DOMINGO NO PARQUE
DOMINGO NO PARQUE
Por: WILLIS DE FARIA
Quase todas as cidades brasileiras, de todos os tamanhos, têm praças, parques e outras áreas verdes, onde a população pode ter momentos de lazer e desfrutar a estética da natureza. Poucas, porem, tem organizado estes lugares públicos de modo que não sejam mais uma coleção avulsa de espaços abertos ao ar livre.
Os Parques Urbanos e Naturais do município de Vitória possuem uma organização administrativa interna que tem desempenhado as funções de lazer contemplativo e ecológico-ambiental, onde a meta principal é proporcionar uma convivência urbana coletiva, onde todas as pessoas possam desfrutar de um contato pessoal, com harmonia em um ambiente descontraído.
A busca da população por áreas de lazer publica, fechadas, seguras, fez o “piquenique” perder a fama de programa de cafona e conquistar os capixabas, que estão lotando os Parques da Cidade nos finais de semana e feriados. São variadas as opções, onde os parques PEDRA DA CEBOLA, HORTO DE MARUIPE e PARQUE MOSCOSO, recebem mais de 10.000 pessoas.
Atualmente o capixaba não quer saber de outra vida. Relaxar em contato com a natureza, com comidinhas gostosas e muito ar fresco. Com suas cestinhas de vime e toalhas coloridas, pais e filhos, avós, netos, casais de namorados e turmas de amigos estão invadindo os PARQUES DA CIDADE nos finais de semana e feriados. Chegam cedo, se alojam na melhor sombra do gramado e passam o dia inteiro beliscando algumas guloseimas, brincando e jogando conversa fora.
O velho e esquecido “piquenique” está de volta. Em versão prá lá de elegante. São os lanches mais bem elaborados, que dão o tom da novidade a esse hábito antigo que os brasileiros aprenderam com os ingleses no finzinho do século retrasado. Patês, frios, frutas, refrigerantes e cervejas, mesmo servidos na grama, ficam chiquérrimos. Os tempos da farofa, pura e simples, estão sendo deixados, definitivamente, para trás. Muita gente boa, que torcia o nariz para a idéia de saborear um bom e farto lanche ao ar livre virou fã de piquenique. Muita gente cresceu ouvindo dizer que piquenique era coisa de farofeiro. Muitas pessoas têm fugido de ruas, condomínios barulhentos, abrigando-se entre as arvores dos Parques da Cidade, onde se ouvem os cantos dos pássaros, ou a algazarras das aves domésticas (patos, gansos, marrecos, galinholas, perus, galinhas, etc..) que desfilam pelo gramado em buscas de algumas migalhas dos freqüentadores. Bolo, sanduíches e refrigerantes para as crianças e velhos e cerveja e alguns petiscos para os mais velhos.
Hoje as preocupações com o naturalismo, com a saúde e com a segurança, estão fazendo que as pessoas voltem a valorizar estas áreas publicas.
Fugir da rotina e passar o dia em contato com a natureza, ouvindo os pássaros e aves domésticas, e quanto mais bucólico melhor. Mas, musica jamais, pois e melhor curtir o barulho do vento nas folhas.
Nós piqueniques deste inicio de milênio, ser elegante é fundamental. Na comida e nas boas maneiras. Vale deitar na grama e tirar um cochilo depois de comer. Vale deixar as crianças se esbaldarem de tanto brincar no gramado ou nos brinquedos playground. Mas não vale ir embora largando um rastro de sujeira no chão, pois lugar de lixo é na lixeira.
Na sociedade urbanizada, criança sofre estresse, por isso é fundamental um pouco a elas de vida ao ar livre. Também é importante que as crianças tenham boas recordações de sua infância, como andar na grama, brincar com terra. Hoje o piquenique nos PARQUES DA CIDADE é um compromisso com o descompromisso total.
Hoje a praia ganhou uma forte concorrência. Como já falamos, as opções de lazer são variadas, de acordo com a potencialidade de cada parque.
