O PAPEL DOS VIKINGS NA ORIGEM RUSSA E UCRANIANA, E QUE OS SOVIETICOS TENTAM APAGAR.
POR: WILLIS DE FARIA
Há mais de cem anos, uma
revolução catapultou a Rússia da era imperial para a comunista - de séculos de
czares para o "politburo". Em São Petersburgo, a antiga capital,
palácios luxuosos são uma lembrança do estilo de vida extravagante dos
imperadores, ao passo que Moscou é marcada pelos arranha-céus austeros dos
tempos da URSS.
Um século depois dessa
transição, muita gente ainda discute qual desses dois períodos teve mais
impacto na vida dos russos de hoje, em especial no senso de nacionalismo. Mas
enquanto moradores de São Petersburgo e Moscou discutem se foram os czares ou o
Partido Comunista quem plantou as sementes do patriotismo, em outra cidade,
Novgorod, a teoria é outra: foram os vikings.
À primeira vista, essa
localidade a 200 km ao sul de São Petersburgo e às margens do rio Volkhov
parece ter parado no tempo durante os tempos soviéticos. Nada sugere que haja
algo de especial ali.
A estação de trens é quieta e
as ruas, repletas de prédios comuns de concreto. É apenas no interior da
Novgorod Kremlin, uma das mais velhas fortalezas da Rússia, que se pode
entender o significado histórico da cidade - um lugar que os locais dizem ser o
de nascimento da Rússia.
VAMOS PROCURAR ENTENDER OS
PROBLEMAS ATUAIS
Rússia e Ucrânia: qual é o
ponto histórico que as une?
A herança compartilhada dos
dois países remonta a mais de mil anos, a uma época em que Kiev, hoje capital
da Ucrânia, estava no centro do primeiro Estado eslavo, a Rússia de Kiev, berço
tanto da Ucrânia quanto da Rússia.
Em 988, Vladimir I, o monarca
pagão de Novgorod e grão-príncipe de Kiev, aceitou a fé cristã ortodoxa e foi
batizado na cidade de Quersoneso, na Crimeia. Aludindo a esse momento
histórico, o líder russo Vladimir Putin declarou recentemente: "Russos e
ucranianos são um só povo, um único todo".
No entanto, nos últimos dez
séculos, a Ucrânia foi repetidamente invadida por potências rivais. Guerreiros
mongóis do leste conquistaram a Rússia de Kiev no século 13.
No século 16, exércitos
poloneses e lituanos invadiram o oeste. No século 17, a guerra entre a
República das Duas Nações (Polônia e Lituânia) e o Czarado da Rússia deixou as
terras para o leste do rio Dniepre sob controle imperial russo.
O leste ficou conhecido como
a 'Margem Esquerda' da Ucrânia, enquanto as terras a oeste do Dniepre, ou
'Margem Direita', ficaram a mando da Polônia.
Mais de um século depois, em
1793, a Margem Direita (ocidental) da Ucrânia foi anexada pelo Império Russo.
Ao longo dos anos que se seguiram, uma política conhecida como russificação
proibiu o uso e o estudo da língua ucraniana, e os habitantes foram
pressionadas a se converter à fé ortodoxa russa.
A Ucrânia sofreu alguns de
seus maiores traumas durante o século 20. Após a revolução comunista de 1917, o
país, como muitos outros, travou uma brutal guerra civil antes de ser
totalmente absorvido pela União Soviética em 1922.
No início da década de 1930,
a campanha de coletivização das fazendas promovida pelo líder soviético Joseph
Stalin produziu uma grande fome que provocou a morte de milhões de ucranianos.
Depois disso, Stalin importou
muitos russos e outros cidadãos soviéticos para ajudar a repovoar o leste.
Muitos deles não falavam ucraniano e tinham poucos laços com a região.
AS DIFERENCAS ENTRE OS
IDIOMAS RUSSO E UCRANIANOS.
Perguntam-me frequentemente
em que consiste a diferença entre os idiomas russo e ucraniano. É questão ao
mesmo tempo simples e complicada. É verdade que, se se está na Ucrânia,
falam-se as duas línguas e ninguém se detém para pensar por que se é bilíngue e
qual a diferença entre essas duas línguas eslavas. Quase sempre, respondo que
são línguas da mesma família linguística, mas que há diferenças gramaticais,
fonéticas, alfabéticas.
