SOMOS HERÓIS! - A VERDADEIRA HISTÓRIA DAS BATALHAS CONTRA INVASORES ESTRANGEIROS: CORSÁRIOS E PIRATAS QUE TENTARAM INVADIR A VILA DE VITÓRIA – 1551/1632 - (3ª PARTE)
INVASÕES HOLANDESAS
Por: WILLIS DE FARIA
Por esta época, Portugal sofria penosamente sob o domínio espanhol, período que se prolongou até 1640. A Holanda, velha competidora e inimiga da Espanha, vê aí então uma razão para dar combate mais acirrado aos seus antigos inimigos, E começa a enviar naus repletas de piratas para combater, roubar e pilhar as terras que anteriormente eram do domínio português, A mudança de donas das terras do Brasil não teria nenhuma significação para o Espírito Santo se não tivessem Ocorrido as duas incursões de piratas holandeses às nossas águas. A sua presença no Brasil é fartamente reconhecida como fruto da inimizade entre a Espanha e os Países Baixos.
A investida holandesa em Salvador, em 08 de maio de1624, com uma esquadra de 23 navios e 1.300 marujos do Almirante Jacob Willekens, e do Vice-Almirante Pieter Pieterzon Heyn e do Comandante Johan Van Dorth, com 1.700 homens, criou muitos receios em a nossa "desprotegida" capitania. Mas, o receio era infundado, porque déramos mostras, e por diversas vezes, da capacidade de combater a mais potente armada de piratas. Não seriam os comandados de Jacob Willekens que iriam nos fazer maior medo. A prova disso 'está na solidariedade do Espírito Santo mandando à Bahia uma quantidade considerável de homens para ajudar na expulsão dos holandeses que chegaram lá no mesmo ano "e foram logo ao desembarcar entrando em combate". Mas, uma surpresa seria oferecida a Vitória um ano depois.
Em dez de março de 1625, apareceram na baia de Vitória nada menos que oito naus holandesas comandadas por Pieter Pieterzoon Heyn, em regresso da Bahia, depois de uma frustrada tentativa de invasão em Luanda.
A investida holandesa em Salvador, em 08 de maio de1624, com uma esquadra de 23 navios e 1.300 marujos do Almirante Jacob Willekens, e do Vice-Almirante Pieter Pieterzon Heyn e do Comandante Johan Van Dorth, com 1.700 homens, criou muitos receios em a nossa "desprotegida" capitania. Mas, o receio era infundado, porque déramos mostras, e por diversas vezes, da capacidade de combater a mais potente armada de piratas. Não seriam os comandados de Jacob Willekens que iriam nos fazer maior medo. A prova disso 'está na solidariedade do Espírito Santo mandando à Bahia uma quantidade considerável de homens para ajudar na expulsão dos holandeses que chegaram lá no mesmo ano "e foram logo ao desembarcar entrando em combate". Mas, uma surpresa seria oferecida a Vitória um ano depois.
Em dez de março de 1625, apareceram na baia de Vitória nada menos que oito naus holandesas comandadas por Pieter Pieterzoon Heyn, em regresso da Bahia, depois de uma frustrada tentativa de invasão em Luanda.
QUEM FOI PIETER PIETERZOON HEYN?
PIETER HEYN - HERÓI NA HOLANDA
Piet Hein (ou Pietersen Pieter Heyn) (25 de novembro de 1577 - 18 de junho de 1629), foi um brilhante almirante e oficial naval neerlandês durante a Guerra dos Oitenta Anos entre os neerlandeses e os Habsburgos. Entre outras realizações, tomou a famosa Armada Espanhola de Prata, perto da baía de Matanzas, e chegou à mesma baía. A Armada seguia, do México, para a Espanha. Hein nasceu em Delfshaven, hoje parte de Roterdã, filho de um capitão. Ainda adolescente, tornou-se marinheiro.
Com vinte anos foi capturado pelos espanhóis, e feito escravo em um navio durante cerca de quatro anos, de 1598 até 1602, quando foi negociado por prisioneiros espanhóis. Entre 1603 e 1607, ele foi novamente mantido cativo pelos espanhóis, quando foi capturado perto Cuba.
