O QUE É MELHOR PARA A CIDADE DE VITÓRIA: BRT x VLT X METRÔ X MONOTRILHO (UMA BRIGA DE CACHORRO GRANDE)






(POR: WILLIS DE FARIA)

O QUE É MELHOR PARA A CIDADE DE VITÓRIA:

- BRT (Bus Rapid Traffic)
- VLT (Veículo Sobre Trilho)
- METRO (VLT – subterrâneo ou superfície)
- MONORAIL (Metro de um só trilho e tráfego aéreo)




 
Por que o morador de Vitória não dá a sua opinião? Afinal, nós e quem vamos pagar a conta. Devemos ficar a mercê dos grandes empresários das frotas de ônibus, usando combustível com poluentes, e engavetando as nossas estreitas vias da capital? Usar o metro de superfície de alto custo de implantação, também trafegando pelas estreitas ruas de nossa capital? Será que nos só compramos projetos pré-fabricados em de outros Estados da federação?

O que realmente será melhor para nós? Pela nossa geografia não tem jeito de querer colocar um elefante dentro de uma caixa de sapato. As ruas são realmente estreitas, e sem condições de alargamentos no interior de nossa ilha. Não dá para trafegar com as linhas de ônibus (BRT) por nossas vielas. A forma dos empresários de transportes coletivos (ônibus) vem falando mais alto. Ninguém vai deixar o caro em casa, se não tiver realmente um transporte rápido, livre de circulação e com conforto, tal como o metrô. Mas para haver metro, tem que haver espaço para sua circulação.

Hoje não podemos mais chamar os municípios de Vila Velha, Cariacica, Serra de cidades dormitórios, pois já possuem sua economia e seu mercado de trabalho independente. Mas Vitória é a capital política deste Estado, o poder político aqui esta centralizado, por ser a sede dos poderes executivo, legislativo e Judiciário estadual e federal. A maior parte das repartições públicas dos vários Ministérios da Republica aqui estão localizados e necessitando a população afazer este movimento pendular diário em direção a cidade de Vitória. Aliás, a cidade é uma ilha, e o único modo de aqui chegar é através de suas pontes de ligação, e estamos estrangulados entre o mar e a montanha.

Agora perguntamos: Por que não pensar, nos monotrilhos suspensos, com já existem em outros paises, que tem problemas de estrangulamentos no trânsito? Se o transporte não pode circular pela vias terrestres, por que não vias suspensas? Por que não ocupar o espaço aéreo em vias estranguladas. Não seria a solução?

São nossas ponderações como geógrafo e conhecedor dos problemas de nossa ilha. Vamos enfatizar estes três meios de transportes propostos deixando para o cidadão desta ilha reflita e de a sua opinião. Afinal a democracia se faz junto com os cidadãos.

Já existem diretrizes, estudos que identificam os problemas gerados pela configuração geográfica da capital. Não podemos aceitar de goela abaixo, um tipo de transporte que não vai realmente trazer solução para a cidade. A situação se agrava ainda mais na Área Central, constituída por vias estreitas e sinuosas em áreas de topografia acidentada, comprimidas entre a orla da Baia de Vitória e as encostas do Maciço Central e que, no seu ponto mais estreito, contam com apenas duas vias longitudinais. A Área Central abriga o núcleo fundacional e também grande proporção dos serviços, comércio e atividades de gestão, o que a faz um dos principais destinos das viagens geradas em toda a Região Metropolitana. Alem disso, desempenha a função de passagem para os deslocamentos individuais e coletivos inter-bairros e intermunicipais da Grande Vitória.


Devemos pensar que as grandes cidades já reprimem de alguma forma a entrada de veículos nos seus grandes centros, e como circularia os BRT ou VTS pelas estreitas ruas de nossa capital, verdadeiros gargalos oriundos de sua configuração arquitetônica. Chega de demolições de nosso patrimônio histórico.

Podemos afirmar que O BRT é justamente o sistema que menos se adapta à nossa realidade no caso de Vitória. As condições espaciais da RMGV, a topografia, a geologia, as características urbano-viárias e os fatores socioeconômicos, estes que influenciam na questão da centralidade da capital, na preferência pelo transporte individual e na rejeição ao transporte público.

E importante que as soluções encontradas tragam principalmente conforto ao passageiro, para que eles sintam vontade de deixar o carro em casa. Ninguém tira o carro da garagem porque quer dar uma voltinha na rua. Há trabalho nisso e há custo também. Existe problema de trânsito, de vagas para estacionar. Tendo um modelo de qualidade, as pessoas pensariam duas vezes antes de sair de casa de automóvel.

O pensamento METROPOLITANO já deveria ter sido agenda dos governos anteriores e deste também, alocando espaços para o futuro metrô, com inibidores de construções naqueles trechos barateando-os, se reservados para tal. Os projetos de mobilidade deveriam prever a conjunção dos modais e não a dissociação deles, VLT, Metro, Ônibus, aquaviário, teleféricos, são soluções que deveremos buscar.
O pensamento dissociado da metropolitaniedade é dispendioso, etéreo e egoísta. Já não nos cabe tão somente pensar uma cidade e sim o conjunto delas, fica mais barato mais eficiente e mais político, não significando aí poder e sim descentralização dele. Exemplos bons se espalham pelo mundo e são construídos, estatisticamente, ao longo de muitos anos de planejamento e execução e não nos umbilicais mandatos de quatro ou oito anos. Enquanto não se pensar como estadista, teremos soluções bairristas e não de cidades, regiões ou estados.

Mas antes vamos conhecer o PLANO DIRETOR DE TRANSPORTES E MOBILIDADE URBANA DO MUNICIPIO DE VITÓRIA.

OBS: Cada município tem seus problemas de circulação viária.
 
4.2 - Circulação metropolitana e municipal

4.2.1 Estrutura Viária
O Plano Diretor de Transporte e Mobilidade do Município de Vitória destaca três aspectos na análise do componente viário e de circulação:

O crescimento dos principais condicionantes regionais da demanda: o Espírito Santo tem tido expansão econômica acima da média brasileira, na qual se destaca o território urbano, industrial, logístico e energético que tem como centro a Baía de Vitória, com reflexos no crescimento da frota, do volume de circulação e conseqüente pressão sobre o sistema viário da Capital.

As barreiras físicas naturais para a expansão do sistema viário: cercado por mar,  orlado por áreas alagáveis protegidas, dominado pelo Maciço Central e afloramentos montanhosos e pressionado pela expansão da ocupação urbana, o sistema viário é restrito e sem alternativas de expansão para acompanhar o crescimento da demanda.

A configuração geográfica da Região Metropolitana e do Município: as pesquisas de origem-destino confirmam que a Capital é o principal pólo de atração das viagens e, devido à sua posição insular intermediária, suas vias são intensamente impactadas pelas viagens realizadas entre os demais municípios que nela fazem passagem.

Devido à sua topografia, quase 50% do município não são cobertos pela malha viária e desta, cerca de 60% das vias são utilizáveis apenas para circulação intrabairros. O traçado geométrico, as condições de pavimentação e de iluminação são em geral eficientes, as acessibilidades são precárias, o que impõe reduzida mobilidade tanto para os veículos quanto para os pedestres.
Assim, os eixos utilizados para os deslocamentos internos aos bairros são os mesmos utilizados para o acesso e o atravessamento da cidade, e se constituem também nos corredores de atividades principais. Essas vias principais são também aquelas percorridas pelo transporte coletivo de passageiros municipal e metropolitano que atuam de forma sobreposta, competitiva e não integrada.

O levantamento das condições físicas das vias realizado pelo PDMTUV constatou ainda que os corredores de tráfego carecem de malhas de apoio e apresentam conectividade reduzida, baixa eficiência das intersecções e configuração semafórica inadequada, níveis de carregamento próximo ao crítico em alguns trechos e tendendo a se ampliar e a comprometer os níveis de serviços, velocidade de utilização decrescente e índices de acidentes elevados.

A situação se agrava ainda mais na Área Central, constituída por vias estreitas e sinuosas em áreas de topografia acidentada, comprimidas entre a orla da Baia de Vitória e as encostas do Maciço Central e que, no seu ponto mais estreito, contam com apenas duas vias longitudinais. A Área Central abriga o núcleo fundacional e também grande proporção dos serviços, comércio e atividades de gestão, o que a faz um dos principais destinos das viagens geradas em toda a Região Metropolitana.

Alem disso, desempenha a função de passagem para os deslocamentos individuais e coletivos inter-bairros e intermunicipais da Grande Vitória.

AGENDA VITÓRIA 2008/2028
Mobilidade Urbana Sustentável


POSTAMOS AQUI, UM ESTUDO FEITO PELOS IFES, COM RELAÇÃO AO MONOTRILHO (MONORAIL) NO TRANSPORTE METROPOLITANO. VAMOS CONHECER E TIRAR AS NOSSAS CONCLUSÕES:

(CLIQUE SOB AS FIGURAS PARA AMPLIAR)

 







 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VEJA O VIDEO, COM  O FUNCIONAMENTO DO MONOTRILHO.






SOBRE O VLT JA POSTAMOS UMA MATERIA NO SEGUINTE LINK. ACESSEM PARA CONHECER O PROJETO DE VITÓRIA:





VEJAMOS OS ESTUDOS QUE FORAM EFETUADOS SOBRE CADA TIPO DE TRANSPORTE.

ALTERNATIVAS DE CONEXÃO:

Aquaviário e túnel vão ficar para próximo governo

05/08/2010 - A Gazeta 

Retomada do sistema aquaviário vai ficar sob a responsabilidade do novo governador

Enquanto o governo do Estado concentra esforços na implantação do Bus Rapid Traffic (BRT) - o corredor exclusivo para ônibus - sob o argumento de que o projeto será a saída para melhorar o trânsito na Grande Vitória, projetos como o túnel submerso na Baia de Vitória e a retomada do sistema aquaviário vão ficar sob a responsabilidade do novo governador.

A explicação para o não lançamento de editais nem de licitações para tocar os dois projetos, segundo o governo, está nas restrições impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal. "A lei não permite que qualquer governante, nos últimos seis meses para o término do mandato, deixe qualquer compromisso financeiro para a próxima administração", explica o secretário estadual interino de Transporte e Obras Públicas, Valdir Uliana.

Ou seja, a administração atual do Estado não pode abrir licitação para retomar o aquaviário nem lançar edital para contratar a empresa que faça o projeto executivo do túnel porque faltam menos de seis meses para o mandato acabar.

"Para que algum desses projetos fosse à frente, teríamos que abrir um caixa específico para cada obra. Como uma conta de banco, onde a quantia destinada só poderá ser usada para o projeto. Acreditamos que é melhor que o próximo governo decida se vai investir e quando vai investir nessas ações", diz Uliana.

Segundo ele, só para retomar o aquaviário - no trecho entre a Prainha, em Vila Velha, e a Praça do Papa, em Vitória - seria necessário destinar a essa conta exclusiva R$ 54 milhões.

"No projeto do aquaviário foi avaliado que para ele voltar a funcionar, com uma passagem no valor próximo ao do Transcol, seria necessário um subsídio de R$ 300 mil - sem isso a passagem ficaria perto de R$ 6. Se o governo lançasse a licitação deveríamos separar o equivalente a 15 anos de subsídios, tempo da concessão para explorar o transporte", explica o secretário.

O respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal também é a resposta para não lançar o edital do projeto executivo do túnel. "Teríamos que separar outros R$ 15 milhões, aproximadamente, para garantir o serviço. A lei não permite incluir os gastos só no orçamento previsto para 2011", ressalva Valdir Uliana.

