CORINTO (GRÉCIA) – 5.000 ANOS DE HISTORIAS FANTÁSTICAS. (SEU PRÓXIMO DESTINO TURÍSTICO)
(POR
WILLIS DE FARIA)
Chegamos
ao Porto/cidade de Pireus dia 25 de maio as 07,30h, desembarcamos e contratamos
um taxi no terminal portuário e seguimos para Corinto, pois já conhecíamos a
cidade de Atenas em outra viagem. A viagem dura cerca uma hora. Quase 86 km
percorrendo uma estrada que beira o belíssimo Mar Egeu, aonde a paisagem
predominante e o azul do mar, as montanhas, os barcos e os navios de
cruzeiro que vão lá e cá, sem falar nas flores da estação que estão em todos os
lugares, dando um colorido especial e bem característico a paisagem.
Em falar
em navios, para quem não sabe a Grécia e considerada um ponto estratégico
que liga os países do oriente aos países europeus em termos de navegação e
mercado. Uma das melhores e mais importantes escolas e universidades do
mundo na área de shippment estão
aqui.
E para
confirmar o que já se sabe, basta apenas dar uma chegadinha ao Porto de Piraeus
ou ver o imenso estaleiro de propriedade da família Onassis, instalado ali, as
margens da estrada que nos leva a cidade de Corinto. E verdadeiramente um
espetáculo grego!
Chegando a
cidade vamos diretamente ao Castello de Corinto, no ponto mais alto da cidade. La
esta o templo de Apollo e Afroditte. Subimos a colina e de lá vemos tamanha
beleza desse lugar. Não por acaso e o templo de Afrodite! A começar pela
paisagem, as oliveiras carregadas de olivas prontinhas para se fazer um
dos melhores óleos de oliva extra virgem do mundo
Olho para
tudo isso e vejo mais uma vez confirmo que a beleza da vida,
definitivamente, esta nas coisas simples.
Corinto (em
grego, Kórinthos) é o nome de uma antiga pólis grega (cidade-estado) e
também do istmo próximo, a oeste de Atenas, que emprestou seu nome para a um conjunto
de jogos pan-helênicos, uma guerra, e um estilo de arquitetura. A moderna
cidade de Corinto está localizada cerca de 5 km a nordeste das ruínas antigas.
Sua
história não foi marcada somente por outras batalhas, alianças (e até dois
terremotos!), mas também por adoração aos deuses – como eram os jogos ístmicos,
celebrados em homenagem a Poseidon (Deus do mar). Por mais conhecido que ele
seja o templo mais famoso é de outro deus: o de Apolo.
Corinto
era um rico centro comercial, abrigando uma população cosmopolita graças ao seu
porto, que realizava um lucrativo comércio com a Ásia, além de ser um ponto de
comunicação com a península itálica. Além disso, desempenhou um papel
importante no trabalho missionário do apóstolo Paulo, que lá viveu por dezoito
meses. Hoje é a segunda maior cidade do Peloponeso, com vários locais de
interesse para os peregrinos e turistas.
O local
da antiga cidade era habitado já no período neolítico (5000-3000 A.C.), e
floresceu como um importante centro no século VIII a.C., permanecendo assim até
sua destruição pelos romanos, em 146 A.C. Tinha o status de potência naval, o
que permitiu à antiga Corinto estabelecer colônias em Siracusa, (na ilha da
Sicília) e em Corcyra (atual Corfu, próximo à Albânia). Estas colônias serviam
como entrepostos comerciais para as peças ornamentais de bronze, produtos
têxteis e cerâmica, produzidos na metrópole.
A partir
de 582 A.C. Corinto passou a abrigar os Jogos Ístmicos, celebrados em honra do
deus do mar Poseidon. O
templo dórico de Apolo, um dos principais marcos históricos da cidade foi
construído em 550 A.C., no auge da riqueza da pólis.
A antiga
cidade foi parcialmente destruída pelos romanos em 146 A.C., mas em 44 a.C.,
foi reconstruída como uma cidade romana. A nova Corinto prosperou mais do que
nunca, estima-se que tinha cerca de 800 mil habitantes no tempo de Paulo. Foi a
capital da Grécia romana, habitada principalmente por homens livres e judeus.