Os usuários buscam os Parques PEDRA DA CEBOLA e HORTO DE MARUIPE, para o lazer contemplativo, ou seja, quem busca de “sobra e água fresca”. São 160.000 m² de áreas livres, todas gramadas, com as mais variadas espécies de arvores, e alamedas que buscam cursos d’água ou beira de um lago, onde o seu funcionamento obedece a um rígido regimento interno, onde não se permite a presença de ambulantes, pedintes, animais domésticos (cães e gatos), ou a execução de musica que prejudique a tranqüilidade dos usuários. Em todo as suas entradas (portarias) , existem guaritas com segurança que controlam a entrada e saída de visitantes, prestando todas as informações necessárias. Técnicos em educação ambiental estão sempre em prontidão, nos Centros de Educação Ambiental, para atendimento a toda coletividade. Guardas patrimoniais circulam internamente para coibir qualquer tipo de infração, e orientando quanto a existência da legislação interna. Aliás, a segurança é uma das coisas mais importantes em uma sociedade metropolitana.
Já no Parque Moscoso, os usuários procuram o bucolismo do passado, descanso e desconcentrarão, sobre as sombras das centenárias arvores e a beira dos majestosos lagos artificiais, onde se percorrem pelas extensas alamedas sombreadas. As crianças buscam o playground. Com seus 24.000 m² , circulam pelo parque, aproximadamente 3.000 pessoas, oriundas em sua maioria da periferia da região metropolitana.
Mas, quem que optar pelo lazer ao meio das florestas, praticando o “trekking” com suas famílias buscam o Parque GRUTA DA ONÇA e o parque da FONTE GRANDE. O parque da GRUTA DA ONÇA está estrategicamente situado no centro da cidade, com sua vegetação remanescente da mata atlântica, e é servido por caminhos que se lançam em ziguezagues em direção ao alto do morro da capixaba, sob frondosas copas de sapucaias, paus-ferro, adernes mulembá, ipês e jequitibás, onde se atinge o mirante da Pedra da Raposa , que se descortina em admirável panorama, com uma visão magnífica do centro da cidade e porto de Vitória.. Mas ao meio do caminho temos uma capelinha, com uma bela pintura interna. Em todo percurso podemos contemplar as belas orquídeas e bromélias, afixadas nas copas das árvores.
No Parque da FONTE GRANDE, também formado por uma imensa floresta, remanescente da Mata atlântica, chega-se ao seu topo por uma estrada parcialmente pavimentada, mas poderá contemplar toda a beleza de nossa cidade do mirante da Cidade, junto às torres de radio e televisão.
Será bem recebido na sede administrativa do parque, onde um técnico em educação ambiental ou turismo irá receber toda sua família, e percorrer as trilhas existentes, sobre a sombra das mais variadas arvores, até descortinar belos cenários nos mirantes.
O Parque esta estruturado para aventura, pois poderá adentra a floresta atlântica através das trilhas: através a trilha do Sumaré após percorrer 15 minutos chegara ao mirante do Sumaré, situado sobre um bloco rochoso, onde descortinará toda visão panorâmica em 280º graus, com visão do porto de Vitória até os contrafortes do morro Mestre Álvaro.
Na trilha do Caracol, após percorrer 25 minutos, ao meio de florestas e palmeiras nativas, chegará ao mirante da Cidade, que descortinará um cenário de beleza impar. Os manguezais da baia Noroeste, toda região continental da ilha de Vitória, até o porto situado no interior da ilha de Vitória. Na estrada de acesso, com um percurso de 3 Km , teremos mais dois mirantes que descortinarão visões do canal da ilha de Vitória. São dos Mirantes do Mangue e o Mirante do Moxuára. Nesta visita poderá ser contemplado quase todo município de Vitória, tendo como moldura a Floresta que encobre todo maciço central, que dá origem ao Parque Natural da Fonte Grande. Bom domingo no parque com sua família. Há, não esqueça do milhos das aves.

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