O mesmo não aconteceu, porém, em relação ao BRT, segundo Uliana, já que os projetos já haviam sido aprovados antes do prazo de seis meses para término da gestão

Vila Velha pode ter via ligando dois terminais - Duas vias novas de Vila Velha também terão os projetos concluídos e entregues para que o próximo governo possa executar. Uma delas teve a primeira etapa concluída: o Canal Bigossi. A outra vai ligar essa rua (na altura do Terminal de Vila Velha) até a Avenida Saturnino Rangel Mauro, seguindo em direção ao Terminal de Itaparica, criando a Via Saída Sul.

"A avenida vai sair do Canal Bigossi e sair na Avenida Saturnino Rangel Mauro. De lá, segue até o Terminal de Itaparica, na Avenida Darly Santos", explica o secretário Valdir Uliana.

Essa via vai funcionar em sistema binário com a Rodovia do Sol e Avenida Antônio Ataíde. Enquanto quem vem de Guarapari seguirá por essas duas vias, quem vai de Vila Velha em direção ao município vizinho vai passar pela Via Saída Sul.

Por um trânsito melhor - Confira o andamento de projetos do Governo do Estado incluídos no Programa de Mobilidade Urbana da Grande Vitória

Quarta Ponte. Projeto ainda em estudo e sob avaliação; vai ligar a região de Santo Antônio, na Capital, à orla de Cariacica. O Estado acredita que o projeto é a melhor opção para aliviar o trânsito na Segunda Ponte e no Centro de Vitória. Solução para curto e médio prazo, mas sem data.

Segunda Ponte. Um estudo vai analisar a capacidade da ponte e uma possível ampliação dela, feita pelo Departamento Nacional da Infraestrutura do Espírito Santo (DNIT)

Aquaviário. O projeto está parado. O edital foi concluído, mas a decisão para retomar o serviço caberá ao próximo governo. Trajeto seria feito entre Prainha, Vila Velha, e Praça do Papa, Vitória, com 4 mil passageiros/mês, e micro-ônibus para transportar passageiros por um raio máximo de 2 quilômetros

Metrô. Projeto é do município de Vitória. O Estado prefere implantar o BRT (Bus Rapid Traffic), ou corredor exclusivo para ônibus. Municípios da região adotaram a ideia, inclusive a Capital. Estado estima concluir a 1ª etapa até o final de 2014

Túnel. A concepção do está pronta. Mas ainda precisa ser concluído o projeto executivo, avaliado entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões, para depois lançar o edital da obra. Caberá ao próximo governo decidir se continuará

Lindenberg. A Avenida de Vila Velha terá a segunda etapa de reforma concluída no final de 2011. A terceira etapa com projeto está seno planejada, e só será executada quando a segunda acabar.

Viaduto na Lindenberg. O cruzamento das avenidas Carlos Lindenberg e Darly Santos, em Vila Velha, será concluído até o final deste ano, estima o Estado. A construção da Darly Santos foi concluída em 2006

Canal Bigossi. A primeira etapa foi concluída. A segunda fica para o próximo governo. O projeto foi refeito. Terá mais faixas (4 por sentido) e foi incluído no sistema do BRT (corredor exclusivo). Sem prazo para começar

Alça da Terceira Ponte. O viaduto está em construção. Vai passar sobre a Avenida Carioca, servindo como nova opção de saída da ponte aos bairros Praia da Costa, Itapoã e Itaparica. Fica pronto no primeiro semestre de 2011

Fernando Ferrari. Quase toda a via, incluindo a nova Ponte da Passagem, foi entregue. Ainda falta a passarela para pedestres e ciclistas (prevista para março de 2011), e o final da ampliação da avenida (sem prazo)

Leste-Oeste. Uma das três etapas, entre Cariacica e Vila Velha, deve ficar pronta ainda neste ano. As demais estão previstas para 2011, incluindo os dois viadutos no cruzamento com a Avenida Darly Santos. Todas as intervenções foram licitadas e estão em andamento

Obra de corredor já começou em 2 vias - Duas vias já estão em reforma para serem incluídas no sistema Bus Rapid Traffic (BRT), o corredor exclusivo para ônibus na Grande Vitória. Uma em Vila Velha, a Avenida Carlos Lindenberg, e outra na Serra, a Avenida Talma Ribeiro, que liga Laranjeiras ao Terminal de Jacaraípe.

Elas vão contar com canteiros centrais mais largos, já com espaço suficiente para receber as cabines e os pontos de ônibus que serão instalados no lado direito das vias. "Vamos ligar Serra a Vila Velha e Cariacica, passando por Vitória. Serão 52 quilômetros na primeira etapa", explica Valdir Uliana, secretário estadual interino de Transporte e Obras Públicas.

Segundo ele, a expectativa é de que a primeira de três etapas seja entregue até o final de 2014. "Se a próxima administração conseguir concluir os primeiros 52 quilômetros será uma vitória do governo", diz o secretário.

Ele adianta que todos os municípios da Região Metropolitana adotaram o projeto. "A BR 101, na Serra; as avenidas Fernando Ferrari, Reta da Penha e Vitória, na Capital; a BR 262, em Cariacica; e outras vias vão receber reformas para ligar os terminais de Vila Velha, Ibes, Itacibá, Campo Grande, Laranjeiras e Jacaraípe", explica Uliana.

Preparação para absorver público - Análise. Rodrigo Rosa Professor de Engenharia de Tráfego da Universidade Federal do Espírito Santo

A ideia do BRT ou corredor exclusivo para ônibus é muito importante para a mobilidade urbana. O problema é saber se o projeto, quando implantado, virá preparado para comportar o público que será obrigado, de certa forma, a migrar do transporte individual para o coletivo. Em grande parte das vias da Grande Vitória, separar uma ou mais faixas exclusivas para ônibus implica em estrangular, ainda mais, o trânsito que, hoje, não comporta mais carros. Deve-se levar em consideração que nem todos vão migrar do transporte individual e particular para o coletivo e público da noite para o dia. Para isso, o Estado terá que estar bem preparado. Acredito que, nesse caso, o Veículo Leve sobre Trilho (VLT) seria uma opção mais adequada, pela velocidade e capacidade maior de passageiros. Outra saída é não ignorar o transporte aquaviário, opção sem trânsito e até turística para o mercado de transportes. Assim como a construção de mais vias. O túnel e a quarta ponte são soluções futuras e de extrema importância.


VEJA O VIDEO SOBRE O FUNCIONAMENTO DO BRT NO RIO DE JANEIRO



Reforma da Segunda Ponte incluída no PAC II - Enquanto os grandes projetos para melhoria do trânsito não saem do papel ou caminham a passos lentos, mudanças pontuais devem acontecer. A Segunda Ponte, por exemplo, deve passar por intervenções, segundo o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT), Élio Bahia. Foi incluído no PAC II, do governo federal, a contratação de um estudo de viabilidade para saber o que será feito na ponte: ampliar, duplicar ou reformar. Ele também não sabe informar, no entanto, quando as mudanças vão ser executadas de fato. O trecho é palco de constantes engarrafamentos e reclamações por parte de motoristas.

O corredor exclusivo - O que é. O Bus Rapid Traffic (BRT), mais conhecido como corredor exclusivo para ônibus, tende a priorizar o transporte coletivo em relação ao individual. A intenção é separar uma ou mais faixas apenas para os ônibus, em vias de maior fluxo, para oferecer mais agilidade e pontualidade ao transporte coletivo

Como será. Na Grande Vitória, o projeto será implantado em três etapas, com a primeira ligando parte da Serra às cidades de Vila Velha e Cariacica, passando por Vitória. Essa fase é composta por 52 km de vias, interligando os terminais de Laranjeiras, Jacaraípe, Itacibá, Campo Grande, Vila Velha e Ibes.


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Reportagens

26/06 - 23h01

  Coser defende metrô e critica corredor exclusivo de ônibus
Vinícius Valfré | CBN Vitória (93,5 FM)
vpereira@redegazeta.com.br



O prefeito de Vitória, João Coser (PT), voltou a defender o "metrô de superfície" como a saída mais eficaz para amenizar os problemas de mobilidade urbana da Grande Vitória. Para ele, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) seria muito mais significativo do que os corredores exclusivos para ônibus (BRT), saída adotada pelo governo do Estado, em fase de implantação. O tema circulou durante a prestação de contas de Coser, na Câmara de Vereadores, nesta terça-feira (26). 

"Se nós estivéssemos começando já o VLT, estaríamos ganhando os 30 anos de atraso, porque teremos que mexer daqui a pouco. A região metropolitana vai crescendo em uma velocidade que, quando concluirmos esse (BRT), teremos que abrir o sistema para iniciar um VLT, ou outro sistema parecido", disse. E completou: "A opção do Espírito Santo, respeitada pela minha administração, não nos parece, no médio e longo prazo, a mais correta. Mas não cabe ao prefeito de uma cidade fazer o confronto", afirmou João.


Coser afirmou ainda que o debate sobre o melhor modelo não ocorreu da maneira mais adequada. "O debate não aconteceu na proporção desejada. Nós temos um projeto, mas a Câmara precisa conhecer. Preciso, como prefeito da cidade, reafirmar que nós temos a convicção que nosso projeto, tecnologicamente, ambientalmente, e em política de mobilidade, era mais eficiente e mais atrativo", disse.


Em clima de respeito e sem críticas incisivas dos possíveis adversários da petista Iriny Lopes na disputa à Prefeitura de Vitória, João Coser prestou contas do seu mandato referente ao primeiro semestre de 2012 nesta terça aos vereadores da cidade. 


Os problemas de mobilidade urbana na Região Metropolitana (de Vitória – ES) estão ganhando outra configuração e fechando 2011 com algumas decisões. O prefeito da Capital, João Coser (PT), anunciou, em entrevista à Rádio CBN Vitória, na semana passada, que o projeto de VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), o metrô de superfície, foi substituído pelo BRT (Bus Rapid Transit), o corredor exclusivo para ônibus. 

A justificativa da substituição, embora com características estruturais diferentes, é a questão financeira. Coser admitiu que o VLT, uma das suas bandeiras de campanha para prefeito, realmente sairia bem caro para os atuais padrões da Região Metropolitana. O prefeito também deixou claro que sua opinião é fruto de um entendimento com o governo estadual sobre o tema. 


Enquanto o Ministério Público Estadual (MPES) instaurou Procedimento Preliminar para acompanhar o andamento do projeto, circula na internet um abaixo-assinado com pedido de uma ciclovia para o Centro de Vitória. Na última quinta-feira (7), o MPES realizou uma audiência pública, com as secretarias de Estado dos Transportes e Obras Públicas (Setop) e secretarias de Transporte dos municípios da Grande Vitória. 


O objetivo do procedimento instaurado pelo órgão estadual é acompanhar o projeto com mais proximidade. A presença do MPES na implantação do BRT também pode significar a fiscalização da obra, no que diz respeito à promessa de uma melhor qualidade de vida aos moradores. 

Deixar o carro em casa e optar pelo transporte público ainda é um desafio para os usuários. Também para os administradores públicos, que têm que pensar em soluções para a quantidade de veículos que aumenta a cada ano. 

O próprio Coser reconheceu que são carros de mais e vias de menos. “Daqui a pouco, em cinco anos, teremos o dobro de carros”, afirmou. 

