PORTAL SUL DE VITÓRIA OU PORTAL DO PRÍNCIPE: CONHEÇA ESTE PROJETO
(POR: WILLIS DE FARIA)
Portal Sul: entrada sul de
Vitória é alvo de complexo projeto viário
O Portal Sul é um
macroprojeto para melhorar as condições de tráfego, a fluidez do trânsito e a
segurança de ciclistas, veículos e pedestres na região sul e portuária da
cidade. Essa área é de grande importância para o município, visto que é uma das
principais entradas para a capital e o principal acesso ao Porto de Vitória.
A proposta do Portal Sul é
separar o fluxo de caminhões do porto dos outros veículos. A ideia é permitir
que eles entrem na área portuária durante 24 horas. Hoje existe um decreto que
proíbe o funcionamento do terminal em determinados períodos do dia e da noite.
Isso prejudica a competitividade da unidade, que é uma das poucas do Brasil que
não trabalham integralmente.
Redução de congestionamento
O tráfego intenso na
região, com grande participação de veículos de grande porte (ônibus e
caminhões), confere ao corredor lentidão em alguns períodos do dia, trazendo
impactos principalmente à operação dos sistemas de transporte coletivo
(municipal e intermunicipal).
Além de uma entrada
exclusiva para o porto, o Portal Sul prevê a implantação de três faixas por
sentido, faixas de pedestres e de baias de ônibus com espaço para parada
simultânea de, no mínimo, cinco coletivos.
Estudos estão sendo feita
para readequar o traçado viário da região, a fim de melhorar a geometria e
aumentar à capacidade da via, minimizando as retenções de veículos e aumentando
a segurança para pedestres e ciclistas.
A área de projeto do Portal
Sul ou do Principe está situada na região sul da ilha de Vitória, junto aos
acessos principais da cidade definidos pela ponte Florentino Avidos e a ponte
Carlos Castelo Branco, também chamada Segunda Ponte de Vitória, e estende-se do
Mercado da Vila Rubim ao Sambão do Povo.
A área em questão está limitada pela
baia de Vitória, a Ilha do Príncipe, o Mercado da Vila Rubim, as instalações da
Flexibrás e do Porto de Vitória, a avenida de acesso ao bairro Santo Antônio e
os bairros situados na base dos morros que formam o maciço central da Ilha,
envolvendo as cabeceiras de acessos às pontes, o Terminal Rodoviário de
Passageiros de Vitória (Santa Clara, Caratoíra, Morro do Quadro e do Cabral), o
Parque Tancredo Neves e os limites do bairro Mário Cipreste e o Sambão do Povo.
Trata-se de uma área formada por aterro hidráulico situada entre a encosta sul
do maciço central da ilha de Vitória e a Ilha do Príncipe que, apesar dos
vários projetos propostos para o local, nunca chegou a consolidar inteiramente
a sua ocupação.
Ao longo dos anos esta área
veio passando por um processo gradual de transformação, como reflexo da própria
dinâmica de transformação urbana da área central da cidade. Após a ocupação da
Ilha do Príncipe, que teve início com a construção da Ponte Florentino Avidos,
realizada em 1929, a região foi sendo paulatinamente reconfigurada, agregando
novos territórios para urbanização por meio de aterros sucessivos realizados
sobre as áreas de mangues e alagados nas margens da baia de Vitória.
Os aterros
de maior extensão, que determinaram as feições básicas atuais do local,
ocorreram principalmente na década de 70, e foram executadas pelo governo do
Estado através da empresa Condusa – Companhia de Desenvolvimento Urbano de
Vitória. Quase que simultaneamente com a conclusão do aterro se deu a
construção da ponte Carlos Castelo Branco e pouco depois a implantação do
Terminal Rodoviário de Passageiros. Nesta época, também a maior parte dos
bairros residenciais situados nas imediações das áreas aterradas já havia se
formado.
Apesar dos diversos planos
urbanísticos que foram elaborados para o local desde a realização das primeiras
obras de aterros, o processo de ocupação do local acabou não obedecendo a um
planejamento racional e sistemático para á área, ocorrendo quase sempre ao
sabor das demandas imediatas de cada momento ou conjuntura política, quando o
poder público, municipal ou estadual, decidia implantar no local esse ou
aquele equipamento.
