PEDRA DOS OLHOS – O GUARDIÃO DA ILHA DE VITÓRIA (ES)
(POR: WILLIS DE FARIA)
Falar da Pedra dos Olhos é descrever parte de minha infância e juventude. Por quê? Bem, quando cheguei ao bairro de Jucutuquara (hoje Fradinhos) em 1952, com 4 anos de idade, vindo do alto da Vila Rubim (próximo ao Morro do Quadro), após meu pai ter adquirido um pedaço de terra do velho Milton Monjardim, após insistência de minha mãe e de minha avó materna Tereza Pontes da Silva.
A matriarca da maior parte dos moradores do bairro de Fradinhos, Maria Pontes Poltroniere, a “Mariquinha” era irmã de minha avó, e a sua filha Helena Poltroniere Monjardim era prima de minha mãe, ou seja, esposa do velho Milton Monjardim. É aquele caso de todos quererem morar perto dos parentes.
A matriarca da maior parte dos moradores do bairro de Fradinhos, Maria Pontes Poltroniere, a “Mariquinha” era irmã de minha avó, e a sua filha Helena Poltroniere Monjardim era prima de minha mãe, ou seja, esposa do velho Milton Monjardim. É aquele caso de todos quererem morar perto dos parentes.
Meu pai então funcionário da Cia. Vale do Rio Doce, edificou uma grande residência no alto do vale dos Fradinhos, conhecido como “final da linha de bonde de Jucutuquara”.
As janelas do meu quarto davam para o lado oposto do vale, onde estava a Pedra dos Olhos. Ai começa nossa história, a Pedra dos Olhos e o Solar Monjadim passaram a ser a moldura de minha paisagem diária.
É como eu fosse dar o bom dia a este monumento natural e ao monumento histórico que contemplava os meus olhos. Aos 12 anos, me aventurei, com 2 irmãos mais velhos, e cheguei ao topo do monumento. Foi um dia de glória, parecia que tinha conquistado o mundo.
Algumas semanas depois, nos aventuramos a chegar aos seus olhos. Uma aventura radical, que ficou para sempre em minha memória.
As janelas do meu quarto davam para o lado oposto do vale, onde estava a Pedra dos Olhos. Ai começa nossa história, a Pedra dos Olhos e o Solar Monjadim passaram a ser a moldura de minha paisagem diária.
É como eu fosse dar o bom dia a este monumento natural e ao monumento histórico que contemplava os meus olhos. Aos 12 anos, me aventurei, com 2 irmãos mais velhos, e cheguei ao topo do monumento. Foi um dia de glória, parecia que tinha conquistado o mundo.
Algumas semanas depois, nos aventuramos a chegar aos seus olhos. Uma aventura radical, que ficou para sempre em minha memória.
Posso afirmar que por mais de 20 anos eu fui um felizardo contemplando estas belezas impar. Sua imponência era digna de reverencia. Os seus olhos não estão voltados para o vale verde dos Fradinhos, mas sim para zona norte da ilha, sendo observado até do alto do planalto de Carapina, por quem se dirige a Vitória pela Br.101.
Se olharmos da Rodovia do Sol, na altura de Itaparica, de lá podemos observar a Pedra dos Olhos. Ele encantou e intrigaram os viajantes, cientistas que visitaram a ilha.
Se olharmos da Rodovia do Sol, na altura de Itaparica, de lá podemos observar a Pedra dos Olhos. Ele encantou e intrigaram os viajantes, cientistas que visitaram a ilha.
Conhecida também como Pedra do Leopardo, conforme descreve o historiador Adelpho Monjardim, por causa de sua cobertura granítica estar coberta de inúmeras espécies de “Gravatás” (Bromélias, e Velosiáceas), tendo a visão de estar toda sua face externa pintada, dando forma a deste animal sentado, de costas. Esta visão é a que pode ser observada pelo lado dos Fradinhos.
Podemos afirmar que sempre foi livre, ou seja, sem dono, apenas fazendo limites com as propriedades de Maximo Vieira Varejão, Família Jantorno e terras do Coronel José Martins Figueiredo.