Outros procedimentos para a Capital serão a ampliação da Avenida Fernando Ferrari e da Avenida Adalberto Simão Nader, além da reforma do Portal do Príncipe, com a possível construção de outro viaduto, no acesso entre Vitória e Cariacica. A intervenção forte, segundo Coser, vai ter que ser realizada pelo próximo prefeito. Isso implica na desapropriação de imóveis, um tema que gera polêmica e morosidade. 

Comentário do sindicato:
É evidente que implantar VLT é mais caro do que BRT, uma vez que o segundo praticamente não exige investimentos - pois trafega em ruas e avenidas -, enquanto que, para o VLT, é necessário instalar trilhos, rede elétrica, etc. Por outro lado, uma vez implantado, o VLT é mais durável, e nada poluente. 


VEJA O VIDEO SOBRE O FUNCIONAMENTO DO VLT



Nota nossa : Bom. Mas em Paris deu certo porque o metrô de Paris já é suficientemente grande de modo que o VLT veio para dar uma ajuda. Mas observe que o VLT vai pela superfície e enfrenta cruzamentos.Isso faz com que sua velocidade seja baixa. Para Vitória, cidade estrangulada por suas ruas, VLT não seria a solução. Pelo menos, se correr pela superfície. Se for elevado, pode até desenvolver maiores velocidades. Lembre que Paris tem uma área bem menor do que a das grandes cidades brasileiras.



COMENTÁRIOS DO POVO  (na integra)
27/06/2012 - 13:07
O problema é mais simples que imaginamos... o km do BRT custa 10 vezes menos que o VLT, então uma perguntinha.... Qual dá pra desviar mais verba? 


antonio carlos 27/06/2012 - 13:01
A administraçao petista de vitoria é uma piada. Talvez eles instalem mais um farol para parar o transito.
27/06/2012 - 12:56
O corredor de ônibus está dando certo em SP, em parte, mas pelo menos a velocidade dos ônibus aumentaram e o tempo de deslocamento diminuiu (pois aqui o metrô não atinge toda a cidade). O que tem que ser feito na Grande Vitória, por exemplo, é investir em ônibus (BRT) com mais conforto, piso baixo dianteiro (mais facilidade para subir), motor traseiro (menos barulho para o passageiro), suspensão adequada, de menor poluição, além de integração direta com os ônibus que circulam só em Vitória, bem como com o futuro aquaviário. Aí sim, as pessoas vão voltar a utilizar o transporte público. E eu acho interessante já ter uma articulação para definir futuramente sobre o VLT (já que em Vitória não dá para fazer o metrô subterrâneo).

Carlos Vieira 27/06/2012 - 12:53
Coser facilmente foi o responsável pela pior administração no executivo municipal dos últimos 20 anos. Para quem é mais jovem, talvez não saiba, mas Victor Buaiz, também do PT, foi quem começou a mudar qa cara de Vitória, através de uma gestão profissional e moderna. Esta serviu de modelo para aqueles que seguiram. Lamentavelmente Coser, quis fazer tudo do seu jeito: interrompeu o projeto de revitalização da orla de Camburi (que vinha no sentido Tubarão-Jardim da Penha) e, por meio de uma obra super dispendiosa, acabou por construir uma das orlas mais monótonas que já vi no Brasil. Fazia e refazia rotatórias e praças, trocando coisas de lugar, sem nenhuma explicação. Fez intervenções em todos os acessos da cidade, sem aparente planejamento, o que comprometeu a mobilidade urbana afetando a qualidade de vida dos moradores. Sequer deu a manutenção devida às creches e aos postos de saúde municipais que havia herdado do seu antecessor - hoje muitas estão em frangalhos. Praticamente minou o projeto da Guarda Municipal, com o consequente aumento na violência urbana e desrespeito ás leis de trânsito. Enfim, são inúmeros exemplos da administração omissa e clientelista. Não fazer o metrô de superfície, talvez tenha sido o menor mal. Mas se pesarmos bem: é uma vergonha e um fracasso, já que foi prometido enfaticamente nas duas campanhas, teve 8 anos e não fez absolutamente nada.  

27/06/2012 - 10:16
Corredor servirá apenas para protelar o problema de mobilidade que está instalado. A maioria das vias da GV não comporta uma faixa exclusiva. O metro é de alto investimento, mas com grande capacidade de transporte humano. Isso somado aos aquaviários e uma boa gestão da frota de onibus, mudará bastante a mobilidade na GV.
 
ROQUE FERREIRA 27/06/2012 - 10:14
Espirito Santo: O mais atrasado da Região Sudeste. Não me conformo com isso. As soluções triviais só aparecem nas vésperas das eleições e desaparecem num passe de mágica depois delas. Pelo amor de DEUS! Essa de metrô já é bem antiga! Fica a Pergunta: QUANDO SERÁ O AMANHÃ NO ES?
Guilherme 27/06/2012 - 09:45
Minha unica pergunta sobre isso tudo é: Onde vão arrumar espaço para isso? Por que o transito já está ruim sem ter uma pista só para isso. Com a implantação dessas medidas teriamos uma pista só para isso e duas só para carros. Mas ao mesmo tempo muita coisa iria ter que ser revista, como por exemplo o 500, que passa pela av. vitória e depois segue para a terceira ponte. O corredor vai ser nas pistas centrais. Então o onibus vai ter que sair atravessando tudo depois? Não sei se essa ideia do corredor vai ser valida por aqui.

BRITO 27/06/2012 - 09:18
VOCE TÁ SENDO CRITICADO PORQUE EM 4 ANOS VOCE NAO FEZ NADA, FEZ SIM, ABORRECER O POVO COM SUAS OBRAS INACABADA.

Bernardo M Ribeiro 27/06/2012 - 09:10
De novo o PT traz a tona esse assunto do metrô. Antes era um metrô subterrâneo e agora é um de superfície, com base no VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Entretanto, concordo com o Coser no que tange as vantagens do VLT sobre o corredor exclusivo, pois aumenta a mobilidade de pessoas e mercadorias (mais rápido, maior número de pessoas por veículo) e prima-se por um transporte limpo (VLT elétricos x ônibus queimando diesel). Não consigo entender o motivo pelo qual o governo do estado optou pelos corredores exclusivos, exceto, um favorecimento escuso à empresas de ônibus.

Jose Antonio Caliman 27/06/2012 - 08:25
A solução do VLT seria perfeita não fosse um único fato: Vitoria esta na Região Metropolitana, cortada por linhas que vem e vão a tres outros municípios, além de uma rodoviária que deveria ser desmembrada para servir somente ao sul enquanto outra deveria ser construída na Serra e aproveitando-se a nova de Vila Velha. O pensamento METROPOLITANO já deveria ter sido agenda dos governos anteriores e deste tambem, alocando espaços para o futuro metrô, com inibidores de construções naqueles trechos barateando-os, se reservados para tal. Os projetos de mobilidade deveriam prever a conjunção dos modais e não a dissociação deles, VLT, Metro, Ônibus, aquaviário, teleféricos, são soluções que deveremos buscar. O pensamento dissociado da metropolitaniedade é dispendioso, etéreo e egoísta. Já não nos cabe tão somente pensar uma cidade e sim o conjunto delas, fica mais barato mais eficiente e mais político, não significando aí poder e sim descentralização dele. Exemplos bons se espalham pelo mundo e são construídos, estatisticamente, ao longo de muitos anos de planejamento e execução e não nos umbilicais mandatos de quatro ou oito anos. Enquanto não se pensar como estadista, teremos soluções bairristas e não de cidades, regioes ou estados.

27/06/2012 - 08:06
É uma pena que a opção não tenha sido pelo metrô. As principais cidades do mundo e algumas do Brasil (ex. São Paulo e Rio de Janeiro) já fizeram essa opção. É uma obra cara e demorada, mas definitiva. Qualquer outra opção é paliativa, com prazo de validade, o que, no final, torna o processo ainda mais caro, além de ineficiente. É impressionante como os políticos gestores pensam pequeno. Lamentável.

27/06/2012 - 07:30
Com o Metrô de superfície, haverá mais possibilidade e recursos para se locupletar com o dinheiro público. Por isso é melhor que a via exclusiva de ônibus. Parabéns Coser, sempre pensando alto.

f 26/06/2012 - 23:21
Pô já vem ele com o mesmo 171 do início da campanha para prefeito, onde foi eleito com a promessa que faria com ajuda do governo federal que é do PT. 171 novamente para eleger sua sucessora. Já chega de blá, blá, blá mesma coisa foi o lula quando teve aqui usou mesma artinha dizendo que o aerporto estaria pronto em dois anos e muita cascata junta, mentiora em cima de mentira e por aí vai enganando o povão e neles vão votando.

Wellington Diego disse...
O rodoviarismo ainda impera nas mentes de nossos políticos. Trocar VLT,símbolo de modernidade e consciência ambiental,por ônibus é total retrocesso nas mentes políticas desse nosso Brasil!Só queria saber o que é progresso nessas mentes que nos lideram!Até quando seremos vítimas "dos ônibus" nesse país,pois eles agradam muito aos nossos políticos? 

14 de dezembro de 2011 17:17
Bem, vamos a uma das respostas: ônibus são operados por empresas, normalmente monopolistas (vide Eroles), com imenso poder de influenciar em eleiçõe$$$$$. VLT está sendo atacado em Brasília, Cuiabá, Salvador e, agora, descartado em Vitória. A licitação do possível VLT de Santos está aos cuidados da EMTU, empresa operadora de ônibus na Grande São Paulo. Dai, é só ir fazendo as contas, e deduzir os motivos pelos quais o mais barato dos transportes de pessoas sobre trilhos não emplaca. Emplacam metrô (porque não compete com os ônibus debaixo da terra)e monotrilho (porque não compete com ônibus sobre os elevados próprios), justamente os mais caros. 

14 de dezembro de 2011 17:48
Anônimo disse...
Concordo!Adorei o "eleiçõe$$$$$"!rsrsrsrsrs!Por isso gosto desse blog!Além de promover uma campanha tão essecial à população paulista,possui um ótimo senso de humor!Parabéns!! 


14 de dezembro de 2011 18:06 
Gratos Anônimo. A humanidade tem muitas faces, e entendemos que devemos fazer uso delas na plenitude. O humor é uma delas. Para que fazer o gênero sério e carrancudo? Para "parecer" sério? rsrsr Gratos pelo comentário. Se quiser publicar algum artigo esteja a vontade. Nesse caso, a única condição é que seja identificado. Abraço 


14 de dezembro de 2011 18:13
A mão do oligopólio dos pneus não perde a oportunidade de puxar o freio de "mão" do desenvolvimento e da modernidade em nosso pais no que se ref. aos transportes.Mais a semente plantada no Cariri que os bons ventos espalharam por Fortaleza,Maceiò,Salvador, Cuiabá,Macaé,Brasilia,Santos(apesar dos pesares),etc sinalizam uma mudança na maneira de se pensar e se entender a Mobilidade Urbana em nosso País,e isso, fazendo até um trocadilho, já é um Bom Sinal. 

15 de dezembro de 2011 17:28
Olha... Nesta altura do campeonato, estamos para dizer que deu certo no Cariri por não conflitar com interesses de empresas de ônibus. 

15 de dezembro de 2011 18:56
Estevan disse...
Infelizmente, acompanhei todo este processo e com tristeza. Pois a Grande Vitória foi uma das poucas Aglomerações Metropolitanas que não exploraram os trilhos para transporte de passageiros. Realmente os interesses político-econômicos foram determinantes para a adoção de uma matriz rodoviária, tanto é que até o transporte por barcas que tínhamos foi extinto por falta de investimentos e integração intermodal... 

