PRAÇA CRISTOVÃO JACQUES - UMA PEDRA NO MEIO DO CAMINHO DA MOBILIDADE URBANA DE VITÓRIA.
O PROJETO ORIGINAL DO NOVO ARRABALDE – FRANCISCO SATURNINO DE BRITO – 1896
(CLIQUE NAS IMAGENS E FOTOS PARA AMPLIA-LAS)
(Por: WILLIS DE FARIA)
(Por: WILLIS DE FARIA)
O NOVO ARRABALDE – PROJETO BÁSICO
O documento do "Projeto de um Novo Arrabalde” dotado dos serviços de abastecimento de água e de drenagem para Vitória, capital do estado do Espírito Santo, apresenta, inicialmente, um resumo justificativo das intenções do governo com relação ao plano, enviadas à equipe de Saturnino de Brito, como base para a sua elaboração. A escolha do terreno para a localização do Novo Arrabalde foi condicionada a dois fatores relacionados aos hábitos e situação econômica dos moradores da ilha de Vitória: localização próxima ao núcleo urbano da época, condições tais que o transporte até o local fosse acessível e pouco oneroso.
Estes condicionantes determinaram a região nordeste da ilha como mais adequada. Esta área engloba os locais conhecidos pelos morros: Barro Vermelho, Barrinha, Guajurú, Itapebussú, Suá, Bento Ferreira e outros. A estrada de rodagem de ligação entre a cidade de Vitória e o Arrabalde foi definida levando em conta as possibilidades de construções às suas margens, no futuro. Optou-se por não acompanhar as bases das encostas, de difícil saneamento. O percurso total da estrada atinge 3500m, a largura 7m nas áreas de aterro e 8,30m nas áreas de corte.
O levantamento topográfico foi feito através de levantamento parcial dos polígonos de contorno dos morros e da ligação destes polígonos, do levantamento dos contornos dos mangues, e também, da medição de uma base na planície da Ponte da Passagem e outra em Bento Ferreira, para que trianguladas, determinassem a medida exata do eixo da Avenida Norte-Sul, atual Av. Leitão da Silva.
O Novo Arrabalde atinge uma área de 3.293.713,00 m2 com um número total 178 quarteirões e de 2129 lotes, dispostos em ruas com largura de 21 metros e avenidas de 28 metros, chegando a alguns casos a 35 metros de largura. Os lotes de 14 metros de frente e 42 metros de profundidade, foram dispostos no quarteirão de modo que cada edificação implantada tivesse uma ventilação saudável, garantida pela abertura de janelas em todas as faces do edifício, devido a previsão de afastamentos de frente, das laterais e dos fundos dos lotes. Propõe ainda, em detalhe, um tipo de "habitação para proletários", no qual institui 7 metros de afastamento de frente, bem como laterais, além de um quintal ao fundo do lote.
A área abrangida pelo projeto possui regiões específicas, núcleos menores, com finalidade definida, como a Vila Hortícula, destinada a atividades agrícolas com cerca de 400 mil metros quadrados, e a Vila Monjardim, configurada como um núcleo operário que apresentava uma área aproximada de 112 mil metros quadrados. Além destas, tem-se a área principal denominada por Brito, "Novo Arrabalde propriamente dito", atingindo 2.738.098,00 m2. O traçado do arruamento proposto por Saturnino de Brito para a área principal do projeto de Vitória estrutura-se por meio de duas longas e retas avenidas, a Avenida da Penha e Avenida Norte-Sul, que cortam diagonalmente uma malha retangular. Estas avenidas convergem ao norte em ângulo agudo, configurando um triângulo cuja base é outra avenida menor, mas de igual largura, denominada Ordem e Progresso.
A base do triângulo estabelece o elo de conexão entre o antigo e o novo traçado, pois pela continuidade de seus caminhos para além dos seus vértices, por um lado chega-se na antiga Estrada de Rodagem, que leva ao primeiro núcleo de ocupação da cidade, e por outro lado ao Novo Arrabalde. Além do traçado de vias, quarteirões, lotes e tipo de casa, o projeto do Novo Arrabalde define áreas destinadas a hospital, jardins, bosques de eucaliptos, cemitério e capela. Saturnino de Brito elabora detalhada e sofisticada proposta de saneamento e de abastecimento d'água, bem como a de drenagem acompanhada de aterro. /
O abastecimento de água para o Novo Arrabalde seria feito por Jucutuquara. Sendo este abastecimento insuficiente, propôs-se captar água na região do Mestre Álvaro, elevação situada ao norte da ilha. O saneamento do Novo Arrabalde foi embasado nas convicções de Saturnino, que via no dessecamento da camada superior do solo e no lançamento à distância dos dejetos provenientes das casas, os fatores principais para a salubridade esperada. Como medidas complementares ele incluiu calçamentos, canais de contorno, limpeza pública de ruas e pátios, transporte e incineração do lixo, entre outras. Saturnino propõe o plantio de eucaliptos, como forma de auxílio no dessecamento do solo e na saúde da população. O processo de drenagem da região do Novo Arrabalde se faz através de canais de drenagem, com função de levar até as eclusas, as águas das chuvas.
O projeto apresenta detalhadamente os cálculos relativos aos canais de drenagem do Novo Arrabalde, assim como dos canais de entorno dos morros. Em relação ao esgotamento sanitário, Saturnino opta pelo sistema "tout à l'égout", em evidência na França, caracterizado por ser um sistema unitário de coleta de esgotos. O projeto apresenta 16 tipos de galerias distribuídas por duas séries, indicando vantagens de determinados tipos sobre outros. Na seqüência, estabelece como calcular a capacidade dos condutos, à medida que a rede se desenvolve.
