O CAVALEIRO SOLITÁRIO E O ZORRO: EM CARTAZ NO CINEMA E CONFUSÃO NA CABEÇA DO BRASILEIRO.



REVISTA (HQ) EDITADA PELA EDITORA DO JORNAL “EL CLARIN” – BUENOS AIRES – ARGENTINA.


(POR WILLIS DE FARIA)

O filme esta nas telas em todos os cinemas no Brasil, e tive a oportunidade de assistir e emitir minha opinião nesta reportagem.

- Vamos explicar rapidamente:

- O Zorro no Brasil, nos HQ era no resto do mundo o Cavaleiro Solitário (o herói Texano Dan Reid) – ano 1869; pós-guerra civil americana.
- O Zorro nas telas de cinema, era nada mais o herói Mexicano, na Califórnia, ou seja, o nobre Don Diego de La veja. Época 1820 (quando da independência da Espanha).
Antes de analisamos o filme em tela, desejamos fazer alguns comentários dos filmes que estai surgindo das histórias em quadrinhos (HQ).
Alias ficou uma ZORRA TOTAL.

FILMES DOS QUADRINHOS (HQ), PARA AS TELAS DO CINEMA!

Falando ainda de cinema, quem nesta cidade nunca leu uma história em quadrinhos? Provavelmente todos nós já lemos alguma história em quadrinho em nossa infância, adolescência ou até mesmo depois de adultos, em todo o mundo temos incontáveis fãs de quadrinhos conhecido pelos mais íntimos como “HQ”. Hollywood não está brincando, nos últimos anos tivemos inúmeros filmes de heróis que antes habitavam as páginas dos gibis e hoje habitam as telonas do cinema. Para muitos é uma sensação muito boa rever os antigos heróis que você acompanhava nos gibis agora na telona. Resolvemos fazer uma matéria dos mais diversos quadrinhos que por final viraram sucesso no cinema.
Para muitos é uma sensação muito boa rever os antigos heróis que você acompanhava nos gibis agora na telona. DEOLHONAILHA-VIX resolve homenagear um antigo herói de revista em quadrinhos, onde eu era fã. 

Alias lia-se muito antigamente (digo anos 50 e 60) revistas em quadrinhos, onde nos levava a aventuras alucinantes com os nossos heróis. Com a tecnologia, estes heróis estão indo para telona do cinema.
Antes façamos uma viagem aos anos cinquenta, onde pude participar como leitor assíduo de historias em quadrinhos (HQ), onde nas portas dos cinemas trocávamos revistas usadas, como forma de praticar a leitura a participar de novas aventuras com os nossos heróis. 
Quem nos anos 50 e 60 não tinham a sua coleção de HQ?

UM DOMINGO NO CINE TRIANON.
(CONTO PREMIADO EM 1º LUGAR NO CONCURSO LITERÁRIO DOS SERVIDORES DO MUNICIPIO DE VITÓRIA- 2009)
(Cronista premiado: Willis de Faria)

(...) Eles se prepararam para ir a uma sessão que começaria às 14 horas, e era denominada como “matinèe”, terminologia bem à francesa.

(...) Nestas tarde, eles colocaram as suas melhores roupas, pegaram as suas revistas de “quadrinhos”, novas, seminovas ou surradas, colocaram em baixo dos braços, e foram para porta do cinema, com a finalidade de trocá-las por outras. (...)

(...) Era um ritual praticado pelas garotadas, de todas as classes, e com muito entusiasmo, um “escambo” a moda moderna. Nas negociações era sempre levado em consideração o estado de conservação das revistas, ou o valor das mesmas. Se fosse almanaque valia mais. Nesta roda de trocas, tinha revistas de todo tipo, e principalmente das editoras EBAL e RIO GRAFICA EDITORA, que possuíam as mais variadas estórias de aventura. Presentes nos quadrinhos, os heróis: Cavaleiro Negro, Roy Rogers, Flecha Ligeira, Zorro, Rin-tin-tin (faroestes), Tarzan, Mandrake, Fantasma, Capitão Marvel, Super-Homem, e sem falar nas infantis como o Pimentinha, Bolinha, Luluzinha, Reizinho, Pernalonga, Pato Donald, Brazinha, Tio Patinhas, Tintin e outras.

- Temos revistas para trocas e são conservadas, falava alto “Camundongo”. Logo se fazia a rodinha, com outros meninos com revista para o “escambo”.
Depois do troca-troca, era a hora da entrada no cinema. (...)