Alarico,
em sua invasão à Grécia, em 395-396, destruiu Corinto e vendeu muitos de seus
cidadãos como escravos. Ainda assim, a cidade permaneceu habitada por muitos
séculos, suportando sucessivas invasões, destruições e pragas.
Corinto
foi capturada pelos turcos, em 1458, e pelos Cavaleiros de Malta em 1612. Por
volta de 1687 até 1715, os venezianos controlaram a cidade, que novamente caiu
na mão dos turcos. Finalmente, com a independência grega em 1822, a cidade
passou a fazer parte do novo país.
Desde
1896 foram iniciadas sistemáticas escavações arqueológicas na área da antiga
polis, e ainda se encontram em andamento, trazendo à tona a ágora, templos,
fontes, lojas, pórticos, banheiros e vários outros monumentos.
Corinto,
da cuja cidade hoje existe apenas ruínas, foi uma cidade muito importante.
O
Apostolo Paulo chegou nessa cidade durante a sua segunda viagem. Nesse período,
Corinto é uma cidade romana, profundamente pagã nos seus costumes, tanto que
Paulo se dedica muito àquela comunidade, seja com lá presença que com suas
cartas. É um dos lugares onde Paulo passou mais tempo.
Chega lá
depois da experiência negativa em Atenas, no Areopago, muito desanimado
(veja 1Coríntios
2,1-5). Nesse momento Deus o anima, como conta Atos dos
Apóstolos: “Teve Paulo durante a noite uma visão em que o Senhor
lhe disse: Não temas; pelo contrário, fala e não te cales; porquanto eu estou
contigo, e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade”. (18,9-10).
Paulo
estava orientado os coríntios, a como as igrejas de Deus procediam, sobre o véu
(cabelo). Logo alguns tinham a prática de cortar o cabelo curto, o véu que
Paulo se refere não é o pano, mas o cabelo, e o uso dele devem ser longo nas mulheres,
para honrarem, ao marido e a Cristo.
Mas sobre ser alguma coisa relacionada com
práticas pagãs, não sei, mas o que me chama atenção, é que após esse ponto,
ele, Paulo, começa a orientar a igreja de coríntios sobre mais uma doutrina
bíblia, a ceia, e sobre os dons, depois a importância da união da Igreja, como
o corpo de Cristo, que o que fazes reflete no corpo. Depois, fala sobre o
Espírito Santo, como o dom supremo, para alguns, o amor.
As
sacerdotisas do templo de Afrodite (Vênus) eram prostitutas cultuais, nas suas
reuniões pagãs realizam orgias e tinham as cabeças raspadas. Isso se tornou
características dessas mulheres disponíveis, que eram possuídas pelos
adoradores desses deuses e viajantes que passavam constantemente pela cidade. O
véu e os cabelos compridos era uma diferenciação das mulheres pagãs, da mesma
forma as mulheres não presidiam nos templos cristãos para evitar essas
influencias pagãs.
A
população de Corinto, entre os seus vários deuses, adorava a Diana dos efésios
e entre os seus rituais praticavam sexos nas adorações a mesma, e as mulheres
dali, as sacerdotisas, rapavam a cabeça ficando até carecas. Quando saiam pelas
ruas eram muito conhecidas de todos, dai que Paulo pede as mulheres cristãs,
aqueles convertidos dali, a usarem o véu na cabeça, pois seriam sempre mal
vistas, debochadas, discriminadas e rejeitadas ao falarem de Jesus.
Em termos
de culto pagão, temos que ter presente que a cidade, antes de ser romana
(conquistada e destruída em 146 antes de Cristo), era grega. Por isso
imaginemos todo contexto da religião grega com seus vários deuses. Foi o local,
por exemplo, dos famosos jogos ístmicos, em
honra de Poseidon (deus do mar, que para os romanos era Netuno).
