SOLAVANCOS DE REMINICENCIAS – A FAZENDINHA DOS MONJARDINS.

 

POR:WILLIS DE FARIA

(autobiografia)

Eu passei a me perguntar, por que a maioria dos meus contos e crónicas e escritos, das mais de 345 que já posei em meu BLOG, sempre estou em franca lembrança desta época, dos 06 aos 30 anos.

Como estivesse em minha mente flutuando, e fácil e decifrar. Fui pesquisar (minha mania), e saber o do por que, e ai eu encontrei a resposta, que posto aqui.

Acredito que todos nós temos esta mesma sensação de clara lembrança de determina época de nossa vida, entre criança, adolescência e juventude.

Certo dia encontre a minha primeira foto, que bati com um fotografo profissional, e lembre até do nome do fotografo: Rodolfo Mian. Tinha 06 anos de idade. 

Fiz pequenas modificações com recursos de editoração meu Celular, em sua imagem, apagando algumas imagens que estavam ao meu lado.


E depois quando eu estava sozinho, solicitei a IA (Inteligência Artificial) para restaurar a imagem P&B e depois coloriza-la, pra ver os efeitos da imagem, como também em minha lembrança daquela época.



Eu tinha postado em meu blog, uma crônica da fazendinha dos Monjardim (Sr. Áureo), que tinha uma fazendinha próxima a minha casa, ou seja, um curral com algumas vacas leiteiras e cabras.

Era minha obrigação diária acordar antes das 6 da manhã, e ir com uma leiteira de alumínio com alça, ira buscar o leite no curral, após uma caminhada de uns 500 metros, nos fundos de nossa residência. E ainda recebia do Sr. Áureo, uma caneca de leite quente, que saia na hora da teta da vaca, que era colocada em uma caneca de alumínio, com uma pouco de sal e nós bebermos. Ele dizia que era para eu ficar mais forte, por que  eu era um garoto muito franzino.

Esta lembrança sempre ficou em minha mente, tentando imaginar esta cena diária. Pedia a IA, para transformar este meu pensamento em realidade, através de minha foto.

Para minha felicidade, isto foi possível, com a Inteligência Artificial, recriar este momento onde um dia. Parecia que eu tinha sido fotografado no transporte do leite para casa. Este leite era diário, pois tinha mais 4 irmãos, todos esperavam este leite pra o café da manha.

Posto pra vocês esta historia, com as fotos geradas por IA, e que me deram muitas alegrias, como eu estivesse revivendo aquele momento.

“Havia perto de minha casa, no final de Jucutuquara e inicio de Fradinhos (chamávamos de final da linha de Bonde), no alto da encosta, o curral do Sr. Mario e Áureo Monjardim.”.

“Acordar cedo (às 6 horas) era uma obrigação diária, por uma picada pelo meio do mato, lá ia eu, com a “leiteira” na mão, busca o leite para o café da manhã. Lá já estavam os senhores Mario e Áureo com os filhos José Áureo “Olho de Garoupa” e Jair “Pé de Banda”, sentados em banquinhos, ordenhando as vacas e cabras”.

“A vaca era o terror do morro principalmente as que tinham crias novas. A que era terror da garotada era uma vaca chamada de “Farmácia, que carreiras davam aos menos avisados”. Mas, hoje, a fazendinha não mais existe, mas sim apenas residências de alto luxo”. 


“São trechos de meu conto, que resgato este momento de meu passado, e a doce infância”. (Escrito em 31/05/2010). O sonho então realizado.


“Trecho escrito a mão, do recado quem Sr. Áureo Monjardim, me dizia todo dia!.

Abusando da boa vontade e dedicação da IA, pedi? “Coloque-me em frente a uma paisagem de grande beleza cênica, com muita natureza no entorno” Assim fui presenteado.


"Assim as imagens acontecem, com uso dos recursos da Inteligencia Artificial, oferencendo imagens um mundo real como nosos sonhos. Voltando ao passado em sonhos coloridos."

