JUCUTUQUARA, IMPOSSÍVEL TE ESQUECER.


 JUCUTUQUARA, IMPOSSÍVEL TE ESQUECER.

·        Fotos restauradas, melhorias em sua qualidade, com  aumento da sua resolução e colorização com uso de IA. Melhorias sob a base de fotos originais em preto e branco bem como coloridas.

POR: WILLIS DE FARIA

 

É impossível compor um hino ou samba-enredo que enfeixe todas as grandes referências do bairro conhecido por “nação”, tamanha a sua diversidade, uma das maiores por metro quadrado da Ilha.

Jucutuquara nos Anos 60

Naquela época, Jucutuquara funcionava quase como uma cidade autônoma dentro de Vitória. O bairro era um polo de operários (por conta da antiga fábrica de tecidos) e de intensa atividade cultural, servindo de berço para o surgimento de blocos carnavalescos e rodas de samba que, mais tarde, consolidou a existência  da criação da Escola de Samba Unidos de Jucutuquara.

 Artistas locais chamados "José Carlos" (Cegonha) e a própria trilha sonora romântica da época moldaram o cenário dessa era de ouro capixaba.

Mas pode-se tentar, de preferência sem pausas nos compassos, para maior aproveitamento.

FOTO.01- Vista parcial de Jucutuquara (1945)

Foto 02- Mercado São Sebastião e ao lado a Delegacia de Plolicia de Jucutuquara.

Foto 03- Lotação Fradinhos (Via Cidade Alta) Vila Rubim

Foto 05: Ortofoto LASA - 1955

foto 06- Bonmde da CCBFE - Jucutuquara -Pça Costa Pereira.

Foto 07- Avenida Paulino Mulller ( 1950)

Foto 07- Estadio Governador Bley (anos 50) Classico regional.

Foto 07- Pedra dos Olhos - a sentinela da Ilha de Vitória.

Foto 08- Avenoda Paulino Muller , aos fundos Igreja São Sebastão e Museu Solar Monjardim.

Foto 09 - Vista parcial do baiiro e toirre da Ingreja. ( 1945)

Foto 10 - casas nucleo operario - entrega em 1927

foto 11- Fabrica de Tecidos e Tecelagem de Junta (1955)

Foto 12- Vista gera, do Museu Solar Monjardim

Foto 13- Vista parcial -Estadio Govbernador Bley, Escola Tecnica de Vitória e parte do baiiro.

Foto 14 - Panoramica do Cine Trianon e adjacencia (1955)

Foto 15 - Grupo de Funcionaria da Fabrica de Tecidos e Tecelagem de Juta ( 1940)

Foto16 - Foto panorãmica de Jucuituara (1945)

Foto 17 - Igreja de São Sebastão - Padróeria do baiiro ( 1950)

Foto 18 - A tradicional benzereira Dona Maria Coroa.

Figo0ta 19 -: O jogador de futebol José de Anchieta Fontana - Camoão do mundo na Coipa de 1970.

Foto 20 - O Conjunto Musical "The Bats! (Os garotos de Jucutuquara)

Foto 21- O Iconico Athare Stamato da Finseca e Castro - Ex-Vereador e Procurador Municipal.

Foto 22- O Grupo Escolar Padre Anchieta

Foto 23- A Fabrica de Tecidos e Tecelagem de Juta ( 1970)

Foto 24 - Vista panoramica de Jucutuquara ( 1945)

Foto 25 - Vista panoramica de Jucutuquara ( 1945)

Foto 26 - Vista panoramica de Jucutuquara ( 1945)

Foto27 - A Coruija, simbolo da Escola de Samba Unidos de Jucutuquara.

Solar Monjardim, a Pedra dos Dois Olhos, Escola Técnica, a Fábrica de Juta, o Bar do Davi, o Bar do Ceará, Mercado São Sebastião e Igreja de São Sebastião, o antigo campo do Rio Branco, o Cine Trianon, o craque Fontana, a benzedeira Maria Coroa, o icônico Atharé Castro, catequista e musicista Walter Passos (Pata Choca), o cantor José Carlos (Cegonha), os bondes inesquecíveis, a Rua Velha e as quadrilhas juninas, os caranguejos apetitosos do Bar do David, a coruja que pia samba através da Unidos de Jucutuquara.

