ROMA: BASÍLICA DE SANTA MARIA MAIOR (MAGGIORE) – UMA VISITA INESQUECÍVEL.
(POR: WILLIS DE FARIA)
Santa Maria Maggiore ou Basílica
de Santa Maria Maior é uma das quatro basílicas
maiores, uma das sete igrejas de
peregrinação e a maior igreja mariana de Roma —
motivo pelo qual ela recebeu o epíteto de
"Maior".
Foi à primeira igreja do
Ocidente dedicada ao culto de Maria, e tem uma celebração específica na
liturgia católica rememorando o fato: a Dedicação
de Basílica de Santa Maria Maior
Depois do Tratado de Latrão de
1929, firmado entre a Santa
Sé e
o Reino da Itália, Santa
Maria Maggiore permaneceu como parte do território italiano e não
do Vaticano.
Porém, a Santa Sé é proprietária do
edifício e do terreno onde ele está e o governo italiano é
obrigado, legalmente, a reconhecer este fato e a conceder a ela a
imunidade concedida pelo Direito Internacional às
embaixadas de agentes diplomáticos de estados estrangeiros.
Desde 21 de novembro de
2011, o arcipreste protetor da basílica é Santos Abril y Castelló,
que é também cardeal-diácono da diaconia de São Ponciano. Antigamente, o
arcipreste era o patriarca latino de Antioquia,
um título abolido em 1964.
Nossa Senhora das Neves
A basílica é por vezes
chamada de "Nossa Senhora das Neves",
seu nome no Missal Romano entre
1568 e 1969 e uma referência à festa litúrgica da
dedicação do edifício aNossa
Senhora em 5 de agosto, que, na mesma época, era chamada
de "Dedicatio Sanctae Mariae ad Nives" em latim.
Este nome tornou-se popular no século XIV e
é, por sua vez, uma referência a uma tradição lendária que a Enciclopédia Católica (1911)
descreve assim: "Durante o pontificado de Libério,
o patrício romano João
e sua esposa, que não tinham filhos, fizeram um voto de que doariam todas as
suas posses à Virgem Maria. Eles rezaram para que Ela lhes indicasse como eles
deveriam se desfazer de suas posses para homenageá-La. Em 5 de agosto, numa
noite no auge do verão em Roma, nevou no alto do monte
Esquilino. Obedecendo a uma visão da
Virgem que tiveram na mesma noite, o casal construiu a basílica em homenagem a
ela no local exato que estava coberto de neve. Baseado no fato de que não
menção alguma a este suposto milagre até séculos depois, nem mesmo por Sisto
III em sua inscrição dedicatória de oito linhas... é bastante provável
que esta lenda não tenha nenhuma base histórica.
A lenda só seria mencionada
depois de 1000. O nome continuava a ser utilizado no século XV, como demonstra
a pintura do "Milagre da Neve" de Masolino da Panicale.
A festa da dedicação da
igreja era celebrada apenas em Roma até ser incluída pela primeira vez no Calendário Geral
Romano, já com o título "ad Nives” Uma
congregação nomeada pelo papa Bento
XIV em
1741 propôs que o título lendário fosse removido e que a voltasse a ser
conhecida pelo seu nome original, mas nada foi feito até 1969, quando foi
finalmente removido e a festa passou a ser chamada de "In
dedicatione Basilicae S. Mariae". Porém, a lenda ainda é comemorada
com o lançamento de pétalasde rosas brancas do alto da cúpula durante
a celebração da missa e
na segunda véspera da
festa.
Basílica Liberiana
A primeira igreja
construída no local era conhecida como Basílica Liberiana ou Santa
Maria Liberiana, uma homenagem ao papa
Libério (r. 352–366). É provável que o nome tenha se
originado na lenda do "Milagre da Neve", só que foi o papa e, não
João e sua esposa, que teria sido avisado em sonho sobre uma vindoura queda de
neve.
Ele seguiu para o local em procissão e
marcou o local onde a igreja seria construída. É possível inferir o nome
implícito na descrição do "Liber Pontificalis" (século XIII)
sobre o papa Libério: "Ele construiu a basílica que leva seu nome
["Basilica Liberiana"] perto do Macelo de Lívia. O título "Liberiana"
ainda aparece em algumas versões do nome forma da basílica e "Basílica
Liberiana" pode ser utilizado tanto como o nome atual quanto o histórico
da basílica.