3 de abril de 2012 09:10

Originally Posted by mcsj

Não tenho como ver o vídeo agora. Mas discordo do que vc disse, que quem quer chegar rápido que pegue o BRT. O ponto que quero colocar é que o ônibus vai continuar preso no trânsito, assim como hoje. Eu, uso carro por necessidade. Presto serviço em diferentes locais de Vitória. Se fosse de ônibus, iria fazer em média 10 viagens. Não tenho condições de deixar o carro na garagem e ir de ônibus.

Como disse um usuário aí em cima, se vc pagasse X reais para fazer quantas viagens pudesse no período de 2h seria ótimo. Muito provavelmente deixaria o carro na garagem e iria de transporte público. Mas isso é só um dos fatores. Ônibus cheio, insegurança, viagem desconfortável... enfim, são muitos fatores pesando contra o transporte público.

A única coisa que destaco, com louvor, hoje é o rastreamento via GPS. Fiz um uso intenso dele há uns dias e ele se saiu muito melhor do que imaginava. Agora um assunto em OFF, parei de usar mais o ônibus em 2009. Isso pq em menos de 2 meses fui assaltado 3 vezes, sendo que em duas tive o celular roubado. Na 3º, revoltado e sem pensar, reagi e quase levei a pior.

Não sou rico, pelo contrário. Só tenho muito receio...

BRT não é solução, VLT também não. Não sou engenheiro, mas é visível que tirar uma faixa de rolamento só vai prejudicar ainda mais o trânsito. Nos horários de pico, quem acha que o corredor vai fluir... Com certeza os ônibus também vão ficar presos no trânsito, óbvio.

Mas como dessa forma existem empresários lucrando, a população que agüente. Enquanto políticos, empresários e donos podem trabalhar em horários alternativos e fugir do trânsito, a gente que agüenta.

A coisa em sí é um pouco maior do que aparenta, na esfera federal o Ministério das cidades tem uma secretaria específica sobre mobilidade urbana, resumindo esta secretaria definiu as prioridades:o desenvolvimento urbano, a sustentabilidade ambiental e a inclusão social (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03...lei/l12587.htm), dentro disto a prioridade é o pedestre e o transporte público, independente se é BRT ou o que for, mas sempre desvalorizando a utilização do veículo individual.

Mundialmente as grandes cidades também reprimem de alguma forma a entrada de veículos nos seus grandes centros, caso de nova York, onde os prédios nem garagem as vezes tem (não é uma comparação, é só um exemplo), são paulo que adotou o rodízio de veiculos e outras cidades mais.

Então a tendencia mundial é a redução do crecimento no uso de veículos pois não há como atualizar a malha viária na proporção do crecimento do uso de automóveis.
Bom, colocando a necessidade do uso de veiculos de transporte de massa, vem a segunda questão: qual o modelo a ser adotado pelo nosso estado para a RMGV? coser propagou o VLT mas esbarrou no governo que não o apoiou, Metrô é inviável pois a a nossa capital é feita sobre aterro, qualquer escavação traria complicações e/ou alto custo, ...de todas as opções a do BRT é a que mais se adapta à nossa realidade, o custo de sua implantação é menor e o tempo para implantação também, por isso teve então o apoio do governo que o adotou e rechaçou qualquer possibilidade do VLT.

Agora depois de definido a prioridade ao BRT, adota-se também outros modais complementares, as lanchas , todo este projeto precisava sair do papel mas com que dinheiro? foi então que devido à copa do mundo surgiram linhas de crédito para a área de mobilidade urbana, oportunidade que foi aberta para ajudar os estados que receberão jogos da copa também ajudou o nosso estado pois o governo criou o projeto a tempo de participar, sendo aprovado recentemente o financiamento que viabilizou a execução.

Espero ter ajudado a compreender melhor o processo de implantação do BRT e dizer que pra quem não tinha nada, somente uma promessa do Coser que não tinha a menor condição de cumpri-la, o BRT aliado a outros modais é a melhor solução, talvez não a solução definitiva mas dentro de nossa capacidade financeira, a mais possível de ser executada.
Bom, colocando a necessidade do uso de veículos de transporte de massa, vem a segunda questão: qual o modelo a ser adotado pelo nosso estado para a RMGV?


O BRT é justamente o sistema que menos se adapta à nossa realidade e isso ficou provado no estudo encomendado pela PMV. Foi levado em consideração às condições espaciais da RMGV, a topografia, a geologia, as características urbanas/viárias e os fatores socioeconômicos, estes que influenciam na questão da centralidade da capital, na preferência pelo transporte individual e na rejeição ao transporte público.

É muita ingênuidade de sua parte acreditar que o BRT foi uma escolha técnica do governo do estado. Você esqueceu dos milhões gastos anualmente no sistema Transcol, na força política dos empresários e sindicatos do setor, e no lobby federal pelo uso do BRT, inclusive com empréstimos cedidos pelo BNDES.
Quando o Coser foi eleito com enorme aprovação para o seu segundo mandato, com a promessa de materializar o projeto do VLT, o ex-governador Paulo Hartung (que tem rabo preso) sabia que deveria agir às pressas para evitar que as outras prefeituras entrassem no oba-oba da PMV. Sua primeira reação foi utilizar a imprensa para dizer que o VLT seria uma alternativa inviável no momento por causa dos valores envolvidos (cerca de R$ 1 bilhão de reais) e de uma suposta falta de Know-how por parte dos engenheiros brasileiros, o que é uma tremenda mentira. Depois, durante a crise que colocou o Coser na parede, o governo do estado assumiu inúmeras obras inacabadas da PMV. Após essa "generosidade" do Hartung, o prefeito nunca mais tocou no assunto VLT. Em 2009 ou 2010, em menos de três meses, definiu o modal a ser utilizado (BRT), e encomendou o projeto executivo. Na apresentação do projeto, carregado de plágios, o Jaime Lerner fez o trabalho sujo ao abordar a experiência de Curitiba.
Se o Coser tivesse o apoio do governador, o projeto executivo do VLT teria sido encomendado em 2008, lembrando que já vinha sendo discutido desde 2004. É injusto você dizer que não havia nada, que era uma promessa. Apesar de ter apoiado na época, hoje vejo que até o VLT não seria o sistema ideal.
Em alguns anos, a RMGV chegará a casa de 2 milhões de habitantes e é vergonhoso saber que a diversificação modal aqui ainda é um sonho distante. Os especialistas cansaram de explicar que em RMs com mais de 1 milhão de habitantes, o ônibus não deve ser utilizado como transporte de massa principal, devido a sua limitação e os transtornos gerados no trânsito local. O ideal é serem utilizados como fontes alimentadoras, uma opção para pessoas que moram em áreas de difícil acesso ou não cobertas pelo sistema principal.
Não devemos cair nesse papinho do "bom e barato". Com os R$ 3 bilhões que irão gastar no BRT (incluindo melhorias no trânsito), já poderíamos dar início à implantação de um sistema definitivo, nada provisório, e que poderá ser ampliado sempre que houver demanda.

BRT do Rio é aprovado por 90% dos passageiros

O sistema exclusivo de ônibus articulados (BRT), no trecho que liga Santa Cruz à Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, foi classificado como apropriado por 90% dos usuários do transporte, após dois meses de operação.O sistema tem tarifa semelhante aos coletivos tradicionais e é interligado a outros modais de transporte, como os ônibus comuns e os trens.
 
A pesquisa, realizada pelo Instituto Mapear e divulgada pelo O Globo, mostrou que, entre os entrevistados, 13% declararam estar muito satisfeitos e 77% afirmaram estar satisfeitos com o sistema. A pesquisa também revelou que 84% dos usuários deslocam-se entre casa e trabalho, enquanto 16% usam o BRT para lazer.

 O principal elogio dos usuários ao BRT é a rapidez nos traslados. O tempo de viagem reduziu, já que o deslocamento acontece através de corredores exclusivos, evitando os engarrafamentos.

 Os ônibus que integram as frotas são menos poluentes, acessíveis a pessoas com necessidades especiais, têm ar condicionado e embarque e desembarque em estações.
Melhorias

Com o objetivo de beneficiar o transporte coletivo da cidade e preparar o trânsito para os Jogos Olímpicos, o sistema de corredores exclusivos deve ser aprimorado, ainda mais. Já para o início de setembro, deste ano, o BRT do Rio vai ganhar mais 26 novos ônibus articulados, contabilizando 91 veículos em operação.
Até 2016, mais três linhas de BRTs devem começar a funcionar, no Rio de Janeiro, totalizando 150 quilômetros de corredores.

Fonte: O Globo

Setop contrata empresa para definir modelos de embarcações


A Secretaria de Estado dos Transportes e Obras Públicas (Setop) homologou, em 30 de novembro de 2011, o processo para contratação de empresa para prestação de serviço a fim de elaborar os estudos e definir o modelo das embarcações que vão operar no sistema de transporte hidroviário de passageiros da Região Metropolitana da Grande Vitória, no trecho Praça do Papa (Vitória) – Prainha (Vila Velha).

  O projeto prevê a utilização de catamarans de 22 metros, com cascos de alumínio, similares aos utilizados como táxi em Nova Iorque, com velocidade aproximada de 26 nós – o equivalente a 48 quilômetros por hora. A estimativa é de que cada embarcação tenha capacidade para transportar 150 passageiros e tenha local reservado para bicicletas, possibilitando assim que os usuários do sistema possam realizar a integração modal até as plataformas de embarque e depois de sair das lanchas.

 A primeira linha a entrar em operação fará o trajeto entre a Praça do Papa, em Vitória, e a Prainha, em Vila Velha. O secretário declara que outros terminais futuros estão sendo estudados para o trecho Paul (Vila Velha) e Centro de Vitória, e Porto de Santa (Cariacica) e Centro de Vitória.

A meta do Governo é integrar o sistema aquaviário ao Sistema de Transporte Coletivo da Grande Vitória (Transcol), inclusive com implantação da cobrança por meio de bilhetagem eletrônica e estuda a integração temporal.

COMENTARIOS DOS CIDADÃOS

LUIZ CARLOS MENEZES - 06/12/11 - 08:51
Quero cumprimentar a Secretaria de Transportes do ES pela contratação dos estudos visando a implantaçao do transporte hidroviário. Tenho defendido através de vários atigos pubicados em A Gazeta deste 2005 a implantação desse modal como altenativa diante da saturação do nosso sistema viário em face do vertiginiso crescimento da frota de veículosna Grande Vitória. A exemplo de tantas outras cidades litorânesas pelo mundo afora que contam com esse eficiente e pouco poluente meio de transporte tais como Rio de Janeiro, Lisboa, Sidney, Nova York, Estocolmo, Vancouver, etc -, a nossa Capital oferece condições exepcionais para transformarmos a sua baía numa grande hidrovia, sem congestinamentos. Trata-se de um modal com baixissimo nível de emissão de CO² e que proporciona a facilidade de expansão de todo o sistema.

Leandro Ribeiro - 06/12/11 - 13:28
Um dos maiores desafios da administração pública é gerar qualidade de vida para os munícipes, e o governo do estado está de parabéns de tirar esse projeto do papel que foi tão mencionado no governo anterior e agora tornando-se realidade. O bairro de paul, argolas, sagrada familia, ilha das flores, vila batista, garrido, primeiro de maio, santa rita e outros mais, fica no aguardo de serem contemplados tambem com a volta do aquaviario, essa contemplação atende o projeto do governo em retirar os veiculos do centro de vitoria, que não comporta o numero de veiculos por lá circulando, tendo visto que o retorno da lancha, ira fomentar esses bairros supracitados acima, e mais voltarar o aquecimento dos comercios, igrejas, trabalhadores portuarios. Todos só tem a ganhar. Isso é mobilidade urbana. Parabéns!!! Governo Casa Grande e Setop.