Em 1607, ele aderiu à Companhia Neerlandesa das Índias Orientais e partiu para Ásia, retornando com a classificação de capitão (do Hollandia) cinco anos mais tarde. Ele casou com Anneke Claesdochter de Reus e liquidada em Roterdãm. Em 1618, quando ele era o capitão do Neptunus, que era seu navio foram prensadas em serviço por Veneza. Em 1621 ele deixou para trás o seu navio e viajou por terra para os Países Baixos. Durante um ano, em 1622 ele era um membro do governo local (schepen) de Roterdão, apesar de ele não ter sequer cidadania desta cidade: o primo de sua mulher, tornou isso possível.
Em 1623, ele se tornou vice-almirante da nova Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais e rumou para o Caribe no ano seguinte. No Brasil, brevemente ele capturou a colônia portuguesa em Salvador, conduzindo pessoalmente o assalto a fortaleza da cidade. Tentou em 1625 um ataque à Vila de Vitória, na Capitania do Espírito Santo. Ali foi frustrado graças a iniciativa de uma jovem de nome Maria Ortiz. A descendente de espanhóis organizou a defesa da vila junto aos capixabas e conseguiu expulsar o holandês. Então ele atacou Luanda em Angola, mas não conseguiu capturar a cidade. Em uma posterior invasão em 1627 para reconquistar a Bahia, ele falhou, mas capturou mais de trinta navios portugueses, com uma grande carga de açúcar.
Hein é hoje frequentemente denominado um pirata (porque ele era um), mais foi um relativamente bem sucedido comandante militar, como a República Holandesa estava em guerra com o Habsburgos e isso foi o que tornaria mais famoso Hein, mas Hein foi de uma estrita disciplina que o encorajou em sua conduta entre os seus tripulantes e tinha polêmicas opiniões sobre "índios" tribos, escravos e membros de outras religiões. Comandou todas as frotas dos navios de guerra com o objetivo de alcançar a glória, que relativamente, conseguiu alcançar.
Em 1628, como Almirante Hein, com o Navio Witte de Com com sua bandeira de capitão, rumou para capturar a frota espanhola da prata carregados com prata de suas colônias americanas e das Filipinas. Ele foi almirante junto com Hendrick Lonck e ele mais tarde ingressou em um esquadrão de quartel da Vice-Almirante Joost Banckert. Parte da frota espanhola na Venezuela tinha sido advertida porque um rapaz neerlandês tinha perdido o seu caminho em Blanquilla e foi capturado, e traiu o plano, mas a outra metade no México continuou sua viagem, não tinham consciência da ameaça. Dezesseis navios espanhóis foram interceptado um galeão foi tomado após um encontro surpresa durante a noite, dois pequenos navios que foram tomados no mar fogem, quatro galeões escapam e são encurralados em Cuba na costa da Baía de Matanzas.
Após alguns combates com os neerlandeses, os espanhóis viram suas grandes tripulações rendidas e Hein havia capturado largos espólios de guerra dos espanhóis em ouro, prata e outros. O caro comércio de mercadorias, como índigo e cochonilha, sem qualquer derramamento de sangue, fizeram os não ter nenhum prisoneiro espanhol, eles deram as amplas tripulações espanholas suprimentos para uma marcha até Havana. Os libertados foram surpreendidos ao ouvir o almirante pessoalmente dando-lhes instruções fluentes em espanhol, os Hein afinal foram bem familiarizados com a região como tinha sido confinado a ele durante o seu internamento após 1603.
Já como Almirante, sua maior ação foi a da captura de uma frota espanhola na baia da Matanzas (Cuba) em 8 de setembro de 1628. Nessa ação, tal foi a riqueza conquistada que parte dela custeou custeou a invsão holandesa em Pernanbuco em 1630. O tesouro foi a maior vitória da empresa no Caribe. Como resultado, o dinheiro financiou o exército neerlandês durante oito meses que lhe permite capturar a fortaleza Hertogenbosch. Ele retornou para a República Holandesa em 1629, onde foi saudado como um herói. Assistindo a multidão torcendo ele em pé sobre o balcão da prefeitura de Leyden ele comentou: "Agora eles me elogiam porque eu ganhei riquezas sem o menor perigo, mas há pouco quando eu arrisquei a minha vida em pleno combate eles Nem sabiam que eu existiam ...".