O projeto propõe e detalha poços de acumulação que funcionariam como vasos comunicantes com a galeria de comunicação. Prevê ainda poços semelhantes em lugar de grandes tanques. Para o lançamento dos dejetos à distância, Saturnino esboça uma solução que utiliza a corrente produzida pelo desnivelamento das marés nos pilares da Ponte da Passagem. Essa corrente seria suficiente para movimentar as bombas de esgotamento. Com relação à depuração das águas de esgoto, são apresentados vários processos
especiais, dentre os quais seleciona o processo de irrigação.
Este processo pretende ainda o aproveitamento industrial das águas de esgotos. A seqüência do projeto apresenta notas e anexos, relacionados a cálculos, abaixo listados. NOTAS: 1) cálculo da comporta para os bueiros; 2) cálculo de estabilidade; 3) triangulação para a medição do eixo da "Avenida Norte-Sul"; 4) projeto do cais do contorno; 5) cálculo dos dispêndios dos tubos de drenagem; 6) cálculos relativos ao canal de drenagem e as adufas; e 7) cálculos dos elementos relativos aos tipos em série. ANEXOS: 1) análise das águas; 2) quadro relativo ao projeto do Novo Arrabalde; 3) tabela para projetos de canais de contorno; 4) tabela para a distribuição de coletores e emissários; 5.a) tabela para a distribuição dos tipos em série; 5.b) quadro para cubação das alvenarias dos coletores; 6) quadro orçamentário relativo à estrada de rodagem. O projeto apresenta ainda, detalhes de plantas e perfis: 1) estrada de rodagem - onze desenhos (detalhes de bueiros, pontilhões, aterros, comportas, barímetro e muros de arrimo); 2) abastecimento de água - dois desenhos (detalhes de linha de adução, tipos de represa e reservatório de Jucutuquara); 3) perfis de ruas e avenidas - um desenho; 4) tipos de cais de contorno - um desenho; 5) tipo de casa para proletário - um desenho; 6) dessecamento de mangues e terrenos - dois desenhos (quadro gráfico, plantas e secções); 7) anteprojeto de esgotos- três desenhos (tipos e quadro gráfico); 8) planta comparativa de terrenos secos e úmidos, brejos e mangues; 9) planta de anteprojeto de drenagem; 10) planta de arruamento e loteamento; e 11) planta da ilha de Vitória.
Estes condicionantes determinaram a região nordeste da ilha como mais adequada. Esta área engloba os locais conhecidos pelos morros: Barro Vermelho, Barrinha, Guajurú, Itapebussú, Suá, Bento Ferreira e outros. A estrada de rodagem de ligação entre a cidade de Vitória e o Arrabalde foi definida levando em conta as possibilidades de construções às suas margens, no futuro. Optou-se por não acompanhar as bases das encostas, de difícil saneamento. O percurso total da estrada atinge 3500m, a largura 7m nas áreas de aterro e 8,30m nas áreas de corte.
O levantamento topográfico foi feito através de levantamento parcial dos polígonos de contorno dos morros e da ligação destes polígonos, do levantamento dos contornos dos mangues, e também, da medição de uma base na planície da Ponte da Passagem e outra em Bento Ferreira, para que trianguladas, determinassem a medida exata do eixo da Avenida Norte-Sul, atual Av. Leitão da Silva.
O Novo Arrabalde atinge uma área de 3.293.713,00 m2 com um número total 178 quarteirões e de 2129 lotes, dispostos em ruas com largura de 21 metros e avenidas de 28 metros, chegando a alguns casos a 35 metros de largura. Os lotes de 14 metros de frente e 42 metros de profundidade, foram dispostos no quarteirão de modo que cada edificação implantada tivesse uma ventilação saudável, garantida pela abertura de janelas em todas as faces do edifício, devido a previsão de afastamentos de frente, das laterais e dos fundos dos lotes. Propõe ainda, em detalhe, um tipo de "habitação para proletários", no qual institui 7 metros de afastamento de frente, bem como laterais, além de um quintal ao fundo do lote.
A área abrangida pelo projeto possui regiões específicas, núcleos menores, com finalidade definida, como a Vila Hortícula, destinada a atividades agrícolas com cerca de 400 mil metros quadrados, e a Vila Monjardim, configurada como um núcleo operário que apresentava uma área aproximada de 112 mil metros quadrados. Além destas, tem-se a área principal denominada por Brito, "Novo Arrabalde propriamente dito", atingindo 2.738.098,00 m2. O traçado do arruamento proposto por Saturnino de Brito para a área principal do projeto de Vitória estrutura-se por meio de duas longas e retas avenidas, a Avenida da Penha e Avenida Norte-Sul, que cortam diagonalmente uma malha retangular. Estas avenidas convergem ao norte em ângulo agudo, configurando um triângulo cuja base é outra avenida menor, mas de igual largura, denominada Ordem e Progresso.
A base do triângulo estabelece o elo de conexão entre o antigo e o novo traçado, pois pela continuidade de seus caminhos para além dos seus vértices, por um lado chega-se na antiga Estrada de Rodagem, que leva ao primeiro núcleo de ocupação da cidade, e por outro lado ao Novo Arrabalde. Além do traçado de vias, quarteirões, lotes e tipo de casa, o projeto do Novo Arrabalde define áreas destinadas a hospital, jardins, bosques de eucaliptos, cemitério e capela. Saturnino de Brito elabora detalhada e sofisticada proposta de saneamento e de abastecimento d'água, bem como a de drenagem acompanhada de aterro. /
O abastecimento de água para o Novo Arrabalde seria feito por Jucutuquara. Sendo este abastecimento insuficiente, propôs-se captar água na região do Mestre Álvaro, elevação situada ao norte da ilha. O saneamento do Novo Arrabalde foi embasado nas convicções de Saturnino, que via no dessecamento da camada superior do solo e no lançamento à distância dos dejetos provenientes das casas, os fatores principais para a salubridade esperada. Como medidas complementares ele incluiu calçamentos, canais de contorno, limpeza pública de ruas e pátios, transporte e incineração do lixo, entre outras. Saturnino propõe o plantio de eucaliptos, como forma de auxílio no dessecamento do solo e na saúde da população. O processo de drenagem da região do Novo Arrabalde se faz através de canais de drenagem, com função de levar até as eclusas, as águas das chuvas.
