MUSEUS DO VATICANO – DESLUMBRANTE ACERVO DA ARTE SACRA.
POR: WILLIS DE FARIA
Vamos
visitar os Museus do Vaticano e a Capela Sistina… Vem comigo!
O Vaticano, menor estado do
mundo, localiza-se no bairro do Prati e seus 43 hectares são delimitados por
grandes muralhas – incluindo além da majestosa praça e Basílica de San Pietro, uns
complexos com diversos museus, conhecidos coletivamente como Museii Vaticani, ou Museus do
Vaticano, cuja origem remonta ao século 16, quando o Papa Júlio II começou
a colecionar esculturas.
Você deve estar se
perguntando: Mas porque Museus do Vaticano e não Museu Vaticano?
A forma correta é assim
mesmo, no plural, pois são vários museus em um só. Tem a galeria de
Arte Egípcia, Etrusca, a Pinacoteca com grandes nomes da arte Italiana, e
até uma parte somente de arte contemporânea. Além da Capela Sistina.
Na
entrada se você se interessa em saber toda a história pode alugar
um áudio-guia que custa 7,00 euros, ou pegue simplesmente um mapinha
que é gratuito, siga as indicações das placas ou do mapinha, e aproveite.
Verá que existem dois
percursos, um mais curto pra chegar logo à Capela Sistina e outro que faz todos
os Museus, e por fim chega na Capela Sistina,
escolhemos o mais longo, e posso dizer que vale cada metro caminhado….é
tudo lindo!
Há galerias sobre arte
etrusca, egípcia, uma seção dedicada a tapeçarias dos séculos 15 ao 17, um
conjunto de quatro salas decoradas por Rafael (incluindo a clássica
pintura Escola de Atenas)
e outros pequenos museus históricos e etnológicos.
Você pode ir a Roma e não
ver o Papa. Pode dar uma passada na Praça de São Pedro e não entrar na
Basílica. Mas uma coisa você com certeza, quase absoluta, não vai querer deixar
de fazer: entrar na Capela Sistina.
O fascínio que ela exerce
nos turistas é impressionante. Observei vários deles ignorando o maravilhoso
acervo dos Museus do Vaticano só pra chegar mais rápido à ela.
Mas entre as partes mais
significativas estão a Capela Sistina, cujos fantásticos afrescos no teto,
retratando cenas do Gênese, foram pintados por Michelangelo entre 1508 e 1512.
Seu poder e beleza são tão grandes que muitos se esquecem de apreciar as
pinturas das paredes laterais, feitas por mestres como Ghirlandaio e
Botticelli.
Esse também é o lugar onde
conclaves são reunidos para a eleição do novo papas, mas, definitivamente,
todos os olhos estão voltados para o minúsculo vazio entre os dedos letárgico
de Adão e o indicador poderoso de Deus. Essa é uma imagem que nem as filas, nem
a multidão conseguem fazer perder a magia.
Para entrar os preços
variam entre 27,50 e 47 euros. A entrada é gratuita no último domingo do mês,
ocasião em que museu abre excepcionalmente até as 12,30h.
Destaques:
Galeria dos Mapas -
um longo corredor, finamente decorado nas paredes e teto, contendo cerca de 40
mapas produzidos por Ignazio Danti, representando os Estados Papais. Corredores
que exaltam riqueza e cultura.
A Galeria dos Mapas tem
esse nome, pois lá estão 40 afrescos de mapas representando as regiões
italianas e as propriedades papais da época do papa Gregório XIII (1572 a
1585). Estes registros são de extrema importância para a cartografia e
geografia do século XVI.
Obviamente os mapas são muito legais, mas o teto, em
cores vibrantes, é maravilhoso. A galeria é enorme: tem 120 m de comprimento
por 06 m de largura!
Imagine a cena: você entra
em uma sala coberta de mármore, afrescos e obras de arte. Aí você caminha e
encontra outra sala do mesmo estilo, e mais outra e mais outra e mais outra…
Uma com os presentes que os Papas recebiam de líderes políticos das várias
nações, outras com objetos de tecnologia do passado, mapas e globos, outra com
objetos religiosos antigos. É uma sala atrás da outra que exalta a riqueza e
poder da Igreja Católica como instituição religiosa. Realmente impressionante!
