INSTALAÇÃO DO BRT (CORREDORES EXCLUSIVOS DE ÔNIBUS) NA CIDADE DE VITÓRIA É QUESTIONÁVEL.

VITÓRIA ANDA NA CONTRA MÃO DA EVOLUÇÃO DA MOBILIDADE URBANA.

(POR: WILLIS DE FARIA)

O caso de implantação do BRT são impraticáveis trafegarem nas ruas de Vitória, devido suas ruas serem estreitas devido sua configuração geográfica e o volume de veículos particulares que trafegam oriundos dos municípios da Grande Vitória. Se houver qualquer acidente de transito ou greve de classistas (motoristas) a cidade ira parar. Ninguém vai tirar o seu carro da garagem para enfrentar um transporte de baixa qualidade como o ônibus, que não oferece nenhum conforto.

Os técnicos já tem se manifestado através da imprensa a sua implantação teimosa na cidade de Vitória




Somos a cidade (Vitória) de maior renda per capita do país, com sua população politizada. Foi feito algum plebiscito, como manda a democracia, para ver se o cidadão desta cidade quer realmente este tipo de transporte? Tudo foi empurrado de goela abaixo para favorecimento dos empresários do setor de transporte de coletivo que não quer perder a boquinha.

Um veículo (ônibus) tem a duração de 10 anos, e no caso do transporte de metro (monotrilho são 30 anos). Já existem estudos feitos por técnicos especialístas em trânsito do IFES que apontam esta direção e nem sequer foram ouvidos ou analisados estes estudos. 
O ônibus do BRTconsome diesel, que altamente poluidor. Não levaram em consideração uma energia mais limpa?

O BRT é viável nas cidades periféricas de Vitória, mas aqui na capital é uma afronta a população desta ilha já massificada, aterrorizada com o caótico transito.

Somos a favor da implantação do monotrilho como solução para o transito da cidade, por que não vai mexer nas vias existentes e sim construir vias suspensas, como já acontece em São Paulo, Manaus, Porto Alegre, Cuiabá e Manaus. 
Por que aqui não?

Seria bom que os pseudos estudiosos se manifestassem sobre este assunto, e também o "nosso Ministério Publico Estadual sobre esta forma de condução de empurrar de "goela" abaixo este tipo de transporte ao capixaba do município de Vitória.


O BRT (BUS RAPID TRANSIT) é justamente o sistema que menos se adapta à nossa realidade e isso ficou provado no estudo encomendado pela PMV. Foi levado em consideração às condições espaciais da RMGV, a topografia, a geologia, as características urbanas/viárias e os fatores socioeconômicos, estes que influenciam na questão da centralidade da capital, na preferência pelo transporte individual e na rejeição ao transporte público.

É muita ingenuidade de sua parte acreditar que o BRT foi uma escolha técnica do governo do Estado. Você esqueceu dos milhões gastos anualmente no sistema Transcol, na força política dos empresários e sindicatos do setor, e no lobby federal pelo uso do BRT, inclusive com empréstimos cedidos pelo BNDES.


Somos a cidade (Vitória) de maior renda per capita do pais, com sua população politizada. Foi feito algum plebiscito, como manda a democracia, para ver se o cidadão desta cidade quer realmente este tipo de transporte?

Um veiculo (ônibus) tem a duração de 10 anos, e no caso do transporte de metro (monotrilho são 30 anos). Já existem estudos feitos pela UFES que apontam esta direção e nem sequer foram ouvidos ou analisados estes estudos. O ônibus consome diesel, que altamente poluidor. Não levaram em consideração uma energia mais limpa?

O BRT é viável nas cidades periféricas de Vitória, mas aqui na capital é uma afronta a população desta ilha já massificada, aterrorizada com o caótico transito.

Seria bom que os pseudos estudiosos se manifestassem sobre este assunto.

Comentário de um cidadão de Vitória: “Semana passada precisei andar de ônibus porque iria pegar uma carona em outro ponto da cidade”. A bicicleta não era o veículo mais adequado (uma bicicleta dobrável serviria mais não tenho uma dobrável em casa).