100 anos após a destruição romana, a cidade foi
refundada, por Júlio César, que viu no local um ponto estratégico importante e construiu
uma colônia romana. Hoje, de tudo isso resta apenas ruínas. como a imagem que
vemos embaixo, do tempo de Apolo.
Portanto
Apolo, com certeza, era venerado na cidade. Apolo é filho de Zeus. Homero o
descreve como muito cruel. Provavelmente por causa da sua beleza, é muito
representando nas esculturas.
Com
Apolo, com certeza, eram venerados outros deuses, sejam gregos que romanos:
Dionísio, Artemide, Diana, Afrodite, Vêneris e, sobretudo os deuses
principais: Zeus (grego) e Júpter (romano).
A cidade
de Corinto — “Dona de dois portos”
Se você der uma olhada num mapa da Grécia, verá que
a parte principal do país é formada por uma península e pelo que se parece com
uma enorme ilha no sul. Ligando as duas partes há uma estreita faixa de terra,
com cerca de 6 quilômetros no seu ponto mais estreito. Chamada de istmo de
Corinto, essa faixa liga a península peloponense no sul à parte principal do
país ao norte.
O istmo também é importante por outro motivo. Tem
sido chamado de ponte do mar porque no lado leste fica o golfo Sarônico, que se
abre na direção do mar Egeu e do Mediterrâneo oriental, e no lado oeste fica o
golfo de Corinto, que vai dar no mar Jônico, no mar Adriático e no Mediterrâneo
ocidental. No meio de tudo isso fica a cidade de Corinto, uma importante parada
nas viagens missionárias do apóstolo Paulo, famosa no mundo antigo por sua
prosperidade, grande luxo e estilo de vida imoral.
Uma
cidade estratégica
A cidade de Corinto fica perto da margem ocidental
dessa importante faixa de terra. Contém dois portos, um de cada lado do
estreito istmo — Lecaion no oeste e Cencréia no leste. Por esse motivo, o
geógrafo grego Estrabão descreveu Corinto como “dona de dois portos”. Por
causa de sua localização estratégica, a cidade de Corinto passou a dominar uma
encruzilhada internacional, controlando tanto o comércio norte-sul, via
terrestre, como o comércio leste-oeste, via marítima.
Desde o passado, navios vinham do leste (Ásia
Menor, Síria, Fenícia e Egito) e do oeste (Itália e Espanha) trazendo cargas,
as descarregavam num dos portos e as transportavam pelos poucos quilômetros de
via terrestre até o outro lado do istmo. Ali as cargas eram colocadas em outros
navios para seguir viagem. Barcos menores eram arrastados de um lado do istmo
até o outro por meio de uma via chamada de diolkos.
Por que os marinheiros preferiam a rota terrestre através do istmo?
Porque isso os poupava dos riscos da viagem perigosa de 320 quilômetros
por mares turbulentos em torno dos promontórios no sul do Peloponeso, onde as
tempestades eram muito comuns. Os marinheiros evitavam especialmente o cabo
Malea, sobre o qual se dizia: “Passe pelo cabo Malea e nunca mais volte para
casa.”
Cencréia
— revelado um porto submerso
O porto de Cencréia, a cerca de 10 quilômetros
ao leste de Corinto, era o ponto final das rotas marítimas asiáticas.
Atualmente, metade desse porto está submersa por causa dos devastadores
terremotos que ocorreram perto do fim do quarto século EC. Estrabão
descreveu Cencréia como um porto agitado e abastado, e o filósofo romano Lúcio
Apuleio o chamou de “ancoradouro grande e poderoso por onde passam navios de
muitas nações”.
Na época dos romanos, o porto tinha dois cais que
se estendiam mar adentro como uma ferradura, formando uma entrada de
150 metros a 200 metros de largura. Podia receber navios de até
40 metros de comprimento. No lado sudoeste desse porto foram desenterradas
partes de um templo que, segundo se acredita, era o santuário da deusa Ísis. Um
conjunto de construções na extremidade oposta do porto era provavelmente um
santuário de Afrodite. Essas duas deusas eram consideradas padroeiras dos
marinheiros.
