O INICIO DO USO DAS PRAIAS EM VITÓRIA COMO LAZER (ESPECIAL)

O INICIO DO USO DAS PRAIAS EM VITÓRIA COMO LAZER .

(POR: WILLIS DE FARIA)

Havia a Rua da Praia. Bem que podia se chamar Rua da Maré, dos Mangues ou dos Caranguejos. Mas, por uma questão de bairrismo, os habitantes preferiam chamá-la Rua da Praia. No entanto, praia nenhuma existia por ali e, de rua, o que havia era um caminho escorregadio à beira do mangue. A cidade de Vitória, na realidade estava situada no interior, cujos mangues se fartavam em suas margens. Não havia porções de areia que se dessem condições de uso de como lazer. Com a maré baixa, formavam-se extensos manguezais fétidos.


Esta era a visão inicial do centro da cidade, uma núcleo colonial em forma de acrópole (cidade alta), como todas existentes no Brasil colônia, no interior da baia, que facilitava a defesa nas invasões por estrangeiros. O interior, as áreas com vegetação plana era formada por manguezais ou áreas alagadas por apicuns (terrenos alagáveis nas cheias), e não possuindo praias de areia. Somente a partir do morro de Bento Ferreira, que se iniciavam as áreas planas, com formação de restingas (arenosas quartzosas) que proporcionavam a formação de praias nos interiores das baias.


As casas situadas de um lado desse caminho tinham quintais voltados para a maré que os inundava nas cheias. Quando a maré baixava, o cheiro penetrante da lama entrava pelas casas adentro, junto com centenas de caranguejos que pareciam animais domésticos.

Em tempos passados, os caranguejos eram do tamanho de melões, o que permitia divisar claramente a figura de Nossa Senhora tracejada em suas carapaças, confirmando a lenda de que a Virgem fora transportada nas costas de um caranguejo, na travessia de um brejo.

À medida que, por motivos nunca explicados, os caranguejos diminuíram de tamanho, o desenho de Nossa Senhora foi sumindo dos seus costados, e a lenda brejeira se apagando da memória do povo.


Entre as crianças, a catação dos caranguejos era muito comum na Rua da Praia, fosse para prendê-los em barbantes à guisa de brinquedos, fosse para atiçá-los uns contra os outros em lutas renhidas.


Mas a tradição mais celebrada na Rua da Praia eram as caranguejadas, que consistiam na comilança dos caranguejos no tempo da andada – quando começavam a andar e eram catados em sacos para serem cozinhados e servidos num rega-bofe em que os comensais não perdiam tempo usando pratos e talheres.


Durante horas, os cascos dos caranguejos eram partidos sobre mesas de madeira, armadas ao ar livre, ou suas pinças (puãs, em dialeto cab´chaba) trituradas nos dentes pelos que se entregavam ao prazer de sorvê-las entre assovios para, depois de quebrados uns ou trituradas outras, os comensais se fartarem com a carne dos bichos, numa competição de mesa para mesa que avançava pela madrugada até a barra do dia.

Enquanto se lambuzavam com o animado banquete, os comilões entoavam um refrão muito conhecido:  
Caranguejo não é peixe,
Caranguejo peixe é.
Caranguejo só é peixe
Na vazante da maré. 

Para os visitantes da cidade, esse canto-chão era a chave para saber a que espécie de animal pertencia o caranguejo que, aliás, sempre foi denominado caranguejo. Mas, caranguejo, o que é?

Tendo em vista a proximidade com o mar, desejada e imposta desde o início da ocupação da cidade de Vitória, pode-se imaginar que os cursos d’água existentes de alguma forma oportunizaram o desenvolvimento de práticas recreativas afins e o consequente estreitamento dos vínculos do citadino com o mar.

Os periódicos locais do final do século XIX nos fornecem provas disso. A proximidade física com os cursos d’água não só incentivou a apropriação do mar como fonte de lazer pela população local, como também possibilitou o lançamento de “novos olhares” sobre ele, que sempre esteve presente e seu entorno.