Frederico Vasconcellos - 07/12/11 - 01:49
Des que entrei na faculdade de Arquitetura e Urbanismo em 2007 é que venho acompanhando a novela dos deslocamentos seja de cargas ou pessoas na Região Metropolitana de Vitória. Uma coisa que sempre escutei é que a reimplantação do transporte hidroviário não é possível primeiro por não haver demanda e segundo conseqüência do primeiro muito oneroso para os cofres públicos ou seja inviável financeiramente. Por isso venho através deste canal pedir maiores esclarecimentos e os dados que fizeram o Governo do Estado mudar de opinião de uma forma tão surpreendente e rápida a ponto de já está vendo o melhor tipo de embarcação e sem (ao menos de meu conhecimento) divulgar o estudo em um seminário ou audiência pública. Fico no aguardo do contato para entender melhor como se deu este processo uma vez que só ouvi coisas negativas sobre este modal.

Frederico Vasconcellos - 05/01/12 - 17:57
A novela do BRT e VLT é uma das que venho acompanhando desde a primeira candidatura do Prefeito João Coser e no momento é a que mais me intriga e também a mais obscura. Obscura porque no ano passado 04/11 participei de uma audiência pública na Assembléia Legislativa presidida pelo Deputado Claudio Vereza sobre Transporte Público e Mobilidade na Grande Vitória, onde vários técnicos de peso do Espírito Santo se encontravam menos os do Governo do Estado que enviou um representante do qual passou a impressão de não saber muito sobre o assunto fazendo assim surgir tantas dúvidas sobre o BRT que no momento o vejo como a maior furada de todos os tempos sendo esgotada sua capacidade em um curto espaço de tempo alem de diminuir a concorrência entre diferentes modais (empresas) e de acordo com o Movimento Tarifa Zero beneficiando somente os empresários do ramo rodoviário. Então venho pedir-lhes acesso aos estudos para que eu e a população capixaba possamos com serenidade e tranquilidade analisar e fazer um comparativo entre os dois modais para ver o maior custo benefício e que realmente é bom para a cidade.Grato desde já,Frederico Vasconcellos

BNDES apoia implantação do Sistema BRT no Espírito Santo

terça-feira, 15 de maio de 2012

O Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES)  assinou nesta segunda-feira(14) contrato com o governo do Espírito Santo (ES), para a concessão de financiamento de R$ 530,4 milhões para a  realização da primeira etapa do Sistema BRT (Bus Rapid Transit) na Região Metropolitana da Grande Vitória .O apoio será feito através da linha de financiamento de projetos estruturadores de transporte urbano.
O projeto integra o Plano Diretor de Transporte Urbano da Região Metropolitana da Grande Vitória e visa racionalizar o modelo existente, dando prioridade efetiva ao transporte coletivo. Será estruturado um sistema integrado de transporte sobre pneus com ônibus modernos e corredores exclusivos.

O valor do projeto é de R$ 742,3 milhões. Deste total, o BNDES financiará 71,5%. Ao longo da sua fase de implantação, serão gerados cerca de 3 mil empregos diretos. Quando entrar em operação, o Sistema BRT deverá gerar mais de 400 empregos diretos.

O projeto prevê, inicialmente, a implantação do Sistema BRT nas vias de maior congestionamento e por onde circulam as linhas do programa de transporte coletivo local, com cerca de 31 km de extensão.

Ao promover a melhoria da mobilidade urbana na região metropolitana da Grande Vitória, o novo sistema de transporte deverá reduzir o tempo de deslocamento do sistema de transporte coletivo, melhorando a qualidade de vida do cidadão.

Haverá ainda um impacto ambiental positivo, com redução da emissão de gases e da poluição sonora e visual na área de influência do projeto, e espera-se, também, uma redução dos acidentes nas principais vias do entorno do projeto, fruto da organização do tráfego e de uma gestão mais eficiente do trânsito.

Fonte: BNDES

Wolpac News - Imprimir


Estado quer R$ 1,4 bilhão para corredor exclusivo para ônibus

Cerca de R$ 1,4 bilhão. Esse é o valor de que o Estado precisa para realizar várias obras que têm como objetivo melhorar o trânsito. Uma das mais importantes é a do CORREDOR EXCLUSIVO para ônibus - o BRT (Bus Rapid Transit). A primeira etapa desse projeto - assim como outras obras no entorno das regiões beneficiadas pelo BRT - já foi apresentada ao governo federal. As propostas serão analisadas dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade.
Ao todo, 47 municípios - incluindo os da Grande Vitória - devem concorrer com projetos de CORREDOR EXCLUSIVO para ônibus aos R$ 18 bilhões que o governo federal reservou para os investimentos em mobilidade. "Estamos confiantes em conseguir parte do financiamento", relata a subsecretária estadual de MOBILIDADE URBANA, Luciene Becacici.

Projetos
Segundo ela, foi entregue uma síntese do que seria a primeira etapa do CORREDOR EXCLUSIVO no Estado: serão 52 quilômetros de corredores ligando os terminais rodoviários de Serra, Vitória, Cariacica e Vila Velha pelas vias de maior fluxo, além de projetos auxiliares, como a construção do túnel no Morro da Ilha de Santa Maria, ligando o final da Avenida César Hilal e com a Avenida Vitória, na altura do Colégio Salesiano.
"O R$ 1,4 bilhão é para o CORREDOR EXCLUSIVO e para demais ações que melhorem o tráfego nos locais que vão receber o BRT. Com o túnel, por exemplo, transformamos a César Hilal numa via de apoio para a Avenida Vitória", comenta.
Luciene Becacici acredita que, nos próximos três meses, o governo federal deve pedir novas diretrizes do projeto para ser aprovado ou não o repasse de verba. "Estamos otimistas", diz a subsecretária.
Vitória não descarta metrô
A cada nova discussão sobre TRANSPORTE público, o sonho de Vitória de conseguir implantar o Veículo Leve sobre Trilho (VLT) fica mais distante. Dados apresentados pela Associação Nacional das Empresas de TRANSPORTES Urbanos (NTU) durante o Seminário Nacional da NTU, realizado ontem e hoje em Brasília, indicam que a implantação de um quilômetro de CORREDOR EXCLUSIVO para ônibus custaria de US$ 5 milhões a US$ 12 milhões, bem mais barato do custo calculado para a instalação do VLT: de US$ 30 milhões a R$ 50 milhões.

Apesar disso, a Prefeitura de Vitória ainda não desistiu completamente do projeto de implantação do Veículo Leve sobre Trilho. O secretário municipal de TRANSPORTE e Infraestrutura, Fábio Damasceno, acredita que o VLT pode ser um modelo usado com o CORREDOR EXCLUSIVO, num sistema complementar de TRANSPORTE. "Talvez, em dez anos, seja necessário começar a adaptar o sistema para o VLT."

Damasceno afirma que o fato de a TECNOLOGIA do CORREDOR EXCLUSIVO ser toda brasileira favorece a instalação desse sistema. "Os ônibus são daqui; o modelo usado como exemplo, também. É mais fácil e mais barato adotar o serviço", diz.

Além disso, segundo o secretário, o CORREDOR EXCLUSIVO já é um projeto adotado pelo governo estadual e apoiado pelas cidades da Região Metropolitana. "É um projeto de interesse de todos. Mas isso não significa que o VLT não seja usado no futuro", frisa.
O repórter viajou a convite da Federação das Empresas de TRANSPORTES do Espírito Santo (Fetransportes)

Análise
O corredor é a melhor opção para o Brasil
Wagner Colombini - Presidente da Logit Engenharia Consultiva, especialista em MOBILIDADE URBANA
A implementação do CORREDOR EXCLUSIVO para ônibus (BRT) é a melhor opção para a realidade brasileira. Além do país ser responsável pela TECNOLOGIA e referência mundial, o que diretamente interfere no custo final de implantação do serviço, é um modelo mais rápido de ser construído e adaptado ao TRANSPORTE adotado no Brasil hoje. Em Vitória e nas cidades vizinhas, o corredor seria ideal. De custo muito menor, sairia a US$ 5 milhões, em média, o quilômetro construído; contra US$ 25 milhões a US$ 30 milhões no caso do Veículo Leve sobre Trilho, e de US$ 100 milhões no do metrô. Mas antes se deve ter atenção, principalmente, a três pontos: definir corretamente a estrutura do TRANSPORTE, com percurso e demanda; encaixar o novo modelo de TRANSPORTE dentro do já existente para reduzir o número de desapropriações, e desenvolver um projeto bonito e de qualidade, atrativo ao passageiro.

Raio-X do BRT
O que é. O Bus Rapid Traffic (BRT), mais conhecido como CORREDOR EXCLUSIVO para ônibus, tende a priorizar o TRANSPORTE coletivo em relação ao individual. A intenção é separar, em vias de maior fluxo, uma ou mais faixas apenas para os ônibus a fim de oferecer mais agilidade e pontualidade ao TRANSPORTE coletivo PASSAGEIROS. Conta com ônibus modernos, rápidos e pontuais. Para isso, o sistema contará com rastreamento por GPS e imagens de videomonitoramento. Os PASSAGEIROS embarcam em terminais e plataformas de mesmo nível da entrada dos ônibus. As passagens são compradas nesses pontos.

Vias. Na Grande Vitória, o projeto será implantado em três etapas, com a primeira ligando parte da Serra às cidades de Vila Velha e Cariacica, passando por Vitória, pela Reta da Penha (foto), por exemplo. Essa fase é composta por 52km de vias, interligando os terminais de Laranjeiras, Jacaraípe, Itacibá, Campo Grande, Vila Velha e Ibes
Capacidade. O sistema é capaz de transportar até 40 mil PASSAGEIROS por hora, por sentido
TRANSPORTE mais pontual e rápido em Bogotá
Em dez anos de funcionamento, o sistema de CORREDOR EXCLUSIVO para ônibus implantado em Bogotá, na Colômbia, reduziu em 20 minutos o tempo médio de uma viagem de ônibus na cidade. Além disso, a Transmilênio - como é chamado - registrou queda de 80% no número de acidentes de trânsito e pontualidade em 95% das viagens. "Cerca de 35% a 40% dos PASSAGEIROS têm veículo próprio ou condições financeiras para comprar um, mas prefere usar o BRT", explica Arturo Fernando Rojas, da Transmilênio S.A.

Fonte: A GAZETA - ES | DIA-A-DIA

O trânsito da Grande Vitória tem saídas. Veja por onde elas passam

Especialistas e autoridades avaliam os projetos que prometem desafogar o trânsito da Região Metropolitana. E você? Acha que vai melhorar?

LEONARDO SOARES

Nos últimos tempos não são apenas os protestos dos estudantes pela redução das passagens de ônibus que estão parando o trânsito em pontos-chave da Grande Vitória. Engarrafamentos viraram rotina na vida de quem vive ou anda pela região. Tem saída? Para prefeitos e secretários de trânsito das cidades que apresentam os maiores problemas, sim. São pelo menos cinco projetos, que estão longe de ser unanimidade, como a Quarta Ponte até Cariacica e o túnel até Vila Velha Velha.