As atividades de comércio marítimo no porto podem
ter contribuído para o trabalho doapóstolo Paulo como fabricante de tendas em
Corinto. (Atos
18:1-3) O livro In the Steps of St. Paul (Nos Passos de São
Paulo) observa: “Ao se aproximar o inverno, os fabricantes de tenda de Corinto,
que também fabricavam velas de navio, praticamente tinham mais trabalho do que
conseguiam fazer. Com os dois portos cheios de navios ancorados por causa do
inverno e precisando de consertos enquanto o mar estava interditado, os
fornecedores de Lecaion e Cencréia devem ter tido trabalho para oferecer a
quase todo homem que conseguisse costurar panos de vela.”
Depois de ficar em Corinto por mais de um ano e
meio, Paulo viajou de Cencréia a Éfeso por volta de 52 EC. (Atos 18:18, 19) Em
algum tempo durante os quatro anos seguintes, uma congregação cristã foi
formada em Cencréia. A Bíblia nos diz que Paulo pediu aos cristãos em Roma que
ajudassem uma cristã chamada Febe, “da congregação que está em Cencréia”.
— Romanos
16:1, 2.
Hoje, as pessoas que visitam a baía de Cencréia
nadam em águas cristalinas, em meio às ruínas de um porto submerso. A maioria
delas nem se dá conta de que, séculos atrás, esse lugar era cheio de
atividades, cristãs e comerciais. O mesmo acontece com o outro porto de
Corinto, o Lecaion, no lado ocidental do istmo.
Lecaion
— portal para o oeste
Uma rua pavimentada chamada Estrada de Lecaion saía
direto da ágora, ou mercado, de Corinto para o seu porto ao oeste, Lecaion, a
quase 2,5 quilômetros de distância. Engenheiros retiraram detritos de uma
parte da costa para construir o porto e empilharam o entulho na praia para
proteger os navios ancorados dos ventos fortes vindos do golfo. Houve época em
que esse foi um dos maiores portos do Mediterrâneo. Os arqueólogos desenterraram
o que sobrou de um farol, uma estátua de Posseidon segurando uma chama.
Ao longo da Estrada de Lecaion, que era protegida
por muros duplos, havia calçadas, prédios governamentais, templos e colunatas
com lojas. Paulo deve ter encontrado ali compradores agitados, paroleiros,
lojistas, escravos, comerciantes e outros — um público apropriado para sua
atividade de pregação.
Lecaion não era apenas um porto comercial, mas
também uma importante base naval. Alguns afirmam que a trirreme, uma das mais
eficientes embarcações de guerra da antiguidade, foi inventada no estaleiro de
Lecaion por Ameinocles, construtor de navios coríntio, por volta de
700 AEC. Os atenienses usaram as vantagens da trirreme em sua crucial
vitória sobre a Marinha persa em Salamina no ano 480 A.C.
O que no passado foi um porto agitado hoje não
passa de “uma série de lagoas escuras e cheias de junco”. Nada indica que
séculos atrás um dos maiores portos no Mediterrâneo existiu ali.
Corinto
desafia os cristãos
Além de serem comerciais, os portos de Corinto
serviam como portas de acesso a influências que afetavam muito as pessoas na
cidade. Por exemplo, esses portos atraíam comércio e riqueza. Corinto acumulou
riquezas por cobrar altas taxas portuárias e pedágio pelo transporte de cargas
e navios pela diolkos. A cidade também cobrava impostos pelo
tráfego terrestre. Perto do fim do sétimo século A.C, as receitas estatais
provenientes dos impostos sobre os mercados da cidade e sobre o uso de seus
portos até mesmo tornaram possível isentar os cidadãos de pagar impostos.
Corinto recebia uma renda adicional dos
comerciantes que se hospedavam ali. Muitos deles se entregavam ao luxo e às
festanças imorais. Os marinheiros que chegavam a grande quantidade também
enriqueciam Corinto. Como Estrabão observou, eles esbanjavam seu dinheiro. Os
habitantes da cidade ofereciam muitos serviços, incluindo conserto de navios.