É possível, contudo, que o
nome "Basílica Liberiana" não tenha relação alguma com a lenda, pois,
segundo Pius Parsch, o papa Libério transformou um palácio da família Sicinini
em uma igreja e ela passou a ser conhecida como "Basílica Sicinini".
Este edifício foi depois substituído pelo Sisto
III (r. 432–440) pelo edifício atual. Algumas fontes afirmam que esta
transformação foi realizada na década de 420 pelo Celestino
I,
o antecessor de Sisto III.
Santa Maria do Presépio
Muito antes dos mais
antigos vestígios da história do "Milagre da Neve", a basílica era
conhecida como Santa Maria do Presépio (em latim: Sancta Maria ad Praesepe),
uma referência às relíquias da
"manjedoura deJesus"
abrigadas ali, quatro tábuas de sicômoro que,
juntamente com uma quinta tábua, teriam sido levadas para lá na época do
papa Teodoro I (r. 640–649).
O nome aparece nas edições tridentinas do Missal
Romanocomo o local ("estação") da missa do
papa na noite do Natal enquanto que o nome "Maria Major"
aparece como o nome da igreja onde está a estação da missa do Natal.
Basílica
maior e basílica papal
Nenhuma igreja católica pode
ser chamada de "basílica" sem autorização apostólica,
exceto por tradição e costume imemorial.
Santa Maria é
uma das quatro que podem utilizar o título de "basílica
maior". As outras são São Pedro, São Paulo fora da Muralha e São João de Latrão (no
passado, o título era utilizado de maneira mais livre e outras igrejas o
ostentavam, como a Basílica de Santa Maria dos
Anjos em Assis.
Junto com elas, Santa Maria é também uma basílica
papal, um título que passou a existir em 2006, quando o papa
Bento XVI renunciou ao título de "patriarca do ocidente"
e as basílicas patriarcais (as
quatro maiores e São Lourenço fora da Muralha)
passaram a ser chamadas de "papais" para mitigar a relação que
as cinco basílicas tinham com os antigos patriarcados latinos. Santa
Maria era até então a sede do Patriarcado Latino de
Antioquia.
As cinco basílicas papais
mais a Basílica de Santa Cruz em
Jerusalém (que é propriedade de Roma) e San Sebastiano fuori le
mura são as tradicionais igrejas de peregrinação em
Roma,
que são visitadas por peregrinos durante uma peregrinação a
Roma, um itinerário de mais de 20 quilômetros criado por São Filipe Néri em
25 de fevereiro de 1552, especialmente pelos que buscam uma indulgência plena durante
um jubileu.
Para o Grande Jubileu de
2000, o papa Paulo II substituiu San
Sebastiano pelo Santuario della Madonna del
Divino Amore.
História
É consenso de que a igreja
atual foi construída durante o pontificado de Sisto
III (r. 432–440), como se atesta pela inscrição dedicatória no arco
triunfal: "Sixtus Episcopus plebi Dei" ("Sistobispo ao
povo de Deus"). Além desta igreja, no topo do monte
Esquilino, Sisto III realizou diversas obras por toda cidade e
que foram continuadas por seu sucessor, Leão Magno.
O edifício atual ainda
preserva a parte central de sua estrutura original, mesmo depois de diversas
reformas e reconstruções e dos danos sofridos no terremoto
de 1348.
A construção de igrejas em
Roma neste período era inspirada pela ideia de que Roma não era apenas o centro
do mundo romano,
como no passado, mas o centro do novo mundo
cristão.
Santa Maria Maggiore,
uma das primeiras igrejas dedicadas à Virgem Maria, foi erigida logo depois
do Primeiro Concílio de Éfeso (431),
que proclamou Maria como "Mãe
de Deus". É certo que a atmosfera gerada pelo concílio
também inspirou os mosaicos que
adornam o interior da inscrição dedicatória: "..seja qual for a
conexão precisa entre o concílio e igreja, é claro que os que projetaram a
decoração pertencem a um período de concentrados debates sobre a natureza e o
status da Virgem frente ao Cristo encarnado".
A
magnificência dos mosaicos da nave e do arco triunfal,
vistos como "pedras
angulares na representação da Virgem",
mostram cenas da "Vida
de Maria" e da "Vida
de Cristo", além de cenas do Antigo
Testamento, como Moisés abrindo
o mar Vermelho e os egípcios se
afogando.