Três especialistas em mobilidade urbana avaliaram os prós e contras das propostas, depois que os prefeitos de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica discutiram o assunto no ciclo Debate CBN. Confira o que dizem sobre cada um dos projetos a engenheira, Mestre em Estradas e Aeroportos e Pós-Doutora em Transportes Maria Inês Faé, a professora e coordenadora de Engenharia da Produção Gesiane Pereira Silveira, e a subsecretária de Estado de Mobilidade Urbana, Luciene Becacici.


QUARTA PONTE
A nova ponte faria a ligação entre os municípios de Vitória e Cariacica utilizando a Rodovia Serafim Derenzi, em São Pedro, Vitória, até o bairro Porto Santana, em Cariacica. O objetivo é tirar parte do fluxo de veículos do Centro de Vitória e da Segunda Ponte (foto). Ainda não há um estudo pronto de viabilidade técnica sobre o projeto. Depois de pronto o estudo, outra avaliação será feita para medir o impacto ambiental da obra. Apenas o projeto final deve indicar detalhes como a implantação de ciclovias, por exemplo.
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“Defendo a quarta ponte ligando Vitória a Cariacica, que nos parece o caminho mais fácil de reduzir o fluxo no Centro da Capital e o engarrafamento na Segunda Ponte e nas Cinco Pontes”. João Coser (PT), prefeito de Vitória, durante debate da Rádio CBN Vitória sobre os desafios da Região Metropolitana

“Do nosso ponto de vista (Governo do Estado), a Quarta Ponte requer um eixo de ligação que não seja a Serafim Derenzi. Esse trecho a gente já vê como uma nova fase do BRT mais à frente. Tendo um novo eixo viário que ligue o fluxo da Quarta Ponte à região Norte de Vitória – sem utilizar a Serafim Derenzi – com certeza vai desafogar a área central do município. Mas é um projeto mais caro, com prazo um pouco maior. É fundamental para a mobilidade urbana e permite desviar o tráfego antes que ele chegue até o gargalo da Segunda Ponte. Aí só vai para o Centro quem quiser”. Luciene Becacici

“Todo projeto desse gera muitos impactos. Pode desafogar o trânsito no Centro, mas afogar em outra área. Não sei se pode melhorar. Os técnicos têm essa análise e devem ter essa resposta. É um projeto bastante caro. É o que mais chama atenção nesse projeto. Além de não ser um projeto feito da noite para o dia”. Gesiane Pereira
“A região Sul da capital é complicada, e isso é de longa data. Os acessos à Segunda Ponte já alcançaram a capacidade faz bastante tempo e os engarrafamentos são quilométricos. Quer seja com ampliação da Segunda Ponte ou a construção de uma Quarta Ponte, é necessária uma atenção especial em fazer melhorias inclusive para os pedestres. É uma região de rodoviária, precisa melhorar. O ideal seria que já tivesse acontecido um reforço naquela área”. Maria Inês Fae


“Ajudaria muito Cariacica e toda a Grande Vitória. A ponte tem importância por algumas razões. Primeiro, teríamos deslocamento do trânsito da BR 262 para a BR 101. Deslocaríamos o trânsito intenso no Centro de Vitória para a Serafim Derenzi. Ao diminuir a intensidade no Centro e na BR 262, nós diminuiríamos a intensidade do tráfego na Segunda Ponte”. Helder Salomão, prefeito de Cariacica


AQUAVIÁRIO

O projeto prevê reduzir a quantidade de automóveis na rua circulando entre os municípios da Grande Vitória. O governo estuda a construção de dois píeres, inicialmente. Três lanchas rápidas, com capacidade para 100 pessoas cada uma, fariam a travessia entre a Enseada do Suá, em Vitória, e o Parque da Prainha, em Vila Velha. Tudo em caráter experimental. O sistema já existia na Grande Vitória desde 1978 e foi paralisado em 2000. Já chegou a atender a 424.526 usuários por mês, com 11 barcos, um terminal aquaviário e quatro pontos para embarque entre Vitória, Vila Velha e Cariacica.

“Será feito um novo estudo de viabilidade sobre esse projeto. Se ele se mostrar viável sob alguma condição, ele vai precisar se adequar de alguma forma aos modais já existentes, como o Transcol, por exemplo. Mas é preciso reavaliar os dados técnicos antes de impantar um projeto piloto. Acredito que um ‘teste’ não será feito. Mas já tem estudo levantado sobre o aquaviário”. Luciene Becacici

“Apesar de ter uma flexibilidade muito pequena e precisar de uma integração para ter um volume maior de pessoas, ele precisa do aporte de algum outro tipo de mobilidade. É mais barato e é bem interessante. Vitória é uma ilha, então a via já está feita, já está pronta. Com o aquaviário você ganha tempo e liga a capital a todos os outros municípios”
. Gesiane Pereira

“Os estudos de mobilidade urbana mostram que você provê a infraestrutura de acordo com as demandas que se fazem. Vitória é ilha”. Maria Inês Faé

“Sou favorável, primeiro porque desloca pessoas rapidamente. Isso reduz o número de veículos, o que é bastante importante. Mas também podemos pensar no turismo utilizando a Baía de Vitória. É preciso que pensemos no Aquaviário. Esse pode ser um ponto de avanço”. Helder Salomão, prefeito de Cariacica


TÚNEL

Túnel passando por baixo da Baía da Vitória e ligando o bairro Ilha de Santa Maria, na capital, à Glória, em Vila Velha. A obra já tem projeto executivo, estudos, concepção e alternativas de acessibilidade concluídos. Estão previstos dois túneis neste projeto. Enquanto o que liga as duas cidades será subaquático, passando por baixo da Baía de Vitória, o segundo vai perfurar o Morro da Garoto, já em Vila Velha, permitindo a ligação do primeiro túnel aos demais acessos da cidade: Avenida Carlos Lindenberg e Canal Bigossi.

“É outro projeto já definido. Já até lançaram o edital dele. Está em andamento. A hora que for tudo viabilizado, o túnel tem potencialidade para criar um novo caminho no tráfego geral. Isso é muito positivo para a mobilidade. Mas o túnel também precisa ser pensado de forma integrada. Nenhuma solução viária pode ser pensada separadamente. A hora em que estiver pronta a ligação entre Vitória e Vila Velha, o túnel vai precisar se inserir de algum jeito ao plano de mobilidade”. Luciene Becacici


“Esse é um projeto ‘bonitão’. Mas é um projeto muito caro e muito demorado de se tirar do papel. Seria uma solução, mas é preocupante esperar ficar pronto, com os problemas de trânsito que estamos enfrentando todos os dias”. Gesiane Pereira

“O túnel vai ser apenas uma passagem a mais. Nós não precisamos ficar mais fazendo ligações entre Vila Velha e Vitória. Temos é que desconcentrar os investimentos só em Vitória. Se Vila Velha pudesse escolher, pediríamos ao invés do túnel, as estações de bombeamento para encerrar os alagamentos. Vila Velha alagada congestiona Vitória toda e não há túnel que resolva. É só mais um buraco”. Neucimar Fraga, prefeito de Vila Velha



VEÍCULO LEVE SOBRE TRILHOS (VLT)

Também conhecido como metrô de superfície, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) virou uma marca da campanha do prefeito de Vitória, João Coser (PT). O projeto é cogitado nos projetos de mobilidade urbana, assim como o BRT. De acordo com os estudos iniciais, seriam gastos R$ 920 milhões, segundo divulgou a Prefeitura de Vitória na época. O metrô, movido a energia elétrica, ligaria os municípios da Serra, Vitória, Vila Velha e Cariacica, percorrendo um trajeto de 31,1 quilômetros e contando com 30 estações.


“Sobre esse projeto digo que o Governo abraçou o BRT para atender o perfil da Região Metropolitana no nível de agilidade e curto prazo, pensando também no preço acessível. Os estudos mostram que os VLTs costumam ser muito mais caros e de difícil implantação. Entendemos que precisamos de um projeto metropolitano, que não dê benefícios principalmente a uma só cidade. Então as prioridades são envolver todos os municípios em igualdade”. Luciene Becacici


“Com poucas vias principais existentes, é complicado. O VLT para ser economicamente viável, ele precisa ter uma demanda muito grande de gente. Talvez a integração com mais algum modal ou a substituição de um por outro”. Gesiane Pereira


“Não há como afirmar se não está para vir por aí. Mas a tônica do momento é em utilizar outros recursos do ônibus, e não do metrô. A aposta o BRT. O problema que eu vejo – que não é só do projeto, mas de qualquer infraestrutura – é que existe um prazo para se conceber, um prazo para implantar, um prazo para o recurso chegar. O VLT teria um prazo médio de cinco anos no mínimo para ser implantado. Por outro lado, ele teria uma vida útil mais longa, de cerca de 30 anos”. Maria Inês Faé


“Nós dependemos de serviços. A Região Metropolitana é diferente. É uma capital pequena com cidades maiores no entorno. Se não existir proposta ousada, nada vai à frente. É muito difícil o trabalhador sair da Serra e chegar a Vila Velha ou Cariacica. Eu perdi a ideia sem ter o direito de debater. O governo, na época, tinha uma opinião diferente. Mas não houve um instrumento de debate. Você tem uma bela ideia, apresenta e ela nem sequer é debatida corretamente”. João Coser, prefeito de Vitória, durante debate da Rádio CBN


BUS RAPID TRANSIT (BRT)

O projeto é o preferido do Governo do Estado e deve estar funcionando dentro de três anos. Considerado um upgrade do Sistema Transcol, pretende criar faixas exclusivas para os coletivos nas principais vias. A expectativa é de que 1,1 milhão de usuários utilizem o modelo diariamente. Os primeiros 31 quilômetros de corredores exclusivos devem priorizar as áreas mais afogadas da cidade, como o Centro de Vitória e a Reta da Penha, na capital, e a avenida Carlos Lindemberg, em Vila Velha. O modelo, de acordo com o governo, permitirá uma melhoria imediata da fluidez do trânsito nessas regiões. Outros 70km de BRT devem ser postos em operação até 2018.

“De tudo o que estudamos para melhorar a mobilidade, é o mais barato e de implantação mais rápida. É uma solução que pode ser aplicada em um tempo muito menor. Tirar o ônibus do congestionamento e deixar onde apenas ele circule. O BRT é, resumidamente, melhorar o Transcol. Para deixá-lo mais rápido, pontual, confortável e acessível”. Luciene Becacici


“Essa é uma saída bem mais rápida. O corredor exclusivo para fluir o trânsito do transporte público é interessante. Pode ajudar bastante. É uma alternativa que não precisa retirar das ruas o transporte rodoviário, mas dá uma prioridade a ele, para que se torne mais rápido e eficiente. É uma solução muito mais fácil para implementar de acordo com o que já existe”. Gesiane Pereira


“Parece que para a nossa demanda, geometria e situação geográfica, parece que ele é mais fácil. Já existe, a população já pratica. E como já temos a cultura de transporte através de terminais. Existe a tendência para que isso faça sucesso. Não se planta um projeto integralmente. O BRT ficaria pronto em dois anos, em média, dentro do que já está funcionando, como os terminais”. Maria Inês Faé


“Eu apoio o BRT, principalmente porque tira os carros da rua e coloca as pessoas nos coletivos. O número de veículos cai, por consequência. Assim como também concordo com a volta do Aquaviário, que vem sendo discutida entre as cidades”. Neucimar Fraga, prefeiro de Vila Velha

Futuro?