Hein foi o primeiro e o último a capturar uma parte tão grande de um tesouro espanhol na América. Alcançou o posto de almirante após um conflito com a Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais sobre política e pagamento, e Tenente-Almirante da República Neerlandesa em 26 de março de 1629, tornando-se, de facto, comandante supremo da frota neerlandesa. Faleceu nesse mesmo ano, em uma campanha contra o Dunkirkers, a eficaz frota dos Ingleses.
Na batalha naval de Dungeness, quando interceptado por três navios inimigos, tentou uma ousada fuga entre duas embarcações inimigas. Tendo ficado preso entre duas embarcações, após meia hora de combate, foi atingido no ombro esquerdo por uma bala de canhão tendo morte instantânea. Foi sepultado no Oude Kerk de Delft, nos Países Baixos.
Com vinte anos foi capturado pelos espanhóis, e feito escravo em um navio durante cerca de quatro anos, de 1598 até 1602, quando foi negociado por prisioneiros espanhóis. Entre 1603 e 1607, ele foi novamente mantido cativo pelos espanhóis, quando foi capturado perto Cuba.
Em 1607, ele aderiu à Companhia Neerlandesa das Índias Orientais e partiu para Ásia, retornando com a classificação de capitão (do Hollandia) cinco anos mais tarde. Ele casou com Anneke Claesdochter de Reus e liquidada em Roterdãm. Em 1618, quando ele era o capitão do Neptunus, que era seu navio foram prensadas em serviço por Veneza. Em 1621 ele deixou para trás o seu navio e viajou por terra para os Países Baixos. Durante um ano, em 1622 ele era um membro do governo local (schepen) de Roterdão, apesar de ele não ter sequer cidadania desta cidade: o primo de sua mulher, tornou isso possível.
Em 1623, ele se tornou vice-almirante da nova Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais e rumou para o Caribe no ano seguinte. No Brasil, brevemente ele capturou a colônia portuguesa em Salvador, conduzindo pessoalmente o assalto a fortaleza da cidade. Tentou em 1625 um ataque à Vila de Vitória, na Capitania do Espírito Santo. Ali foi frustrado graças a iniciativa de uma jovem de nome Maria Ortiz. A descendente de espanhóis organizou a defesa da vila junto aos capixabas e conseguiu expulsar o holandês. Então ele atacou Luanda em Angola, mas não conseguiu capturar a cidade. Em uma posterior invasão em 1627 para reconquistar a Bahia, ele falhou, mas capturou mais de trinta navios portugueses, com uma grande carga de açúcar.
Hein é hoje frequentemente denominado um pirata (porque ele era um), mais foi um relativamente bem sucedido comandante militar, como a República Holandesa estava em guerra com o Habsburgos e isso foi o que tornaria mais famoso Hein, mas Hein foi de uma estrita disciplina que o encorajou em sua conduta entre os seus tripulantes e tinha polêmicas opiniões sobre "índios" tribos, escravos e membros de outras religiões. Comandou todas as frotas dos navios de guerra com o objetivo de alcançar a glória, que relativamente, conseguiu alcançar.
Em 1628, como Almirante Hein, com o Navio Witte de Com com sua bandeira de capitão, rumou para capturar a frota espanhola da prata carregados com prata de suas colônias americanas e das Filipinas. Ele foi almirante junto com Hendrick Lonck e ele mais tarde ingressou em um esquadrão de quartel da Vice-Almirante Joost Banckert. Parte da frota espanhola na Venezuela tinha sido advertida porque um rapaz neerlandês tinha perdido o seu caminho em Blanquilla e foi capturado, e traiu o plano, mas a outra metade no México continuou sua viagem, não tinham consciência da ameaça. Dezesseis navios espanhóis foram interceptado um galeão foi tomado após um encontro surpresa durante a noite, dois pequenos navios que foram tomados no mar fogem, quatro galeões escapam e são encurralados em Cuba na costa da Baía de Matanzas.