Nos
corredores do Vaticano.
Aí você começa a lembrar
das aulas de história da época em que você estava na escola: do clero que
durante a Idade Média era a única faixa da sociedade que sabia ler e escrever,
de Galileu Galilei que foi obrigado a negar sua descoberta de que eram os
planetas que giravam ao redor do sol e não os planetas ao redor da Terra, da
Igreja e suas missões com padres jesuíticas não só no Brasil como em outras
áreas do planeta para catequizar os povos recém “descobertos”.

Salas de Rafael - o
mestre renascentista Rafael Sanzio foi incumbido pelo papa Júlio II da
redecoração de quatro aposentos. Entre os coloridos afrescos destaca-se A
Escola de Atenas, de 1511, que mostra uma cena onde estão retratados filósofos
como Aristóteles, Platão, Diógenes e Sócrates.
Capela Sistina -
levante a cabeça zenitalmente e solte ohs!
Junto com a multidão de
turistas. Lá estão Adão e o Criador. Na parede do fundo estará um Jesus
musculoso e a ira do Juízo Final.
No século 15, uma série de
reconstruções e restaurações começou a ser feita no Vaticano, após um longo
período de abandono.
O Papa Sisto IV (1471-1484)
assumiu o compromisso de reconstruir a antiga Capela Magna do Palácio
Apostólico. A obra começou em 1477 e foi concluída em 1481, quando recebeu o
novo nome, em homenagem a este pontífice: Capela Sistina.
Na época que foi criada, o
Papa contratou o artista Perugino para criar 2 afrescos: um
para a parede atrás do altar e outro para o teto.
Aceitando a oferta de Lorenzo
di Médici, de Florença, o pontífice recebeu em Roma artistas como Sandro
Botticelli, Ghirlandaio, Rafael, Michelangelo,
entre outros, que se juntaram a Perugino para decorar a
capela.
A parede que ficava atrás
do altar continha um afresco que combinava com os das paredes laterais,
retratando a Virgem de Assunção, alguns Papas e as primeiras cenas da vida de
Cristo e Moisés.
O teto tinha uma pintura
que representava um céu estrelado, bem ao estilo das capelas medievais.
Atualmente, somente
as paredes laterais mantém a pintura original desta época.
Nelas, podemos ver 3 níveis de afrescos:
• Próximo ao chão –
pinturas simulando tapeçarias;
• Intermediário –
imagens do Antigo Testamento (cenas da vida de Moisés) e do Novo Testamento
(cenas da vida de Cristo);
• Acima, entre as
janelas – imagens de antigos Papas.
Em 1504, provavelmente por
problemas no terreno onde a capela estava situada, houve uma inclinação da
parede sul, provocando uma grande rachadura no teto. As atividades
religiosas foram imediatamente suspensas e, no mesmo ano, o Papa Julio II
(1503-1513) mandou iniciar o reparo do edifício. Foi bem sucedido no que diz
respeito à estrutura, mas não conseguiu recuperar a pintura original do teto
estrelado.
Foi então que em 1506, o
Papa teve a ideia de chamar Michelangelo para refazer o
afresco do teto. Demorou 2 anos para convencer o artista, que andava chateado
com o pontífice, após divergências relacionadas à construção do tumulo deste,
na Igreja de San Pietro in Vincoli.
A segunda versão do teto (a
atual), levou 4 anos para ficar pronta (de 1508 a 1512). Reza a lenda queMichelangelo fez
tudo sozinho, em cima de andaimes, dispensando a ajuda de assistentes.
O tema central do
majestoso afresto do teto é o Genesis. Nas laterais,
vemos cenas do Antigo Testamento, figuras de profetas, sibilas e ancestrais de
Cristo.
A última obra acrescentada
na Capela Sistina foi criada 22 anos depois da pintura do teto. O Papa Paulo
III (1534-1549) contratou Michelangelo para que redecorasse a
parte de trás do altar.
Para esse feito, inclinaram
um pouco a parede (com objetivo de evitar acumulo de poeira), fecharam as duas
janelas que ali haviam e apagaram a antiga pintura de Perugino, da
época da inauguração.