Hoje pertence ao poder público, pois serve de limites ao Parque da Fonte Grande e Parque Natural Municipal Pedra dos Olhos. A parte leste ainda pertence à família Jantorno.
Hoje pertence ao poder público, pois serve de limites ao Parque da Fonte Grande e Parque Natural Municipal Pedra dos Olhos. A parte leste ainda pertence à família Jantorno.
A Pedra dos Olhos é um bloco granítico compacto, sob forma de "pão de açúcar", destacando-se no Maciço Central com seus 296 m de altitude.
Pico verdadeiramente impressionante, não só pelo aspecto, mas também pela imponência, prende e fascina; em meio a um anfiteatro de morros, ergue-se altivo e sobranceiro. A face norte apresenta dois orifícios, autênticas cavernas perfuradas em rocha viva ao longo do tempo.
Pelo bairro de Tabuazeiro e circunvizinhos, lá estão seus dois olhos. Integrado à Área de Proteção Ambiental do Maciço Central, o Parque Municipal Natural Pedra dos Olhos atrai os amantes dos esportes radicais, especialmente o “rappel” e a escalada, e aqueles que buscam uma bela vista.
A Pedra dos Olhos tem seus olhos esculpidos pela erosão. Do alto da pedra, é possível ver quase cidade de Vitória e municípios vizinhos.
Pico verdadeiramente impressionante, não só pelo aspecto, mas também pela imponência, prende e fascina; em meio a um anfiteatro de morros, ergue-se altivo e sobranceiro. A face norte apresenta dois orifícios, autênticas cavernas perfuradas em rocha viva ao longo do tempo.
Pelo bairro de Tabuazeiro e circunvizinhos, lá estão seus dois olhos. Integrado à Área de Proteção Ambiental do Maciço Central, o Parque Municipal Natural Pedra dos Olhos atrai os amantes dos esportes radicais, especialmente o “rappel” e a escalada, e aqueles que buscam uma bela vista.
A Pedra dos Olhos tem seus olhos esculpidos pela erosão. Do alto da pedra, é possível ver quase cidade de Vitória e municípios vizinhos.
Jucutuquara significa “pássaro de buraco de pedra”. Perde-se a contagem dos séculos e época em que os índios tupis talvez amedrontados com alguma ave gigantesca, batizaram o estranho ser de Jucu-ita-quera.
Este se escondia num dos dois buracos profundos do pico que se abrem na metade de sua altura, na face leste. Com o passar dos tempos à lenda foi esquecida e o nome que se transferiu para o pico.
Dependendo do lado e de quem olha, o pico pode assumir outras formas e mudar de nome Jucutuquara e também yticutuquara (pronuncia se Riticutuquara), que significa "conchas suspensas”, condizentes com a forma e a colocação dos buracos.
Pela mesma razão o vulgo passou a denomina-Ia de Pedras dos Olhos batizada pela própria natureza diz Adelpho Monjardim, em Vitória Física, livro editado pela Revista Canaã Editora em 1950.
As mutações lingüísticas cuidaram de fazer valer sua corruptela na linguagem popular e ele se tornou Jucutuquara, o bairro espremido entre seus congêneres: Forte São João, Ilha de Santa Maria, Maruípe, Fradinhos e as encostas da elevação de cujo pico leva nome.
Um nome que é dele apenas, pois o pico é hoje conhecido pelo povo como pico dos Dois 0lhos.
Este se escondia num dos dois buracos profundos do pico que se abrem na metade de sua altura, na face leste. Com o passar dos tempos à lenda foi esquecida e o nome que se transferiu para o pico.
Dependendo do lado e de quem olha, o pico pode assumir outras formas e mudar de nome Jucutuquara e também yticutuquara (pronuncia se Riticutuquara), que significa "conchas suspensas”, condizentes com a forma e a colocação dos buracos.
Pela mesma razão o vulgo passou a denomina-Ia de Pedras dos Olhos batizada pela própria natureza diz Adelpho Monjardim, em Vitória Física, livro editado pela Revista Canaã Editora em 1950.