A coisa ruim a respeito de ônibus em Vitória, diz respeito ao conforto dos passageiros. Eu acredito que essa falta de qualidade no atendimento dos ônibus deve estar afastando muitas pessoas. Alguns dias atrás, de fato, quando andei de ônibus, constatei a maneira totalmente inadequada com que o motorista andou. 

São acelerações e freadas bruscas, curvas em alta velocidades. Fiquei com dores nas costas e com enjoo. Considerando as pessoas que tem carro particular, quem dessas pessoas vai querer usar esse sistema execrável de maneira regular? Provavelmente pouca gente. Esta é a principal razão do porque temos tantos carros nas ruas que engarrafam a cidade. 

Uma outra razão é que em vários casos, andar de carro é ainda muito mais rápido do que andar de ônibus.

Eu encontrei, uma apresentação em Francês sobre dados de acelerações de ônibus e VLT em Strasbourg na França. O VLT (metrô ou monorail) que tem um conforto geralmente maior tem acelerações do que os BT'S de até 2,5 m/s². 

Os ônibus podem ultrapassar de vez em quando essa aceleração e alcançar 4 m/s² lá na França.

Eu estou curioso em saber qual é a aceleração dos ônibus de Vitória!”.

- Veneza= Cidade que não tem carros, tudo é foi de barco, inclusive o táxi é uma lancha. Existem os chamados vaporetos que levam milhares de turistas e residentes de um ponto a outro da cidade, são linhas de barcos.
Solução: Aquaviário

- Amsterdã=Cidade europeia das bicicletas é a cidade onde há mais gente utilizando a bicicleta como meio de transporte, vale desde engravatado até dona de casa que vai a feira.
Solução: Cicloviária

- Madrid=Cidade espanhola com um dos melhores sistemas de metro do mundo, um emaranhado de linhas que serve a praticamente todas as partes da cidade.
Solução: Metrô

- Bogotá=Cidade sulamericana, era uma capital caótica e violenta, foi implantada infra-estrutura urbana e viária, como um teleférico que é utilizado como meio de transporte, resultado queda da violência e dinamização dos serviços.
Solução: Teleférico

- Curitiba=Cidade brasileira que fez corredores rodoviários para o transporte urbano, segundo Jaime Lerner, inspirado nos sistemas de metro fez da cidade referencia mundial neste tipo de mobilidade.
Solução: Rodoviário

- Londres=Restrição a transporte automotor privado nos centros densamente utilizados de serviços, priorizando as caminhadas para o trabalho.
Solução: Restrição aos automóveis, melhor acesso ao pedestre.

- Tóquio=A capital do Japão é uma das cidades mais densamente povoadas do mundo. Com a falta de espaço faz com que o metro quadrado fique caríssimo. 
Solução: Monotrilho

- Vitória= Cidade restrita geograficamente, uma ilha com aterros, cidade portuária com elevações no interior da ilha e o maciço central diminuindo ainda mais os terrenos disponíveis. Centraliza os empregos da Grande Vitória, o que traz um desafio logístico diário para o trabalhador. O que foi feito até agora foram investimentos de alargamento de avenidas, obras caras e demoradas, que não acompanham o crescimento da frota. O aquaviário foi desativado há anos e os terminais foram destruídos e depreciados. As ciclovias são pífias e não atendem a população trabalhadora.
Solução: Monotrilho.

















Solução: A mobilidade urbana no caso de Vitória é muito peculiar, o reativamento de aquaviário é uma ótima solução para a interação entre Vitória e o município de Vila Velha, desde que integrada a outros modais sejam ciclovias, terminais rodoviários e/ou Veículos Leves sobre Trilhos ou Monotrilhos.

Corredores exclusivos são bons para municípios que tem espaço territorial que é o caso do Município da Serra. O maciço central de Vitória caberia muito bem um teleférico para os bairros ao redor dele. Por exemplo, Centro de Vitória, Romão, Fradinhos e Jucutuquara. Enfim, existem milhares de tipos de interações para a mobilidade urbana. E me desculpem, não acredito na falta de dinheiro, acredito na falta de vontade política e na falta de projetos que sejam convincentes e bem planejados. Tendo os dois últimos o dinheiro sempre aparece. 

