem uma massa enorme de detritos (fezes e
urina), que necessitam de tratamento imediato para não contaminar as águas
superficiais e subterrâneas.
Este conjunto de problemas
levou à atual situação da água, uma crise sem precedentes, que demanda ações de
curto, médio e longos prazos.
"Usos múltiplos"
da água referem-se aos usos para várias atividades simultaneamente: por
exemplo, a água de um lago pode ser utilizada ao mesmo tempo para abastecimento
público, recreação, turismo e irrigação.
Fonte:
- Wikipédia - Enclicopédia Livre
A NOSSA HOMENAGEM ESPECIAL.
Como homenagem a este dia,
posto um clip editado por mim, com as águas de uma das maravilhas naturais do
mundo:
"As cataratas do
Iguaçú". O MUNDO DAS ÁGUAS.
São 103 imagens obtidas por nossa câmera fotográfica, que encherão seus olhos de belezas naturais. Fomos premiados nos dias 26 a 28 de novembro de 2009, quando o acaso nos levou a visitá-la quando estava em sua plena magnitude de águas, a maior dos últimos 50 anos. Produzimos um clip para mostrar estas belas imagens.
Foz do Iguaçu deveria ser a Meca Brasileira, com viagem obrigatória, pois é a mais bela catarata do mundo. Com uma vazão de água do rio superior a 7.500 m3 por segundo.
São imagens impares, que ficarão perpetuadas para sempre em nossa memória. A área das Cataratas do Iguaçu (em espanhol, Cataratas del Iguazú) são um conjunto majestoso de cerca de 275 quedas de água no Rio Iguaçu (na Bacia hidrográfica do rio Paraná), localizam entre o Parque Nacional do Iguaçu, Paraná, no Brasil, e no Parque Nacional Iguazú, Misiones, na Argentina. A área total de ambos os parques nacionais, correspondem a 250 mil hectares de floresta subtropical e declarada como Patrimônio Natural da Humanidade.
O Parque Nacional argentino foi criado em 1934; e o Parque Nacional brasileiro, em 1939, com o propósito de administrar e proteger o manancial de água que representa essa catarata e o conjunto do meio ambiente ao seu redor.
O termo Iguaçu na língua guarani, deriva de y ("água", "rio") e guasu ou guaçu ("grande"), significa literalmente "água grande", ou seja, rio de "grandes águas".
Aqui, a biodiversidade faz a diferença. De onde quer que se contemplem os saltos, é possível, por exemplo, apreciar nuvens de borboletas multicoloridas, as chamadas panapanás. São mais de mil espécies colorindo a bruma branca que envolve o Iguaçu.
O primeiro homem branco a ver as hoje famosas quedas dágua foi o navegador espanhol Álvar Nuñez Cabeza de Vaca, em 1542 descobriu as Cataratas por acaso, quando procurava um caminho que o levasse a Assunção. O descobridor narrou à descoberta em seu diário: "O rio dá uns saltos por uns penhascos enormes e a água golpeia a terra com tanta força que de muito longe se ouve o ruído", reportou.
Infelizmente, teve pouco tempo para contemplar o espetáculo. Sua navegação foi interrompida e ele precisou transpor as quedas rapidamente, pelo mato, com medo de ser atacado por índios hostis.
No início do século 20, as Cataratas tinham um proprietário, o fazendeiro uruguaio Jesus Val, que se gabava de ter as Cataratas no quintal de sua casa. Esse capricho lhe custou caro.
No início do século 20, as Cataratas tinham um proprietário, o fazendeiro uruguaio Jesus Val, que se gabava de ter as Cataratas no quintal de sua casa. Esse capricho lhe custou caro.
O aviador Santos Dumont fazia uma visita a então Vila Iguaçu, em 1916, e teria se revoltado com o fato de essa beleza natural ter dono.
Saiu de lá prometendo providências e três meses depois o governo expropriou a área.
Saiu de lá prometendo providências e três meses depois o governo expropriou a área.
Como reconhecimento, Dumont ganhou uma estátua de bronze em lugar de honra no Parque Nacional do Iguaçu, que seria criado somente em 1939.
O mais alucinante é estar em cima das cataratas, e observar as andorinhas que se atiram contra as cataratas em um vôo que parece suicida. Os ninhos estão do outro lado, na parede de rocha, totalmente inalcançável.
Ao final teremos imagens da maior usina hidrelétrica do mundo, a Itaipu, com suas comportas necessariamente abertas pelo grande volume dágua da represa do rio Paraná. São 16 turbinas gerando energia para 70% do país. Navegue nestas águas com sua imaginação.

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