Após alguns combates com os neerlandeses, os espanhóis viram suas grandes tripulações rendidas e Hein havia capturado largos espólios de guerra dos espanhóis em ouro, prata e outros. O caro comércio de mercadorias, como índigo e cochonilha, sem qualquer derramamento de sangue, fizeram os não ter nenhum prisoneiro espanhol, eles deram as amplas tripulações espanholas suprimentos para uma marcha até Havana. Os libertados foram surpreendidos ao ouvir o almirante pessoalmente dando-lhes instruções fluentes em espanhol, os Hein afinal foram bem familiarizados com a região como tinha sido confinado a ele durante o seu internamento após 1603.
Já como Almirante, sua maior ação foi a da captura de uma frota espanhola na baia da Matanzas (Cuba) em 8 de setembro de 1628. Nessa ação, tal foi a riqueza conquistada que parte dela custeou custeou a invsão holandesa em Pernanbuco em 1630. O tesouro foi a maior vitória da empresa no Caribe. Como resultado, o dinheiro financiou o exército neerlandês durante oito meses que lhe permite capturar a fortaleza Hertogenbosch. Ele retornou para a República Holandesa em 1629, onde foi saudado como um herói. Assistindo a multidão torcendo ele em pé sobre o balcão da prefeitura de Leyden ele comentou: "Agora eles me elogiam porque eu ganhei riquezas sem o menor perigo, mas há pouco quando eu arrisquei a minha vida em pleno combate eles Nem sabiam que eu existiam ...".
Hein foi o primeiro e o último a capturar uma parte tão grande de um tesouro espanhol na América. Alcançou o posto de almirante após um conflito com a Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais sobre política e pagamento, e Tenente-Almirante da República Neerlandesa em 26 de março de 1629, tornando-se, de facto, comandante supremo da frota neerlandesa. Faleceu nesse mesmo ano, em uma campanha contra o Dunkirkers, a eficaz frota dos Ingleses.
Na batalha naval de Dungeness, quando interceptado por três navios inimigos, tentou uma ousada fuga entre duas embarcações inimigas. Tendo ficado preso entre duas embarcações, após meia hora de combate, foi atingido no ombro esquerdo por uma bala de canhão tendo morte instantânea. Foi sepultado no Oude Kerk de Delft, nos Países Baixos.
A AÇÃO DE PIET REYN
A esquadra de Piet Heyn, composta de 14 embarcações armadas com 312 canhões (sendo 32 de bronze, 191 de ferro e 87 de columbinas), e sua nau capitania era o Amsterdãm, uma embarcação de 300 lasts, medida que corresponde a atuais 600 toneladas, armada com 40 canhões, dos quis 8 de bronze e o restante 32 de ferro. Possuía 3 mastros, um comprimento de quilha próximo aos 33 metros e uma boca de 12 metros e um calado de 4 metros. Transportava 204 tripulantes (140 marinheiros e 64 soldados).
Partiu da Holanda em maio de 1826 e deveria unir-se a do General Hendrickszoon no Caribe. Tendo capturado uma pequena embarcação, soube que o General havia morrido e sua esquadra retornara aos Paises Baixos. Partiu então para a África (Serra Leoa) onde permaneceu algum tempo de repouso. De lá zarpou em 19 de janeiro de 1627, em direção a costa brasileira, que foi avistado em 2 de março. Seu primeiro ataque foi a cidade e Salvador (Bahia).
Pieter e seus homens resolveram passar pelo Espírito Santo para abastecerem-se de víveres, que certamente não comprariam. Padre Antônio Víeira, referindo-se a estada dos holandeses na Capitania. Diz que "entraram no porto confiados que quando iniciasse o ataque, a vila se entregaria, ou eles se renderiam”. Enganaram-se novamente. O Capitão Mor do Espírito Santo, Francisco de Aguiar Coutinho, "mobilizou todos os recursos de que dispunha e enfrentou corajosamente os adversários".