O projeto apresenta detalhadamente os cálculos relativos aos canais de drenagem do Novo Arrabalde, assim como dos canais de entorno dos morros. Em relação ao esgotamento sanitário, Saturnino opta pelo sistema "tout à l'égout", em evidência na França, caracterizado por ser um sistema unitário de coleta de esgotos. O projeto apresenta 16 tipos de galerias distribuídas por duas séries, indicando vantagens de determinados tipos sobre outros. Na seqüência, estabelece como calcular a capacidade dos condutos, à medida que a rede se desenvolve.
O projeto propõe e detalha poços de acumulação que funcionariam como vasos comunicantes com a galeria de comunicação. Prevê ainda poços semelhantes em lugar de grandes tanques. Para o lançamento dos dejetos à distância, Saturnino esboça uma solução que utiliza a corrente produzida pelo desnivelamento das marés nos pilares da Ponte da Passagem. Essa corrente seria suficiente para movimentar as bombas de esgotamento. Com relação à depuração das águas de esgoto, são apresentados vários processos
especiais, dentre os quais seleciona o processo de irrigação.
Este processo pretende ainda o aproveitamento industrial das águas de esgotos. A seqüência do projeto apresenta notas e anexos, relacionados a cálculos, abaixo listados. NOTAS: 1) cálculo da comporta para os bueiros; 2) cálculo de estabilidade; 3) triangulação para a medição do eixo da "Avenida Norte-Sul"; 4) projeto do cais do contorno; 5) cálculo dos dispêndios dos tubos de drenagem; 6) cálculos relativos ao canal de drenagem e as adufas; e 7) cálculos dos elementos relativos aos tipos em série. ANEXOS: 1) análise das águas; 2) quadro relativo ao projeto do Novo Arrabalde; 3) tabela para projetos de canais de contorno; 4) tabela para a distribuição de coletores e emissários; 5.a) tabela para a distribuição dos tipos em série; 5.b) quadro para cubação das alvenarias dos coletores; 6) quadro orçamentário relativo à estrada de rodagem. O projeto apresenta ainda, detalhes de plantas e perfis: 1) estrada de rodagem - onze desenhos (detalhes de bueiros, pontilhões, aterros, comportas, barímetro e muros de arrimo); 2) abastecimento de água - dois desenhos (detalhes de linha de adução, tipos de represa e reservatório de Jucutuquara); 3) perfis de ruas e avenidas - um desenho; 4) tipos de cais de contorno - um desenho; 5) tipo de casa para proletário - um desenho; 6) dessecamento de mangues e terrenos - dois desenhos (quadro gráfico, plantas e secções); 7) anteprojeto de esgotos- três desenhos (tipos e quadro gráfico); 8) planta comparativa de terrenos secos e úmidos, brejos e mangues; 9) planta de anteprojeto de drenagem; 10) planta de arruamento e loteamento; e 11) planta da ilha de Vitória.
PORQUE O NOME PRAÇA CRISTOVÃO JACQUES?
Cristóvão Jacques - biografia
Cristóvão Jaques (Algarve, Portugal - 1480) - Após 1530, foi um nobre português. Pouco se sabe a seu respeito. De ascendência aragonesa, era também conhecido como Cristóvão Valjaques. Era filho bastardo de Pero Jaques, tendo sido legitimado por D. João II (1481-1495) e, posteriormente, sido feito fidalgo da Casa Real por D. Manuel I (1495-1521). Casou-se com uma filha de Francisco Portocarreiro, com quem teve três filhos. Em 1503 veio pela primeira vez à costa do Brasil na frota de Gonçalo Coelho.
Em 1516, no comando de duas caravelas, foi encarregado do patrulhamento da costa brasileira, a fim de desestimular incursões de corsários franceses. 1516 e 1526 – expedições guarda-costa: Durante o século XVI, franceses e portugueses teve vários confrontos disputando o comércio do pau-brasil, madeira cobiçada pela indústria têxtil européia. Para conter o intenso contrabando francês do pau-brasil, foram organizadas as expedições guarda-costa. Essas expedições foram comandadas por Cristovão Jacques e tinham um caráter basicamente militar, pois sua missão era aprisionar os navios franceses e sem pagar tributos à Coroa Portuguesa retirava enormes quantidades de pau-brasil do nosso litoral.
O resultado alcançado por essas expedições foi pouco significativo. A grande extensão da costa brasileira tornava impossível policiá-la integralmente e impedir o tráfico ilícito dos contrabandistas. Em Novembro de1516, aportou em uma grande baia, à qual deu o nome de baía de Todos os Santos. No rio da Prata venceu e aprisionou muitos franceses. Percorreu a costa até 1519.
A 21 de julho de 1521, zarpou de novo da foz do rio Tejo com destino ao Brasil, fundando em Pernambuco a feitoria de Itamaracá, num dos ancoradouros mais conhecidos do litoral brasileiro, onde havia abundância de pau-brasil (Caesalpinia echinata) e freqüentes contatos entre indígenas e europeus, antes de prosseguir para o Sul até ao rio da Prata. Por fim, em 1526, foi nomeado por D. João III como Governador das Partes do Brasil, em substituição a Pero Capico, tendo retornado outra vez no comando de uma nau e cinco caravelas, travando inúmeros combates com corsários franceses.