Mobilidade Urbana: iniciativas simples podem reduzir o caos

Os dados assustam quando comparados ao ano de 2001: a frota de Vila Velha subiu 87% e a da capital, 60%. No Estado, a frota atual é de 1,2 milhão de veículos, o que contribui para transformar o trânsito capixaba numa aventura imprevisível.


Na hora do rush, a velocidade na Avenida Saturnino de Brito, na Praia do Canto, por exemplo, dificilmente ultrapassa 20 quilômetros por hora. Isso se nenhum carro enguiçar. "Só diante do McDonald's, no entroncamento das avenidas Desembargador Santos Neves com Saturnino de Brito, passam diariamente 90 mil veículos nas duas vias", afirma o analista de trânsito da capital, Roney Costa Severo.


Em 2018, a frota ultrapassará 1,1 milhão de veículos na Região Metropolitana, segundo o Detran, o que representa um crescimento de 132%.

A questão é intermunicipal e afeta moradores de Cariacica, Vila Velha, Serra e Vitória. Os gargalos se encontram próximos às divisas entre os quatro municípios e prejudicam todo o sistema de acesso à região central da capital, que acaba recebendo um fluxo de veículos três vezes maior que sua frota. 

Os engarrafamentos, então, se estendem além de seus limites. Só de Cariacica e de Vila Velha, vindos da Segunda Ponte, entram 42 mil veículos por dia em Vitória. Pela Terceira Ponte, já trafegam 70 mil veículos/dia. Maiores soluções não são milionárias


Além do excesso de veículos, o trânsito de Vitória sofre influência direta do excesso de semáforos e de obras nas vias, da falta de sincronia dos sinais, dos retornos mal planejados, do falta de bom senso por parte dos motoristas e da falta de faixas exclusivas para o transporte coletivo.

Mas as soluções não se restringem às edificações estruturantes. É inquestionável a melhoria com grandes obras viárias, como pontes, metrôs e viadutos, mas alternativas precisam vir antes, em virtude do crescimento abrupto que a cidade experimentou ao longo dos anos. Em duas décadas, a população da Região Metropolitana mais que dobrou. Inflada pelo crescimento econômico e industrial, saltou de 706 mil habitantes em 1980 para 1,7 milhão em 2009. E o último grande investimento feito na Grande Vitória com o objetivo de melhorar a mobilidade urbana foi a Terceira Ponte - isso, há 21 anos (em 1989).

Boas soluções, hoje, não são necessariamente milionárias. Em vez de procurar saída no subsolo, Lerner propõe a redescoberta da superfície, a integração dos sistemas de transporte. Mas esta superfície deverá ser suspensa através de elevados preparados pra o deslocamento dos monotrilhos, evitando construções na cidade de Vitória, sob sua superfície.

Enquanto não houver uma política de mobilidade que desencoraje o automóvel e priorize o transporte coletivo, a solução será mais demorada. "Ninguém muda se não houver uma alternativa melhor. A implantação dos corredores promete acabar com a superlotação dos coletivos e encurtar o tempo de viagem dos passageiros, o que não é uma realidade quando trata-se da capital, com sua geografia desfavorável, com ruas estreitas e muitos cruzamentos. Os excesso de semáforos são os outros impecílios.


Não são apenas obras caras e ideias radicais que amenizam o caos no trânsito. Iniciativas simples, inteligentes e baratas podem causar efeitos imediatos nos engarrafamentos. Uma delas é a questão dos semáforos. Apesar de não ser a cidade brasileira com maior número de luminosos por quilômetro quadrado, Vitória sofre com o excesso deles. 

Há, em média, um semáforo a cada 1,9 quilômetros. Mas em algumas vias, como na avenida Saturnino de Brito, há sinais a cada 100 metros. Na Nossa Senhora dos Navegantes, há semáforos a cada 50 metros. "Não adianta fazer só a faixa exclusiva para ônibus se todas as etapas não estiverem funcionando com excelente qualidade. De nada vai adiantar embarcar rápido se uma avenida tiver muito sinal".