HISTORIAS EM QUARINHOS 
    -    Uma arte que em seu princípio teve o caráter de arte menor, associada aos "Pulp Fiction Books" - literatura barata e popular - uma arte que esteve presente ao longo de toda a história da humanidade, uma forma de expressão seqüencial que um dia foi batizado de História em Quadrinhos ou Banda Desenhada como preferem os Portugueses.  Conquistou legiões de admiradores, crianças e adultos, tiveram inúmeros artistas, inventores de personagens que se tornaram ícones e sobreviveram mesmo à morte de seus criadores, verdadeiros mitos de uma arte que nunca foi colocada em suntuosas molduras, a não ser o limite de seus quadros.

Dentro deste universo quase infinito, selecionamos personagens que marcaram época, tanto pelo seu carisma como pela sua originalidade - difícil escolha que tivemos de fazer - porém esta seção estará sempre em constante ebulição, isto quer dizer que o seu personagem favorito poderá vir a ser apresentado aqui. 

O primeiro filme colorido foi feito em 1981, com o nome da A LENDA DO CAVALEIRO SOLITÁRIO.

O CAVALEIRO SOLITÁRIO E SUA REVISTA QUE DIFERENÇA OS ZORROS NO BRASIL.

Algumas cenas do filme foram pinçadas desta revista (HQ), e só observaram no filme. Postarei aqui para vocês a imagem e a historia (em espanhol).
 
  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 CENAS DOS QUADRINHOS QUE FORAM APROVEITADOS EM CENÁRIOS DO FILME
 
 
 
 
 
O PRIMEIRO FILME COLORIDO A CONTAR SUA HISTORIA. O FILME DA DISNEY, NA REALIDADE E UM "REMAKE".



  • Sinopse

A origem do Cavaleiro Solitária, contando como John Reid veio a se tornar o mascarado mais famoso do Velho Oeste. Sua amizade com o índio Tonto, como ele encontrou o cavalo Silver, as balas de prata e muito mais. Diversão para quem gosta de western.
Informações Técnicas
Título no Brasil:  A Lenda do Cavaleiro Solitário
Título Original:  The Legend of the Lone Ranger
País de Origem:  EUA / Reino Unido
Gênero:  Aventura
Tempo de Duração: 98 minutos
Ano de Lançamento:  1981
Site Oficial: 
Estúdio/Distrib.: 
Direção:  William A. Fraker
Elenco
Klinton Spilsbury ... The Lone Ranger / John Reid
Michael Horse ... Tonto
Christopher Lloyd ... Maj. Bartholomew 'Butch' Cavendish
Matt Clark ... Sheriff Wiatt
Juanin Clay ... Amy Striker
Jason Robards ... President Ulysses S. Grant
John Bennett Perry ... Ranger Captain Dan Reid
David Hayward ... Ranger Collins
John Hart ... Lucas Striker
Richard Farnsworth ... Wild Bill Hickok
Lincoln Tate ... Gen.George A. Custer


A HISTORIA OFICIAL DO CAVALEIRO SOLITARIO.

Apesar de no ano passado, eu ter encontrado um almanaque dos dois heróis, em Buenos Aires (Argentina), em um sebo localizado na Avenida Corrientes, Editado pela gráfica do Jornal El Clarin, que aqui vou postar, vale este comentário, para aqueles que vão assistirem ao filme terem a ideia do diferencial.

The Lone Ranger é um famoso cowboy fictício do rádio, cinema e televisão, criado por George Washington Trendle e equipe, e desenvolvido pelo escritor Fran Striker. A palavra Ranger causou dificuldades de tradução já que o significado original (policial rural do Texas) não fazia sentido em português. Nas versões mais recentes, o cowboy é chamado de "O Cavaleiro Solitário", mas no Brasil ficou conhecido durante muitos anos pelo nome de Zorro (outro personagem, herói de capa e espada) e em Portugal como Mascarilha dada a máscara negra que nunca tirava do rosto.

Seu eterno companheiro é o índio Tonto, cujo nome foi mantido na tradução, mesmo sendo uma palavra pejorativa em português (significa algo como trapalhão ou desajeitado), que não tem nada a ver com o personagem, um valoroso combatente dos fora-da-lei. Em países de língua espanhola, onde há o mesmo problema de tradução, optou-se por mudar o nome do personagem para Toro.