Outras vezes, também e que a
diferença está em que os ucranianos compreendem o russo, e os russos nem sempre
compreendem o ucraniano. Mas nada disso é resposta muito séria, para a qual é
preciso pesquisa mais avançada.
Russo e ucraniano são línguas
que se parecem muito. Têm na base a mesma língua – o ruteno antigo, uma das
línguas eslavas orientais, como o russo, o ucraniano, o bielorrusso. Foi falada
no Rus’ de Kiev, e hoje é língua extinta. A partir dos séculos 9 e 10, essas
línguas separaram-se e começaram a desenvolver-se de modo autônomo, em função
do próprio desenvolvimento das sociedades ucraniana e russa.
A nação russa foi constituída
em torno do principado de Moscou que invadiu terras vizinhas (principalmente
terras de populações turcas e fino-úgricas) e impôs-lhe sua cultura e,
notadamente, a língua russa. Por causa desses contatos há, hoje, na língua
russa tantas palavras de origem não eslava. A nação ucraniana, por sua vez,
formou-se da união de populações eslavas provenientes do sul da Ucrânia.
Diferente do russo, o ucraniano conservou mais radicais da língua antiga e,
quantos aos empréstimos, vêm principalmente de outras línguas eslavas. Nesse
sentido pode-se dizer que o ucraniano é mais “eslavo” que o russo.
Estudantes estrangeiros que
vêm estudar na Ucrânia, dizem que o ucraniano é muito mais próximo das línguas
europeias. Embora não haja graus comparativos de ‘europeização’ de língua
alguma, pode-se, sim, encontrar no ucraniano grande número de palavras
emprestadas de línguas indo-europeias, que se consideram empréstimos
linguísticos ocultos. Por que ocultos? Simplesmente porque os ucranianos
consideram essas palavras como ‘puramente’ ucranianas e desconhecem as origens
delas. Por exemplo, a palavra ucraniana “?????” (pronuncia-se “lijko” e
significa “cama”) vem da palavra francesa “lit”. Os intérpretes dizem que é
mais fácil a tradução francês-ucraniano ou inglês-ucraniano, que francês-russo
ou inglês-russo.
Em praticamente todos os
casos, é fácil explicar de fato a diferença entre o ucraniano e o russo. Às
vezes, nem os ucranianos se apercebem da mistura das duas línguas, a tal ponto
que já se vê o nascimento de uma nova “língua”, chamada “Surjik” (uma mistura
intermediária entre o russo e o ucraniano).
Embora todos os ucranianos
sejam bilíngues, há um problema real não só entre o russo e o ucraniano, mas
com o próprio idioma ucraniano. Em diferentes regiões da Ucrânia, e
principalmente no oeste do país, há diferentes dialetos e falares. Para os
habitantes do leste da Ucrânia, é difícil compreender o que dizem os moradores
de pequenas vilas dos Cárpatos. Por sua vez, os habitantes do leste do país (a
região de Donetsk) e da Crimeia consideram o russo sua língua materna, porque é
a língua da vida diária e, na maior parte dos casos, também na escola.
Seja como for, o problema das
línguas na Ucrânia é agravado pela situação política e econômica. Apesar de a
língua ucraniana ter permanecido proibida pelo Império Russo durante vários
séculos, mesmo assim conservou sua originalidade e riqueza vocabular.
Hoje, o ucraniano é a língua
oficial do país. É ensinada na escola, os documentos são redigidos em
ucraniano, 95% dos jornais são publicados em ucraniano.
A opinião difundida, segundo
a qual o russo e o ucraniano seriam quase línguas similares não foi confirmada
pela maioria de linguistas e filólogos. Entre o russo e o ucraniano, há só 62%
de palavras comuns (diferença de 38%). O russo está na 5ª posição por critérios
de semelhança linguística, depois do polonês, do tcheco, do eslovaco e do
bielorrusso. Para dar uma ideia mais precisa dessa diferença, sabe-se que,
entre o inglês e o holandês há 37% de diferença e entre o sueco e o norueguês,
16%. A diferença de vocabulário entre a língua provençal e o catalão é de 5%,
entre o eslovaco e o tcheco, 15%, e entre o ucraniano e o bielorrusso, 16%.