Richard Krautheimer atribuiu
este esplendor também às abundantes receitas disponíveis para o papa na época,
oriundas de diversas propriedades adquiridas pela Igreja durante os séculos IV
e V na península Itálica:
- "Algumas destas
propriedades eram controladas localmente; a maioria, já no início do século V, e
eram administradas diretamente de Roma, com grande eficiência: um sistema de
contabilidade centralizado foi desenvolvido na chancelaria papal, um orçamento
aparentemente foi preparado, uma parte da receita indo para a administração
papal, outra para sustentar as necessidades do clero, uma terceira para
manutenção das igrejas e uma quarta para a caridade. Estas taxas deram condições
para que o papado realizasse, durante todo século V, um ambicioso programa de
obras, incluindo Santa Maria Maggiore".
Miri Rubin defende que o
edifício da basílica foi influenciado pela crença de que Maria seria uma das
que poderiam representar os ideais imperiais da Roma clássica, fundindo a a
velha Roma pagã com a nova, cristã.
Arquitetura
A arquitetura original
de Santa Maria Maggiore era clássica de
tradição romana, provavelmente para
passar a ideia de que ela representava seu passado na antiga
Roma imperial e também o seu futuro cristão. Nas
palavras de um estudioso, "Santa Maria Maggiore lembra tanto uma basílica imperial
do século II que já se acreditou que ela poderia ter sido adaptada de uma
basílica civil para uso como igreja cristã. Sua planta foi baseada nos
princípios helenísticos afirmados
por Vitrúvio na
época de Augusto".
Sobre o teto do século
XVI, caixotões em talha
dourada, obra de Giuliano da Sangallo,
conta-se que o ouro utilizado foi trazido das Américas por Cristóvão Colombo e
presenteada pelos Reis
Católicos, Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela,
ao papa Alexandre VI,
que era espanhol.
A fachada do século XII foi
completamente recoberta por uma reconstrução e hoje o que se vê é uma cortina
de lógias adicionadas
pelo papa Bento XIV, em 1743, com base
num projeto de Ferdinando
Fuga que
não danificou os mosaicos originais da fachada.
Inserida entre uma ala à
esquerda (sacristia) e outra à direita
(projetada por Flaminio Ponzio), a frente da basílica tem o
aspecto de um palácio na Piazza Santa Maria Maggiore. Do lado
direito da fachada está uma coluna memorial na forma de um canhão encimado por
uma cruz erigido pelo papa Clemente VIII para
celebrar o fim das Guerras religiosas na França.
O campanário do
século XIV é o mais alto de Roma, com 75 metros. A coluna
mariana conhecida como Colonna della Pace,
erigida em 1614 na Piazza Santa Maria Maggiore com base
num projeto de Carlo Maderno,
serviu de modelo para diversas outras erigidas em países católicos para
agradecer o fim da epidemia de peste durante
o período barroco. A
coluna em si é a última remanescente da Basílica de Maxêncio e
Constantino no Fórum
Romano (conhecido na época como Campo
Vaccino).
Interior
- Vista
do altar-mor e a entrada para a cripta.
Mosaicos do século V
Os mosaicos de Santa
Maria Maggiore não são apenas belas obras de arte paleocristã,
constituem também algumas das mais antigas representações da Virgem
Maria na Antiguidade Tardia cristã.
A representação iconográfica da Virgem foi
escolhida, pelo menos em parte, para celebrar a afirmação de Maria como a Theotokos ("Mãe"
ou "Portadora de Deus") no Primeiro Concílio de Éfeso (431).
Tanto estes mosaicos como os que estão no arco triunfal foram a definição
da arte impressionista no
período e serviram de modelo para futuras representações da Virgem Maria, uma
influência baseada no impressionismo antigo tardio que podia ser visto em afrescos e
em muitos pisos em mosaico nas várias villas
romanas ainda existentes na época no norte da África,
na Sìria e na Sicília durante
o século V.
Estes mosaicos deram aos
historiadores uma amostra dos movimentos artísticos, sociais e religiosos da
época.
Eles tinham dois objetivos:
primeiro glorificar a Virgem Maria como "Theotokos";
depois, nas palavras de um estudioso, "uma articulação sistemática
e completa da relação entre a Bíblia hebraica e
as Escrituras cristãs como
sendo a de que a primeira prenuncia o cristianismo".