Em 1527 aprisionou três galeões franceses no Recôncavo da Bahia neste que é considerado o primeiro combate naval no Brasil. Mas tendo agido com barbaridade contra os prisioneiros, esse gesto acabou lhe causando grandes problemas junto a D. João III (1521-1557). Ao regressar a Portugal, ofereceu-se ao soberano para, às próprias expensas, com mil colonos, dar início à ocupação permanente das novas terras, mas nada resultou da proposta. Apenas quatro anos depois de os portugueses terem chegado ao Brasil, há registro de que já andavam franceses pelas margens do rio Paraguaçu, negociando com os nativos. A descoberta oficial do rio é, porém, atribuída a Cristóvão Jacques, comandante da expedição guarda-costas em 1526. Três rios deságuam na baía de Todos os Santos - o Jaguaripe, o Subaé e o Paraguaçu. O Paraguaçu é o mais longo, com 600 km de extensão, o que o fez ser chamado de “rio grande” em língua indígena. O rio Subaé, que banha Santo Amaro (Bahia), ficaria sendo o rio dos engenhos de açúcar, o rio Jaguaripe que passa na cidade atual de Nazaré, o rio da farinha, e o Paraguaçu, por sua extensão, o rio de penetração na capitania.
Numa carta de Frei Vicente do Salvador, registra-se que Cristóvão Jacques encontrou numa ilha (já denominada “dos franceses”), no baixo curso do rio Paraguaçu, duas naus que negociavam com os indígenas, e foram devidamente afundadas. No local surgiria a povoação mais tarde chamada vila de Nossa Senhora do Rosário da Cachoeira, nos começos do século XVII sesmaria de Gaspar Dias Adorno, sítio ideal para a penetração da capitania.
Em 1516, no comando de duas caravelas, foi encarregado do patrulhamento da costa brasileira, a fim de desestimular incursões de corsários franceses. 1516 e 1526 – expedições guarda-costa: Durante o século XVI, franceses e portugueses teve vários confrontos disputando o comércio do pau-brasil, madeira cobiçada pela indústria têxtil européia. Para conter o intenso contrabando francês do pau-brasil, foram organizadas as expedições guarda-costa. Essas expedições foram comandadas por Cristovão Jacques e tinham um caráter basicamente militar, pois sua missão era aprisionar os navios franceses e sem pagar tributos à Coroa Portuguesa retirava enormes quantidades de pau-brasil do nosso litoral.
O resultado alcançado por essas expedições foi pouco significativo. A grande extensão da costa brasileira tornava impossível policiá-la integralmente e impedir o tráfico ilícito dos contrabandistas. Em Novembro de1516, aportou em uma grande baia, à qual deu o nome de baía de Todos os Santos. No rio da Prata venceu e aprisionou muitos franceses. Percorreu a costa até 1519.
A 21 de julho de 1521, zarpou de novo da foz do rio Tejo com destino ao Brasil, fundando em Pernambuco a feitoria de Itamaracá, num dos ancoradouros mais conhecidos do litoral brasileiro, onde havia abundância de pau-brasil (Caesalpinia echinata) e freqüentes contatos entre indígenas e europeus, antes de prosseguir para o Sul até ao rio da Prata. Por fim, em 1526, foi nomeado por D. João III como Governador das Partes do Brasil, em substituição a Pero Capico, tendo retornado outra vez no comando de uma nau e cinco caravelas, travando inúmeros combates com corsários franceses.
Em 1527 aprisionou três galeões franceses no Recôncavo da Bahia neste que é considerado o primeiro combate naval no Brasil. Mas tendo agido com barbaridade contra os prisioneiros, esse gesto acabou lhe causando grandes problemas junto a D. João III (1521-1557). Ao regressar a Portugal, ofereceu-se ao soberano para, às próprias expensas, com mil colonos, dar início à ocupação permanente das novas terras, mas nada resultou da proposta. Apenas quatro anos depois de os portugueses terem chegado ao Brasil, há registro de que já andavam franceses pelas margens do rio Paraguaçu, negociando com os nativos. A descoberta oficial do rio é, porém, atribuída a Cristóvão Jacques, comandante da expedição guarda-costas em 1526. Três rios deságuam na baía de Todos os Santos - o Jaguaripe, o Subaé e o Paraguaçu. O Paraguaçu é o mais longo, com 600 km de extensão, o que o fez ser chamado de “rio grande” em língua indígena. O rio Subaé, que banha Santo Amaro (Bahia), ficaria sendo o rio dos engenhos de açúcar, o rio Jaguaripe que passa na cidade atual de Nazaré, o rio da farinha, e o Paraguaçu, por sua extensão, o rio de penetração na capitania.
Numa carta de Frei Vicente do Salvador, registra-se que Cristóvão Jacques encontrou numa ilha (já denominada “dos franceses”), no baixo curso do rio Paraguaçu, duas naus que negociavam com os indígenas, e foram devidamente afundadas. No local surgiria a povoação mais tarde chamada vila de Nossa Senhora do Rosário da Cachoeira, nos começos do século XVII sesmaria de Gaspar Dias Adorno, sítio ideal para a penetração da capitania.
HISTÓRIA DE FORMAÇÃO DO BAIRRO SANTA HELENA
O Bairro Santa Helena e o Bairro Praia do Canto se originaram de um loteamento - Plano Novo Arrabalde, cujo autor foi o Engenheiro Saturnino de Brito, que baseado em influências do urbanismo sanitarista, projetou ruas largas, tendo como eixo central a Avenida Nossa Senhora da Penha, formando um desenho semelhante a uma espinha de peixe. O loteamento abrangia parte do bairro Santa Lúcia, devido ao prolongamento das avenidas Rio Branco, Aleixo Neto e Constante Sodré.
Na época, o bairro era utilizado como área de lazer e moradia junto ao mar. Existiam as Praias do Barracão, das Castanheiras, do Canto, Comprida e de Santa Helena, além das Ilhas do Boi e do Frade. Com o aterro realizado pela COMDUSA, em 1972, as referências dessas praias desapareceram e o nome Praia do Canto se consolidou. Até o final da década de 50, quando saíram de circulação, os bondes faziam ponto final na Rua Aleixo Neto, trazendo moradores do Centro e Jucutuquara para a Praia do Barracão.