Os apressados motoristas e passageiros que transitam diariamente pela Avenida Paulino Müller sequer imaginam que por ali estão concentrados e resumidos trabalho e boemia, tradição e modernidade, bairristas e cosmopolitas, nobres e plebeus, famosos e anônimos, gente de todas as raças e credos.

Palco de moradia de muitos políticos de expressão do Estado, e a força da música, pois antes do samba, foi berço da primeira banda de Rock and Roll do Estado, que surgiu em 1965: The Bats (Os Garotos de Jucutuquara), cujas guitarras ecoavam pelo vale.

Enfim, Jucutuquara é uma aquarela de formas e cores vivas, quase um museu aberto. “Aqui até as pedras enxergam”, sentencia um sábio morador, apontando para a enigmática Pedra dos Dois Olhos, bússola de palavra de origem grega que significa o “O Deus em nós”, ensinou a professora Léia Brígida Rocha.

O majestoso casarão colonial branco do Solar Monjardim, que erradia história e enobrece a grandeza do bairro do alto da chácara.

Um entusiasmo que às vezes beira o caos social, como nos sábados de aleluia, quando os moradores saem às ruas para malhar Judas extraídos da vida real.

Hoje o mar está mais longe dos olhos, o bairro se espalha pela enseada, o trânsito mais perto contorna toda periferia, o congo entoado em tambores e casacas nos morros às vezes é abafado por carros barulhentos com suas insípidas caixas de som mecânicas.

Hoje Jucutuquara é uma aldeia que se resume em um mundo porque é exaltada de forma sincera e apaixonada. Por isto Jucutuquara é uma nação.

São lembranças que nunca se apagam, é como um cometa radiante, deixando seu rastro de luz ao longo do tempo. Tradições são mantidas, os amigos ainda são amigos, mesmo envelhecidos pela idade, ou conhecidos dos filhos e netos.

Bons eram aqueles encontros da Nação de Jucutuquara, que se reunia na Avenida Alberto Torres, em frente ao antigo campo do Rio Branco, que se perdeu no tempo, pois o bairro residencial, onde suas ruas e avenidas viraram ponto comercial. Só sobreviveu a população mais humilde e tradicional, pioneira dos morros periféricos.

Quem das antigas não se lembra do “Samba de Lona”, cantarolado pelos moradores desde os anos 50, que é uma memória afetiva da cultura popular do bairro. Muito tradicional, quando grupos cantavam exaltando o bairro.

Era uma música de tradição puramente oral – passada de boca em boca, nas viagens de ônibus, em cima dos caminhões, quando partiam para jogos de futebol de várzea. Ainda nas rodas do Bar do Valdemar e Ceará.

Nunca houve registro oficial, letras escritas ou gravações comerciais. Mas tenho a certeza de que você, membro da nação, lembra-se da exaltação do bairro que costumava seguir o formato de perguntas e respostas ou afirmações rimadas.

O Refrão de Jucutuquara:

“Eu vou fazer um refrão de Jucutuquara / Eu moro no melhor bairro de Vitória, é ou não é?”

Resposta: “É! É! É! / Jucutuquara é o bairro nota dez!”

Muitas vezes emendavam exaltando os símbolos locais: o antigo bonde, a fábrica de tecidos, o time do Rio Branco ou a própria coruja da Unidos de Jucutuquara.

“Jucutuquara é luz flamejante, e nunca se apagará na nossa memória”.

 FONTE: Memoria afetiva (Solavancos de reminiscência ou Reminicence bump) - conceito que explica como nosso celebro conecta emoções, memórias e o passar do tempo.





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ILHA DAS COBRAS - (VITÓRIA - ES)

PARQUE MOSCOSO – 100 ANOS DE EXISTENCIA - UM FRAGMENTO DO PASSADO HISTÓRICO, PRESENTE NA VIDA ATUAL DA CIDADE.

23 DE MAIO DE 1535 – A CHEGADA DE VASCO FERNANDES COUTINHO AO ESPIRITO SANTO.