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BAIXO (BAIXIO-BAIXADA) DA ÉGUA – UM LOCAL DE MUITA HISTORIA.

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  BAIXO (BAIXIO - BAIXADA) DA ÉGUA – UM LOCAL DE MUITA HISTORIA. POR: WILLIS DE FARIA O local antigamente conhecido popularmente como “Baixada da Égua” (ou "Baixo da Égua") em Vitória correspondia à região onde hoje fica o bairro  Gurigica. Origem e Mudanças de Nome 1. Baixada (Baixio) da Égua: Inicialmente, a região recebeu esse nome por abrigar um criadouro de éguas e registrar uma intensa circulação desses animais. Era ocupada por famílias migrantes e moradores vindos de outras partes de Vitória e de cidades vizinhas (interior). 2. Gurigica: Posteriormente, com o crescimento da ocupação, o local passou a se chamar Gurigica, dividindo-se mais tarde em duas áreas conhecidas como Gurigica de Dentro e Gurigica de Fora. 3. Consolação: No final da década de 1970, uma lei municipal unificou as duas porções sob o nome oficial de bairro Consolação, uma homenagem à Igreja Nossa Senhora da Consolação, situada na comunidade. Atualmente, a área faz limite e é vizinha dir...

ZEZINHO LEITEIRO - O GALOPANTE CAVALEIRO SOLITÁRIO

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  Por WILLIS DE FARIA - Blog “deolhonailha-vix” - Contador de Histórias Capixabas Ontem à noite, reunida à família toda no aniversário do meu cunhado (02/10/2026), eu e meu irmão começamos a lembrar da infância. Do que eu aprontava. E ele tocou num assunto: “o cara que entregava leite lá em casa”. O homem que vinha do topo da Ilha Zezinho não era daqui de baixo. Ele vinha do ponto mais alto do maciço de Vitória, onde era o sítio dele, chamado Sítio Todos os Santos ( Baracho), no Vale dos Reis, do lado oposto da Ilha. Naquele tempo não tinha carro, que chegasse ao local, a Via Serafim Derenzi (Contorno) era uma estrada de terra e esburacada. Não tinha ainda bairros. Ligava Barreiros-Santo Antônio. Ele subia até o topo, na Pedra do Urubu, e vinha caminhando pela cumeeira do Maciço Central de Vitória. Descia na Muxinga (hoje, Tabuazeiro), entrava na Avenida Maruípe (velha estrada), e descia em Jucutuquara (final da linha do bonde), e amarrava a mulinha ao poste, em frente ao B...

O PEIXE BOI DA BAÍA DE VITÓRIA – A CARTA PERDIDA DO PADRE ANCHIETA

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POR: WILLIS DE FARIA 15 anos guardando um segredo em latim. Há 15 anos eu caçava a tradução de um texto que estava na letra miúda do meu livro original de 1867 do Charles Frederick Hartt - Geologia e Geografia Física do Brasil, página 101, nota 46.  É uma carta do Padre José de Anchieta, escrita em latim em 1560, 9 anos depois da fundação de Vitória, descrevendo a nossa baía. Não achava um padre disponível. Consegui traduzir agora. Texto original em latim De Bove Marino. — Hac quoad rationem temporis, jam ad alia transeamus. Piscis quidam est quem Bovem marinum dicimus, Indii Igoaragoá nuncupant frequens in oppido Spirito Sancto et aliis versus Boream habitatis, ubi aut nulla est, aut exigua admodum, et minor quam apud nos frigoris injuria; hic ingentis est magnitudinis herbis pascitur, quod ipsa gramina depasta scopulis, quos aestuaria alluunt, inhaerentia indicant. Novem mola corpore superat, cute obtegitur dura, elephanti colorem et refert; duo velut brachia quibus natat, ...

SOLAVANCOS DE REMINICENCIAS – A FAZENDINHA DOS MONJARDINS.

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  POR:WILLIS DE FARIA (autobiografia) Eu passei a me perguntar, por que a maioria dos meus contos e crónicas e escritos, das mais de 345 que já posei em meu BLOG, sempre estou em franca lembrança desta época, dos 06 aos 30 anos. Como estivesse em minha mente flutuando, e fácil e decifrar. Fui pesquisar (minha mania), e saber o do por que, e ai eu encontrei a resposta, que posto aqui. Acredito que todos nós temos esta mesma sensação de clara lembrança de determina época de nossa vida, entre criança, adolescência e juventude. Certo dia encontre a minha primeira foto, que bati com um fotografo profissional, e lembre até do nome do fotografo: Rodolfo Mian. Tinha 06 anos de idade.  Fiz pequenas modificações com recursos de editoração meu Celular, em sua imagem, apagando algumas imagens que estavam ao meu lado. E depois quando eu estava sozinho, solicitei a IA (Inteligência Artificial) para restaurar a imagem P&B e depois coloriza-la, pra ver os efeitos da imagem, como tam...

OS PILOTOS DE LADEIRAS DA CIDADE

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  POR: WILLIS DE FARIA Nos anos 60, sem a existência da televisão, tudo que acontecia era através dos programas de rádios AM, ondas médias e curtas. O mundo não estava nos nossos olhos, mas sim nos nossos ouvidos. Os jovens da época, em busca de aventuras, começaram a inventar seus brinquedos manualmente. Era o início dos esportes amadores radicais.  Quem seria melhor nas corridas, nos carrinhos fabricados com pedaços de madeira ladeira abaixo? Surgiram então os carrinhos de rolimã (rolamento), que saem da caixa de câmbio (transmissão) e dos cubos de roda dos carros. Primeiro vinha o barulho. Um ronco seco de metal raspando o asfalto, subindo a rua inteira antes de a gente ver quem estava descendo. O brasileiro tinha que improvisar os seus brinquedos, por que não construir seus carrinhos de corrida usando a gravidade natural para executar as tarefas? Carrinho de rolimã ou carrinho de rolamentos é um carrinho, geralmente construído de madeira e rolamentos de aço, para a dis...