Esta relação está explicada
pelas imagens duais de eventos do Antigo na
nave e do Novo Testamento no
arco. Os mosaicos revelam ainda um amplo espectro de expertise artística e
refutam a teoria de que a técnica nesta época estava calcada na cópia de
modelos em livros.
Arco triunfal
Em Santa Maria,
o arco triunfal está
decorado por magníficos mosaicos retratando diferentes cenas da "Vida
de Cristo" e da "Vida
da Virgem". Contudo, Há uma diferença nos estilos utilizados
entre os mosaicos do arco e os mosaicos da nave. Os primeiros são muito mais
lineares e planos e não demonstram tanta ação, emoção e movimento quanto os
mosaicos do Antigo
Testamento da nave.
Uma das primeiras cenas é
um "Cristo em Majestade"
rodeado pelos anjos de
sua corte celestial, "um jovem imperador rodeado por quatro camareiros".
Outro representa a Virgem, coroada e vestida de forma sutilmente similar a
uma imperatriz romana,
com Jesus andando consigo e com um grupo de anjos em direção a José, pronto para recebê-la.
Segundo Krautheimer, "A Virgem...demonstra com perfeição o caráter
impressionista dos mosaicos". O terceiro é uma "Adoração dos Magos" e
o último, a "Virgem com Cinco Mártires".
Nave
A nave está coberta por
mosaicos representando cenas do Antigo
Testamento, com destaque para a cena de Moisés libertando
os judeus da
escravidão no Egito Antigo atravessando omar
Vermelho, "são ilusionísticos de forma divertida e
impressionista": a cena, repleta de movimento e emoção, tinha por
objetivo inspirar o pensamento no "novo" passado de Roma. Outro
painel mostra o afogamento dos egípcios no mar Vermelho.
Cripta
da Natividade
Sob o altar-mor da
basílica está a "Cripta da Natividade" ou "Cripta de
Belém", que abriga um relicário de cristal projetado
por Giuseppe Valadier construído
para proteger a madeira da manjedoura onde nasceu Jesus. É
ali também que está sepultado São
Jerônimo, o Doutor
da Igreja do século IV que traduziu a Bíblia para
o latim (a Vulgata).
Fragmentos do presépio que
se acredita ter sido esculpido no século XIII por Arnolfo
di Cambio e que ficavam ali, foram transferidos para o
oratório abaixo do altar da grande "Capella Sistina",
no braço direito do transepto.
Cripta
da Natividade e a Capella Sistina
A Capella Sistina,
que contém o sacrário para
o Santíssimo Sacramento,
foi batizada em homenagem ao papa Sisto V e
não deve ser confundida com a muitíssimo mais famosa Capela
Sistina do Palácio Apostólico do Vaticano,
batizada em homenagem a outro papa, Sisto
IV.
O arquiteto, Domenico
Fontana, projetou a capela, que hoje abriga não apenas o túmulo
de Sisto V, como também o de seu antigo patrono, Pio
V.
O altar principal da capela está decorado por anjos de bronze dourado, de
Sebastiano Torregiani, segurando um cibório, que é um modelo da
capela em si.
Abaixo deste altar está o
"Oratório ou Capela do Presépio", em cujo altar, na época situado na
Cripta da Natividade, abaixo do altar-mor da igreja em si, Santo Inácio de Loyola celebrou
sua primeira missa como padre em
25 de dezembro de 1538.
Perto da entrada da Capela
Sistina está o túmulo de Gianlorenzo Bernini e sua família.
O interior maneirista da Capella
Sistina foi commpletado entre 1587 e 1589 por um grande time de
artistas sob a direção de Cesare
Nebbia e Giovanni
Guerra.
Apesar de historiador da arte e
biógrafo Giovanni Baglione alocar
obras específicas a artistas específicos (abaixo), o consenso atual é que
Nebbia desenhou rascunhos para muitos, se não todos, os afrescos. Baglione
concorda parcialmente, concedendo que o papel de Nebbia e Guerra pode ser
resumidos como "Nebbia desenhou e Guerra supervisionou os
times".
Capela Borguese e Salus
Populi Romani
A Colonna della
Pace na Piazza Santa Maria Maggiore celebra o
famoso ícone da
Virgem Maria que hoje está abrigado na "Capela Borguese" da basílica
e conhecido como "Salus Populi Romani" ("Saúde
do Povo Romano" ou "Salvação do Povo Romano") por ter evitado
milagrosamente que uma epidemia de peste atingisse
a cidade.
