PARA TODOS REFLETIREM - PROGRAMA "FALA SÉRIO" COM DEP. FEDERAL JAIR BOLSONARO.

Essa Salete é um exemplo de jornalista idônea, proba, inteligente e bem educada. Jair Bolsonaro, fez jogada de gênio ao aparecer em programas pops. Só para ter noção do que estou dizendo, a comunidade de fãs dele no Orkut pulou de 2000 para quase 5500 em um mês. Mas, este assunto é muito sério, deverá ser analisado com muita cautela por todos brasileiros. Efeito causa e consequencias! Vejam esta reportagem e converse em dialogo franco com outros pais e cidadãos brasilerios que tem filhos na escola nesta faixa de idade. por isto posto este assunto em meu BLOG.



23/02/2011 10h45 - Atualizado em 23/02/2011 10h52

Unesco aprova a distribuição de kits contra a homofobia nas escolas
Órgão ligado à ONU considera tema importante a ser debatido.
Material está sendo analisado por secretaria ligada ao MEC.

Do G1, em São Paulo

A Unesco - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura publicou um parecer favorável à distribuição em escolas da rede pública para alunos do ensino médio de kits informativos de combate à homofobia que fazem parte do projeto Escola sem homofobia, que conta com apoio do Ministério da Educação. O projeto ganhou ainda a aprovação de outro órgão das ONU, a Unaids - Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids.

O material do programa foi desenvolvido com apoio e supervisão da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), órgão ligado ao MEC, e executado em parceria com a Global Alliance for LGBT Education (Gale) e as organizações não governamentais Pathfinder do Brasil (coordenadora do projeto), Ecos – Comunicação em Sexualidade, Reprolatina e Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT).

O kit foi elaborado após a realização de seminários com profissionais de educação, gestores e representantes da sociedade civil. O material é composto de um caderno que trabalha o tema da homofobia em sala de aula e no ambiente escolar, buscando uma reflexão, compreensão e confronto. Tem ainda uma série de seis boletins, cartaz, cartas de apresentação para os gestores e educadores e três vídeos. O projeto-piloto está sendo analisado pelo MEC. O plano inicial é distribuir 6 mil kits nas escolas públicas do país ainda este ano. Procurado pelo G1, o ministério afirmou que, por enquanto, não vai se pronunciar sobre o assunto.

A questão da homofobia é presente nas escolas, especialmente no ensino médio. Segundo pesquisa da Unesco divulgada em 2004 e raplicada em 241 escolas públicas e privadas em 14 capitais brasileiras, 39,6% dos estudantes masculinos não gostariam de ter um colega de classe homossexual, 35,2% dos pais não gostariam que seus filhos tivessem um colega de classe homossexual, e 60% dos professores afirmaram não ter conhecimento o suficiente para lidar com a questão da homossexualidade na sala de aula.

De acordo com o parecer da Unesco, assinado por Vincent Defourny, representante da entidade no Brasil, "os materias do Projeto Escola sem Homofobia estão adequados às faixas etárias e de desenvolvimento afetivo-cognitivo a que se destinam". Diz ainda que este projeto se utiliza do espaço da escola para ariculação de políticas públicas voltadas para adolescentes e jovens, fortalecendo e valorizando práticas do campo da promoção dos direitos sexuais e reprodutivos destas faixas etárias.

O documento conclui que o "o conjunto de materiais foi concebido como uma ferramenta para incentivar, desencadear e alimentar processos de formação continuada de profissionais de educação, tomando-se como referência as experiências que já vêm sendo implementadas no país de enfrentamento ao sofrimento de adolescentes, lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e transgêneros.

BRASIL
06/04/2011
 
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO PREPARA CARTILHA CONTRA A HOMOFOBIA PARA TRATAR O TEMA NAS ESCOLAS.
Uma cartilha acompanhada de três vídeos contra a homofobia está no centro de uma polêmica entre deputados, educadores e ativistas dos direitos humanos. O material será distribuído pelo Ministério da Educação (MEC) para 6 mil escolas públicas de ensino médio no segundo semestre desse ano.

O objetivo do kit é orientar professores e alunos sobre como lidar com o preconceito a homossexuais, mas a bancada evangélica na Câmara considera que o conteúdo da publicação estimula crianças e adolescentes a se relacionarem homossexualmente. Essa tese é rechaçada por representantes do movimento gay e educadores.
Segundo o MEC, o kit está em análise na Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, e não será entregue a alunos, mas às escolas. A cartilha é fruto de uma parceria entre o Ministério e a organização não-governamental Ecos Comunicação em Sexualidade e foi elaborado por entidades de defesa dos direitos humanos e da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e travestis), a partir do diagnóstico de que falta material adequado e preparo dos professores para tratar do tema. Além do livro, os vídeos, com duração média de cinco minutos, tratam de temas como transexualidade e bissexualidade.

Crítica

No mês passado, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) disse que uma das prioridades do seu mandato é combater a distribuição do kit. Para ele, o kit apresenta material audiovisual com conteúdo impróprio para crianças e adolescentes, pois "estimula o homossexualismo, e nenhum pai quer ter um filho gay". Bolsonaro se envolveu em uma polêmica na semana passada ao fazer uma declaração considerada racista em um programa de tevê.