A menção à praia nos periódicos pesquisados, em especial à fruição desse espaço por meio de banhos de mar no território capixaba, é recorrente a partir da década de 1880, principalmente nos meses de temperaturas mais elevadas.
As referências aos banhos de mar relatam a utilização da orla marítima da Capital para esse fim, mas enfatizam principalmente a apropriação do litoral de Vila Velha.

É oportuno lembrar que, apesar da geografia insular de Vitória, até o final do século XIX a Capital ainda se restringia basicamente à região atual do Centro, que não tinha e ainda hoje não tem, mesmo com a realização dos aterros, uma faixa de terra livre às margens do mar, característica de uma praia onde os usuários pudessem se recostar, ou melhor, colocar-se em posição de descanso. 



Além disso, as praias ao norte e ao noroeste da Ilha ainda eram consideradas muito ermas e distantes, o que pode justificar parcialmente a preferência inicial por Vila Velha.

Na Europa, o modelo de praia seguiu sendo aperfeiçoado e deveria ter algumas qualidades consideradas necessárias ao solo (arenoso, plano e duro) e especialmente ao ar, com ausência de pântanos e florestas, visando reduzir ao mínimo as exalações maléficas.

Diante disso, seria possível deduzir que a ausência dessa faixa de terra, associada à proximidade com áreas alagadiças, à ocupação das margens da Baia de Vitória por construções e à presença de inúmeros cais, pudesse impossibilitar a consolidação do espaço praia na área central ocupada de Vitória.

Em verdade, pelos motivos expostos, esse espaço acabou por não se constituir, o que não significa que tenha inviabilizado os banhos de mar nesse perímetro nuclear da cidade.

Em nota curiosa, datada de janeiro de 1887, comerciantes locais, cujo estabelecimento se localizava próximo à beira-mar: “[...] em vista da estação calmosa, e a bem da hygiene publica, resolveram d´ora em deante franquear gratuitamente ao respeitável publico os seus banheiros sitos á Rua Conde d´Eu, prevenindo que não se fornece aos banhistas toalha nem sabão” (F. 1887, p. 4, grifo nosso).

A nota indica a existência clara de uma apropriação da orla marítima da área central de Vitória para os banhos de mar. Pode-se também admitir haver certa frequência que justifique a disponibilização de banheiros para maior conforto e higiene dos usuários.

Os inúmeros relatos mencionados anteriormente sobre o estado fétido e sujo das praias do núcleo de ocupação da Capital, aliados à necessidade em voga de introdução de hábitos mais salutares e do combate à frouxidão dos costumes das camadas menos favorecidas pela medicina popular, dão subsídios para afirmar que certamente estas não foram características almejadas pelos adeptos do banho terapêutico, ou seja, “[...] membros da classe ociosa, habituados aos serviços de uma criadagem.”

Esse modelo de banho de mar é, portanto, diferente dos “banhos populares”. Sua prática induzia a uma ordenação ou codificação determinada pelo médico que estabelecia a estação, a duração, o lugar dos exercícios e o número de banhos por temporada.

Eram comuns as temporadas em balneários litorâneos, em geral mais afastados da cidade, nos quais as classes mais abastadas experimentavam uma liberdade inesperada, porém controlada.

De fato, a população capixaba, em especial a mais favorecida, procurou, no final do século XIX, o isolamento e a privacidade que as praias dos arrabaldes seriam capazes de proporcionar.

Citações acerca da existência de translado marítimo diário demonstram a demanda acrescida durante o período de veraneio, corroborando as informações de que Vila Velha era considerada destino certo para esse fim: “Vapôr TRIUMPHO. Durante a actual estação calmosa este vapôr fará diariamente para Vila Velha três viagens, largando d’esta cidade ás 7, 3 e 5 horas do dia” (VAPÔR... 1883, p. 4).