Detalhe interessante é que o ucraniano e o polonês têm entre elas 30% de
diferença; a mesma diferença que há, no nível vocabular, entre o francês e o
italiano.
Se se faz pesquisa rigorosa e
precisa, veem-se muitas outras coisas interessantes nas diferenças percentuais
entre essas línguas. O mais importante a reter é que o ucraniano e o russo são
línguas diferentes no plano do vocabulário, da gramática, da construção das
frases e, sobretudo, no plano da pronúncia. Sim, o ucraniano e o russo são
línguas fortemente aparentadas, mas são, ainda assim, muito diferentes. O fato
de que os ucranianos compreendam as duas línguas e vivam em duas línguas tem
história complexa, a partir do século 17, quando a Ucrânia dependia de vários
países, o que impediu que a língua e a cultura se desenvolvessem exclusivamente
dentro delas mesmas.
Na rota dos vikings
No século 9, Novgorod era um
próspero entreposto comercial em uma das principais rotas comerciais usadas
pelos vikings, ligando a Escandinávia à Grécia.
Era um local sem lei, e
guerras com comunidades vizinhas eram comuns. Para estabelecer algum tipo de
ordem, líderes de Novgorod convidaram um príncipe viking, Rurik, para criar um
governo justo.
Ele assumiu o controle da
cidade em 862. Com sua morte, em 879, ascendeu ao comando seu sucessor, Oleg,
que aproveitou para expandir as fronteiras, anexando territórios a mais de 1
mil km de Novgorod e unindo tribos eslavas e finlandesas para formar o Estado
Kievano (Kievan Rus).
A cidade prosperou,
especialmente porque tinha ampla autonomia conferida pelo alto comando. Contava
com leis próprias e elegia seus líderes, que cumpriam mandatos - este foi o
primeiro governo democrático na região hoje conhecida como a Rússia.
As muralhas do castelo hoje
abrigam um museu, bem como um monumento erguido no século 19 e que, apesar de
incluir nomes de vários soberanos do passado, tem em seu topo uma estátua de
Rurik.
"Na Rússia daquela
época, Rurik era uma figura simbólica e cercada de uma certa mitologia",
diz Adrian Selin, historiador da Escola de Estudos Econômicos de São
Petersburgo.
Sua mitologia ganhou tanto
fôlego que, nos tempos da União Soviética, as autoridades decidiram não dar a
Kurik crédito como um dos fundadores da Rússia e chegaram a dizer que ele não
passara de um personagem fictício.
"Os líderes soviéticos
rejeitaram Kurik por causa da pronúncia de seu nome, que soa alemã ou
escandinava, e não eslava, como a maioria dos russos de hoje se identifica".
Pilares da cultura russa
Novgorod garante que Rurik é
real. E, além de reivindicar seus louros pela origem do país, sustenta que ele
e seu grupo ajudaram a estabelecer vários pilares da cultura. Foi, por exemplo,
um dos centros difusores da Igreja Ortodoxa Russa.
Vladimir, o Grande,
líder do Estado de Kiev entre 980 e 1015, tomou a decisão de unir todos os
súditos sob uma mesma religião depois de uma série de conflitos entre cristãos
e seguidores de crenças pagãs.
Depois de enviar estudiosos
para estudar religião ao redor do mundo, Vladimir escolheu a Igreja Ortodoxa,
que na Rússia de hoje exerce papel proeminente na cultura e política - padres
chegam a benzer armas militares.
E é em Novgorod que fica a
Catedral de Santa Sofia, a mais antiga igreja da Rússia, construída entre 1040
e 1050 - a bem mais famosa Catedral de São Basílio, em Moscou, só foi erguida
mais de 500 anos depois.
Santa Sofia foi um dos
primeiros edifícios deste tipo a usar os domos em forma de bulbo que tanto
marcam a arquitetura sacra russa. Sua construção, por sua vez, chama a atenção
pela modéstia.