Na Praia de Santa Helena, próximo à atual Praça do Cauê, sobre o morro Itapebuçu, localizava-se a Western Telegraph Ltda que "ligava Vitória ao mundo". Em 1970, o terreno foi vendido e loteado para a construção de grandes casas para classe média alta.
Na época, o bairro era utilizado como área de lazer e moradia junto ao mar. Existiam as Praias do Barracão, das Castanheiras, do Canto, Comprida e de Santa Helena, além das Ilhas do Boi e do Frade. Com o aterro realizado pela COMDUSA, em 1972, as referências dessas praias desapareceram e o nome Praia do Canto se consolidou. Até o final da década de 50, quando saíram de circulação, os bondes faziam ponto final na Rua Aleixo Neto, trazendo moradores do Centro e Jucutuquara para a Praia do Barracão.
Na Praia de Santa Helena, próximo à atual Praça do Cauê, sobre o morro Itapebuçu, localizava-se a Western Telegraph Ltda que "ligava Vitória ao mundo". Em 1970, o terreno foi vendido e loteado para a construção de grandes casas para classe média alta.
A PRAÇA CRISTOVÃO JACQUES
Criada pelo Decreto Municipal nº0021/1948, com área de 4.204,61m², possui quadra poliesportiva, quadra de tênis, Brinquedos infantis, caixa de areia, equipamentos para ginástica e é fechada com grades e muros.
Os militares da Revolução de 64 mandou a empresa se desfazer dele. Nele hospedou-se em 1963, o Presidente João Goularth e sua esposa D.Maria Teresa, quando em visita ao estado.( Foi o maior alvoroço, pois a primeira dama, de uma beleza impar, se banhava de na piscina do clube, e os paparazzi, tentavam a qualquer custo fotografa-la). Ela foi até musica do cantor bossa-nova, Juca Chaves, intitulado "Presidente Bossa-nova", e sucesso musical na época)
Por que Praça do Cauê:
Onde hoje esta a antiga Escola de Aplicação Estadual, havia um clube que a velha Vale do Rio Doce construiu em frente a praça para seus afortunados servidores e hospedes especiais, e chamava-se Cauê, uma homenagem a sua jazida de minério de ferro que ainda é extraido na cidade de Itabira (MG). O morro é chamado de Cauê. Os militares da Revolução de 64 mandou a empresa se desfazer dele. Nele hospedou-se em 1963, o Presidente João Goularth e sua esposa D.Maria Teresa, quando em visita ao estado.( Foi o maior alvoroço, pois a primeira dama, de uma beleza impar, se banhava de na piscina do clube, e os paparazzi, tentavam a qualquer custo fotografa-la). Ela foi até musica do cantor bossa-nova, Juca Chaves, intitulado "Presidente Bossa-nova", e sucesso musical na época)
PRAÇA DO CAUÊ – 1920 – PRAIA DE SANTA HELENA
RUA DUKLA DE AGUIAR – PROXIMO A PRAÇA DO CAUÊ – 1920 – Praia de Santa Helena
VISTA DA PRAIA DE SANTA HELENA, DO ALTO DO HOSPITAL INFANTIL – 1936.
PRAIA DE SANTA HELENA – PRAÇA DO CAUÊ – MORRO DA WESTERN - 1936
PRAIA DE SANTA HELENA – 1970 – AO RODAPÉ PRAÇA DE CAUÊ.
VISTA PARCIAL DA PRAÇA DO CAUÊ – 1970 – PRAIA SANTA HELENA, AINDA ZONA BALNEAR.
A QUESTÃO INSERIDA NO PROCESSO DA MOBILIDADE URBANA
A estrutura da cidade contemporânea é formada não por uma estrutura estática, mas sim por conjuntos de malhas interconectadas, geradas por edifícios, pelas atividades e pelos espaços em si, transformando-se numa experiência única de trânsito, superando as tradicionais noções de origem/destino. O que nos facilita entender o conceito do sociólogo F. Ascher sobre mobilidade “[...] mobilidade não é mais um conceito de distância entres dois pontos, e sim, um sistema de organização do ponto de vista da otimização entre diversos atores e diferentes mobilidades”.
E nesse emaranhado de pessoas e veículos, existem uma serie de questões que interferem de modo negativo para o desenvolvimento da mobilidade urbana, abrangendo diversas áreas de conhecimento, desde aspectos culturais até os ecológicos. Essas questões se expressam nos congestionamentos de veículos, no alto custo das tarifas do sistema público, nos inúmeros acidentes, na segregação social, na sustentabilidade ambiental, na falta de ciclovias e pela desarticulação política administrativa de planejamento e gestão de escala metropolitana.
Sendo que tal panorama possui sua raiz, devido principalmente ao tipo de modelo operacionalizado e adaptado ao longo do tempo, que prioriza a locomoção do modal motorizado individual, o automóvel. A cidade de Vitória, assim como diversas outras cidades, vem enfrentando questões sobre as melhorias na mobilidade urbana, frente ao intenso processo de metropolização em que esta sendo submetida.
Observa-se que a cidade de Vitória – ES, atualmente está passando por vários projetos de reestruturação, que interferem diretamente na mobilidade e apontam a necessidade que a capital está passando para realizar melhorias no setor urbano. Defender o empresário, aquele que promove o desenvolvimento, é uma tarefa difícil, é como um crente em Deus querer defender a boa ação do diabo.