A ocupação e a utilização da área, portanto, vem se dando
sem uma estratégia clara de urbanização e valorização urbana, definindo um
espaço da região central da cidade que, de certo modo, tem sido mantido relegado
e excluído do contexto geral da área central, embora abrigue importantes
equipamentos públicos de interesse geral da cidade.
Com uma superfície ganha ao
mar de mais de 200.000 m2, formada predominantemente por terrenos planos,
apesar de abrigar grandes equipamentos urbanos como Sambão do Povo, Parque
Tancredo Neves e Terminal Rodoviário de Passageiros, possui ainda uma grande
oferta de áreas livres, tanto públicas quanto privadas.
A área está delimitada por
bairros cuja ocupação se fez predominantemente por parcelamentos irregulares
determinando um padrão de assentamento irregular, com ruas estreitas e
tortuosas que buscam vencer os aclives, muitas vezes bastante acentuados, das
ocupações situadas nas encostas dos morros do maciço central e Ilha do
Príncipe. Estas áreas ocupadas por habitações de padrão popular e altamente
adensadas contrastam nitidamente com o padrão de ocupação da área de projeto
constatando-se uma descontinuidade do tecido urbano local e, principalmente, a
pouca permeabilidade oferecida ao fluxo de pedestres.
Ocorre, portanto, uma
distinção clara na dinâmica urbana dos diferentes setores urbanos que compõem
esta região da cidade.
O sistema viário local está
estruturado basicamente em função dos acessos às pontes Carlos Castelo Branco
e Florentino Avidos, fazendo também a conexão com o contorno da ilha de
Vitória, o que determina a sua utilização por uma demanda intensa de fluxos de
acesso e saída da área central de Vitória.
O percentual da área ocupada pelo
sistema viário em relação à área total compreendida pelo plano de urbanização
(área do aterro) é de quase 40%, o que denota claramente a supremacia da
infra-estrutura viária com relação ao aproveitamento da área total urbanizável.
A configuração do sistema
viário local e a natureza dos fluxos que abriga acabam determinando o ilhamento
dos terrenos e dificultando a acessibilidade dos pedestres aos equipamentos
urbanos e demais instalações de prestação de serviço.
Dimensionado para
suportar uma carga elevada de movimentação de veículos, o sistema viário local
é formado por largas avenidas, comportando várias faixas de rolamento e acessos
de entroncamento e retornos, que acabam definindo uma extensão considerável da
área que é ocupada pelas vias. Tudo isso conduz a uma excessiva
compartimentação e segregação do espaço destinado a outras finalidades, que
ficam ilhadas entre as vias principais, sem que haja um sistema adequado de
acessibilidade local.
Considerando a natureza da
ocupação e as especificidades dos usos de alguns espaços e os equipamentos
presentes no local, a área possui uma demanda alta por estacionamento e
deslocamento de pedestres que, de modo algum, são contemplados de maneira
satisfatória.
Observa-se a quase completa inexistência de calçadas (mais de 60%
dos espaços de caminhamento dos pedestres não estão calçados ou implantados
devidamente). Também é flagrante a falta de estacionamento adequado para
automóveis nesta região da cidade, propiciando o surgimento de vários locais
onde ocorre o estacionamento irregular de veículos.
Nota-se, deste modo, que
apesar do alto percentual das áreas destinadas aos espaços públicos, muito
pouco delas são efetivamente apropriadas pela população.
A área em questão,
portanto, comporta fluxos de naturezas diversas com tempos e velocidades
distintas ocorrendo num mesmo espaço, colocando em conflito o trânsito de
passagem (principalmente de entrada e saída da cidade) com os deslocamentos
locais (moradores, usuários do comércio, dos equipamentos e serviços públicos).
Com relação à situação
fundiária do local, pode-se afirmar que na área compreendida pelo projeto
(formada originalmente por aterro) as maiores partes dos terrenos possuem
situação jurídica definida, regularizados na municipalidade e devidamente
inscritos no Cadastro Imobiliário Municipal. Predominam os terrenos com
dimensão superior a 1.500,00 m2, sendo que, dentre os terrenos vazios, o maior
deles é aquele adquirido pela empresa Flexibras, que possui cerca de 18.800 m2.
Já nos bairros vizinhos (Santa Clara, Caratoíra, Vila Rubim e Ilha do Príncipe)
predominam os terrenos de tamanhos inferiores a 300 m2.