No Paraná, o deputado estadual Leonaldo Paranhos (PSC) diz que pretende impedir a distribuição do kit porque considera um incentivo ao homossexualismo. "Esse tipo de material não vai resolver o problema. Temos que lutar contra a discriminação, mas não com um material que diz que o homossexualismo é natural e normal", afirma. Paranhos afirma que se for necessário vai entrar na Justiça para barrar a entrega.

Preconceituoso

Para a doutora em Educação pela Universidade de Campinas (Unicamp), Maria Rita de Assis César, o posicionamento da bancada evangélica é preconceituoso. "Esses deputados não têm conhecimento do tema, nem são especialistas no assunto. Eles não têm interesse em acabar com a homofobia, a violência e a discriminação", diz.

Ela coordena um grupo de estudos na Universidade Federal do Paraná (UFPR) sobre o tema e defende que o kit chegue aos alunos. "É preciso que as crianças percebam que uma família hétero é tão igual a uma família homossexual. São simples modelos, arranjos diferentes de família. A família hétero é só mais um modelo", avalia, dizendo que o ensino de que a família constituída por "papai, ma­­mãe e filhos" é o ideal só tem gerado dificuldades para lidar com o tema. "A diversidade sexual não é problema, só é problema na cabeça de quem tem preconceito", avalia.

"O material é absolutamente construtivo, didático, pedagógico, e respeita o tempo de formação das crianças. O material não é para os alunos, mas para professores e monitores", defende o deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ). Na opinião dele, esse projeto vem para desconstruir a mentalidade homofóbica. "A escola é um espaço privilegiado para quem tem preconceito contra negros, gordos, afeminados, deficientes e outros que não se encaixam no que é considerado normal."

O secretário da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Tran­se­xuais (ALGBT), Marcio Marins, diz que o kit vai colaborar para diminuir a homofobia. "A cartilha não vai ser distribuída indiscriminadamente, mas disponibilizada para unidades que já estão capacitadas para trabalhar com o tema. Será tudo feito de maneira responsável."

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO DISTRIBUIRÁ SEIS MIL KITS ANTI-HOMOFOBIA NA REDE PÚBLICA 

Quinta, 10 de Fevereiro de 2011 08:56 Educação 

O Ministério da Educação distribuirá este ano seis mil kits educativos “anti-homofobia” para escolas de ensino médio da rede pública. Os materiais, que fazem parte de um convênio firmado entre o MEC (Ministério da Educação), com recursos do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), e a ONG Ecos (Comunicação em Sexualidade), para combater o preconceito em instituições de ensino, tem gerado embates com setores mais conservadores.

 
A polêmica gira em torno de um conjunto de vídeos que farão parte dos kits distribuídos em escolas que participam do programa “Mais Educação”, do governo federal. O programa visa trazer atividades extracurriculares em diversas áreas, dentre elas a sexualidade. 


Em um destes vídeos é contada a história de uma jovem transexual e seus principais dilemas durante a convivência com os demais alunos. Na Câmara dos Deputados, parlamentares que compõe a bancada dos evangélicos alegam que este tipo vídeo seria uma apologia ao homossexualismo e denunciam a faixa etária para a qual o kit será distribuído.

Apesar do MEC garantir que os kits serão entregues apenas entre escolas do ensino médio, o deputado Jair Bolsonaro, principal crítico ao programa, insiste que eles serão distribuídos a escolas do ensino fundamental. O deputado se refere a um vídeo de apresentação, antes mesmo de ter sido aberto o processo de licitação. Nele, o secretário responsável pelo programa, André Lázaro, fala em 190 mil escolas de ensino médio. “Se você entrar na minha página você vai ver que eles falam em 190 mil escolas. 190 mil não é segundo grau”, afirma Bolsonaro.


O deputado vai além e também aponta problemas de ordem moral. “Eu não quero ver as minhas filhas ou a minha neta assistindo a um filme desses”. Para Bolsonaro, o filme aumenta a exposição dos jovens à pedofilia. “Eles estão estimulando também a questão da pedofilia, porque a molecada, curiosa, vai ficar mais propensa aos pedófilos”, defende.


Educação inclusiva Para o professor do programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Fernando Seffner, que já teve contato com o material a ser distribuído, a medida é positiva. “Eu acho que vamos colocar para esses jovens uma discussão que já circula na sociedade”, defende Seffner, que ressalta outras prioridades, como o investimento no professor. “É preciso ir além de um simples kit e investir também na formação do profissional que irá aplicá-lo. Não adianta ter o kit e não saber usar”, ressalta.


Entre outras coisas, Seffner destaca a necessidade de o professor saber diferenciar alunos dentro da escola. Para ele, não são todos os adolescentes que já desenvolveram a sexualidade e que poderão aproveitar devidamente o programa. ”Se você entrar em uma sala de aula você vai perceber uma diversidade enorme, havendo aqueles que já se percebem mais sexualizados e outros que não. Isso é uma enorme dificuldade.”