Nos períodos mais quentes do ano, era frequente a vinda para o território canela verde, visando a melhor aproveitar os benefícios do ar salitrado e a gozar de momentos de repouso distante da Capital: “A Vila Velha no domingo ultimo teve larga concurrencia de visitantes da capital. A população da cidade, que lá estava”.

Entende-se por banhos populares os enquadrados nas atividades coletivas, festivas ou lúdicas, ou seja, aquelas que se caracterizam como um prolongamento dos folguedos infantis e da adolescência. Segundo o autor, estes são mais ruidosos e autorizam a mistura dos sexos.

As vestimentas utilizadas eram determinadas pelo pudor e pelo medo da violação ocular das mulheres que, para proteger sua privacidade, se agrupavam num setor separado da praia.

Na virada dos séculos XIX a XX, no Rio de Janeiro, “as vestimentas das senhoras iam dos pés ao pescoço e deste aos punhos, com touca obrigatória na cabeça. Os homens usavam calças até os joelhos e camisa e blusa.”



Natural da cidade de Vila Velha/ES.  “Veraneando, é também muito crescida. Uma casa qualquer, na pittoresca terra de Coitinho, actualmente, tem cotação fidalgo” ([SEM...], 1890a, p. 2).

Curioso mencionar que o curista ia desfrutar não o sol, cujo único papel era purificar, mas, sim, o ar marítimo e os benefícios da água fria.

Após certos horários, evitava o contato com os raios solares, protegendo-se sob a sombra das árvores, condição para manter “um tom pálido, macilento, funéreo, sinal de distinção daqueles que não precisavam trabalhar sob o sol” (NOVAIS; SEVCENKO, 1998, p. 561).

A banhos. - A lendaria e pittoresca villa Velha ou villa do Coutinho desde o mez ultimo que agasalha amorosa em seu limitado e pauperrimo ambito um grande numero de familias desta capital, que, ás primeiras manifestações do fulgido e quente verão, fiseram provisão de frescas roupas de linho e foram haurir ali, nas proximidades da barra uns haustos tonificantes de ar fortemente saturado pelas emanações do mar; [...] 



Teimam contra essa manifestação providencialmente hygienica dos banhistas, uns cacoles amantes do solo [...]. (NOTICIAS... 1883a, p. 3, grifo nosso). Contudo, na mesma nota, os relatos dão conta de que a frequência à praia ia além da busca pela cura de algum mal. Na verdade, deixa claro que os banhos eram por vezes utilizados como pretexto para usufruírem dos passeios à praia, para a ocupação do tempo livre e a para a fruição da paisagem marítima como recurso recreativo:

A população adventícia que ali demora actualmente esta á banhos – um pretexto como qualquer outro – gosa dos esplendidos e ridentes panoramas que se descortinam do alto da Penha e de Piratininga; aprecia os passeios á tarde pelo Inhoá, [...].

Quem dá uns tons mais risonhos e variados ao quadro da vida da “colônia victoriense” são os meninos, uns pirralhos alegres e traquinas, que não deixam o mar senão quando dormem. Os bebês, esses se contentam em brincar nas praias, em busca de lindas conchinhas. Uma vida patriarcal aquella!” (NOTICIAS..., 1883a, p. 3, grifo nosso).


Ao longo das décadas de 1880 e 1890, não foram encontrados registros que confirmassem a utilização de outras praias da cidade de Vitória, fora do perímetro central e de Vila Velha.

O primeiro relato afora esse intervalo é datado de 1900 e é de autoria de um cidadão de Vitória que escrevia sob o suposto nome de Aristophanes. Nesse relato, o cidadão menciona uma excursão organizada por um grupo de pessoas com destino à Pirahem para folgar o dia e realizar um piquenique. 


O autor inicia o texto afirmando que sua curiosidade em visitar o lugar fora aguçada por relatos de amigos que já o conheciam e que teciam inúmeros elogios à sua beleza, o que confirma a utilização dessa praia por outras pessoas nesse período.