Para testar a quantidade de semáforos, o tempo percorrido, distância e a velocidade de umas das principais vias da cidade, a reportagem da ES Brasil foi às ruas. O teste foi realizado numa quarta-feira, iniciando-se às 18h20 a partir da Ponte de Camburi, passando pela avenida Nossa Senhora dos Navegantes, até o Clube Álvares Cabral, na avenida Marechal Mascarenhas de Moraes. 

São 22 semáforos em 5,1 quilômetros de via, o que resultou numa distância média de 231 metros entre eles, fazendo, consequentemente, com que o trânsito fluísse tão lentamente que o sinal chega a fechar duas vezes antes que o carro consiga atravessar o trecho.

Vitória tem, ao todo, 182 cruzamentos com semáforos e 350 km de vias.

"É preciso repensar o trânsito e os cruzamentos nas principais avenidas para evitar que a cidade, já estrangulada, dificulte ainda mais a vida do motorista. A solução não está em instalar semáforos, mas, por exemplo, em criar passarelas para pedestres", afirma Rodrigo Rosa, doutor em Transportes e professor da Ufes.

Na avenida Saturnino de Brito, da Ponte de Camburi, passando pela avenida Nossa Senhora. dos Navegantes, até o Clube Álvares Cabral, na Marechal Mascarenhas de Moraes.

Horário: 18h20
Velocidade média: 15 a 30 km/h
Semáforos: 22
Distância média entre os semáforos: 231 metros
Distância: 5.100 quilômetros
Tempo gasto: 20 minutos
Retornos: Um retorno (para entrar na Ilha do Frade). A cerca de 100 metros, é possível retornar no Posto BR, no entroncamento das avenidas Desembargador Santos Neves e Saturnino de Brito.

Fluxo de veículos: A prefeitura só mede o trecho da Ponte de Camburi até a Leitão da Silva. Atualmente, passam cerca de 90 mil veículos diários, nos dois sentidos da via. No horário de pico, são 3,6 mil veículos/ hora.

Pequenas medidas, grandes impactos

Não é só a quantidade de sinais que atrapalha o trânsito em Vitória e nos municípios vizinhos. Os semáforos inteligentes, que abrem e fecham de acordo com a intensidade do tráfego, são alvo de reclamação de muitos motoristas, já que não funcionam bem em muitos pontos, o que compromete a fluidez do tráfego.

"O problema da Grande Vitória é que não existe gestão do tráfego. Uma medida que resolveria grande parte dos problemas seria deixar os sinais amarelos nos horários de pico e os guardas gerindo o trânsito. Na hora em que houver uma certa quantidade de pedestre para atravessar as pistas, o guarda para o trânsito para eles atravessarem", explica Rosa.
Também o sistema de "ondas verdes", que agiliza o trânsito com a abertura simultânea dos semáforos em um mesmo corredor, não está instalado em todas as principais vias da Região Metropolitana, e em algumas, não funciona como deveria. É o caso da avenida Leitão da Silva. Lá, existe o sistema, mas em alguns cruzamentos os engarrafamentos continuam ocorrendo.

Em Vitória, apenas um em cada oito semáforos é "inteligente". São 21, mas o número é considerado insuficiente. "Se todos os pontos críticos da cidade fossem monitorados, o alívio já seria grande", afirma Rosa. Mas pouco adianta ter sinais com "QI" se um carro quebrado bloqueia a rua e a central de monitoramento não consegue detectá-lo. É aí que entram as câmeras de TV, que flagram obstáculos e infrações e ajudam a atender mais rapidamente acidentes, carros quebrados e veículos estacionados irregularmente.

Em Vitória, há apenas uma câmera para monitorar o trânsito que vai da Ponte de Camburi até a avenida Leitão da Silva. A prefeitura vai abrir edital para instalar uma central de operação em junho e, na primeira etapa, vão funcionar cinco câmeras. O projeto é instalar entre 20 e 30 equipamentos. 

Prejuízos econômicos na região.