A grande maioria dos
terrenos disponíveis na área é de propriedade particular, embora exista ainda
alguns terrenos livres ou passiveis de renovação em poder do estado, do município
ou de empresas públicas. Excetuando-se as áreas já utilizadas pelos grandes
equipamentos públicos existentes no local, as glebas ou terrenos parcelados nas
quadras que compõem este setor urbano estão em boa parte vazios, subutilizados
ou admitem, a princípio, uma renovação de uso, podendo servir para a alocação
de novas atividades urbanas, principalmente se forem planejadas de maneira
adequada, prevendo ao mesmo tempo intervenções de melhoria do espaço público
local.
Acredita-se que atualmente
é bastante viável a compra ou a desapropriação de terrenos por interesse
público para viabilizar a realização de operações urbanas voltadas para a
reabilitação deste setor urbano, considerando principalmente o valor ainda
relativamente baixo do preço da terra neste local.
Do ponto de vista urbano
este setor deve ser entendido como uma extensão da área central da cidade quer
pela natureza das atividades que abriga atualmente, quer pela sua configuração
urbana e o papel que desempenha enquanto portal de acesso à cidade de Vitória.
O projeto tenta refletir
sobre estas questões a partir de um pressuposto central: é possível alcançar
uma definição mais abrangente para o conceito de sustentabilidade na
arquitetura, avessa aos vícios e simplificações, e resistir ao processo de
defasagem uma vez que ela se torna estratégia para o projeto.
Esta condição durável,
sugerida pela definição de língua francesa, nos auxilia a propor uma forma de
resistência arquitetônica apoiada na sua capacidade de potencializar e agregar
constantemente práticas sociais relevantes e necessárias à sua própria
existência enquanto lugar. Resistir implicaria portanto em lidar com a
diferença, em ter a habilidade de assumir formas, usos e temporalidades
diferentes, e assim durar.
A concentração de usos
diferenciados é uma característica valiosa nos centros urbanos, garantem
vitalidade quando possuem uma infraestrutura adequada, proporcionando
atividades urbanas constantes, que valorizam o espaço e ampliam o sentido de
comunidade. A relação entre usuários e ambientes deve proporcionar segurança,
saúde, conforto físico e psicológico, produtividade, etc. Devem favorecer os
encontros, reuniões populares, eventos inclusivos, induzindo processos
cíclicos, contínuos e potencializados pela infraestrutura. Ao mesmo tempo
favorecer a circulação, a transposição e a localização referenciada dos
elementos centrais sem ser óbvia.
Os edifícios e os ambientes
que constituem o Projeto Portal Sul estão sendo concebidos levando em conta não
apenas os aspectos energéticos, mas aspectos de convívio e fruição dos
usuários, propondo ambientes capazes de oferecer suporte para a diversidade,
potencializando a durabilidade das ações, eventos e espaços, seja a partir da
alternância ou em função da sua complementaridade. Neste sentido, apresentaria
tanto uma sustentabilidade ambiental como também outras condições: sociais,
políticas, culturais, etc.
Num primeiro momento, o
processo de concepção tratou da conservação das áreas verdes existentes no
local, da implantação de alternativas de transporte limpo e seguro para a
população, da eficiência energética de espaços abertos e naturalmente
ventilados, na diminuição e reversão dos impactos das infraestruturas
industriais presentes, sempre tendo em vista oferecer opções seguras e agradáveis
de circulação para os pedestres.
É intenção ajudar a
restaurar a qualidade ambiental desta porção do centro de Vitória, induzindo
processos cíclicos de utilização dos espaços públicos, mantendo a durabilidade
de eventos e atividades lá instaladas e servindo de suporte para práticas
urbanas representativas para todo o escopo da sociedade capixaba. É ainda
vontade do projeto tornar a experiência dos usuários e pedestres rica em
referências, em alternativas de circulação, com diferentes perspectivas e ângulos
de percepção do entorno natural e construído.
O projeto pretende ainda
fomentar processos cíclicos de ocupação, que apresentem continuidade de uso e
apropriação, potencializados pela adaptabilidade dos ambientes. A constância de
usos, por mais diferenciados que sejam, é uma característica valiosa nos
centros urbanos, garante vitalidade em horários distintos, agrega valores
diferenciados a ambientes singulares.