Também justifica seu interesse informando ser “[...] por temperamento inclinado á contemplação dos espetáculos grandiosos com que a natureza em sua magnificência se impõe á admiração do homem” (ARISTOPHANES, 1900a, p. 1), sustentando assim a prática da contemplação da natureza como um dos motivos para a realização de tão prolongado percurso, em um local completamente ermo.
PIRAHEM

[...] Chegado o dia marcado; que foi a 9 de março findo, o Recreio – victoriense, de onde devia sahir a caravana [...]

Meia hora depois transpúnhamos a ponte que liga esta ilha ao continente, e cujo estado de ruína expõe os transeuntes aos maiores perigos.


[...] Nesta parte da estrada a aprasível e pittoresca paisagem prende e captiva os sentidos, mas não ha arvores, á cuja sombra a gente possa abrigar se para contemplal-a mais á vontade, e o calor ardente e abrasador que fasia, não permitiu que nos detivéssemos senão por momentos.

A´s 9 horas atravessamos a matta que fica entre aquelle ponto e a praia, para onde seguíamos, e cuja extensão talvez não exceda de cinco kilometros.


Apesar de arenoso e secco o terreno, há logares em que a vegetação é frondosa e ensombrado o caminho, que tem quatro a cinco metros de largura em quasi toda a sua extensão.

[...] Ao transpor-se a matta, avista-se na distancia de tresentos metros a affamada praia. O terreno é em toda esta distancia composta de alva areia solta, sobre a qual vegetam viçosos grupos de pequenas palmeiras,  de extrema bellesa, que rivalisam com as que são cultivadas com esmero nos mais ricos e primorosos jardins!

[...] Não se descreve a sensação que se experimenta, ao chegar-se á praia, que é de uma belleza incomparável!

Segundo Marques (1878, p. 496), a palavra Pirahem ou Pirahim significa “Ponto de terra ao N. da do Tubarão”. Sobre o nome Pirahem, Daemon (1879, p. 338) comenta que foi “[...] dado pelos índios áquelle lugar pela abundancia que alli há de peixe e derivado de pirá, peixe, hem, lugar abundante, e por não serem bôas aquellas terras para cultura [...]”.

Hartt (1867) também realiza uma descrição do local na qual menciona: “[...] no norte está a Ponta do Tubarão, com uma praia rochosa de arenito, donde parte, correndo para oeste e para o sul, uma extensa ponta rochosa, próximo à qual entra o canal do rio da Serra”.

A immensidade do mar a confundi se no horisonte com o céo; o bramido e susurro de gigantes ondas, que se quebram com fragor e estampido e se desfazem em fluctuantes lençóes de espuma; e o sol fazendo espelhar as aguas, colorindo a vegetação e dando realce, brilho e esplendor a tudo, constituem o panorama que alli se descortina aos olhos do espectador, que sente, gosa e se considera feliz, mas não sabe dizer o que sente, o que gosa, nem que especie de felicidade é a sua, porque são indefiníveis os phenomenos que enlevam, absorvem e arrebatam a alma, apesar da opinião contraria dos philosophos que crêm na existencia e immortalidade délla.

Às 10 horas chegamos ao Cambury [...] Regressamos ás 4 horas [...] (ARISTOPHANES, 1900a, p. 1, grifo nosso).

A ocupação da região de Cambury somente seria iniciada na década de 1960, ou seja, sessenta anos após o referido relato.

O INICIO DE FREQUENTAR AS PRAIAS EM VITÓRIA.

A PRAIA DO SUÁ – A VILA DE PESCADORES TRANSFORMA-SE EM BALNEÁRIO

O bairro Praia do Suá tem esse nome porque, antigamente, era uma praia mesmo. Vitória era uma ilha. Só existia o Centro e a Cidade Alta. Até o final dos anos 1800, não existia acesso às praias, a pé enxuto. 

Era tudo mangue e água. Em março de 1905, o comerciante Aristides Navarro foi autorizado a montar uma linha de bondes, puxados por animais (burros), para transportar mercadorias e passageiros.