O País tem uma perda de 5% na sua produtividade por conta do sistema ineficiente de tráfego. Isso corresponde a bilhões de reais que poderiam ser convertidos em novos negócios - e que não são concretizados devido aos problemas no trânsito. "Enquanto as autoridades e o poder público não encararem a mobilidade urbana como desvantagem ou vantagem logística para o desenvolvimento da metrópole, isso não vai ter solução", afirma o consultor em planejamento urbano Antonio Chalub.

Segundo ele, quanto maior o tempo de deslocamento das pessoas, menor a qualidade de vida do cidadão e maior o prejuízo econômico da região. "Há 10 anos, a média do tempo de deslocamento de uma pessoa era em torno de 20 minutos. Hoje, o tempo é de cerca de 90 minutos", afirma. Entre os custos que geram prejuízo estão o desperdício de combustível, o aumento da poluição, a perda da produtividade, redução nos investimentos e na competitividade (os problemas no trânsito aumentam o custo de produção das empresas). Já na saúde do trabalhador, a poluição gerada pelos veículos e o tempo de exposição, em decorrência dos congestionamentos, resultam no aumento do número de consultas em unidades de pronto-atendimento e internações hospitalares.

Para Chalhub, o maior desafio é articular os gestores públicos em torno do tema. "Na prática, falta integração na gestão da mobilidade. Os planos diretores urbanos da Grande Vitória não estão integrados. O trânsito é tratado de forma independente, o que não deveria acontecer. O sistema viário da Grande Vitória está defasado mais de 20 anos. A solução seria o Governo do Estado ficar como o gestor central do tema e as prefeituras como coadjuvantes", conclui.

Infrações contribuem para o caos no trânsito.

A van fecha o cruzamento, o ônibus avança o sinal e o motorista para em fila dupla para o filho descer na porta da escola. Há uma indisciplina cada vez maior no trânsito da Grande Vitória, provocando congestionamentos e acidentes. Para especialistas, há duas maneiras de disciplinar o motorista: punir ou educar.

Em qualquer lugar do mundo, o respeito às leis não é fruto apenas de educação e civilidade. Só a certeza da punição faz com que os cidadãos se sujeitem às regras vigentes. No trânsito é a mesma coisa. Quando sabem que há uma grande possibilidade de serem multados, motoristas pensam duas vezes antes de parar em fila dupla ou avançar faróis vermelhos. Se eles passam a respeitar as leis, o índice de acidentes cai e a fluidez do trânsito melhora.

ira da prevenção. "A simples presença dos agentes de trânsito inibe as infrações, mas a gente não vê guardas nas ruas de Vitória. Se você procurar um guarda no horário de pico, não acha. Quando acha, está atrás de uma árvore e está ali mais para multar as pessoas. O papel dos guardas não é multar, é gerir o tráfego", afirma Rodrigo Rosa. Outra solução viria pelas campanhas educativas, como utilizado na Serra. "Nós trabalhamos mais com a educação", explica o secretário da Serra, Joel Lyrio Junior. "No ano passado, fizemos 30 campanhas de faixa de pedestre nas ruas e trabalhamos com conceitos de educação no trânsito em 58 escolas municipais da cidade", explica.

No ranking das infrações mais cometidas no Espírito Santo em 2009, o excesso de velocidade aparece em primeiro lugar, com 51,2%. Em seguida, o estacionamento em local proibido, com 8,8%, e depois, o avanço do sinal vermelho, com 8,0%.

Sinal vermelho para os sinais na metrópole

  • Semáforos. Com 93 km² de extensão e 350 km de vias, Vitória possui 182 cruzamentos com semáforos. Vila Velha, com mais de 200 km² de extensão, tem 134 semáforos, além de 16 instalados pela Rodosol. Na Serra, o número é menor ainda: são 42 semáforos, numa extensão de 552 km² - cinco vezes maior que Vitória.
  • Última medida. A instalação de semáforos é considerada a medida mais drástica para solucionar os problemas de trânsito.
  • Sinais inteligentes - Em Vitória, apenas um em cada oito semáforos é "inteligente". São 21 deles. Em Vila Velha, são 73. Na Serra, não existem semáforos inteligentes, mas quatro corredores funcionam com a sincronia de "onda verde".