Além da máscara negra e do companheiro índio, Lone Ranger possuía um belo cavalo branco chamado Silver, famoso pelo grito que o herói dava ao se despedir a galope em direção ao horizonte: "Hi-yo Silver, away!". O nome do cavalo de Tonto era Scout (Escoteiro, no Brasil). Nos quadrinhos, Lone Ranger tinha pontaria certeira com ambas as mãos, e sempre usava balas de prata, fundidas em uma mina própria desconhecida, herdada de um velho mentor. Nunca atirava para matar, preferindo desarmar seus oponentes com tiros certeiros em suas pistolas. Apesar da máscara, Lone Ranger nunca era perseguido pelas autoridades. Em algumas aventuras ele era acompanhado pelo sobrinho Daniel Reid (cujo cavalo tinha o nome de Victor), que agia como seu parceiro adolescente.

Por ter sido criado por George W. Trendle, Lone Ranger seria tio-avô do Besouro Verde. O autor confirmou o parentesco ao chamar de Britt Reid a identidade secreta do Besouro. É o mesmo sobrenome da identidade secreta do Lone Ranger, cujo nome é John Reid.

Origens
A primeira transmissão de "Lone Rangers" ocorreu em 30 de janeiro de 1933, no canal de rádio WXYZ de Detroit, Michigan. O nome do policial era Reid, mas depois foi alterado nas versões posteriores. Tonto, um provável apache, era seu amigo de infância. Os dois se reencontram na idade adulta, quando Tonto salva Reid de índios renegados ao reconhecer um anel que ele dera ao seu amigo na infância. Essa versão também foi alterada. Reid resolve usar a máscara para se vingar de criminosos que assassinaram seus companheiros Rangers, para que os vilões continuassem a pensar que ele havia morrido. Fred Foy foi o narrador do seriado entre 1948 a 1957 .

A última transmissão de rádio do Lone Ranger com episódios inéditos foi em 3 de setembro de 1954.

Mas o heróico cowboy se tornaria conhecido internacionalmente graças a série de cinema e TV estrelada por Clayton Moore, que foi produzida de 1949 a 1957. No cinema, os filmes foram produzidos pela Republic Pictures. Moore foi substituído por John Hart no período de 1952-1954. Jay Silverheels era o Tonto. Em 1956 e 1958 Clayton Moore realizaria dois filmes com seu personagem.

Quadrinhos

Alguns anos após a transmissão radiofônica de Lone Ranger, foi distribuído como tira de jornal pelo King Features Syndicate, órgão norte americano distribuidor de quadrinhos para os jornais, de 1938 a 1971. Inicialmente desenhado por Ed Kressy, foi substituído em 1939 por Charles Flanders (conhecido por suas ilustrações do Agente Secreto X-9, quando Alex Raymond parou de fazê-las), que se manteve até o final.

Em 1981, houve outra tira escrita por Cary Bates e desenhada por Russ Heath, que durou até 1984. Em 1948 a Dell Comics lançou a revista em quadrinhos, que teve 145 edições, com reproduções das tiras dos jornais, mas também com produção inédita. Em 1962 a Gold Key Comics continuaria com as revistas até 1977. Tonto teve sua revista própria em 1951, que durou 31 edições, assim como o cavalo Silver, lançado em 1952 com 34 edições. Foram ainda lançadas 3 (três) Anuais e uma adaptação do filme de 1956. No Brasil, estreou no nº 232 de "O Globo Juvenil", em dezembro de 1938.

Em 2010, a Dynamite Entertainment anunciou um crossover onde o Cavaleiro Solitário e o verdadeiro Zorro se encontrou intítulado The Lone Ranger: The Death of Zorro (O Cavaleiro Solitário: A Morte de Zorro).

Lone Ranger no Brasil

A EBAL iniciou no Brasil em 1945, fundada por Adolfo Aizen. Iniciando "oficialmente" com O Heroi, em 1947, em seguida foi lançado o Superman, o primeiro no formato americano, pois inicialmente a revista possuía um formato menor. Em 1949 Aizen editou o primeiro título dedicado exclusivamente ao faroeste: Aí, Mocinho!. Depois surgiram Gene Autry, Roy Rogers, Reis do Faroeste e finalmente o Zorro. O primeiro número da revista era datada de março de 1954 e possuía 52 páginas, ao preço de Cr 3,00, e no número inicial havia a expressão "Aventuras de Lone Ranger". Foram 485 edições, a última em janeiro de 1985.