Para conhecer mais esta historia em sua publicação original (2010), é só clicar neste link abaixo:

http://deolhonailha-vix.blogspot.com/2010/05/jucutuara-fradinhos-fazendinha-dos.html



REPORTAGEM 02 - A RESPOSTA DE TUDO!

Nossa pesquisa, sobre por que nos lembramos de coisas do passado, principalmente na fase jovem.

Solavanco da reminiscência:

Por que lembramos mais da infância e juventude do que dos dias atuais?

As memórias da nossa infância e do início da juventude parecem mais intensas e marcantes por causa de uma combinação de neurobiologia, novidade emocional e a forma como o nosso cérebro processa o tempo.

Em psicologia, a ciência chama o fenômeno de lembrar muito mais das coisas que aconteceram entre os 10 e 30 anos de "solavanco da reminiscência" (ou reminiscence bump).

Abaixo estão os principais fatores que explicam por que essas lembranças são tão fortes:

1. O "Efeito de Novidade" e a Dopamina

Quando somos crianças ou jovens, estamos vivenciando muitas coisas pela primeira vez: o primeiro dia de aula, a primeira viagem, o primeiro beijo, a conquista do primeiro emprego.

  • O cérebro adora a novidade: Experiências inéditas ativam a liberação de dopamina, um neurotransmissor que avisa o cérebro: "Isso é importante, preste atenção e guarde isso!"
  • A rotina da vida adulta:

 Conforme envelhecemos, a vida se torna mais previsível e cheia de rotina. Ir ao trabalho pela milésima vez não gera o mesmo impacto químico no cérebro que ir à escola pela primeira vez.

2. O Pico do Desenvolvimento Cerebral

O nosso cérebro atinge a sua eficiência máxima de processamento e armazenamento de memória durante a juventude.

  • Entre a infância e o início da idade adulta, a plasticidade cerebral (a capacidade do cérebro de mudar e criar novas conexões) é altíssima.
  • O sistema de memória (composto por estruturas como o hipocampo e a amígdala) está funcionando no seu auge biológico, tornando o registro dos eventos muito mais nítido.

3. Alta Intensidade Emocional

As emoções funcionam como uma "cola" para a memória. Quanto mais forte a emoção, mais duradoura é a lembrança.

  • Durante a infância e a adolescência, os hormônios estão à flor da pele e tudo parece ter um peso enorme.
  • A amígdala, que é o centro emocional do cérebro, trabalha em conjunto com o hipocampo. Quando você vive algo com muita alegria, medo ou surpresa na infância, a amígdala carimba esse evento como "alta prioridade".

4. A Construção da Identidade

É na infância e na juventude que definimos quem nós somos. Os psicólogos chamam isso de formação do "eu narrativo".

  • Guardamos as memórias dessa época porque elas são os tijolos que constroem a nossa identidade, os nossos valores e os nossos gostos (como as músicas que você ouvia aos 15 anos e que provavelmente ainda ama).
  • O cérebro revisita essas memórias com frequência para reforçar quem nós somos, o que as mantém sempre "vivas".

5. A Percepção do Tempo

Quando você tem 10 anos de idade, um único ano representa 10% de toda a sua vida. O tempo parece passar muito mais devagar porque cada dia está cheio de novas informações para processar.

Para um idoso de 80 anos, um ano representa apenas 1,25% da sua vida. Como há menos novidades e o tempo parece passar mais rápido, os dias se misturam, gerando menos memórias marcantes e individualizadas.

Em resumo: As memórias da infância e juventude são fortes porque foram gravadas em um cérebro jovem e altamente receptivo, movido pela emoção da primeira vez e pela descoberta do mundo.

É exatamente o que eu sinto. Por isso  lembro do final da linha do bonde com 14 anos em detalhes - imagem pura, como se estivesse vivendo - e do que eu escrevI sobre Jucutuquara, e toda cidade na fase dos 6 aos 20 anos! Era tudo primeira vez, dopamina pura, construção da minha identidade.






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