As mutações lingüísticas cuidaram de fazer valer sua corruptela na linguagem popular e ele se tornou Jucutuquara, o bairro espremido entre seus congêneres: Forte São João, Ilha de Santa Maria, Maruípe, Fradinhos e as encostas da elevação de cujo pico leva nome.
Um nome que é dele apenas, pois o pico é hoje conhecido pelo povo como pico dos Dois 0lhos.
Mas, no século XIX, um nobre holandês, Maximiliano Wied Neuwied, príncipe precursor dos atuais brazilianistas, daqueles que cruzaram terras inóspitas para descobrir espécimes raros e raças diferentes, viria descrever o núcleo inicial do bairro Jucutuquara, em seu livro Viagem ao Brasil nos anos de 1815 a 1817.
Wied Neuwied começa por encantarem-se com o convento da Penha, as árvores, as ilhas, terminando por confundir a baia de Vitória com um rio caudaloso, ao qual chamou rio Espírito Santo.
Mas deixemo-lo narrar as suas descobertas: "Seguíamos para Pedra d'água, solitária sem a elevação à margem do rio com o fim de transportar as nossas quatro montarias e dois burros de carga, através do rio Espírito Santo.” “Frente a nos, no topo da serra situada da outra banda, vimos o notável rochedo de Jucutuquara, situado não longe de Vila Vitória”
.
Parecido com o "Dent de Jaman do Pays de Vaud", chama a atenção de longe; está colocada em tranqüilas e verdejantes eminências parcialmente vestidas de pequenas matas.
Diante dele, mais perto do rio, fica a aprazível fazenda "Rumão”, em frente da qual a ilha das Pombas se ergue sobre a superfície espelhante do rio. Este é o marco inicial do bairro Jucutuquara descrito por um nobre que deixou também sua impressão de Vitória com suas casas em estilo português, balcões e rótulas de madeira.
Ele só não disse que existiam também moradias construídas de taipa cobertas de sapé ou de palha de pindoba. Porém esclareceram que na última metade do século XVII a região do Espírito Santo não continha mais que 500 portugueses e quatro aldeias indígenas.
Wied Neuwied começa por encantarem-se com o convento da Penha, as árvores, as ilhas, terminando por confundir a baia de Vitória com um rio caudaloso, ao qual chamou rio Espírito Santo.
Mas deixemo-lo narrar as suas descobertas: "Seguíamos para Pedra d'água, solitária sem a elevação à margem do rio com o fim de transportar as nossas quatro montarias e dois burros de carga, através do rio Espírito Santo.” “Frente a nos, no topo da serra situada da outra banda, vimos o notável rochedo de Jucutuquara, situado não longe de Vila Vitória”
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Parecido com o "Dent de Jaman do Pays de Vaud", chama a atenção de longe; está colocada em tranqüilas e verdejantes eminências parcialmente vestidas de pequenas matas.
Diante dele, mais perto do rio, fica a aprazível fazenda "Rumão”, em frente da qual a ilha das Pombas se ergue sobre a superfície espelhante do rio. Este é o marco inicial do bairro Jucutuquara descrito por um nobre que deixou também sua impressão de Vitória com suas casas em estilo português, balcões e rótulas de madeira.
Ele só não disse que existiam também moradias construídas de taipa cobertas de sapé ou de palha de pindoba. Porém esclareceram que na última metade do século XVII a região do Espírito Santo não continha mais que 500 portugueses e quatro aldeias indígenas.
Como chegar: pelo bairro Tabuazeiro, na Avenida Coronel José Martins Figueiredo sobe-se a pé até a pedra. Ou pelo bairro de Fradinhos, indo de ônibus, saltando no primeiro ponto, sobe a primeira ladeira à direita; de carro, pela Rua José Malta.
Como monumento natural foi tombado provisoriamente pelo Conselho Municipal do Plano Diretor Urbano.
Como monumento natural foi tombado provisoriamente pelo Conselho Municipal do Plano Diretor Urbano.
