CIRCULANDO PELO CENTRO DE VITÓRIA NOS ANOS 60 (PARTE I)
CIRCULANDO PELO CENTRO DE VITÓRIA NOS ANOS 60 - VEM COMIGO !!!!
Por: WILLIS DE FARIA (Crônicas de uma cidade)
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Por: WILLIS DE FARIA (Crônicas de uma cidade)
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Volto ao passado, em uma maquina do tempo e volto a circular pelo centro da cidade, revendo a partir da Praça Costa Pereira, observando as seguintes coisas: Galeria do Palácio do Café, Ótica Itapemirim, Milady Modas (de Dona Mariazinha Cabas Dinelli), Salão Garcia, Elmo Calçados e depois em um casarão antigo as Lojas Cannes. Na Rua Barão de Itapemirim, logo na esquina está à loja de brinquedos “A Mascote”, de Sr. Rui Barbosa Menezes, e seguindo adiante, estava uma parada obrigatória para o lanche, na Lanchonete “Cipó”, deliciando-se com uma “banana split”. Voltamos a caminhar pela calçada, tínhamos duas lojas de móveis do “Ge Santos” e o “Dragão dos Móveis”, de Sr. Ovídio Alves de Souza. Do outro lado da rua logo vejo a loja de eletrônica do “Strauss”.
Seguimos pela calçada da Jerônimo Monteiro (mas chamava-se Avenida Capixaba), chegamos à sua esquina em frente ao cine Glória, e entramos na “Sorveteria Pingüim”, com suas mesas redondas, de pés de ferro com tampa de mármore branco carrara. Que tal uma cerveja gelada Antartica Pilsem Extra. Cai bem! Logo depois viamos o acesso ao “beco” da Cooperativa dos Ferroviários da CVRD. Sujo e ermo como sempre. Saltando para o outro lado da rua vemos o prédio do Cine Gloria, e nas laterais, duas lojas: uma bomboniere, e uma charutaria, onde compramos o nosso cigarro, um Pall Mal flip top.
Voltamos a Praça Costa Pereira e chegamos ao ponto dos “chauferes de praça”, tendo na esquina o posto de atendimento ao Consumidor da Companhia Brasileira de Força Elétrica - CBFE, o Bar do Português, a Confeitaria “A Mariposa”, e então seguimos pelo “beco da miséria”, alameda aos fundos do Banco Hipotecário Agrícola de Minas Gerais, onde se encontravam vários mendigos pedintes, chacoalhando suas latinhas de goiabada com moedas dentro.
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Entramos depois no Bar do Menezes, bebemos um “rabo de galo”, e se dirigimos para uma das várias mesas de sinuca, para uma partida com algum parceiro. No canto, sempre era possivel ver o dentista Dunga e Gastão Franco Americano, com um taco na mão, tentando matar a "bola da vez". Não devo esquecer da figura de Menezes, com sua toalha surrada, de enxugar o balcão, pendurada no ombro.
Na saída compramos um jornal na “Banca do Camundongo”, e seguimos em direção a Praça Oito. Olhamos para o outro lado da rua e observamos a fachada do Cine Juparanã, e vemos qual filme está em cartaz. Demos uma paradinha no Hidrolitol do Adão Benezarth, para saciarmos a nossa sede.
Seguidos depois em direção a Praça Oito, ponto de encontro dos boêmios e intelectuais, onde tudo se discutia: política, mulheres, e manchetes do dia a dia, ao sabor do cafezinho do bar “Praça Oito”, disputado na “porrinha”. Mas antes demos uma olhada na Sapataria Principal, onde estão os sapatos da moda. Mas a minha preferência são as botas cano curto, com salto carrapeta, salto Luiz XV. A minha pisada faz barulho, pois debaixo do salto tem uma chapinha de ferro, para evitar e desgaste irregular do salto.
Passamos em frente à lojas Mister, e depois olhamos a camisaria Braz e sacamos as camisas da moda. Na caminhada batemos o olho no beco, e lá esta o caldo-de- cana do Lyra, abarrotado de estudantes. Mas ao lado, próximo a escadaria que dá acesso a Rua Duque de Caxias, esta a “Boate Farolito”, onde as “meninas da vida” mais exóticas fazem o seu “ponto”. Mas isto fica para a noite é outra história. Mais a frente, na esquina do Edifício Sarkis, está o churrasco do Grego, e logo pedimos um “sanduba”. Faca afiada corta a carne em seu rolo, de cima para baixo. Que delícia!
Não existe mais churrasco grego, e nem Vitória é mais a mesma.
Saudades daquele tempo!!!!!
Não existe mais churrasco grego, e nem Vitória é mais a mesma.
Saudades daquele tempo!!!!!







Willis, você poderia incluir abaixo das fotos, se possível, a data, munumentos em destaque e os créditos.
ResponderExcluirAndre, recado recebido. Muitas fotos foram obtidas no Arquivo da PMV, ou de particulares, sem identificação de creditos. Quantos as datas, farei a avaliação para identificar.O local já diz tudo no texto. Obrigado pela sugestão.
ResponderExcluircine juparanã e hidrolitol não existiram na mesma época. Analise melhor suas memórias.
ResponderExcluirDe qualquer forma parabéns pelo site
Afonso
Parabéns Willis, viajei no tempo.
ResponderExcluirViver Vitória é viver Vida.
Coroa
Parabéns Willis, viajei no tempo.
ResponderExcluirViver Vitória é viver Vida.
Coroa