No fim das contas, o que parece estar mais próximo do capixaba é a chegada dos corredores exclusivos para ônibus. Opiniões são divergentes, principalmente entre prefeitos, sobre o que é mais eficaz para a mobilidade urbana. O sistema tem previsão de já funcionar dentro de três anos, além de ter custo mais em conta. É o que defende Luciene Becacici.

“O que nós esperamos é virar uma página na história do transporte com a chegada do BRT. O sistema beneficia quem usa ônibus e também quem usa o carro, trazendo maior qualidade de vida para os usuários. Eu sonho com o dia em que o ônibus esteja fluente no trânsito e o motorista do carro no meio do engarrafamento fique com inveja, arrependido de não ter tomado o ônibus”.

Na visão de Gesiane Pereira, independente do que realmente sair do papel, é importante que as solução encontrada tragam principalmente conforto ao passageiro, para que eles sintam vontade de deixar o carro em casa. “Ninguém tira o carro da garagem porque quer dar uma voltinha na rua. Há trabalho nisso e há custo também. Existe problema de trânsito, de vagas para estacionar. Tendo um modelo de qualidade, as pessoas pensariam duas vezes antes de sair de casa de automóvel”, conclui.

Maria Inês Faé avalia o caos no trânsito como um problema sistêmico. Para a especialista, as soluções ajudam. Mas as pessoas vão continuar colocando os carros na rua enquanto não encontrarem o que necessitam perto de casa. “É preciso pensar nas políticas de educação, de saúde e de trabalho também. Sem descentralização, não há solução. Se você cria polos, concentra, consequentemente há fluxo. Não precisa existir uma política do transporte. Mas uma política englobada. Se todos tivessem um sistema de saúde funcionando, uma boa escola e um bom trabalho perto de casa, ninguém precisaria se deslocar tanto”, conclui.
 
Governador comenta problemas de mobilidade urbana


"De tudo o que estudamos para melhorar a mobilidade, é o mais barato e de implantação mais rápida. É uma solução que pode ser aplicada em um tempo muito menor. Tirar o ônibus do congestionamento e deixar onde apenas ele circule. O BRT é, resumidamente, melhorar o Transcol. Para deixá-lo mais rápido, pontual, confortável e acessível". Luciene Becacici

"Essa é uma saída bem mais rápida. O corredor exclusivo para fluir o trânsito do transporte público é interessante. Pode ajudar bastante. É uma alternativa que não precisa retirar das ruas o transporte rodoviário, mas dá uma prioridade a ele, para que se torne mais rápido e eficiente. É uma solução muito mais fácil para implementar de acordo com o que já existe". Gesiane Pereira

"Parece que para a nossa demanda, geometria e situação geográfica, parece que ele é mais fácil. Já existe, a população já pratica. E como já temos a cultura de transporte através de terminais. Existe a tendência para que isso faça sucesso. Não se planta um projeto integralmente. O BRT ficaria pronto em dois anos, em média, dentro do que já está funcionando, como os terminais". Maria Inês Fae

"Eu apoio o BRT, principalmente porque tira os carros da rua e coloca as pessoas nos coletivos. O número de veículos cai, por consequência. Assim como também concordo com a volta do Aquaviário, que vem sendo discutida entre as cidades". Neucimar Fraga, Prefeito de Vila Velha
 Futuro?

No fim das contas, o que parece estar mais próximo do capixaba é a chegada dos corredores exclusivos para ônibus. Opiniões são divergentes, principalmente entre prefeitos, sobre o que é mais eficaz para a mobilidade urbana. O sistema tem previsão de já funcionar dentro de três anos, além de ter custo mais em conta. É o que defende Luciene Becacici.

"O que nós esperamos é virar uma página na história do transporte com a chegada do BRT. O sistema beneficia quem usa ônibus e também quem usa o carro, trazendo maior qualidade de vida para os usuários. Eu sonho com o dia em que o ônibus esteja fluente no trânsito e o motorista do carro no meio do engarrafamento fique com inveja, arrependido de não ter tomado o ônibus".

Na visão de Gesiane Pereira, independente do que realmente sair do papel, é importante que as soluções encontradas tragam principalmente conforto ao passageiro, para que eles sintam vontade de deixar o carro em casa. "Ninguém tira o carro da garagem porque quer dar uma voltinha na rua. Há trabalho nisso e há custo também. Existe problema de trânsito, de vagas para estacionar. Tendo um modelo de qualidade, as pessoas pensariam duas vezes antes de sair de casa de automóvel", conclui.

Maria Inês Faé avalia o caos no trânsito como um problema sistêmico. Para a especialista, as soluções ajudam. Mas as pessoas vão continuar colocando os carros na rua enquanto não encontrarem o que necessitam perto de casa. "É preciso pensar nas políticas de educação, de saúde e de trabalho também. Sem descentralização, não há solução. Se você cria polos, concentra, consequentemente há fluxo. Não precisa existir uma política do transporte. Mas uma política englobada. Se todos tivessem um sistema de saúde funcionando, uma boa escola e um bom trabalho perto de casa, ninguém precisaria se deslocar tanto", conclui.


 
Semana passada precisei andar de ônibus porque iria pegar uma carona em outro ponto da cidade. A bicicleta não era o veículo mais adequado (uma bicicleta dobrável serviria mais não tenho uma dobrável em casa).
Nessa ocasião descobri uma coisa boa e uma coisa ruim. Vou começar pela coisa boa! Existe um sistema informatizado de previsão de chegada dos ônibus num ponto de ônibus, atualizado em tempo real. O sistema pode ser acessado na internet no link ponto Vitória ou diretamente no seu smartphone android através do aplicativo Buzão Vitória. Infelizmente o sistema transcol não tem essa ferramenta.

 O sistema conta com atualização da posição dos ônibus em tempo real com utilização de GPS nos ônibus. A ideia é muito bacana. Pode ajudar no desenvolvimento desse modal que menos insustentável do que os carros. Porém ele ainda polui bastante devido as normas péssima que deixam os ônibus poluir muito no Brasil.

A coisa ruim que eu tinha esquecido a respeito de ônibus em Vitória diz respeito ao conforto dos passageiros. Eu acredito que essa falta de qualidade no atendimento dos ônibus deve estar afastando muitas pessoas. Alguns dias atrás, de fato, quando andei de ônibus, constatei a maneira totalmente inadequada com que o motorista andou. São acelerações e freadas bruscas, curvas em alta velocidades. Fiquei com dores nas costas e com enjoo. Considerando as pessoas que tem carro particular, quem dessas pessoas vai querer usar esse sistema execrável de maneira regular? Provavelmente pouca gente. É uma das razões porque temos tantos carros nas ruas que engarrafam a cidade. Uma outra razão é que em vários casos, andar de carro é ainda muito mais rápido do que andar de ônibus.

Eu encontrei nesse link, uma apresentação em Francês dado de acelerações de ônibus e VLT em Strasbourg na França. O VLT que tem um conforto geralmente maior tem acelerações de até 2,5 m/s². Os ônibus podem ultrapassar de vez em quando essa aceleração e alcançar 4 m/s² lá na França. Eu estou curioso em saber qual é a aceleração dos ônibus de Vitória!


BRT Grande Vitória-ES (Bus Rapid Transit). O Governo do Estado do ESpírito Santo fez o projeto de corredores exclusivos de ônibus, como forma de melhorar o transporte coletivo na Região Metropolitana. O sistema é uma evolução do sistema de Curitiba.

A Real Multimidias realizou a animação 3D demonstrando o funcionamento do Sistema. A Edição foi da Jucutuquara Filmes e criação Conteporânea.

CBTU defende implantação do VLT

Multimodalidade

Nota
O sindicato da categoria defende que em vez do BRT sejam instalados Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) na BR 101 e na avenida Agamenon Magalhães.

Os metroviários estão pedindo ao Governo do Estado a revisão do projeto de mobilidade urbana previsto para a Copa do Mundo de 2014, no que se refere à implantação do Ônibus de Trânsito Rápido (ou BRT, sigla em inglês).

O sindicato da categoria defende que em vez do BRT sejam instalados Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) na BR 101 e na avenida Agamenon Magalhães. Um estudo preliminar relativo à mobilidade especificamente da rodovia federal já foi feito pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), responsável pela administração do Metrô do Recife, e apresentado, há cerca de duas semanas, ao secretário das Cidades, Danilo Cabral, que, na ocasião, segundo a categoria, teria se comprometido a analisar a proposta.

A problemática foi levantada na tarde de ontem, pelo Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE) durante coletiva, realizada na Estação Cajueiro Seco, sobre implantação de VLTs no Metrô do Recife, no trecho Cajueiro Seco/Cabo.

O gerente regional de Manutenção da CBTU, Bartolomeu Carvalho, afirmou que a proposta foi apresentada ao Governo do Estado não com a intenção de modificar o projeto, mas para que outras alternativas também sejam analisadas. “Seria uma opção política por outro tipo de transporte público, por isso, outros fatores devem ser levados em consideração, como a política tarifária, logística, investimentos, subsídios, entre outros.”

Para a CBTU, o VLT seria uma solução bastante interessante, afirmou. O estudo preliminar propõe a implantação do VLT no trecho que vai da Estação Cajueiro Seco até o Terminal Integrado da Macaxeira, em Dois Irmãos, com 12 estações ao longo do trajeto. “Possibilitaria qualquer passageiro, de qualquer ponto da rede de Metrô chegar à cidade da Copa através de um transporte público de qualidade”, disse.

O presidente do Sindmetro-PE, Lenival Oliveira, afirmou que, enquanto o BRT tem capacidade para 150 pessoas, o VLT é capaz de transportar 600. “Ou seja, um VLT substituíria quatro BRTs, o que significa economia de combustível (biodiesel) e menos carros e ônibus nas ruas”, afirmou. Lenival Oliveira disse ainda que é mais caro instalar o VLT que o BRT, mas os ganhos a longo prazo são bem maiores. “O BRT tem dez anos de tempo útil enquanto o VLT tem 20, isso o veículo, porque a estrutura se perpetua”, afirmou.

Suape - Os VLTs substituirão, até o final de 2012, os trens a diesel que realizam o trajeto Cajueiro Seco/Cabo. Quatro deles estarão em funcionamento, a partir de março do próximo ano. Segundo o gerente de comunicação da CBTU, Justiniano Carvalho, estão sendo adquiridos sete equipamentos.

“Eles farão um trajeto de 18 quilômetros. Para adquirir os VLTs estão sendo investidos R$ 60 milhões. Além disso, serão gastos R$ 50 milhões com a modernização e duplicação dos trilhos”, afirmou. O presidente do Sindmetro, disse ainda que já está em negociações avançadas para implantação de VLTs até Suape. “Para isso se­riam necessários mais oito veículos, além da readequação dos trilhos que já existem, mas não são usados.”
 Por Folha de Pernambuco – PE

GOVERNO DO ESTADO APRESENTA CONSÓRCIO DO BRT

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-ES) e a Secretaria de Estado de Transporte e Obras Públicas (Setop) iniciam, nesta segunda-feira (16 de maio 2012), o desenvolvimento do projeto de engenharia para a construção da Quarta Ponte, uma nova ligação entre Vitória e Cariacica.

O anúncio do início da elaboração do projeto executivo foi feito no gabinete do governador Renato Casagrande, com a presença da equipe de Governo e dos empresários responsáveis pelo consórcio vencedor da licitação.