Mas se Novgorod tem tanta
importância história, por que foi ofuscada por Moscou e São Petersburgo na
narrativa histórica russa?
"Novgorod só se tornou
parte da Rússia ao ser conquistada por Moscou em 1478", explica Nancy
Kollman, historiadora da Universidade Stanford e autora de um livro sobre o
Império Russo.
Fortaleza de Novgorod é uma das mais antigas da Rússia.
Em meados do século 13,
forças mongóis, conhecidas como Tártaros, invadiram o Estado de Kiev e
estabeleceram uma sociedade feudal. Isso causou a desintegração do Estado e
ascensão do Grão-Ducado de Moscou.
Novgorod, que se tornara uma
cidade-estado após a desintegração, ficou exposta ao crescimento de Moscou As
duas forças medievais travaram uma batalha facilmente vencida pelos moscovitas,
que assumiram o controle dos vencidos.
Novgorod perdeu sua
independência - seus líderes eleitos deram lugar à realeza moscovita.
Mas a influência viking
persistiu: Moscou seguiu descrevendo a região ocupada como Rus, nome que
evoluiu para Rússia entre os séculos 14 e 16. O nome resistiu quando Pedro 1
estabeleceu o Império Russo e moveu o trono para São Petersburgo no início do
século 18.
E embora o nome Rússia tenha
sido substituído por União Soviética em 1922, voltou ao país após o desmanche
da megaconfederação comunista, em 1991.
Novgorodianos não esquecem
suas raízes. Uma companhia teatral da cidade, a Kudesy, promove espetáculos de
dança e música com raízes na cultura viking e um clube, o Rhat, dá aulas de uso
de armas medievais e armaduras da época de Rurik.
Em um país do tamanho da
Rússia, as origens culturais serão sempre debatidas. Mas não em Novgorod.
O Nascimento do Estado Russo:
o Reino de Kiev (sécs. IX-XIII)
Foi durante o período que
decorreu entre o século IX e o século XIII que a Rússia recebeu as maiores
influências externas: dos vikings vindos do Norte, do cristianismo chegado de
Bizâncio, a sul, e do Leste através dos tártaros mongóis, pelos quais foi
derrotada.
Com a chegada dos vikings no
século IX o território povoado por populações de origem eslava sofreu uma
grande transformação devido ao aproveitamento dos rios como forma de
comunicação, estabelecendo rotas ao longo do país.
Os vikings avançavam no seu
propósito invasor e passaram a controlar o Sul, tendo como principais núcleos
as cidades de Novgorod, Smolensk e Kiev. Foi esta última que registou um maior
desenvolvimento, chegando a ser a capital do novo Estado, destacando-se a sua
grande ligação a Bizâncio através de laços comerciais que provocariam uma
inevitável adoção do cristianismo.
Criaram-se assim condições
para o desenvolvimento do comércio entre a Europa do Norte e o Báltico e entre
o Sul da Europa e o Mar Negro. Os rios facilitaram o contacto da Rússia com os
países árabes e com Bizâncio, uma vez que estes cursos de água atravessavam o
país.
As cidades foram surgindo ao
longo destas vias e uma das mais importantes foi Novogárdia que congregava
imensa população originária da Escandinávia - os guerreiros escandinavos são
também designados de varegues (ou varegos) e rus (daí Rússia) e durante a sua
campanha de invasão e fixação rapidamente atingiram o mar Negro e
Constantinopla, suplantando a população eslava em termos económicos e
dominando-a.
A sua prosperidade comercial
nascida de alianças e de submissões pela força provocou o aparecimento de
cidades. É bem possível que os senhores russos tenham descendido deste povo de
guerreiros. Kiev, cidade detentora de uma posição estratégica na rota comercial
dos varegues em direção a Bizâncio, cai em poder dos Riuríquidas, que também
submetem Novgorod.
No início do século X o
príncipe Oleg da linhagem Riurik conquistou Novgorod e estabeleceu-se em Kiev,
promovendo alianças com Bizâncio, reafirmadas, posteriormente, pelo seu
sucessor Igor em 944. Ocuparam as cidades vizinhas constituindo a primeira
unidade russa. Kiev tornava-se assim no primeiro Estado russo unificado mas
esteve continuamente envolto em lutas, nas quais os russos tentaram dominar o
território de estepes - embora tenham sido derrotados em favor dos nómadas
vindos do Ocidente.