Nos dias de Paulo, a cidade supostamente tinha uma
população de 400 mil pessoas. Só perdia para Roma, Alexandria e Antioquia
da Síria. Gregos, romanos, sírios, egípcios e judeus moravam em Corinto. Por
meio de seus portos, havia um constante fluxo de viajantes, pessoas que iam
para as competições de atletismo, artistas, filósofos, empresários e outros.
Esses visitantes faziam ofertas nos templos e sacrifícios aos deuses. Tudo isso
fez de Corinto uma metrópole vibrante e próspera — mas não sem custo.
O livro In
the Steps of St. Paul observa: “Corinto, situada entre
dois portos, desenvolveu um cosmopolitismo misturado aos vícios das nações
estrangeiras cujos navios ficavam ancorados em seus portos.” As fraquezas e os
vícios do Oriente e do Ocidente se encontravam e se misturavam no cadinho da
cidade. Em resultado disso, Corinto se tornou descaradamente luxuosa, decadente
em sentido moral — a cidade mais lasciva da Grécia antiga. Viver como os
coríntios, ou ser corintianizado, tornou-se sinônimo de vida devassa e imoral.
Esse ambiente de materialismo e imoralidade
ameaçava o bem-estar espiritual dos cristãos. Os seguidores de Jesus em Corinto
precisavam ser aconselhados a manter uma posição aceitável aos olhos de Deus.
Foi apropriado que em suas cartas aos coríntios, Paulo tenha condenado
fortemente a ganância, a extorsão e a impureza moral. Ao ler essas cartas
inspiradas, você não pode deixar de perceber a influência degradante que os
cristãos ali tinham de enfrentar. — 1 Coríntios 5:9, 10; 6:9-11, 18; 2 Coríntios 7:1.
Mas o cosmopolitismo de Corinto tinha suas
vantagens. A cidade estava aberta a um constante fluxo de idéias. Seus
moradores estavam mais propensos a aceitar novos pontos de vista do que as
pessoas em outras cidades que Paulo visitou. “O Oriente se encontrou com o
Ocidente nesta antiga cidade portuária”, diz um comentarista bíblico, “expondo
seus moradores a toda nova idéia, filosofia e religião imagináveis que o mundo
tinha a oferecer”. Em resultado disso, diferentes religiões eram toleradas, e
isso evidentemente facilitou a pregação de Paulo ali.
Os dois portos de Corinto — Cencréia e
Lecaion — contribuíram para a prosperidade e fama da cidade. Os
mesmos portos também representavam um desafio para os cristãos que moravam em
Corinto. O mundo hoje é parecido. Influências corrompedoras como o materialismo
e a imoralidade representam uma ameaça espiritual para as pessoas que temem a
Deus. Portanto, nós também devemos levar a sério as exortações inspiradas que
Paulo deu aos cristãos em Corinto.
Perto do fim do sétimo século A.C, quando os
planos para a construção de um canal não deram certo, Periander, governador de
Corinto, construiu um engenhoso meio para transportar mercadorias através do
istmo. Chamada de diolkos, que significa “arrastar por”, era
uma via de pedras com sulcos fundos providos de trilhos de madeira nos quais se
passava uma substância gordurosa. As mercadorias dos navios atracados em um dos
portos eram descarregadas, colocadas em carrinhos com rodas e puxadas por
escravos sobre a via até o outro porto. Navios pequenos, às vezes com cargas,
também eram arrastados por essa via.
Corinto também foi alvo de guerras e escravidão. No
ano de 146 A.C., a cidade foi totalmente destruída. Somente no ano 46 A.C. é
que César Augusto a reconstruiu.
Tempos depois o apostolo Paulo chegou à cidade com
a difícil tarefa de evangeliza-la. Ele viu a necessidade de fazê-lo devido
quantidade de pessoas que a cidade abrigava, muitos dos quais eram estrangeiros
e escravos. O apostolo não se absteve, ele sabia da forte e imensa necessidade
de levar a mensagem de Jesus, foi então que levou consigo Silas e Timóteo. Tem
uma passagem na bíblia que discorre sobre a missão de Paulo: “Não tenhas medo;
continua a falar e não te cales, porque eu estou contigo. Ninguém te porá a mão
para te fazer mal. Nesta cidade há um povo numeroso que me pertence” (At 18,
10).