As opções de deslocamento a pé no centro são
desencorajadas pela dificuldade de transposição das vias cada vez mais
congestionadas, pelo ruído excessivo provocado pelos motores, pela poluição do
ar visível aos olhos e nociva aos pulmões, pela aridez dos percursos dentre
outros fatores.
Somados, eles revelam um cenário automobilístico crescente,
cuja intenção é favorecer a transposição rápida e eficiente por parte do
usuário e seu automóvel. A relação entre ele e o meio onde se desloca é mínima.
Tomado pela passividade, suas atenções se voltam para semáforos, para outdoors
e pequenos espetáculos circenses nas faixas de pedestres. Ao mesmo tempo em que
as ruas se dedicam cada vez mais aos trajetos feitos de automóvel, ela ao mesmo
tempo desencoraja sua presença pela inexistência de espaços de parada, tornando
uma simples ida de carro ao centro uma experiência bastante desagradável.
Mesmo para os usuários do
transporte coletivo, a transposição do centro está muito associada às
aglomerações, filas, pontos de ônibus sem informações detalhadas sobre
percursos, melhores caminhos, e ainda o desconforto gerado pela inadequação dos
espaços de espera, pelo ruído excessivo produzido pelos veículos e pelo calor
característico da região. Além disso, opções de transbordo sempre demandam uma
espera razoável, mas nem sempre infraestruturalmente levadas em consideração.
Para os que se dirigem ao
centro a pé, encontram pela frente a concorrência pelo espaço em calçadas
exíguas, enfrentam longos momentos de espera para fazer as travessias das ruas,
possuem poucos ambientes de sombreamento natural, ou espaços com possibilidades
de orientação visual, fazendo do percurso uma experiência prática somente, uma
obrigação e nunca um devaneio.
Atenção também deve ser
dada aos recém chegados de viagem, que fazem do Terminal Rodoviário sua
primeira impressão da cidade. No lugar de impressão, o que parece ocorrer é uma
desorientação, falta de indícios claros de qual caminho seguir, onde encontrar
um meio de transporte mais adequado, e neste meio tempo cuidar das tarefas
básicas de um viajante: alimentar, telefonar, informar, descobrir, carregar,
perceber, localizar.
PROGRAMA GERAL DA PROPOSTA
Levando em conta os
condicionantes gerais da área de intervenção e os princípios que vêm norteando
a política de reabilitação da área central da cidade de Vitória, o programa
geral para implementação do projeto Portal Sul de Vitória foi organizado
considerando principalmente os seguintes aspectos: reestruturação do sistema de
circulação urbana, uso e ocupação do solo e dinamização urbana.
Deste modo, o estudo
preliminar de intervenção urbana que foi elaborado para a área em questão
contempla propostas voltadas para reestruturação do sistema viário local e
melhoria das condições de acessibilidade de um modo geral, estudos preliminares
de localização de novos empreendimentos, envolvendo as instalações da
Flexibras, edifícios voltados para o comércio e serviços, áreas destinadas a
programas habitacionais, localização de novas infra-estruturas e equipamentos
públicos tais como as linhas do VLT e respectivas estações locais, bem como
análise de alternativas específicas para gerenciar o acesso de cargas nas
áreas industriais e portuárias, além da promoção de acessos facilitados para os
veículos de transportes de passageiros interurbanos e interestaduais que
demandam o terminal rodoviário de Vitória.
Princípios para o estudo
preliminar de circulação urbana:
a) garantia de fluidez nos
acessos à ilha de Vitória a partir das pontes Florentino Avidos e Segunda
Ponte;
b) maior permeabilidade
espacial para pedestres e ciclistas;
c) melhoria nos acessos à
Rodoviária, para automóveis e veículos de transporte coletivo;
d) minimização do impacto
decorrentes da implantação de novos empreendimentos;
Princípios para o
anteprojeto de localização de novos empreendimentos:
a) assegurar a localização
de atividades capazes de promover a animação local;
b) garantir a compatibilização
entre os diversos usos propostos e o projeto de circulação viária;
c) viabilizar uma
setorização adequada para a localização das diversas atividades previstas pelo
programa de intervenção proposto;
d) viabilizar as
instalações requeridas pela Flexibras e a sua compatibilização com as demais
construções propostas e o sistema viário, de modo a minimizar os impactos
decorrentes de sua implantação no contexto urbano;
e) localizar adequadamente
o traçado do percurso do VLT e estação de embarque e desembarque de modo a
oportunizar a acessibilidade com qualidade e potencializar as atividades de
comércio, prestação de serviços e lazer no local;
f) recriar a ambiência
urbana de forma a garantir uma distribuição adequada das diversas funções no
espaço, bem como a preservação de uma certa escala nas alturas dos edifícios
de modo a viabilizar conjuntos edificados que estejam em harmonia com a
paisagem local.
