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Mostrando postagens de maio, 2010

OS BONDES E JUCUTUQUARA

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Por: WILLIS DE FARIA (Crônicas de um Bairro) Nasci ilhéu, no alto da Vila Rubim, mas criado em Jucutuquara ou inicio dos Fradinhos. Hoje a nossa antiga residência esta hoje enquadrada no limite de bairros como Fradinhos; e onde eu morava era conhecido com "final" da linha (do bonde), tendo como referência o bar do Ciroca, onde podia tomar caldo de cana com pastel e comer uma “manteiguinha”. Era o bar frequentado, principalmente quem ia seguir adiante para Maruipe. Lá não vendia cachaça, só no bar ao lado do Cesar Poltronieri ou o vizinho Bar de Joaquim Silva, o "Quikas"e no Bar de Mario (Nabo) Jantorno. Entre os dois primeiros bares tinha a pensão do senhor Manoel Donêncio, onde sua filha Diva (bastante farta pelas gorduras abundantes) fazia o serviço de portaria.  Mas voltando ao passado, ou seja, no inicio de século os primeiros bondes a circular eram puxados a cavalos, ou burros, e fazia a linha Centro–Praia do Suá, local de banho...

O ONIBUS (LOTAÇÃO) DA LINHA FRADINHOS VIA CIDADE ALTA.

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POR: WILLIS DE FARIA Era década de 60, Fradinhos passava a ter a sua vida própria, e ainda não era bairro, e sim o final de Jucutuquara. Os moradores tinham que vir a pé pegar os ônibus que se dirigia para o centro da cidade que era a linha São Torquato - Cruzamento (aliás, era a única linha intermunicipal), que avançava até o final de Jucutuquara para pegar passageiros. Tinha ainda a linha precaria Barreiros-Vila Rubim. O bonde era a grande solução, mas estes acabaram em 1963.  Meu pai, Boécio Pache de Faria, chefe do gabinete do Prefeito Solon Borges, conseguiu uma concessão para o Vereador Juarez Martins Leite, colocar uma linha para Fradinhos, que passaria pela cidade alta até chegar ao Parque Moscoso. Uma linha interessante, porque os moradores da cidade alta ainda não tinham condução.  O Juarez adquiriu as lotações sucateadas do Rio de Janeiro, que estavam sendo retiradas de circulação. Aquelas que tinham um número grande em cima, e era pequena de cor abóbo...

JUCUTUQUARA HOJE. 2010

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Por: WILLIS DE FARIA (Crônicas de um Bairro) É impossível compor um hino ou samba-enredo que enfeixe todas as grandes referências do bairro conhecido por "nação", tamanha a sua diversidade, uma das maiores por metro quadrado da Ilha. Mas pode-se tentar, de preferência sem pausas nos compassos, para maior aproveitamento. Solar Monjardim, a Pedra dos Dois Olhos, Escola Técnica, a Fábrica de Juta, o Bar do Davi, o Bar do Ceará, Mercado e Igreja de São Sebastião, o antigo campo do Rio Branco, o Cine Trianon, o craque Fontana, o cronista Carlinhos Oliveira, a benzedeira Maria Coroa, os bondes inesquecíveis, a Rua Velha, os caranguejos apetitosos, a coruja que pia samba através da Unidos de Jucutuquara. Os apressados motoristas e passageiros que transitam diariamente pela Avenida Paulino Müller sequer imaginam que por ali estão concentrados e resumidos trabalho e boemia, tradição e modernidade, bairristas e cosmopolitas, nobres e plebeus, famosos e anônimos, gente de todas as r...

ESTÁDIO GOVERNADOR BLEY - O ORGULHO DO BAIRRO

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ESTÁDIO GOVERNADOR BLEY - O ORGULHO DO BAIRRO DE JUCUTUQUARA POR: WILLIS DE FARIA O futebol sempre foi à grande paixão dos brasileiros e acompanhamos atentamente o desenrolar do campeonato carioca e capixaba. Nos finais de semana na década de 50 e 60, sempre estávamos de ouvido no radio (principalmente a radio nacional e globo) acompanhando os jogos, pois a televisão ainda não tinha chegado à cidade. A grande felicidade que eu e meus irmãos tivemos, foi quando em 1961, ganhamos de presente um radio a pilha, do tamanho de um sabonete, pois o nosso pai era recém-chegado dos Estados Unidos das América, pois lá estava em uma delegação sindical, representando o Sindicato dos Ferroviários da Cia. Vale do Rio Doce, a convite do Presidente John Kennedy. Bem, o importante é que começava a moda de levar rádios a pilha para os estádios, para ouvir os jogos. Quando tinha jogo de futebol no estádio Governador Bley, era festa em todo bairro, que se localizava na av. Alberto T...

O CAMPINHO DA ONÇA - ONDE NASCIAM OS JOGADORES DE FUTEBOL DO BAIRRO.

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O CAMPINHO DA ONÇA Por: WILLIS DE FARIA  Encravado em um vale, tendo aos dois lados os morros do Gegê e dos Monjardins, e bem no meio da mata, existia o Campinho da Onça. Este erra o local mais freqüentado pela garotada do bairro. Jucutuquara e Fradinhos, sempre foram localizados ao meio de um extenso vale, cercado de grandes morros e cobertos por densa mata.  O retorno das peladas se dava sempre com o cair da tarde, onde todos os corpos suados já sentiam o frio da noite. O campinho aos poucos foi perdendo a sua importância principalmente no inicio dos anos 60, pois quando surgiu o Esporte Clube Fradinhos (uma facção o Anchieta Futebol Clube), e Sr. Maximo Varejão doou uma parte de sua propriedade para os moradores construírem uma quadra de esportes, ao lado da capelinha de Santo António. Cortou-se um grande barranco, onde todos os moradores trabalharam uma quadra de concreto na construção. Tudo foi feito, devido à matéria prima conseguida nas festas realizadas no bairro. A p...

JUCUTUQUARA - FRADINHOS : A FAZENDINHA DOS MONJARDINS

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A FAZENDINHA DOS MONJARDINS Por: WILLIS DE FARIA (CRÔNICAS DE UM BAIRRO) A década de 50 foi início do período das transformações sociais, econômicas e ambientais. Jucutuquara foi à ponta do iceberg destas transformações, pois era o bairro mais próximo ao centro da cidade. Todos os moradores puderam acompanhar atentamente as mudanças.  Eu era um pequeno menino alheio aos problemas que a sociedade iria ter que enfrentar. A mim só interessava o estudo e o lazer. Era assim que pensava todos os meninos da época. Geograficamente o bairro era situado em um grande vale, cortado por um córrego de águas claras, vindo dos fradinhos, e  eu recebia um pequeno afluente na “entrada” dos Fradinhos, vindo da área denominada “mangueiral”, oriundo de Maruípe.  Sua nascente era nas cabeceiras do Morro dos Bastos. Bem o “mangueiral”, era uma chácara com muitas frutas, com destaque para goiaba, jambo branco e jambo vermelho, Jamelão, perinho e muitas mangueiras (rosa, espada,...