Paulo ficou dezoito meses em Corinto, onde conseguiu obter sucesso na evangelização, nesse tempo fundou uma igreja na cidade. Acredita-se que ele tenha voltado em Corinto, porém ele era um missionário que peregrinava cidades evangelizando, então não há provas de seu retorno.
Corinto foi uma das cidades mais orgulhosas, ricas e perversas do mundo
antigo. Estava localizada na faixa de terra de seis quilômetros de largura que
unia a parte sul do Peloponeso com a parte continental da Grécia.
Converteu-se facilmente no maior centro comercial
da Grécia por estar situada sobre a estrada norte-sul, e por ser os dois portos
marítimos florescentes de Cencréia, no leste, e de Lechaeum, no oeste. Estava,
portanto, literalmente “na encruzilhada dos caminhos”. Em seus arredores havia
terras férteis onde cresciam oliveiras, parreiras, tamareiras e outras árvores
frutíferas.
Como cabeça da liga da Acaia, foi destruída em 146 A.C. por Mummius, o cruel líder romano, que enviou carregamentos de esculturas, quadros e outros tesouros artísticos de Corinto para Roma.
No ano de 46 A.C. Júlio César reconstruiu a cidade, dotando-a de ruas amplas, praças de mercado, templos, teatros estátuas, fontes e o santuário de mármore branco e azul,o rostra, onde eram pronunciados discursos e sentenças. Ao sul estava a Acrocorinto, uma colina que se levantava 152 metros acima da cidade. No seu ápice erguiam-se o templo e a estátua de Afrodite, a deusa da fertilidade e do amor que dominava grande parte da vida social e religiosa do povo.
Paulo chegou a Corinto em torno de 52 d.C., e
permaneceu ali durante um ano e meio, ganhando a vida através da fabricação de
tendas. Durante esse tempo, ele converteu com sua pregação tanto a judeus como
a gregos, e fundou a igreja, a qual depois escreveu duas cartas imortais.
Estima-se
que no tempo em que Paulo esteve em Corinto à cidade teria uma população de uns
250 mil cidadãos livres e não mais de uns 400 mil escravos.
Embora Corinto não fosse uma cidade universitária como Atenas, não deixava de ser caracterizada pela cultura grega. Seus habitantes interessavam-se pela filosofia grega e tinham a sabedoria na mais alta estima.
Em Corinto havia pelo menos 12 templos. Não há certeza se todos estavam em funcionamento nos dias do apóstolo Paulo. Um dos mais infames era dedicado a Afrodite, cujos adoradores praticavam a prostituição religiosa. Uns 400 metros ao norte do teatro ficava o templo de Asclépio, o deus da cura, e no meio da cidade estava localizado o templo de Apolo. Além da sinagoga dos judeus.
Assim com qualquer cidade comercial, Corinto era centro de imoralidade pública e irrefreada. A adoração a Afrodite promovia a prostituição em nome da religião. Em certo período, mil prostitutas sagradas serviam no seu templo. A imoralidade de Corinto tornou-se tão amplamente divulgada que o verbo grego “corintianizar” veio a significar “praticar imoralidade sexual”. Num ambiente como esse, não é de admirar que a igreja de Corinto estivesse atormentada por diversos problemas.
A cidade esteve quase continuamente habitada até 1858, quando foi destruída por um grande terremoto. Os habitantes que sobreviveram edificaram a nova Corinto a seis quilômetros da anterior. A cidade antiga encontrava-se em ruínas e estava sendo gradualmente enterrada por muitos metros de areia, quando em 1856 a Escola Americana de Estudos Clássicos de Atenas tomou posse do local e cavou vinte fossos experimentais em vários lugares.