Além disso, o consórcio do projeto executivo da primeira fase do sistema BRT (corredores exclusivos de ônibus) também foi apresentado. “Estamos dando início a duas importantes ações, estruturantes, que fazem parte do Programa de Mobilidade Metropolitana (PMM), que contabiliza mais de 50 obras viárias e ações que vão beneficiar o transporte coletivo, na Grande Vitória, totalizando um investimento de mais de R$ 3 bilhões. O BRT e a quarta ponte representam mobilidade e qualidade de vida para a população da nossa Região Metropolitana”, destacou o governador.

Ponte
A Quarta Ponte fará ligação entre os municípios de Vitória e Cariacica e tem como objetivo principal criar uma nova alternativa de tráfego para quem circula pela Região Metropolitana, especialmente para quem mora e trabalha nos dois municípios.

A extensão exata da nova ponte só poderá ser apontada após a conclusão do projeto, mas os estudos preliminares indicam que a estrutura deverá ter uma extensão aproximada de 1.400 metros sobre a baía de Vitória, quatro faixas de rolamento por sentido de tráfego, sendo uma das faixas de cada sentido já adaptada ao sistema BRT, que trará 32 quilômetros de corredores exclusivos para a circulação de ônibus, na primeira fase de implantação. Com o objetivo de permitir a integração modal, a nova ponte deverá ser projetada com uma faixa exclusiva para circulação de pedestres e ciclistas.

A diretora geral do DER-ES, Tereza Casotti, destaca a importância desse espaço. “É importante investir em qualidade de vida para todos os usuários, sejam motoristas, pedestres ou ciclistas. Possibilitar a travessia e garantir a segurança dos que pretendem atravessar a ponte a pé ou de bicicleta é uma prioridade”, afirma a diretora geral do DER-ES.

A Quarta Ponte terá quase o dobro da largura da Terceira Ponte, cujo tabuleiro tem 18,5m, se configurando como a ponte mais larga do Estado. A previsão é que o projeto de engenharia da Quarta Ponte seja concluído em até doze meses. Um investimento de R$ 6.939.461,30 do Governo do Espírito Santo.

BRT
Para a execução do projeto executivo do BRT (Bus Rapid Transit), foi assinado, pelo Governo do Espírito Santo, por meio da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), um consórcio com três empresas especialistas em transporte coletivo: Planservi Engenharia Ltda, Logit Engenharia Ltda e Única Consultores de Engenharia Urbana.

As três empresas formam o consórcio Planservi-Única-Logit, e já receberam ordem de serviço, há cerca de um mês, para desenvolver o projeto executivo do BRT, nos primeiros 32 quilômetros de implantação do novo modelo de transporte coletivo da Grande Vitória. O consórcio tem duração de 18 meses, e um investimento total de R$ 26.377.322,00.

“As três são empresas experientes em transporte coletivo. Elas são responsáveis, por exemplo, pelo BRT de Bogotá, na Colômbia. Ainda fizeram o de Lima, no Chile, o da China e o da África do Sul, usado na última Copa do Mundo”, frisa o secretário estadual dos Transportes e Obras Públicas, Fábio Ney Damasceno.

O projeto da primeira fase do BRT prevê faixas exclusivas centrais, com ultrapassagem nas estações de embarque e desembarque de passageiros; estações de embarque/desembarque, com plataforma na altura do piso dos ônibus quando estas estiverem localizadas à esquerda, e que serão fechadas, com cobrança de tarifa externa aos veículos; ônibus modernos e com portas à esquerda ou dos dois lados, quando necessário; nova rede metropolitana de linhas, obtidas a partir da otimização e integração física ou temporal dos serviços existentes; controle da operação e comunicação geral por Intelligent Transportation System – ITS (Sistema de Transporte Inteligente); além de um novo modelo institucional, baseado nos princípios da gestão compartilhada entre os entes federativos.

“O BRT prevê, ainda, a integração e otimização das redes de transporte coletivo, intensificando a utilização da bilhetagem eletrônica. O sistema cumpre também um importante papel, no sentido de criar corredores exclusivos inteligentes para ônibus, em que o Centro de Controle Operacional (CCO) controlará a operação, fornecendo informações em tempo real para os operadores e usuários, garantindo qualidade na gestão e confiabilidade no serviço”, frisa o secretário Fábio Ney Damasceno.


Programa de Mobilidade Metropolitana

O Programa de Mobilidade Metropolitana (PMM) é o maior investimento já feito em mobilidade urbana na Região Metropolitana da Grande Vitória, com obras viárias, como a Quarta Ponte, melhorias para o transporte coletivo, implantação do BRT e de novos modais de transportes. Este programa foi lançado no último dia 14 de maio, pelo Governo do Espírito Santo, por meio da Setop.

O PMM compreende 51 ações, entre elas a pavimentação de 179 km de vias, reforma de terminais do Transcol, implantação de melhorias na frota de ônibus atual e na comunicação com o usuário do sistema público de transporte coletivo, dentro de um investimento superior a R$ 3 bilhões. Estão previstas entregas de obras e ações ainda este ano, até 2014, para 2016 e após 2016.

O Programa foi planejado para gerar melhorias na mobilidade a médio e longo prazos, mas também compreende ações imediatas, principalmente no transporte coletivo. Além disso, o PMM será todo desenvolvido em cima da multidamolidade, com a integração entre todos os modais de transporte, de acordo com a hierarquia viária estabelecida pela Nova Lei Federal de Mobilidade Urbana, que prevê prioridade para o pedestre, transporte coletivo, bicicleta, outros modais, como o hidroviário, e só então os veículos de passeio.

Em Vitória (ES), programa de mobilidade prevê ponte, viadutos e corredores exclusivos de ônibus.

Governo do Estado assinou contrato com o BNDES para financiamento da primeira etapa de construção do BRT 

Postado em: 18 de maio de 2012  |  Fonte: CBN Vitória
O Programa de Mobilidade compreende 51 ações

O Programa de Mobilidade Metropolitana (PMM), lançado na manhã desta segunda-feira (14), pelo governo do Estado prevê obras viárias, melhorias para o transporte coletivo, implantação do BRT e de novos modais de transportes.

Durante o evento foi assinado contrato com o BNDES para financiamento da primeira etapa de construção do BRT, com recursos da ordem de R$ 530 milhões, que contarão também com mais R$ 242 milhões de contrapartida do governo. O projeto foi desenvolvido pela Secretaria Estadual dos Transportes e Obras Públicas (Setop) e aprovado pelo BNDES. 

Também foram autorizadas as contratações dos projetos de pavimentação da estrada de acesso ao Porto de Capuaba, em Vila Velha e da Avenida América, em Cariacica. Essas obras serão executadas pelo Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER), órgão vinculado à Setop.

O Programa de Mobilidade Metropolitana compreende 51 ações, entre elas a pavimentação de 179 km de vias, reformas de terminais do Transcol, implantação de melhorias na frota de ônibus atual e na comunicação com o usuário do sistema público de transporte coletivo. Estão previstas obras viárias, projetos e outras ações com entregas ainda este ano, até 2014, 2016 e após 2016.

O Estado espera mudar de patamar na prestação de serviços na área de transporte coletivo, com a integração do BRT ao sistema atual e diversos outros modais. Planejando a mobilidade, salienta o governador, os usuários do transporte coletivo   terão melhores condições e melhor qualidade para circular na Grande Vitória.

O secretário Fábio Damasceno explicou que o objetivo do PMM é promover a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, reorganizando os espaços urbanos, priorizando o transporte público coletivo e facilitando a mobilidade na Grande Vitória. Damasceno frisa que não são obras isoladas. A região metropolitana, segundo ele, é um grande eixo que precisa ser pensado como uma grande cidade, com 1,6 milhão de habitantes, levando em consideração o desafio viário de encontrar soluções entre morro e mar. O Programa foi planejado para gerar melhorias na mobilidade a médio e longo prazos, mas também compreende ações imediatas, principalmente no transporte coletivo.

Obras

Dentro do Programa, todos os municípios da Grande Vitória serão beneficiados. Cariacica é a cidade que possui a maior parte desses projetos, incluindo melhorias no Terminal de Campo Grande e Reforma e Ampliação do Terminal Itacibá. Junto com Viana, o município conta com quatro grandes obras. São elas: o Eixo Viana Norte, Corredor Sudeste, Corredor Leste Oeste e o Corredor José Sette, além do projeto de engenharia da 4ª ponte.

Vila Velha será beneficiada com obras como o Corredor Leste Oeste, Corredor Bigossi, Saída Sul, Av Perimetral, além da Alça da Terceira Ponte e o Terminal de Vila Velha em ampliação e modernização.

Já em Vitória e no município da Serra, as avenidas Fernando Ferrari e João Palácios já estão em obras, recebendo alterações em suas estruturas, garantindo benefícios para a mobilidade da Grande Vitória. A implantação do sistema de transporte hidroviário também está prevista no programa. 

BRT

Além das demais intervenções, o Programa de Mobilidade Metropolitana envolve a implantação do novo modelo de transporte público coletivo: o BRT.

Esse novo sistema de transporte conta com corredores exclusivos para ônibus, veículos de alta capacidade com tecnologia limpa, programação e controle de horários, estacionamentos e bicicletários, além de integração entre serviços e sistema de comunicação com os usuários.

Todas essas características proporcionarão, além do resgate das calçadas e espaços destinados aos pedestres, uma requalificação urbana da Grande Vitória, prevê o projeto.

Outro ponto do PMM é a multimolidade, a integração entre todos os modais de transporte, de acordo com a hierarquia viária estabelecida pela Nova Lei Federal de Mobilidade Urbana, que prevê prioridade para o pedestre, transporte coletivo, bicicleta, outros modais, como o hidroviário, e só então os veículos de passeio.

Governo do Espírito Santo inicia projeto executivo do BRT
Primeira fase de implantação do corredor de ônibus terá 32 km entre Serra, Vitória, Vila Velha e Cariacica.

Na última segunda-feira (16) foi escolhido pelo governo do Espírito Santo o consórcio que será responsável pela execução do projeto executivo do Bus Rapid Transit (BRT) entre Serra, Vitória, Vila Velha e Cariacica. As empresas Planservi Engenharia, Logit Engenharia e Única Consultores de Engenharia Urbana cuidarão da primeira fase do corredor de ônibus.

O BRT terá 32 km nesta primeira fase e faz parte do Programa de Mobilidade Metropolitana do estado (PMM).  O projeto prevê a construção de faixas exclusivas centrais, estações de embarque e desembarque, ônibus com portas dos dois lados, nova rede metropolitana de linhas e controle da operação e comunicação geral pelo Sistema de Transporte Inteligente (Intelligent Transportation System - ITS, em inglês).

O consórcio Planservi-Única-Logit tem duração de 18 e investimento de aproximadamente R$ 26 milhões.

Programa de Mobilidade Metropolitana

O PMM consiste em 51 ações para a mobilidade urbana da Região Metropolitana de Vitória, no Espírito Santo. Entre os investimentos além do BRT, estão a pavimentação de 179 km de vias e melhorias na frota de ônibus e na comunicação com o usuário do transporte público.

O investimento é de R$ 3 bilhões.


OBS: NÃO ESQUEÇA DE DEIXAR A SUA OPINIÃO.

Comentários

  1. O VLT é melhor. Os monotrilhos destrói o espaço urbano. Só são instalados em bairros devastados. Tem o mesmo efeito negativo do que os viadutos. Aconselho conhecer uma cidade com VLT. Por exemplo, a prefeitura de Vitória fui em Grenoble, minha cidade onde estudei na França. Lá a região metropolitana é do mesmo tamanho que a Grande Vitória e tem restrições geográficas fortes por se encontrar entre três maciços montanhosos.

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