Durante oito dias, os batavos estiveram ancorados em nosso porto. Travaram-se sangrentos combates pelas ruas de Vitória e o capitão do Espírito Santo sempre se mostrou combativo e arrojado. Os holandeses: tentaram recuperar-se, invadindo fazendas e sítios. E foram severamente castigados por Salvador Corrêa de Sá e Benevides que, conduzindo socorro do Rio de Janeiro para a Bahia, apartara no Espírito Santo. Os holandeses não puderam sustentar durante muito tempo a refrega. Perderam o Almirante Guilherme Ians e Rodrigo Pedra, que era holandês e viveu em Vila Velha até 1618, data em que fugira para Holanda, de onde voltou para combater contra o Estado que o acolhera. Um autêntico mau caráter, esse Rodrigo Pedra.
Além disso, Frei Vicente do Salvador diz que ele "esteve preso na Bahia, mas fugiu para a Holanda, onde lhe confiaram a direção de urna nau". Varnhagem diz que foi ele quem "guiou os holandeses rio acima para combater os fazendeiros capixabas e quem se apossou de um caravelão de Salvador (Correa de Sá) Ladrão, ainda por cima, não deveria ter tido melhor sorte”.
Num bolorento convento em Vitória vivia Maria Ortiz. Pela manhã rezava, à tarde cuidava das flores e das hortaliças, à noite, lia até o horário permitido. Estava nesta vida durante muito tempo e a chegada dos holandeses veio para lhe perpetuar o nome em nossa história. Maria Ortiz era uma jovem de 20 anos de idader que organizara, juntamente com outras mulheres da vizinhança, uma defesa bastanate original. Será que ela sabia do ataque? Será que conseguiu arrancar esse segredo de algum soldado de Pieter Heyn durante uma visita noturna? Quandos os homens começaram a subir a ladeira, as mulheres jogavam água fervente, paus, pedras e carvão em brasa pelas janelas na cabeça dos soldados holandeses, que buscavam atingir a cidade alta. Desta froma impedem que os holandeses chegem ao ponto e4stratégico de Vitória na cidade alta.
Assim, ganha tempo e um esquadrão de soldados sob comando de Salvador Correia de Sá chega para salva-los. Estes conseguem derrotar e expulsar Piet Heyn da baia de Vitória. Hoje, é orgulhosamente reverenciado como' autêntica heroína, pois graças a sua pronta ação, sobre os aturdidos flamengos, inclusive no comandante Pieter Heyn pode aliviar a tensão dos combatentes portugueses, que por pouco não perdiam a batalha.
Certamente que mulheres iguais a Maria Ortiz faltariam em Pernambuco, onde os holandeses fizeram casa e comércio e se demoraram por 25 anos. Os jesuítas, por seu lado, não se deixaram amedrontar e Vicente do Salvador refere-se ao Frei Manoel do Espírito Santo como um autêntico herói. Dele diz que "vendo-se livre de um chuveiro de pelouros; se foi ao sino da igreja matriz que ali estava perto, e começou a repicar publicando vitória, com que a gente se animou mais a alcançá-la".
Partiu da Holanda em maio de 1826 e deveria unir-se a do General Hendrickszoon no Caribe. Tendo capturado uma pequena embarcação, soube que o General havia morrido e sua esquadra retornara aos Paises Baixos. Partiu então para a África (Serra Leoa) onde permaneceu algum tempo de repouso. De lá zarpou em 19 de janeiro de 1627, em direção a costa brasileira, que foi avistado em 2 de março. Seu primeiro ataque foi a cidade e Salvador (Bahia).
Pieter e seus homens resolveram passar pelo Espírito Santo para abastecerem-se de víveres, que certamente não comprariam. Padre Antônio Víeira, referindo-se a estada dos holandeses na Capitania. Diz que "entraram no porto confiados que quando iniciasse o ataque, a vila se entregaria, ou eles se renderiam”. Enganaram-se novamente. O Capitão Mor do Espírito Santo, Francisco de Aguiar Coutinho, "mobilizou todos os recursos de que dispunha e enfrentou corajosamente os adversários".