No fosso número três desenterraram uma rua
pavimentada de mais de 14 metros de largura, com calçadas e canais, mas sem
rastros de rodas, o que indicava que era usada só por pedestres. A rua estava
orientada no sentido norte-sul, o que levou os escavadores a segui-la esperando
encontrar a Ágora (praça do mercado).
Nas explosões sucessivas, os escavadores realizaram muitos achados pequenos, tais como pedaços de esculturas, vários fragmentos de jarros, relevos, objetos de barro cozido, um anjo, um umbral de mármore de uma porta que tinha uma inscrição que dizia: “Sinagoga dos Hebreus”, e um bloco de pedra calcária onde havia uma inscrição do primeiro século que dizia que Erasto, o comissário e administrador da cidade, havia pavimentado essa praça com seu próprio dinheiro.
Paulo
escreve acerca de um Erasto que era diretor de obras públicas, ou tesoureiro da
cidade (Rm 16.23). É possível que a inscrição fale do mesmo homem, que mais
tarde se converteu ao cristianismo, e chegou a ser um colaborador valioso de
Paulo.
As maiores descobertas constavam de um teatro
grego, o templo de Apolo, a antiga corte e fonte de Peirene, o Ágora e a
plataforma de julgamento, onde provavelmente Paulo foi trazido a presença de
Gálio, sendo em seguida absolvido. Eles também encontraram o piso onde os
gregos “agarraram a Sóstenes, chefe da Sinagoga, e o espancaram diante do
tribunal” (Atos 18.17).
O Canal de Corinto foi construído em 1893, mas a
ideia é bem mais antiga: já em 67 D.C, Nero (o romano) havia pensado em escavar
o canal. Chegou até a trazer escravos palestinos para tirar a ideia do papel.
Os escravos conseguiram cavar 3,5km e não puderam dar continuidade porque Nero
voltou a Roma.
A ideia de Nero ressurgiu em 1830 quando o
presidente grego da época, reconhecendo a necessidade de ligar o Golfo de
Corinto com o Golfo Sarônico, tentou arrecadar fundos para concretizar a
construção do canal. Para isso, ele precisaria de 40 milhões de francos-ouro. O
problema é que nem o governo nem os investidores privados tinham essa quantia,
motivo que fez o presidente desistir da obra.
Por aqui passam 11 mil navios por ano!
Repararam nesse destaque na margem esquerda da foto
acima (na direita também tem)? Foram os alemães! Eles explodiram partes da
encosta e jogaram um grande número de vagões de trem no intuito de obstruir o
Canal de Corinto. Os gregos precisaram de 5 anos para reabrí-lo.
Uma das pontes com vista para Canal de Corinto
Uma curiosidade: o projeto de 1983 para escavar o
canal se baseou no plano elaborado ainda na época de Nero. Ah, os aquedutos
feitos pelos escravos dele foram mantidos e utilizados durante a construção.
FONTES: Bibliografia:
- Corinth, Corinth (em inglês). Disponível em: < http://www.sacred-destinations.com/greece/corinth>.
Acesso: 04/02/13.
- GILL, N.S. Corinth (em inglês). Disponível em: <http://ancienthistory.about.com/od/geography/g/090111-Corinth.htm Mapa: http://baileyh2016.edublogs.org/2009/10/14/corinth-a-greek-city-state/
-Bíblia Thompson, Suplemento de Arqueologia – Editora Vida
Bíblia NVI de Estudos – Editora Vida
- http://caravanaterrasanta.sendtur.com.br/corinto-a-cidade-em-que-paulo-pregou-a-mensagem-de-cristo/




















Parabéns, professor! Linda viagem e interessantíssimo o material pesquisado.
ResponderExcluirMuito bom, parabéns!
ResponderExcluirExcelente conteúdo histórico. Parabéns. Serviu muito para a minha pesquisa. Corinto, grande centro comercial da época de Paulo e suas viagens. A Primeira Carta de Paulo aos Coríntios, escrita a na cidade de Éfeso, durante suas terceira viagem pela região. Parabéns, Professor Wills de Faria.
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