(CLIQUE NAS FOTOS PARA AMPLIAR)
IMAGEM: FOTO PANORAMICA DA ILHA, TENDO AO CENTRO A PEDRA DOS OLHOS. (ARQUIVO FOTON)
(PROXIMAS FOTOS: WILLIS DE FARIA)
IMAGEM: FOTO DO MIRANTE DA CIDADE – PARQUE DA FONTE GRANDE
IMAGEM: VALE EM FRADINHOS EM 1980, HOJE RUA ÁUREO POLI MONJARDIM (ARQUIVO PMV)
IMAGEM: VISÃO DO VALE CENTRAL DO MACIÇO DA FONTE GRANDE, A ESQUERDA A PEDRA DOS OLHOS.
IMAGEM: CENTRO DA CIDADE E ENCOSTA DA FONTE GRANDE. AO CENTRO DO MACIÇO, A PEDRA DOS OLHOS.
IMAGEM: FACE VOLTADA PARA O NORTE DA ILHA, VISTA DO PARQUE BARÃO DE MONJARDIM. CLIQUE DUAS VEZES SOBRE A IMAGEM PARA AMPLIAR A FOTO E NAVEGUE SOBRE SUA SUPERFICIE. CURTA A VEGETAÇÃO E OS FENÔMENOS GEOLÓGICOS.
IMAGEM: VISTA DA TERCEIRA PONTE, AO CENTRO PEDRA DOS OLHOS (VILA VELHA)
IMAGEM: VISTA DO CONVENTO DA PENHA (VILA VELHA)
IMAGEM: VISTA DO HOTEL SENAC, COM DESTAQUE A CURVA DA JUREMA, COM A PEDRA DOS OLHOS EMOLDURADA AO CENTRO.
IMAGEM: VISTA DO ALTO DO MORRO DA ILHA DE SANTA MARIA (1936) - (ACERVO PMV)
IMAGEM: VISTA NOTURNA DO MIRANTE DA CIDADE – PARQUE DA FONTE GRANDE.
IMAGEM: PEDROS DOS OLHOS POR DETRAS DO MORRO GRANDE (BAIRRO SÃO BENEDITO)
IMAGEM: VISTA DO PARQUE HORTO DE MARUIPE.
IMAGEM: VISTA DO PARQUE MATA DA PRAIA.
IMAGEM: VISTA DO CONVENTO DA PENHA (VILA VELHA)
IMAGEM: IDEM
IMAGEM: PEDROS DOS OLHOS POR DETRAS DO MORRO GRANDE (BAIRRO SÃO BENEDITO)
IMAGEM: VISTA DO PARQUE HORTO DE MARUIPE.
IMAGEM: VISTA DO PARQUE MATA DA PRAIA.
IMAGEM: IDEM
OBS: Para que não conheçe, só atraves de alpinismo poderá ter acesso ao topo da pedra. O projeto a nosso ver é pura utopia, para exploração turística. A Pedra dos Olhos é tombada provisóriamente como monumento natural, pelo Municipio de Vitória (CMPDU), e qualquer atividade que a descaracterize está proibida. Consideramos o projeto uma aberração e inviável tecnicamente.















Willis, parabéns. Me fez navegar no tempo. Continue nos brindando com informações maravilhosas como esta.
ResponderExcluirNeomar.
Muito bom, mas fiquei chocado com o fato de pessoas tentarem enfiar a religião pela goela abaixo das pessoas, Cristo já tem um no Rio, isso é pensar muito pequeno.
ResponderExcluirconcordo em nao colocar cristo!
ResponderExcluirSensacional!! A pedra dos olhos sempre fez parte da minha infância e juventude! Já tive o prazer de chegar ao seu topo por várias vezes!! E até hoje quando vou a casa da minha mãe, sou abençoado com a sua esplendorosa visão!
ResponderExcluirParabéns Willis, espero que estejas saudável para continuar nos brindando com informações indispensáveis como desse maravilhoso monumento natural que faz parte do meus dias desde o nascimento!!!
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