Antes de ser publicado pela Editora Brasil América Ltda, o Zorro figurou nos períódicos: O Globo Juvenil, Gibi tri-Semanal, Almanaque de O Globo Juvenil, Biriba, Novo Gibi, Novo Globo Juvenil e Guri. No período da Ebal, participou da Chamada Geral e foi publicado por diversos suplementos de jornais do país e pelos tablóides Suplemento Quadrinhos e Super Plá, e sua última passagem pelo Brasil foi em uma produção independente do CLUC (Clube dos Quadrinhos).

A despeito das diversas denominações recebidas no Brasil (Guarda Vingador, Cavaleiro Solitário, Justiceiro Mascarado, Kid Roger e Cavaleiro Mascarado), The Lone Ranger sempre foi mais conhecido no país como Zorro, e somente a partir das duas últimas décadas foi considerada a tradução "Cavaleiro Solitário".


 
Os cowboys do cinema e HQs foram muitos, mas dos cowboys mascarados o mais popular (e melhor) foi o Cavaleiro Solitário ("Lone Ranger" - no Brasil erroneamente chamado de “Zorro”, pois não tinha nenhum parentesco com Don Diego). O herói foi criado por George W. Trendle para um programa de rádio em 1933. O Lone Ranger é John Reid, único sobrevivente de um grupo de “rangers” morto numa emboscada. Achado por um índio amigo, Tonto, tem seus ferimentos tratados e, recuperado, decide deixar que o mundo o tome por morto, assumindo uma nova identidade, o Cavaleiro Solitário. Adotando uma máscara para não ser reconhecido, o herói combate seus algozes e todos os malfeitores do Oeste, sempre acompanhado por Tonto.

George Trendle era um homem de negócios e, quando percebeu a mina de ouro que tinha nas mãos, criou o “The Lone Ranger, Inc.”, empresa para explorar o “merchandising” do herói. Junto com o distribuidor King Features, criou as tiras diarias e páginas dominicais de "Lone Ranger".

As tiras diárias estreiaram em setembro de 1938, escrito pelo próprio Striker e desenhado por Ed Kresssy. Este, fraco, foi substituído por Charles Flanders em janeiro do ano seguinte. Depois vieram as dominicais, que duraram até dezembro de 1971.
Não demorou muito e Trendle tratou de levar o personagem ao cinema através de um seriado da Republic, “The Lone Ranger” (1938) dirigido por William Witney e John English. Lee Powell fazia o papel-titulo e Chief-Thundercloud, Tonto. Seguiu-se uma continuação no ano seguinte, “The Lone Ranger rides again”, dessa vez com Robert Livingston.

Em 1949, Trendle e o produtor de TV Jack Chertok levaram L.R. para a TV na forma de série. Clayton Moore foi escalado para o papel principal e o ator mohawk Jay Silverheels fez Tonto. A série estreou ainda em 1949 e se tornou uma das mais populares da época. Durou oito anos, filmada em preto e branco e, a partir de 1954, em cores. Em 1952, Moore foi substituído por John Hart. Moore decidiu sair por não ter aumento. Mas Hart não era tão bom como L.R., e assim Moore foi chamado de volta, com novo salário.

Em 1956 foi feito um filme para o cine, “The Lone Ranger”, baseado na série de TV. Também fez sucesso e, em 1958, já com a série cancelada, fizeram a continuação: “The Lone Ranger and the lost city of gold”. Ambos com os os mesmos atores da série.

Entre nós, o Lone Ranger estreiou, em quadrinhos, no no. 232 de "O Globo Juvenil", em dezembro de 1938 (e não no "Gibi" no. 2, de 1939, como afirmam algumas fontes).

'O Cavaleiro Solitário' (The Lone Ranger) foi criado por George W. Trendle e desenvolvido pelo escritor Fran Striker.
  
 


Em 12 de agosto de 2011 a Disney anunciou a produção de The Lone Ranger e as filmagens começaram em março de 2012, sendo que no dia 08 do mesmo mês foi revelada a primeira fotografia de Armie Hammer como Lone Ranger e de Johnny Depp como Tonto.

O orçamento do filme foi de 250 milhões de dólares. Em 05 de janeiro de 2013, foi anunciado que o filme passaria por refilmagens e seria incluido um novo personagem na trama.