Primeiro foi feito o aterro em uma grande reta sobre terrenos de mangues a áreas alagadas, ligando a Vila Monjardim (Jucutuquara) a Praia do Sua.

Este aterro recebeu o nome de reta do Constantino, onde estendeu-se as linha de bonde e posteriormente ferro-caril.

Dia 18 de fevereiro de 1907, um navio ancorou em Vitória e trouxe três bondes e material para montar a empresa Carril & Suá. O primeiro trecho, do Porto dos Padres ao Forte São João, foi inaugurado quatro meses depois. A linha de bondes ajudou a povoar a zona norte de Vitória. Os bondinhos passaram a levar a nata da sociedade para convescotes na praia do Suá, onde foi montada uma estrutura com barracas e banheiro.











Havia uma praia isolada no hoje bairro Jesus Nazareth, antigo morro deoBento Ferreira, que era usada somente pelos homens, que tomavam banhos pelados, e daí a sua denominação de “Praia dos Homens”, conforme consta na 1º levantamento aerofotogramétrico da cidade em 1946. (anexo). Seu difícil acesso a pé, fazia que só homens pudessem acessar esta praia escondida.


PIC NIC

Ao final da primeira década do século XX, a Ilha do Boi, situada a leste da ilha de Vitória, também foi mencionada em periódico local como destino de camadas mais favorecidas que se utilizavam dessa região para realização de piqueniques como forma de sociabilização. A publicação deixa claro que as horas de lazer ali desfrutadas promoviam, entre outras atividades recreativas, o usufruto da paisagem natural.

Apezar de haver o dia amanhecido obumbrado por nuvens pardacerntas, vento ajudado pelo sól dissipou as ameaças de chuva, convertendo em alegria, o presagio de tristeza, animando, assim, os denodados rowers do Club Álvares Cabral a levarem a effeito o projectadO “pic-nic” na Ilha do Boi.

Si a concurrencia de famílias não foi grande pelo motivo exposto, a alacridade não deixou, comtudo, de transparecer no semblante de todos  ao aprazivel logradouro.

[...] Quando a tarde, depois de muitas horas de ruidosas manifestações de prazer, que se casavam com a belleza campestre de uma ilha prodiga de dádivas naturaes, voltamos, já o dia ia perdendo os favores do sól e gravando na memoria de todos a magua immensa de um dia tão bem gosado, tão jovialmente aproveitado [...] (PIC NIC, 1909, p. 1, grifo nosso). Marques (1878, p.18) assim descreve a Ilha do Boi, ao final da década de 1870:

 “[...] mui cultivada, e tem agua potável”. Em outro trecho dessa mesma obra, o autor realiza a descrição de uma “Planta topographica da Ilha do Boi”, segundo ele levantada pelo “Capitão Engenheiro José Antonio Caldas, em 10 de outubro de 1767”, na qual menciona:

Esta sobredita ilha é montuosa e se eleva toda sobre a marinha, cercando-a quasi uma rocha viva, e só dá lugar para se desembarcar nos pequenos pontos notados com as letras A. B. C. D. E. porque nesse logar está sempre o mar em flor, e as embarcações que vêm demandar a barra se afastam com muito cuidado della por causa da correnteza das águas, que puxam ahi para a ilha, e para o pequeno canal N que fica entre Ella e a pequena ilhota chamada Calheta onde tem succedido muitos naufrágios e perda de embarcações.

[...] O prospecto que se vê no alto da planta mostra a elevação desta ilha tirada com a craticula do forte de S. Francisco Xavier, ella não tem gênero algum de cultura, é cheia de bosques e algum pequeno pasto. S. é a fonte que dá todo anno água para o uso de quem mora na ilha, que é um só morador, que habita no logar [...] (MARQUES, 1878, p. 32, grifo nosso).


Enfim, hoje a Praia do Suá, a nossa Praia classificada como a primeira ZONA BALNEAR OFICIAL DE LAZER desapareceu com os aterros a partir dos anos 50.