Todos nós, que moramos na Grande Vitória (e até muita gente de fora) sabemos que a capital do Estado do Espírito Santo se situa numa ilha, diminuta, com 42Km², um negócio muito pequeno, com ruas apertadas, fruto da colonização portuguesa, quando o tráfego nas ruas era de carroça, e jamais se sonhou que aqui corressem milhares de automóveis, um dia. Vitória é cortada, á margem de sua orla, por duas avenidas com pouco mais de 10 metros de largura, calçadas apertadas, onde transeuntes se esgueiram, são pilhados por refinados gatunos e não podem descer das calçadas, para não serem atropelados pelo tráfego intenso e perigoso.
A estrutura da cidade contemporânea é formada não por uma estrutura estática, mas sim por conjuntos de malhas interconectadas, geradas por edifícios, pelas atividades e pelos espaços em si, transformando-se numa experiência única de trânsito, superando as tradicionais noções de origem/destino. O que nos facilita entender o conceito do sociólogo F. Ascher sobre mobilidade “[...] mobilidade não é mais um conceito de distância entres dois pontos, e sim, um sistema de organização do ponto de vista da otimização entre diversos atores e diferentes mobilidades”.
E nesse emaranhado de pessoas e veículos, existem uma serie de questões que interferem de modo negativo para o desenvolvimento da mobilidade urbana, abrangendo diversas áreas de conhecimento, desde aspectos culturais até os ecológicos. Essas questões se expressam nos congestionamentos de veículos, no alto custo das tarifas do sistema público, nos inúmeros acidentes, na segregação social, na sustentabilidade ambiental, na falta de ciclovias e pela desarticulação política administrativa de planejamento e gestão de escala metropolitana.
Sendo que tal panorama possui sua raiz, devido principalmente ao tipo de modelo operacionalizado e adaptado ao longo do tempo, que prioriza a locomoção do modal motorizado individual, o automóvel. A cidade de Vitória, assim como diversas outras cidades, vem enfrentando questões sobre as melhorias na mobilidade urbana, frente ao intenso processo de metropolização em que esta sendo submetida.
Observa-se que a cidade de Vitória – ES, atualmente está passando por vários projetos de reestruturação, que interferem diretamente na mobilidade e apontam a necessidade que a capital está passando para realizar melhorias no setor urbano. Defender o empresário, aquele que promove o desenvolvimento, é uma tarefa difícil, é como um crente em Deus querer defender a boa ação do diabo.
Todos nós, que moramos na Grande Vitória (e até muita gente de fora) sabemos que a capital do Estado do Espírito Santo se situa numa ilha, diminuta, com 42Km², um negócio muito pequeno, com ruas apertadas, fruto da colonização portuguesa, quando o tráfego nas ruas era de carroça, e jamais se sonhou que aqui corressem milhares de automóveis, um dia. Vitória é cortada, á margem de sua orla, por duas avenidas com pouco mais de 10 metros de largura, calçadas apertadas, onde transeuntes se esgueiram, são pilhados por refinados gatunos e não podem descer das calçadas, para não serem atropelados pelo tráfego intenso e perigoso.
A QUESTÃO DA IRRITAÇÃO DA POPULAÇÃO:
Tudo aqui, de interesse da sociedade, esbarra na timidez das autoridades em molestar estranhos grupos de “donos” da ilha, intocáveis, misteriosos cidadãos, que obstaculam o progresso e ninguém dizem nada. Tem como referência o governo do Sr. Elcio Álvares, hoje deputado e presidente da Assembléia Legislativa, a audácia de dar início às obras de Terceira Ponte, no dia 14 de agosto de 1978, e inaugurada em 23 de agosto de 1989, com o nome de Ponte Deputado Castello Mendonça, mas popularizada Terceira Ponte, que custou 11 anos pra ficar pronta, mas teve o mérito de ser iniciativa dele, sem o que ela não existiria até hoje.
A Terceira Ponte carrega uma espécie de maldição. Do lado de Vitória a Terceira Ponte, altaneira, bonita, espalhada mundo afora em pôsteres magníficos, esbarra numa tal de Praça Cristóvão Jacques, mais conhecida por Praça do Cauê (um clube que a velha Vale do Rio Doce construiu nas proximidades, para seus afortunados servidores, e o governo da Revolução de 64 mandou a empresa se desfazer dele), onde as autoridades municipais têm receio de tocar numa quadra de tênis que existe no meio do logradouro, onde figurões se transformaram donos dela, enquanto os veículos que demandam a Vitória debateram naquele empecilho vergonhoso.
Muitas medidas drásticas já foram tomadas no passado em Vitória. O governador Jerônimo Monteiro mandou demolir todas as casas da avenida que lava seu nome para alargar a Avenida em nome do progresso. Recentemente as casas laterais da Avenida Fernando Ferrari, em nome da mobilidade viária foram demolidas. Mas a Praça Cristóvão Jacques, o que tem de tanto importante? Politicamente é um bairro inexpressivo, pois existem somente 3.618 eleitores. Sua população total é de .... habitantes.
No momento, a PMV afirma que não há necessidade dessa construção, de se abrir caminho, extirpando-se a praça inútil para permitir milhares de veículos passarem direto para a Avenida Nossa Senhora da Penha, pondo-se um fim ao tormento dos engarrafamentos localizados. A cidade é assim, cheia de donos, cheia de “técnicos” que não se sensibilizam com coisa alguma e, quem quiser fazer um percurso matinal de carro, de mais ou menos cinco quilômetros, pode perfeitamente ficar mofando dentro de um carro uma hora e mais, manhã e noite, pelo prazer ou deleite de uns poucos afortunados que entende que a cidade é deles, que os deixe jogar tênis em paz.
Um detalhe a mais, a praça é a única fechada da capital, um verdadeiro “bunker” aos olhos dos demais moradores da cidade. Pelas características administrativas das áreas publicas, as únicas que são fechadas são os Parques Urbanos e Naturais da cidade, o resto e apenas praça. Por que este privilégio desta praça ser fechada? Aconselho as nossas autoridades reflitam sobre esta questão e conquistem a credibilidade da sociedade, da extraordinária maioria que está assistindo essa farra de incompetência, para solucionar um problema tão banal, que é a falta de coragem, de determinação, de contrariar meia dúzia, se muito, de jogadores.