"Todo projeto desse gera muitos impactos. Pode desafogar o trânsito no Centro, mas afogar em outra área. Não sei se pode melhorar. Os técnicos têm essa análise e devem ter essa resposta. É um projeto bastante caro. É o que mais chama atenção nesse projeto. Além de não ser um projeto feito da noite para o dia". Gesiane Pereira

"A região Sul da capital é complicada, e isso é de longa data. Os acessos à Segunda Ponte já alcançaram a capacidade faz bastante tempo e os engarrafamentos são quilométricos. Quer seja com ampliação da Segunda Ponte ou a construção de uma Quarta Ponte, é necessária uma atenção especial em fazer melhorias inclusive para os pedestres. É uma região de rodoviária, precisa melhorar. O ideal seria que já tivesse acontecido um reforço naquela área". Maria Inês Faé

"Os estudos de mobilidade urbana mostram que você provê a infraestrutura de acordo com as demandas que se fazem. Vitória é ilha". Maria Inês Faé

"Com poucas vias principais existentes, é complicado. O VLT para ser economicamente viável, ele precisa ter uma demanda muito grande de gente. Talvez a integração com mais algum modal ou a substituição de um por outro". Gesiane Pereira

"Não há como afirmar se não está para vir por aí. Mas a tônica do momento é em utilizar outros recursos do ônibus, e não do metrô. A aposta o BRT. O problema que eu vejo - que não é só do projeto, mas de qualquer infraestrutura - é que existe um prazo para se conceber, um prazo para implantar, um prazo para o recurso chegar. O VLT teria um prazo médio de cinco anos no mínimo para ser implantado. Por outro lado, ele teria uma vida útil mais longa, de cerca de 30 anos". Maria Inês Fae


BUS RAPID TRANSIT (BRT)

O projeto é o preferido do Governo do Estado e deve estar funcionando dentro de três anos. Considerado um upgrade do Sistema Transcol, pretende criar faixas exclusivas para os coletivos nas principais vias. A expectativa é de que R$ 1,1 milhão de usuários utilizem o modelo diariamente. Os primeiros 31 quilômetros de corredores exclusivos devem priorizar as áreas mais afogadas da cidade, como o Centro de Vitória e a Reta da Penha, na capital, e a avenida Carlos Lindenberg, em Vila Velha. O modelo, de acordo com o governo, permitirá uma melhoria imediata da fluidez do trânsito nessas regiões. Outros 70km de BRT devem ser postos em operação até 2018.

Futuro?

Na visão de Gesiane Pereira, independente do que realmente sair do papel, é importante que as soluções encontradas tragam principalmente conforto ao passageiro, para que eles sintam vontade de deixar o carro em casa. "Ninguém tira o carro da garagem porque quer dar uma voltinha na rua. Há trabalho nisso e há custo também. Existe problema de trânsito, de vagas para estacionar. Tendo um modelo de qualidade, as pessoas pensariam duas vezes antes de sair de casa de automóvel", conclui.

Maria Inês Faé avalia o caos no trânsito como um problema sistêmico. Para a especialista, as soluções ajudam. Mas as pessoas vão continuar colocando os carros na rua enquanto não encontrarem o que necessitam perto de casa. "É preciso pensar nas políticas de educação, de saúde e de trabalho também. Sem descentralização, não há solução. Se você cria polos, concentra, consequentemente há fluxo. Não precisa existir uma política do transporte. Mas uma política englobada. Se todos tivessem um sistema de saúde funcionando, uma boa escola e um bom trabalho perto de casa, ninguém precisaria se deslocar tanto", conclui.

Apesar de ter uma flexibilidade muito pequena e precisar de uma integração para ter um volume maior de pessoas, ele precisa do aporte de algum outro tipo de mobilidade. É mais barato e é bem interessante. Vitória é uma ilha, então a via já está feita, já está pronta. Com o aquaviário você ganha tempo e liga a capital a todos os outros municípios". Gesiane Pereira.





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