Religiosamente obedecia ao
patriarcado de Constantinopla, o que atesta bem a importância que esta cidade
teve no novo Estado russo. Note-se, aliás, que Bizâncio desempenhou um papel de
primeiro plano na política dos príncipes russos pois, não tendo conseguido
conquistar Constantinopla pela força, a política de alianças e de tratados
surtiu o efeito económico desejado.
Na altura das invasões
vikings eram os khazares que dominavam as estepes, mas o príncipe Sviatoslav,
filho de Igor, reinando de 962 a 972, expandiu o domínio russo, derrotou os
khazares, atacou a Bulgária, desejando submeter territórios pertencentes ao
Império Bizantino no Baixo Danúbio.
Vê-se obrigado a assinar um
tratado de paz em 971. A contrapartida desta ação consistiu na abertura da
estepe do Sul à ocupação pelos pechenegas, turco-mongóis, às mãos dos quais
Sviatoslav viria a morrer em 972. Estes foram depois derrotados pelos
guerreiros polovtsy, que acabaram por arrasar Kiev em 1093.
Em 978, Vladimir, filho de
Sviatoslav, apoderou-se de Novgorod e de Kiev e estabeleceu uma aliança com o
imperador Basílio II de Bizâncio tendo como consequência o ato formal de
conversão do príncipe russo ao Cristianismo em 989 ao casar com Ana, irmã do
imperador bizantino.
Apesar do grande poder
alcançado por Kiev no século X, seria sob o governo de Iaroslav (1019 a 1054)
que o Estado alcançaria o seu apogeu, patente nas realizações artísticas do
período. Tornava-se metrópole de toda a Rússia e relacionava-se, através de
tratados e alianças, com as maiores cidades europeias.
Depois de 1054, o Estado de
Kiev foi desmembrado em principados independentes, divisão esta que alimentaria
conflitos entre os vários principados. Os do Norte e do Centro, poupados às
devastações dos polovtsy, foram os que mais se desenvolveram. O seu principal
objetivo era tornarem-se independentes da soberania de Kiev. Novgorod e,
posteriormente, Moscovo eram os principais centros desses principados situados
na floresta.
Foi a invasão mongol na
Rússia que alterou o curso dos acontecimentos, com as inevitáveis consequências
económicas, políticas e sociais. Os mongóis derrotaram a força aliada de russos
e guerreiros Polovtsy em 1223 numa primeira incursão.
Mas seria só em 1237 que
revelariam todo o seu poder no ataque às regiões do Médio e Alto Volga.
Derrotaram os búlgaros e Novgorod foi poupada, graças ao perigo que o degelo
constituía para o avanço das tropas. Em 1239 atacaram a Rússia do Sudoeste e
Kiev foi saqueada em 1240. O apogeu da cidade de Kiev durante os séculos XI e
XII ficou marcado, sobretudo, pela ação dos clérigos e dos artistas bizantinos
que para ali levaram a sua cultura, patente na produção de livros e em
testemunhos arquitetônicos.
FONTES
- Porto Editora – Nascimento
do Estado Russo: o Reino de Kiev (sécs. IX-XIII) na Infopédia. Porto: Porto
Editora. Disponível em https://www.infopedia.pt/$nascimento-do-estado-russo-o-reino-de-kiev
Porto Editora – Novgorod na
Infopédia. Porto: Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.pt/$novgorod
Porto Editora – Kiev na
Infopédia. Porto: Porto Editora Disponível em https://www.infopedia.pt/$kiev
Porto Editora – Moscovo na
Infopédia. Porto: Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.pt/$moscovo
- Fonte: Tradução do Journal
Francophone d’Ukraine feito pelo Coletivo de Tradutores da Vila Vudu.
- Publicado em Notícias da
Rede, Outros | Com a tag Diversidade linguística, Política Linguística,
Sociolinguística. Por Vasylyna Golovnya*, no Journal Francophone d’Ukraine












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