Convoquem o Governo do Estado, os concessionários da Terceira Ponte para um acordo sobre o pedágio, abrindo espaço para a criação de um fundo, onde tais recursos seriam aplicados em obras de abertura de canais de escoamento do tráfego, inclusive, o aumento razoável do pedágio iria inibir que mais da metade dos veículos que cruzam a ponte trouxessem apenas um passageiro.
Um sistema de transporte coletivo decente permitiria que tanto Vitória como Vila Velha, muitos motoristas deixassem seus veículos nas garagens. Lamento que não haja disposição para um diálogo entre os que têm responsabilidade para decidir. Não será a Praça Cristóvão Jacques (do Cauê) que deverá ser entrave ao desenvolvimento. Um dia o povo vai reclamar da demora de soluções tão bobas.
Agora veja você, passados tantos anos, a Terceira Ponte ficou como espinha dorsal do desenvolvimento da Grande Vitória. Isto torna fundamental a projeção de mais uma alternativa de ligação. Bem, parece-me fundamental a construção desta quarta alternativa. Vitória é uma ilha saturada de ocupação urbana e todos os problemas são em decorrência disto. O trânsito pode melhorar muito em Vitória quando a Reta da Penha for ligada diretamente à Terceira Ponte por uma simples reta que terá que atravessar o local onde hoje está localizada a Praça Cristóvão Jacques, hoje também conhecida como Praça do Cauê. Mas a medida ainda não está nos planos da Secretaria de Transportes e Infraestrutura Urbana de Vitória. “O acesso pela Praça do Cauê, que era provisório para as obras de saneamento, deu certo e será definitivo. Mas ainda não vemos muita necessidade de abrir a passagem direta. É algo a ser avaliado”.
O Governador Casagrande, recém eleito, já se manifestou que o problema da “Praça do Cauê” será resolvido em curto prazo. Afinal se acende uma luz no fundo do túnel. Vejam no esquema como é fácil chegar até ao pedágio da Terceira ponte. Você entendeu como é fácil! É um absurdo que isto aconteça ainda em Vitória.
A Terceira Ponte carrega uma espécie de maldição. Do lado de Vitória a Terceira Ponte, altaneira, bonita, espalhada mundo afora em pôsteres magníficos, esbarra numa tal de Praça Cristóvão Jacques, mais conhecida por Praça do Cauê (um clube que a velha Vale do Rio Doce construiu nas proximidades, para seus afortunados servidores, e o governo da Revolução de 64 mandou a empresa se desfazer dele), onde as autoridades municipais têm receio de tocar numa quadra de tênis que existe no meio do logradouro, onde figurões se transformaram donos dela, enquanto os veículos que demandam a Vitória debateram naquele empecilho vergonhoso.
Muitas medidas drásticas já foram tomadas no passado em Vitória. O governador Jerônimo Monteiro mandou demolir todas as casas da avenida que lava seu nome para alargar a Avenida em nome do progresso. Recentemente as casas laterais da Avenida Fernando Ferrari, em nome da mobilidade viária foram demolidas. Mas a Praça Cristóvão Jacques, o que tem de tanto importante? Politicamente é um bairro inexpressivo, pois existem somente 3.618 eleitores. Sua população total é de .... habitantes.
No momento, a PMV afirma que não há necessidade dessa construção, de se abrir caminho, extirpando-se a praça inútil para permitir milhares de veículos passarem direto para a Avenida Nossa Senhora da Penha, pondo-se um fim ao tormento dos engarrafamentos localizados. A cidade é assim, cheia de donos, cheia de “técnicos” que não se sensibilizam com coisa alguma e, quem quiser fazer um percurso matinal de carro, de mais ou menos cinco quilômetros, pode perfeitamente ficar mofando dentro de um carro uma hora e mais, manhã e noite, pelo prazer ou deleite de uns poucos afortunados que entende que a cidade é deles, que os deixe jogar tênis em paz.
Um detalhe a mais, a praça é a única fechada da capital, um verdadeiro “bunker” aos olhos dos demais moradores da cidade. Pelas características administrativas das áreas publicas, as únicas que são fechadas são os Parques Urbanos e Naturais da cidade, o resto e apenas praça. Por que este privilégio desta praça ser fechada? Aconselho as nossas autoridades reflitam sobre esta questão e conquistem a credibilidade da sociedade, da extraordinária maioria que está assistindo essa farra de incompetência, para solucionar um problema tão banal, que é a falta de coragem, de determinação, de contrariar meia dúzia, se muito, de jogadores.
Convoquem o Governo do Estado, os concessionários da Terceira Ponte para um acordo sobre o pedágio, abrindo espaço para a criação de um fundo, onde tais recursos seriam aplicados em obras de abertura de canais de escoamento do tráfego, inclusive, o aumento razoável do pedágio iria inibir que mais da metade dos veículos que cruzam a ponte trouxessem apenas um passageiro.
Um sistema de transporte coletivo decente permitiria que tanto Vitória como Vila Velha, muitos motoristas deixassem seus veículos nas garagens. Lamento que não haja disposição para um diálogo entre os que têm responsabilidade para decidir. Não será a Praça Cristóvão Jacques (do Cauê) que deverá ser entrave ao desenvolvimento. Um dia o povo vai reclamar da demora de soluções tão bobas.