O diretor Gore Verbinski e o produtor Jerry Bruckheimer são os mesmos da renomada trilogia Pirates of the Caribbean, assim como o ator principal, Johnny Depp.



Título no Brasil:  O Cavaleiro Solitário
Título Original:  The Lone Ranger
País de Origem:  EUA
Gênero:  Ação
Tempo de Duração: 149 minutos
Ano de Lançamento:  2013
Estreia no Brasil: 12/07/2013
Site Oficial: 
Estúdio/Distrib.:  Walt Disney Pictures
Direção:  Gore Verbinski
Elenco
Johnny Depp ... Tonto
Armie Hammer ... John Reid / The Lone Ranger
Helena Bonham Carter ... Red
Barry Pepper ... Captain Jay Fuller
William Fichtner ... Butch Cavendish
Ruth Wilson ... Rebecca Reid
James Badge Dale ... Dan Reid
James Frain
Tom Wilkinson ... Latham Cole
Harry Treadaway ... Frank
Matt O'Leary
Mason Cook ... Will
W. Earl Brown ... Stache
Lew Temple ... Hollis
Timothy V. Murphy ... Fritz
Leon Rippy
Damon Herriman ... Ray
Tonya Kay ... Specialty - Fire Fingers

SINOPSE

Colby, Texas, 1869. John Reid (Armie Hammer) é um advogado que acaba de retornar à sua cidade-natal, onde vive seu irmão Dan (James Badge Dale), a cunhada Rebecca (Ruth Wilson) e o sobrinho Danny (Bryant Prince). John está disposto a cumprir a justiça ao pé da letra, levando os criminosos ao tribunal, apesar da resistência local. Ao acompanhar o irmão e outros Texas Rangers em uma patrulha pelo deserto, o grupo é atacado pelos capangas de Butch Cavendish (William Fichtner), um bandido que tem a fama de comer carne humana. Todos são assassinados, com exceção de John, que fica à beira da morte. O índio Tonto (Johnny Depp) o encontra e, ao perceber que um cavalo branco escolhe John, passa a ajudá-lo. Tonto acredita que John foi escolhido por um mensageiro espiritual e que, como voltou da morte, não pode mais ser morto. A partir de então John passa a usar uma máscara e, ao lado de Tonto, faz de tudo para reencontrar Cavendish.

Mas na realidade o filme conta a história do surgimento de Zorro, o justiceiro mascarado. E á claro que junto com Zorro, sempre está Tonto, o índio que o acompanha.

Armie Hammer interpreta John Reid, um advogado e Johnny Deep é Tonto. Aliás, ele rouba a cena diversas vezes e é o protagonista das cenas mais engraçadas do filme.

É um filme de muita ação e humor que se passa no século XIX, em pleno desenvolvimento dos Estados Unidos.

A estória é narrada por Tonto, já idoso. Ele conta como se conheceram, como se tornaram amigos, mesmo com tantas diferenças e como John Reid se torna uma lenda da justiça.  

O ambiente seco do deserto, os figurinos e as cenas de ação são muito reais e muito bem representados.
    
 

Ao assistir o filme posso afirmar que gostei muito do filme! Mas a grande dica que tenho é que a obra é para cinéfilos mais veteranos como eu. Muitos  poderão não gostar, pois  o filme é de uma densidade pouco vista em matéria de CINEMA.

É filme épico até em sua "medula". O bom diretorVerbinski consegui fazer um grande filme não só na metragem (ele realmente tem 149 minutos contados por mim) mas sua qualidade vai além disso. É uma obra épica e vou tentar dizer assim: A metragem que já falei. A obra começa em 1933. Atrasa para o ano de 1869. É toda ela em flashbacks. Nestas idas e vindas tem uma criança entre seus destaques. Fala de heróis no sentido da conquista do Oeste. Fala em construção de estrada de ferro. Fala em cavalaria e... Índios. Tem como cenários as maravilhosas Montanhas Rochosas. Lugar que foi filmado vários filmes clássicos tipo No Tempo das Diligências de 1939. 