Durante oito dias, os batavos estiveram ancorados em nosso porto. Travaram-se sangrentos combates pelas ruas de Vitória e o capitão do Espírito Santo sempre se mostrou combativo e arrojado. Os holandeses: tentaram recuperar-se, invadindo fazendas e sítios. E foram severamente castigados por Salvador Corrêa de Sá e Benevides que, conduzindo socorro do Rio de Janeiro para a Bahia, apartara no Espírito Santo. Os holandeses não puderam sustentar durante muito tempo a refrega. Perderam o Almirante Guilherme Ians e Rodrigo Pedra, que era holandês e viveu em Vila Velha até 1618, data em que fugira para Holanda, de onde voltou para combater contra o Estado que o acolhera. Um autêntico mau caráter, esse Rodrigo Pedra.
Além disso, Frei Vicente do Salvador diz que ele "esteve preso na Bahia, mas fugiu para a Holanda, onde lhe confiaram a direção de urna nau". Varnhagem diz que foi ele quem "guiou os holandeses rio acima para combater os fazendeiros capixabas e quem se apossou de um caravelão de Salvador (Correa de Sá) Ladrão, ainda por cima, não deveria ter tido melhor sorte”.
Num bolorento convento em Vitória vivia Maria Ortiz. Pela manhã rezava, à tarde cuidava das flores e das hortaliças, à noite, lia até o horário permitido. Estava nesta vida durante muito tempo e a chegada dos holandeses veio para lhe perpetuar o nome em nossa história. Maria Ortiz era uma jovem de 20 anos de idader que organizara, juntamente com outras mulheres da vizinhança, uma defesa bastanate original. Será que ela sabia do ataque? Será que conseguiu arrancar esse segredo de algum soldado de Pieter Heyn durante uma visita noturna? Quandos os homens começaram a subir a ladeira, as mulheres jogavam água fervente, paus, pedras e carvão em brasa pelas janelas na cabeça dos soldados holandeses, que buscavam atingir a cidade alta. Desta froma impedem que os holandeses chegem ao ponto e4stratégico de Vitória na cidade alta.
Assim, ganha tempo e um esquadrão de soldados sob comando de Salvador Correia de Sá chega para salva-los. Estes conseguem derrotar e expulsar Piet Heyn da baia de Vitória. Hoje, é orgulhosamente reverenciado como' autêntica heroína, pois graças a sua pronta ação, sobre os aturdidos flamengos, inclusive no comandante Pieter Heyn pode aliviar a tensão dos combatentes portugueses, que por pouco não perdiam a batalha.
Certamente que mulheres iguais a Maria Ortiz faltariam em Pernambuco, onde os holandeses fizeram casa e comércio e se demoraram por 25 anos. Os jesuítas, por seu lado, não se deixaram amedrontar e Vicente do Salvador refere-se ao Frei Manoel do Espírito Santo como um autêntico herói. Dele diz que "vendo-se livre de um chuveiro de pelouros; se foi ao sino da igreja matriz que ali estava perto, e começou a repicar publicando vitória, com que a gente se animou mais a alcançá-la".
Em 30 de março chega a Salvador, enviado por Felipe II, rei de Espanha e Portugal, uma força de libertação conjunta de luso-espanhóis com 52 navios, 11 barcos menores e 15.000 homens, comandado pelo nobre espanhol Dom Fradique de Toledo Y Osório. Reforços vindos de outras partes da colônia também se juntaram as forças armadas imperiais vindas da Europa. O episódio fica conhecido como “Jornada dos Vassalos”. Em 1637, novamente os holandeses voltariam a atacar o Espírito Santo. O Governador Geral prevenido pelo rei de que os holandeses estavam aparelhando nova armada para lançar contra as costas brasileiras, ordenou "se mandasse 'a Capitania do Espírito Santo munições de artilharia por haver nela muito e boa, nomeando, ao mesmo tempo, a Marcos de Torres para o posto de Capitão de Artilharia do senhorio”.
INVASÃO HOLANDESA 1632
QUEM FOI CORONEL JOHANN VON KOIN?