Ele explica que o país, pela primeira vez, passa por uma inclusão escolar muito grande, contribuindo para uma maior heterogenia no ambiente escolar. “Esse habitar a escola não se trata apenas de uma inclusão dentro dela. Ela coincide com uma época de democracia.”, observa Seffner ao destacar que o choque entre estas diferenças se potencializa. “No meu tempo, existiam alguns garotos afeminados, mas nada que se colocasse como uma identidade possível. Pelo contrário.”


A hostilidade gerada dentro da escola causa graves problemas a este grupo. “São coisas que a gente já viu em educação. Elas prejudicam a autoestima do aluno e fazem com que essas pessoas ou desistam da escola, ou comecem a reprovar, ou tenham um rendimento escolar muito baixo”, explica Seffner.


De acordo com um estudo feito pelo Centro de Apoio a Diversidade Sexual de São Paulo, apenas 17% dos transgêneros (travestis e transexuais) chegam até o ensino superior. Entre os homossexuais que não apresentam identidade transgênera, esse número salta para 41% e para 50% entre os bissexuais.


Casos reais Dentre os beneficiados pelo programa estarão adolescentes como Lázzaro Breves, que estudou em uma escola Federal do Rio de Janeiro e alega ter sofrido preconceito de alunos e professores quando assumiu sua homossexualidade, já no ensino médio. “Apelidos, chacota, pessoas que se afastaram depois que ficaram sabendo. Sempre que eu estava andando com um menino pela escola era a mesma conversinha de que estávamos nos pegando”, lembra.


Em casos mais graves, como o de Sandra (nome fictício), o bullying aconteceu antes mesmo de ela ter se descoberto sexualmente. Ainda criança, no ensino fundamental, Sandra era alvo de brincadeiras dos colegas e alunos mais velhos pelo seu modo de se vestir e hábitos mais relaxados. “Era as trevas, porque eu ficava me perguntando 'mano, eu nem sei se sou ou não. E se eu for? Qual o problema? ’”, conta.


Para resolver sua situação, Sandra fez algo parecido com a iniciativa do MEC. Escreveu uma carta desabafando como se sentia ao ser discriminada e entregou a cada um dos seus colegas de classe. “Teve gente que ficou bem tocada. 'Poxa, Sandra, eu não sabia que você se sentia assim.' Era um texto bem triste, do jeito que eu estava, né?”, explica Sandra, que hoje prefere não se definir sexualmente.


Os vídeos, que serão distribuídos no segundo semestre de 2011, são baseados em histórias reais e espera-se que causem o mesmo efeito da carta de Sandra. “Vários Estados têm programas de educação e sexualidade e já tratam desse tema há tempos. Essa gente não inventou essas histórias, esses casos aconteceram de verdade”, alerta, Fernando Seffner. “Isso demonstra mais claramente que falamos de pessoas que existem dentro das escolas e que estão sofrendo. A escola tem que arrumar uma forma de resolver este problema.”
Fonte: eBand

“Encontrando Bianca” é um dos vídeos que integram o “kit contra homofobia” que o MEC planeja enviar para seis mil escolas de ensino médio de todo o país no ano que vem. Ele foi exibido durante seminário sobre o tema na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados no início deste mês.

 VIDEO ENCONTRANDO BIANCA


ULTIMA NOTICIA :

 'Antes tarde do que nunca', diz Bolsonaro sobre suspensão de kit

25 de maio de 2011 • 18h08 • atualizado às 18h14
Claudia Andrade
Direto de Brasília

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) disse nesta quarta-feira que a presidente Dilma Rousseff merece ser cumprimentada pela decisão de suspender a produção e distribuição de um kit anti-homofobia oficialmente nas escolas públicas. "Eu devo cumprimentar a presidente Dilma. Antes tarde do que nunca. Com essa decisão, foi vetado que as escolas fossem inundadas com um material que não ia combater a homofobia, mas sim estimular o homossexualismo". 

O parlamentar afirmou ainda que o combate ao kit vai continuar. "Esse é um típico projeto que o governo não vai apontar, vai guardar na gaveta e pode voltar em algum momento". 

Bolsonaro quer que o Tribunal de Contas da União faça uma auditoria dos recursos que tenham sido empregados na elaboração do kit. Acrescentou que também devem continuar as críticas a propostas relacionadas a cotas voltadas ao público LGBT em escolas, para alunos e professores. Ele busca ainda, assinaturas para apresentar uma proposta de emenda à Constituição proibindo o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adoção de crianças por casais homossexuais. 

O deputado rebateu a crítica de que a presidente Dilma teria cedido a "chantagem" ao decidir pela suspensão do kit. "Se essa é a arma que temos para atingir nosso objetivo, que é legítimo, é isso o que vamos fazer, vamos pressionar". 

Ao anunciar a suspensão do kit, o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República, afirmou que o combate à homofobia no ambiente escolar deve continuar, mas que a produção dos materiais precisa levar em conta a participação de todos os setores da educação, dos parlamentares e uma maior discussão com a sociedade. Ele negou que a decisão tenha sido motivada pela pressão das bancadas religiosas.

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