A trilha sonora tem como música principal um clássico chamado preludio de Guilherme Tell do grande italiano Rossini. Por favor! Quem conhece a música pelo menos nela vai me dar razão. A música é grandiosa sem qualquer dúvida. E um cinéfilo como eu não poderia deixar de falar dos filmes clássicos DO CINEMA que é prestado homenagens. Falo do grande filme SHANE de 1952 e que no Brasil levou o ridículo título de Os Brutos Também Amam. Outro que reconheci foi RASTRO DE ÓDIO de 1956 e finalmente um italiano. Falo de ERA UMA VEZ NO OESTE de 1968. E outros, vários. 

São obras que sedimentaram o trabalho, a coragem e o heroísmo dos primeiros desbravadores das terras norte americano. É claro que é um filme de AVENTURAS e por isso poderá conter alguns exageros. Mas por favor! Isso é uma obra para quem gosta de CINEMA ou para um veterano cinéfilo, como eu, que já viu vários filmes iguais a este ou outros tantos até melhores. 
 
 Ah! Não poderia deixar de falar dos atores protagonistas. Johnny Depp como o índio Tonto é bom. Não rouba o filme tanto Jack Sparrow do Piratas do Caribe. Mas isso é mais um ganho para esse filme atual. Quem vai bem, também, é Armie Hammer como o cavaleiro mascarado o "nosso" Zorro. Isso, igualmente, é muito bom para o filme.

A comparação com Piratas do Caribe é válida, pois o filme abusa das mesmas piadas e da mesma fórmula. Johnny Depp interpreta Tonto, um personagem estranho que muitos têm comprado com Jack Sparrow. A única diferença do Tonto original e seu adorno na cabeça. O Tonto origina, usava apenas uma pena em sue cocar, mas Hollywood inventou um corvo empalhado para sua cabeça, onde ele acreditava que estava vivo, e alimentava constantemente com uma ração.

Não considero os personagens parecidos, mas está mais do que claro que Depp está atuando no automático a cada filme que faz, o que acaba por lhe prejudicar no desenvolvimento. De todo o modo, ainda é possível se divertir com o personagem que tem lá seus momentos. 

Armie Hammer veste a máscara como o mais novo Lone Ranger e o ator é bem simpático no papel. Hammer tem uma boa química com Depp e entrega um trabalho melhor que seu companheiro, criando um personagem que por mais chato que seja de início, causa uma certa simpatia pelos seus princípios e é possível se identificar. 

O problema dos filmes da Disney é que todos parecem ter a mesma fórmula, mas ao menos esse O Cavaleiro Solitário foge um pouquinho do padrão. Há certa violência como tiro, morte e essas coisas, mas continua lá a mania de transformar todo momento dramático em alguma piada sem graça. Simplesmente não há nenhuma dramaticidade, pois cada final de cena há uma necessidade incontrolável de transformar tudo em algo cômico. 

A duração do filme não ajuda e suas 2 horas e 20 tornam-se um processo longo, arrastado e torturante. Não tem um bom desenvolvimento, enrola em cenas simples e as próprias cenas de ação são cansativas, genéricas e mal dirigidas. O filme poderia ter sido muito melhor se reduzisse sua duração para 1 hora e meia, tornando-se mais dinâmico e mais ágil. 

A Direção de Arte e a fotografia são bonitas e o filme tinha um potencial que poderia ser alcançado, mas o design acaba despertando pouca atenção por mais que tenhamos objetos em cena que farão especialistas felizes. 

A caracterização de Tonto incomoda bem como a vermelhidão cegante exercida pela personagem Red da atriz Helena Bonhan Carter. A diferença entre Depp e Carter, é que as poucas vezes que a atriz aparece em cena rouba totalmente a atenção, bem como sua interessante "arma embutida". 
 

O ponto alto fica mesmo por conta de sua maravilhosa e nostálgica trilha sonora, principalmente nos momentos finais da trama. Aliás, o final é realmente muito bom e quase nos faz esquecer o sofrimento que passamos nas 2 horas anteriores. 

Toda a ação da sequência final é muito bem dirigida, o humor é muito bem pontuado e Lone Ranger montado em seu cavalo é de tirar o fôlego. Talvez se enxugasse mais o filme para pegar melhor sua essência e descartar totalmente as cenas em que o velho Tonto conta a história, O Cavaleiro Solitário tivesse melhores críticas e até mesmo melhores chances de emplacar, visto que já é o maior fracasso de bilheteria do ano. 

Tudo é lamentável, pois depois do final fica claro que poderiam ter feito algo promissor ali, porém optaram pela maneira Disney de fazer as coisas.





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