O ícone tem pelo menos mil anos de idade e, de acordo com a tradição,
teria sido pintado ainda em vida por São
Lucas utilizando madeira da mesa da Sagrada Família em Nazaré.
O Salus Populi
Romani era o ícone favorito de muitos papas e funcionou como um dos
mais importantes símbolos mariológicos.
O romano papa Pio
XII celebrou
sua primeira missa ali em 1 de abril de 1899. Em 1953, ele foi carregado
em procissão através de Roma para
festejar o primeiro ano mariano na
história da Igreja Católica.
No ano seguinte, o ícone
foi coroado por Pio XII quando ele instituiu uma nova festa para a Virgem, a
da Rainha dos Céus.
Paulo
VI, São João Paulo II, Bento
XVI e Francisco visitaram
o ícone ou celebraram serviços na capela.
Outra obras de arte
Além das muitas obras já
citadas, Santa Maria Maggiore abriga ainda muitas outras obras
de arte dignas de nota:
- Cadafalso
para Filipe IV da Espanha, projetado em 1665
por Rainaldi.
- Busto de Costanzo Patrizi de Algardi.
- Afrescos da sacristia por Passignano e Giuseppe Puglia.
- "São
Caetano segurando o Menino
Jesus", de Bernini.
- Escultura no altar-mor de Pietro
Bracci, de ca. 1750.
- Estátua de "Pio
IX em Oração", de Ignazio Jacometti, (ca. 1880).
- Afrescos da Capela Paulina, de Guido
Reni.
- Túmulos da Capela Cesi, por Guglielmo della Porta.
Sepultamentos e monumentos
- Gianlorenzo Bernini e
sua família, cujo jazigo está
perto da entrada da Capella Sistina.
- Pauline Bonaparte.
- Junio Valerio
Borghese.
- Arcebispo Domenico Caloyera O.P.
- Monumento funerário do papa Clemente VIII,
com afrescos de Lanfranco.
- Papa Honório III (destruído).
- Monumento funerário do papa Clemente IX (m.
1671), de Carlo
Rainaldi. O busto é de Domenico
Guidi.
- São Jerônimo,
na Cripta da Natividade.
- Monumento funerário do papa Nicolau IV,
projetado por Domenico Fontana em
1574.
- Papa São Pio V.
- Cardeal Ugo Poletti.
- Papa Sisto V.
- Guido Ascanio Sforza
di Santa Fiora.
Basílica
Papal
Como uma basílica
papal, Santa Maria Maggiore é frequentemente
utilizada pelo papa. A
data mais importante é a Festa da Assunção de Maria,
celebrada anualmente em 15 de agosto na basílica. O altar-mor, coberto porbaldaquino,
só pode ser utilizado pelo papa e
por alguns poucos padres, incluindo o arcipreste da
basílica. O papa Francisco começou
seu primeiro dia como pontífice visitando a basílica, em 14 de março de 2013.
Quando não está presente, o
papa entrega a basílica aos cuidados de um arcipreste, geralmente um arcebispo já
feito cardeal.
Antigamente, o arcipreste era o patriarca latino de Antioquia,
um título abolido em 1964.
Desde 21 de novembro de 2011, o arcipreste é Santos Abril y Castelló,
que é também cardeal-diácono da diaconia de São Ponciano.
Além do arcipreste e seus
padres assistentes, existe na basílica um capítulo de cônegos residentes.
Padres redentoristas e dominicanos servem
a igreja, ouvindo confissões, celebrando a Eucaristia e
outros sacramentos,
como o batismo e
o matrimônio.
Dedicação
da Basílica de Santa Maria Maior
A Basílica de Santa Maria
Maior é a mais antiga igreja do Ocidente consagrada à Virgem Maria. Sua
edificação foi motivada pela declaração dogmática da "Divina Maternidade
de Maria", ou "Maria, Mãe de Deus" (Theotokos),
no Concílio de Éfeso,
no ano 431. Na Liturgia
Católica é celebrada, então, esta Memória Facultativa, no
dia 5 de Agosto. A data da fundação da
igreja, contudo, retrocede ao pontificado do Papa
Libério (352-366).
Enfim, e imperdível a
visita a esta Basílica. Quem for a Roma, e ponto obrigatório conhece-la.
Fonte: Wikipédia, a
enciclopédia livre.










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