Johann Von Koin foi um comandante militar holandês de origem alemã, que comandou ataques contra a colônia portuguesa no Brasil, morreu em 1632, durante uma tentativa de invasão a capitania portuguesa do Espírito Santo, pelos relatos, após ver que a batalha estava perdida, fugiu com 25 homens para o interior da capitânia e nunca mais foi visto, provavelmente, foi morto pelos índios. (Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre).
No dia 27 de outubro deste ano, uma frota de sete navios holandeses, comandada pelo coronel Koin, 'aprisionou nas imediações da baía de Vitória dois navios carregados com açúcar, apesar ·da franca resistência apresentada pelos portugueses. Diante de tal facilidade, os holandeses no dia seguinte despejaram na ilha nada menos que 400 flamengos para tomá-lo à força. João Dias Guedes achava-se à frente da capitania com título de Capitão-Mor.
Nesta batalha foi "auxiliado por 30 fuzileiros, duas companhias de Índios armados e piques e chuços", assinala a cronométrico Barão do Rio Branco em suas efemérides. Além do bisonho exército, Dias Guedes pode contar com apenas cinco canhões para expulsar tão poderoso exército. A ação de Guedes durou apenas três horas e meia. Tristemente derrotado Koin atribuiu o seu insucesso às precárias condições de seus soldados, que "eram inexperientes recrutas".
Entretanto, historiadores criteriosos, acusam-no de pusilânime e covarde. Adjetivos pesados para quem perde uma batalha. De todos os invasores em nosso território, foram os holandeses que por mais tempo permaneceram e maiores conquistas perpetuaram: sua maior arma: a Marinha. Não só por suas embarcações, mas precisamente pelos seus comandantes.
A historiografia oficial escondeu este fato dos livros escolares. Uma pena para rica história do Vilão Farto, a Capitania do Espírito Santo, eterno guardião no período colonial de nossas terras que se estendiam até longínquas terras das Minas Gerais que por política do Império, foi separado da Capitania do Espírito Santo, constituindo-se na Capitania Real de Minas Gerais. Éramos uma cidade militar e ficamos apenas defendendo as nossas terras de penetração dos pirata-corsários. Éramos os portadores de flechas e bacamartes, o escudeiro do Brasil Colônia.
Não tivemos direito a partilha das riquezas o ouro e os diamantes descobertos em nossa colônia, e para que nós só coubéssemos defender a ferro e fogo e com muito sangue derramado na defesa e a soberania de nossas terras. Éramos uma espécie de “Spartanos”, defendendo ou impedindo a passagem de pilhagem de nossas riquezas.
No Século XVII, o estado finalmente voltou à paz, porém o estado foi praticamente abandonado após a descoberta de ouro no interior de seu próprio território, que foi desmembrado para a criação da Capitania Real das Minas Gerais, por uma ordem de Portugal. Tiraram dos capixabas o ouro e os diamantes descobertos em nossa capitania. Muitos dos investimentos da Coroa Portuguesa nesse período vieram em forma de construção e reformas de fortes para a proteção da vila e também a proibição de abertura de estradas para o interior, que pudessem facilitar o caminho para a região das minas gerais.
Durante esse período, ocorreu um fato que muitos desconhecem, a capitania foi anexada à Capitania da Baía de Todos os Santos, pois o governador-geral observava que, em Vitória, faltava todo o tipo de defesa e meios de conservação, atribuindo isso à má administração daqueles que governaram a capitania. Isso se devia, entretanto, ao isolamento decorrente da descoberta das Minas, e ordenou que a capitania fosse anexada à capitania geral da Bahia, para sua modernização, tendo sua Capital em Salvador.
Isso acarretou no povoamento do norte do estado, conhecido por ter algumas das tribos indígenas mais hostis, mas, mesmo assim, foram estabelecidos grandes latifúndios escravistas, principalmente no município de São Mateus.
A história se repete, mas como uma “pirataria” institucionalizada pelo Congresso Nacional, a retirada dos “royalts” de nosso petróleo do pré-sal. São piratarias dos tempos modernos. Duzentos anos depois da expulsão dos holandeses do Brasil, familias de Zeeland (parte das terras baixas da Holanda) partem novamente com destino ao Espirito Santo, com destino de desembarque na ilha de Vitória, e ficavam após o desembarque na "Casa de Imigrantes", onde era obrigatória a quarentena e passar por avaliação médica. Desta vez não para roubar, saquear e fugir, mas tentar construir uma vida nova, criando uma colônia oficial em Santa Leopoldina, as margens do rio Santa Maria.