 Consequentemente a partir a partir dos anos 80, as Praias de Santa Helena, Praia Comprida e Praia do Canto, também com aterros internos dos enrrocamentos de proteção da entrada da baia de Vitoria, dando lugar a uma praia artificial, oriunda de aterro, que É a nossa CURVA DA JUREMA. 



Na região continental expandiu-se a partir dos anos 80 a Praia de Camburi.



FONTES:


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- FREITAS, José Francisco Bernardino. Aterros e decisões políticas no município de Vitória: efeito cascata. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: ANPUR, 2004. v. 8, p.17. Disponível em:
. Acesso em: 7 out. 2013.

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- PEREIRA, AMÂNCIO. Homens e cousas espírito-santenses. Victória-ES: Artes Graphicas, 1914.

- ROCHA, Levy. Viagem de Pedro II ao Espírito Santo. 3. ed. Vitória: Governo do Estado do Espírito Santo, 2008.

- SAINT-HILAIRE, Auguste de. Viagem ao Espírito Santo e Rio Doce. São Paulo: Itatiaia, 1974.

- SIQUEIRA, Maria da Penha Smarzaro. A cidade de Vitória e o porto nos princípios modernos da urbanização no início do século XX. Cadernos Metrópole, São Paulo, v. 12, n. 24, p. 565-584, jul./dez. 2010. Disponível em:
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SANEAMENTO da capital: cartas á redacção d’ O Estado do Espirito-Santo - Parte
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SANEAMENTO da capital: cartas á redacção d’ O Estado do Espirito-Santo - Parte III. O Estado do Espírito Santo, Vitória, 12 jan. 1890c. O Estado do Espírito Santo, p. 2.

SANEAMENTO da capital: cartas á redacção d’ O Estado do Espírito Santo – Parte IV. O Estado do Espírito Santo, Vitória, 15 jan. 1890d. O Estado do Espírito Santo, p. 2.


SANEAMENTO da capital: cartas á redacção d’ O Espírito-Santo – Parte VII. O
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SOARES, Gerson de Macedo. A sahida é o contrario da entrada! Diário da Manhã, Vitória, 23 jun. 1916. Impressões da Victoria, p. 1.

SOUZA, Alvaro de. Impressões da Penha. Diário da Manhã, Vitória, p. 2, 13 dez. 1909.

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TOLEDO, Raul de. Queixumes de amor. Diário da Manhã, Vitória, 27 ago. 1916. Collaboração, p. 2.

TRIBUNA livre – a proposito do abastecimetto d’agua. A Província do Espírito Santo, Vitória, p. 3, 4 fev. 1883.

TULLIO. Rabiscos. Diário da Manhã, Vitória, p. 2, 4 maio 1911a.

TULLIO. Rabiscos. Diário da Manhã, Vitória, p. 3, 9 maio 1911b.

VAPÔR e triumpho >> o emprezario: Urbano Batalha. A Província do Espírito Santo, Vitória, 27 jan. 1883. Declarações, p. 4.

VENDE-SE. O Estado do Espírito Santo, Vitória, p. 2, 22 jul. 1897. Annuncios, p. 2.

VICTORIA, Manoel Gonsalves. [Sem título]. Correio da Victoria, Vitória, 21 set. 1859. Editaes, s/p.

X.Y. A semana. O Estado do Espírito Santo, Vitória, p. 1, 28 jun. 1898.









Comentários

  1. Simplesmente Fantástico.
    Cheguei em Vitória em 1971. Ainda peguei muita coisa desse passado. Cambur, por exemplo, não existia nada de habitação.Jdim.Camburi, nem se fala. Acompanhei todo desenvolvimento de Vitória, e do Espírito Santo, passo a passo.
    Manoel Aranha

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  2. Mais um trabalho de excelente qualidade, dando-nos um panorama bem fundamentado das praias e a história da cultura de lazer que esse maravilhoso espaço de território nos proporciona a séculos...

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