O BRASILEIRO MESTIÇO QUE SE TORNOU VICE- REI DE DAOME, NO CONTINENTE AFRICANO.
POR: WILLIS DE FARIA A personalidade controversa de um baiano mestiço que se envolveu na Conjuração Baiana de 1798, negociou africanos escravizados, acolheu os malês expulsos do Brasil em 1835 e protegeu ex-escravos e seus descendentes retornados à África. Uma história incrível que revela aspectos do tráfico negreiro pouco mencionado nos livros de História. Francisco Félix de Souza , o Chachá, chegou a ser considerado, no seu tempo, o homem mais rico e influente da África Ocidental. Agente exclusivo do rei de Daomé, ele tinha uma habilidade incomum para intermediar o comércio escravo entre chefes africanos e traficantes europeus. Casou-se com algumas dezenas de mulheres que geraram quase uma centena de filhos, somente entre os legítimos. Seu sobrenome, Souza, deu origem a um clã africano que goza ainda hoje de prestígio em Benin e Togo. Primeiros tempos, no Brasil Retorno definitivo à África O lucrativo comércio de escravos Fortaleza de São João Batista de Ajudá...