Agora veja você, passados tantos anos, a Terceira Ponte ficou como espinha dorsal do desenvolvimento da Grande Vitória. Isto torna fundamental a projeção de mais uma alternativa de ligação. Bem, parece-me fundamental a construção desta quarta alternativa. Vitória é uma ilha saturada de ocupação urbana e todos os problemas são em decorrência disto. O trânsito pode melhorar muito em Vitória quando a Reta da Penha for ligada diretamente à Terceira Ponte por uma simples reta que terá que atravessar o local onde hoje está localizada a Praça Cristóvão Jacques, hoje também conhecida como Praça do Cauê. Mas a medida ainda não está nos planos da Secretaria de Transportes e Infraestrutura Urbana de Vitória. “O acesso pela Praça do Cauê, que era provisório para as obras de saneamento, deu certo e será definitivo. Mas ainda não vemos muita necessidade de abrir a passagem direta. É algo a ser avaliado”.
O Governador Casagrande, recém eleito, já se manifestou que o problema da “Praça do Cauê” será resolvido em curto prazo. Afinal se acende uma luz no fundo do túnel. Vejam no esquema como é fácil chegar até ao pedágio da Terceira ponte. Você entendeu como é fácil! É um absurdo que isto aconteça ainda em Vitória.
O próprio esquema de circulação viária cria problema para os próprios moradores. Outra necessidade é instalar semáforos ou, até melhor, faixa preferencial de pedestres na região próxima à praça. Os moradores estão tendo dificuldades para atravessar a rua, com o aumento significativo do tráfego. Ok, mas a Praça do Cauê freia o trânsito da área e ela não precisa ser implodida, e sim inserida num novo projeto. Só isso! O Engenheiro Luis Carlos Mendonça, da Metron Engenharia, deu sua parcela de colaboração, com elaboração de um projeto que contempla um viaduto, passando sobre a famigerada praça, sem descacarteriza-la. Basta bom senso dos planejadores do sistema viário da capital para aceita-la como uma solução viável.
FOTO: WILLIS DA FARIA- MAIO.2010
FOTO: WILLIS DE FARIA - MAIO.2010
FOTO: WILLIS DE FARIA - MAIO - 2010
FOTO: WILLIS DE FARIA - FEVEREIRO - 2010















Ressalto que a Praça do Cauê tem sido abandonada pelos cuidados públicos há muito tempo, e as autoridades já preveem seu sucateamento para posterior demolição. Caso contrário, poderiam contemplar a mesma com posto policial (escasso na região que sofre muito com assaltos e com a violência metropolitana), academia popular, reforma em suas quadras (que atualmente encontram-se vergonhosamente destruídas) e parques, dentre outras inúmeras possibilidades para um espaço público. Obviamente uma população de 3.618 eleitores não precisa ser lembrada em um caso desses, já que politicamente não tem expressão.
ResponderExcluirEntretanto, ressalto ao autor dessa lastimável publicação, que a Praça do Cauê, espaço público para lazer, preservada pelo Projeto do Novo Arrabalde de Saturnino de Brito, é marco histórico importante para Vitória e todos os que puderam desfrutar de sua época áurea. É desprezível pensar que uma Praça histórica e consolidada como essa será demolida para ceder espaço a veículos particulares cuja taxa de ocupação gira em torno de 1,2 pessoa/veículo, geralmente atendendo a pessoas de maior poder aquisitivo. A demolição de uma Praça como essa também defronta com o Pensamento Verde, muito incentivado atualmente, que opta por preservar áreas de lazer, vegetação e bem-estar ao invés da ocupação cinza. É um infortúnio que a população capixaba não saiba desfrutar dos espaços públicos como deveria.
Outro ponto a ser destacado é que a Praça do Cauê não é um empecilho para a fluidez do tráfego, uma vez que as retenções causadoras dos congestionamentos estão localizadas nos pedágios, semáforos e vias estreitas. Cortar a Praça com uma via apenas alterará a localização de um congestionamento que sempre existirá. Talvez esse seja o momento para refletir sobre a construção de outra ligação entre Vitória-Vila Velha, porque a Terceira Ponte já está saturada. E é assim que acontece com os projetos de engenharia. São projetados para uma demanda e ponto final. Se promovermos demolições para cada aumento de frota de veículos, chegará um dia em que não haverá quarteirões, mas somente vias em nossa cidade. Incoerência. Os cidadãos e as políticas públicas é que devem agir com o objetivo de tornar as cidades um lugar agradável de viver, sem a indecência de um volume assustador de veículos engarrafando as vias, reduzindo a qualidade do ar, aumentando os níveis de ruído e vibração e número de acidentes que assustam os dados de saúde.
Com sua licença, mas é meu desejo que os veículos particulares, muito subutilizados atualmente, esses sim, devem ceder espaço para a história, para a ocupação Verde e para o bem-estar das cidades brasileiras.
Perfeito, Fabianne. Incrível como as pessoas acham que uma praça possa ser "extirpada" para dar lugares a carros, justificando o injustificável e ainda afirmado que se trata de deixar a cidade crescer, acabando com uma praça (a única em toda a região) para desfavorecer "afortunados que jogam tênis"... E o problema do congestionamento nada tem a ver com a praça, e sim com a quantidade de carros enorme. E isto numa cidade onde o transporte público é deprimente. Nem sempre foi assim. Pouco tempo atrás, havia transporte de qualidade. Hoje? Procure e espere um ônibus para ver...
ExcluirSeu Artigo é incrível e o blog muito bom.
ResponderExcluirRegistro que fizemos no dia 16/02/2019 o bloco de carnaval "Amigos da Cauê", mas no intuito de ocupar a praça. Somos favoráveis à melhor medida da prefeitura, seja de abrir a praça ou mantê-la. Infelizmente, temos uma política muito fraca que não tem peito para fazer o que tem de ser feito e dar mais 900 m2 à praça, nem revitaliza do jeito que precisa, com barracas, pontos de energia, etc.
Sofre a população. Sofre o comércio da região.
Frederico Gimenes
Cidadão de Vitória
Morador do Entorno da Cauê.