O afresco criado é o
famoso Juízo Final, uma das obras primas de Michelangelo.
Levou 7 anos para ficar pronto (de 1534 até 1541).
A pintura faz uma alusão à
Justiça Divina, com almas sendo retiradas de seus túmulos e levadas perante
Deus (no centro, com feições um tanto severas), o grande juiz que decide o
destino delas: o céu ou o inferno.
Este afresco gerou muita
polêmica na época, pois Michelangelo recebeu duras críticas
por retratar corpos nus, considerados indecentes para ornar uma capela, ainda
por cima a mais importante do Vaticano. Reza a lenda que o artista revidou,
pintando o rosto de seus críticos no afresco, associando-os às figuras do
Inferno.
A
Capela Sistina
No século 15, uma série de
reconstruções e restaurações começou a ser feita no Vaticano, após um longo
período de abandono.
O Papa Sisto IV (1471-1484)
assumiu o compromisso de reconstruir a antiga Capela Magna do Palácio
Apostólico. A obra começou em 1477 e foi concluída em 1481, quando recebeu o
novo nome, em homenagem a este pontífice: Capela Sistina.
A primeira missa ocorrida
lá dentro foi em 09 de agosto de 1483, sendo dedicada a ascensão da Virgem
Maria. Desde então passou a ser muito utilizada para diversas atividades
papais, incluindo o conclave – o processo de escolha de um novo Papa. O
primeiro ocorrido ali foi em 1492, quando Rodrigo Borgia foi eleito Papa
Alexandre VI.
Pra começo de conversa,
falarei do ambiente. Estava bem cheio, com todo mundo olhando boquiaberto para
aquelas pinturas. Há um ar refrigerado no local, que dizem que é pra preservar
os afrescos do “calor humano”. Próximo às paredes laterais, existem bancos
(concorridíssimos) onde podemos sentar e apreciar tudo.
Sobre as paredes:
perfeitas! As tapeçarias pintadas parecem de verdade. E os afrescos então...
Belíssimos.
Sobre o Juízo Final: lindo
e enorme. Vai do altar até o teto, tendo mais ou menos 14 metros de altura e 12
metros de largura. E tem tanto detalhe, que a gente fica até meio perdido. Sem
palavras pra descrever.
E o teto? Muito colorido. Muito mesmo! Não imaginava
que era tanto, embora tenha lido que após uma restauração feita nos anos 80,
cores bastante vivas foram reveladas, o que teria gerado muita polêmica na
ocasião. Alguns críticos acharam que foi removido um verniz usado por
Michelangelo para escurecer os tons.
Controvérsias à parte, a
única coisa que sei é que Michelangelo é O CARA! Como pode alguém criar uma
obra daquelas? E sozinho, ainda por cima! Simplesmente um gênio...
A minha obra preferida
estava ali, bem no centro daquele maravilhoso teto, perfeita, colorida... Foi
emocionante vê-la pessoalmente. Nunca me esquecerei desse dia.
Depois de sair da Capela
Sistina, concluímos que a visita aos Museus Vaticanos vale muito a pena e é
obrigatória para todos que visitam a cidade de Roma.
Se tiver muito interesse em museus e um pouco mais de tempo, reserve um dia inteiro apenas para visitar os Museus Vaticanos e visite os outros setores do Vaticano em outro dia. Se tiver com um pouco menos de tempo, vale a pena fazer uma visita nos Museus Vaticanos na parte da manhã e nos outros locais do Vaticano na parte da tarde.
Além disso, você poderá visitar:
- Galeria dos Mapas;
- Museu Pio Clementino;
- Museu Gregoriano Etrusco;
- Museu Gregoriano Egípcio;
- Museu Profano Gregoriano;
- Pátio da Pinha;
- Museu Chiaramonti;
- Museu Etnológico;
- Braccio Nuovo;
- Galeria dos Candelabros;
- Galeria das Tapeçarias;
- Galeria dos Mapas;
- Aposentos de São Pio V;
- Sala Imaculada Conceição;
- Apartamentos Borgia;
- Museus da Biblioteca Apostólica Vaticana;
- Pinacoteca;
Fonte: Wikipédia, a
enciclopédia livre.






























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