Nesta batalha foi "auxiliado por 30 fuzileiros, duas companhias de Índios armados e piques e chuços", assinala a cronométrico Barão do Rio Branco em suas efemérides. Além do bisonho exército, Dias Guedes pode contar com apenas cinco canhões para expulsar tão poderoso exército. A ação de Guedes durou apenas três horas e meia. Tristemente derrotado Koin atribuiu o seu insucesso às precárias condições de seus soldados, que "eram inexperientes recrutas".
Entretanto, historiadores criteriosos, acusam-no de pusilânime e covarde. Adjetivos pesados para quem perde uma batalha. De todos os invasores em nosso território, foram os holandeses que por mais tempo permaneceram e maiores conquistas perpetuaram: sua maior arma: a Marinha. Não só por suas embarcações, mas precisamente pelos seus comandantes.
A historiografia oficial escondeu este fato dos livros escolares. Uma pena para rica história do Vilão Farto, a Capitania do Espírito Santo, eterno guardião no período colonial de nossas terras que se estendiam até longínquas terras das Minas Gerais que por política do Império, foi separado da Capitania do Espírito Santo, constituindo-se na Capitania Real de Minas Gerais. Éramos uma cidade militar e ficamos apenas defendendo as nossas terras de penetração dos pirata-corsários. Éramos os portadores de flechas e bacamartes, o escudeiro do Brasil Colônia.
Não tivemos direito a partilha das riquezas o ouro e os diamantes descobertos em nossa colônia, e para que nós só coubéssemos defender a ferro e fogo e com muito sangue derramado na defesa e a soberania de nossas terras. Éramos uma espécie de “Spartanos”, defendendo ou impedindo a passagem de pilhagem de nossas riquezas.
No Século XVII, o estado finalmente voltou à paz, porém o estado foi praticamente abandonado após a descoberta de ouro no interior de seu próprio território, que foi desmembrado para a criação da Capitania Real das Minas Gerais, por uma ordem de Portugal. Tiraram dos capixabas o ouro e os diamantes descobertos em nossa capitania. Muitos dos investimentos da Coroa Portuguesa nesse período vieram em forma de construção e reformas de fortes para a proteção da vila e também a proibição de abertura de estradas para o interior, que pudessem facilitar o caminho para a região das minas gerais.
Durante esse período, ocorreu um fato que muitos desconhecem, a capitania foi anexada à Capitania da Baía de Todos os Santos, pois o governador-geral observava que, em Vitória, faltava todo o tipo de defesa e meios de conservação, atribuindo isso à má administração daqueles que governaram a capitania. Isso se devia, entretanto, ao isolamento decorrente da descoberta das Minas, e ordenou que a capitania fosse anexada à capitania geral da Bahia, para sua modernização, tendo sua Capital em Salvador.
Isso acarretou no povoamento do norte do estado, conhecido por ter algumas das tribos indígenas mais hostis, mas, mesmo assim, foram estabelecidos grandes latifúndios escravistas, principalmente no município de São Mateus.
A história se repete, mas como uma “pirataria” institucionalizada pelo Congresso Nacional, a retirada dos “royalts” de nosso petróleo do pré-sal. São piratarias dos tempos modernos. Duzentos anos depois da expulsão dos holandeses do Brasil, familias de Zeeland (parte das terras baixas da Holanda) partem novamente com destino ao Espirito Santo, com destino de desembarque na ilha de Vitória, e ficavam após o desembarque na "Casa de Imigrantes", onde era obrigatória a quarentena e passar por avaliação médica. Desta vez não para roubar, saquear e fugir, mas tentar construir uma vida nova, criando uma colônia oficial em Santa Leopoldina, as margens do rio Santa Maria.





Rapaz, sua história realmente traz detalhes impressionantes e realistas, ja pude ler livros e obras e voce está de parabéns.
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