Princípios para o controle
de acesso dos veículos de transporte de carga ao Porto de Vitória e a
Flexibras:
a) avaliar os prováveis
impactos do aumento da circulação de veículos de transporte de cargas que
acessam às instalações industriais e portuárias sobre o sistema viário local;
b) minimizar o impacto da
circulação e da possível retenção de carretas e caminhões sobre o sistema
viário local e garantir a adequada fluidez do trânsito, sobretudo nos horários
de maior movimento quando as vias de acesso e saída da cidade são mais
demandadas.
Princípios para a
otimização do acesso de veículos de transporte de passageiros das linhas de
carreira ao Terminal Rodoviário:
a) avaliar os prováveis
impactos do aumento da circulação de veículos de transporte de passageiros que
acessam o Terminal Rodoviário de Vitória;
b) minimizar o impacto do
trafego dos ônibus que acessam as plataformas de embarque e desembarque de
passageiros da Rodoviária sobre o sistema viário local apontando, se for o
caso, novas alternativas para o acesso direto e mais eficiente a este
equipamento urbano.
Para analisar as possibilidades
de implantação das instalações da Flexibras foram observadas as demandas de
novas áreas requeridas pela empresa, considerando também a possibilidade de
absorver a demanda futura da sede administrativa da Technip Rio, que poderá se
transferir para Vitória.
As áreas pré-dimensionadas
para abrigar as novas instalações requeridas pela empresa conforme informações
fornecidas pela própria empresa foram as seguintes:
- Área para armazenamento
de matéria prima estimada em cerca de 12.000 m2;
- Área para instalações
administrativas do setor operacional para atender à demanda da Flexibras
dimensionada em 2.000 m2;
- Área para instalações
administrativas da Technip dimensionada em 3.000 m2.
Considerando estas áreas,
verificou-se a necessidade de 72 vagas de automóveis para atender à demanda
direta do setor operacional da indústria e mais 165 vagas para atender ao setor
administrativo na nova sede (incluindo funcionários transferidos do Rio),
perfazendo um total de 237 vagas, calculados pela média estatística da
freqüência de utilização diferenciada dos modais de transporte, conforme a
faixa de renda dos trabalhadores.
Isto equivale à necessidade de
aproximadamente 5.900 m2 de área destinada para estacionamento. Note-se que o
número de vagas exigível para a área administrativa de acordo com o PDU
corresponderia a um valor ligeiramente menor, ou seja, 143 vagas (uma vaga
para cada 35 m2 de área útil), o que a princípio poderia importar na redução de
cerca de 600 m2 na área destinada a estacionamentos, caso se quisesse trabalhar
com o número de vagas no valor limite.
É importante notar que a
implantação do VLT poderá implicar numa redução sensível na demanda por vagas
de estacionamento para automóvel, por parte dos funcionários da empresa, em
função da oferta de um meio de transporte público mais confiável e confortável.
O mesmo se poderia afirmar com relação aos demais equipamentos de comércio e
serviço propostos para serem implantados neste mesmo local.
Uma informação recente, veio valorizar mais as intervenções na área.
Fontes: DAUS - Design arquitetura urbanismo sustentáveis.
Jornal A TRIBUNA
A valorização da área passa
a serem maiores com a construção do novo Forum para abrigar as 52 Varas cíveis
e Criminais existentes. Haverá na área melhor estrutura de segurança, A
construção vai ajudar a revitalizar a região, e atenderá a demanda dos municípios
vizinhos que terão melhor acesso, e se transformará em um polo de prestação de serviços.
A construção do Forum foi levada em consideração o BRT, cujo terminal será construído
ao lado da Ponte Seca.
Fontes: DAUS - Design arquitetura urbanismo sustentáveis.
Jornal A TRIBUNA
ATUALIZANDO O PROJETO PORTAL SUL OU DO PRÍNCIPE.
PROJETO COMPLEMENTAR
FONTE: JORNAL A TRIBUNA - 23/07/2-14.


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