O QUE É MELHOR PARA A CIDADE DE VITÓRIA: BRT x VLT X METRÔ X MONOTRILHO (UMA BRIGA DE CACHORRO GRANDE)
(POR:
WILLIS DE FARIA)
O QUE
É MELHOR PARA A CIDADE DE VITÓRIA:
- BRT
(Bus Rapid Traffic)
- VLT
(Veículo Sobre Trilho)
-
METRO (VLT – subterrâneo ou superfície)
Por que o morador de Vitória não dá a sua
opinião? Afinal, nós e quem vamos pagar a conta. Devemos ficar a mercê dos
grandes empresários das frotas de ônibus, usando combustível com poluentes, e
engavetando as nossas estreitas vias da capital? Usar o metro de superfície de
alto custo de implantação, também trafegando pelas estreitas ruas de nossa
capital? Será que nos só compramos projetos pré-fabricados em de outros Estados
da federação?
O que realmente será melhor para nós? Pela
nossa geografia não tem jeito de querer colocar um elefante dentro de uma caixa
de sapato. As ruas são realmente estreitas, e sem condições de alargamentos no
interior de nossa ilha. Não dá para trafegar com as linhas de ônibus (BRT) por
nossas vielas. A forma dos empresários de transportes coletivos (ônibus) vem
falando mais alto. Ninguém vai deixar o caro em casa, se não tiver realmente um
transporte rápido, livre de circulação e com conforto, tal como o metrô. Mas
para haver metro, tem que haver espaço para sua circulação.
Hoje não podemos mais chamar os municípios
de Vila Velha, Cariacica, Serra de cidades dormitórios, pois já possuem sua
economia e seu mercado de trabalho independente. Mas Vitória é a capital
política deste Estado, o poder político aqui esta centralizado, por ser a sede
dos poderes executivo, legislativo e Judiciário estadual e federal. A maior
parte das repartições públicas dos vários Ministérios da Republica aqui estão
localizados e necessitando a população afazer este movimento pendular diário em
direção a cidade de Vitória. Aliás, a cidade é uma ilha, e o único modo de aqui
chegar é através de suas pontes de ligação, e estamos estrangulados entre o mar
e a montanha.
Agora perguntamos: Por que não pensar, nos
monotrilhos suspensos, com já existem em outros paises, que tem problemas de
estrangulamentos no trânsito? Se o transporte não pode circular pela vias
terrestres, por que não vias suspensas? Por que não ocupar o espaço aéreo em
vias estranguladas. Não seria a solução?
São nossas ponderações como geógrafo e
conhecedor dos problemas de nossa ilha. Vamos enfatizar estes três meios de
transportes propostos deixando para o cidadão desta ilha reflita e de a sua
opinião. Afinal a democracia se faz junto com os cidadãos.
Já
existem diretrizes, estudos que identificam os problemas gerados pela
configuração geográfica da capital. Não podemos aceitar de goela abaixo, um
tipo de transporte que não vai realmente trazer solução para a cidade. A situação se agrava ainda mais na Área Central,
constituída por vias estreitas e sinuosas em áreas de topografia acidentada,
comprimidas entre a orla da Baia de Vitória e as encostas do Maciço Central e
que, no seu ponto mais estreito, contam com apenas duas vias longitudinais. A
Área Central abriga o núcleo fundacional e também grande proporção dos
serviços, comércio e atividades de gestão, o que a faz um dos principais
destinos das viagens geradas em toda a Região Metropolitana. Alem disso,
desempenha a função de passagem para os deslocamentos individuais e coletivos
inter-bairros e intermunicipais da Grande Vitória.
Devemos pensar que as grandes cidades já
reprimem de alguma forma a entrada de veículos nos seus grandes centros, e como
circularia os BRT ou VTS pelas estreitas ruas de nossa capital, verdadeiros
gargalos oriundos de sua configuração arquitetônica. Chega de demolições de
nosso patrimônio histórico.
Podemos afirmar que O BRT é justamente o
sistema que menos se adapta à nossa realidade no caso de Vitória. As condições
espaciais da RMGV, a topografia, a geologia, as características urbano-viárias
e os fatores socioeconômicos, estes que influenciam na questão da centralidade
da capital, na preferência pelo transporte individual e na rejeição ao
transporte público.
E importante que as soluções encontradas
tragam principalmente conforto ao passageiro, para que eles sintam vontade de
deixar o carro em casa. Ninguém
tira o carro da garagem porque quer dar uma voltinha na rua. Há trabalho nisso
e há custo também. Existe problema de trânsito, de vagas para estacionar. Tendo
um modelo de qualidade, as pessoas pensariam duas vezes antes de sair de casa
de automóvel.
O
pensamento METROPOLITANO já deveria
ter sido agenda dos governos anteriores e deste também, alocando espaços para o
futuro metrô, com inibidores de construções naqueles trechos barateando-os, se
reservados para tal. Os projetos de mobilidade deveriam prever a conjunção dos
modais e não a dissociação deles, VLT, Metro, Ônibus, aquaviário, teleféricos,
são soluções que deveremos buscar.
O
pensamento dissociado da metropolitaniedade é dispendioso, etéreo e egoísta. Já
não nos cabe tão somente pensar uma cidade e sim o conjunto delas, fica mais
barato mais eficiente e mais político, não significando aí poder e sim
descentralização dele. Exemplos bons se espalham pelo mundo e são construídos,
estatisticamente, ao longo de muitos anos de planejamento e execução e não nos
umbilicais mandatos de quatro ou oito anos. Enquanto não se pensar como
estadista, teremos soluções bairristas e não de cidades, regiões ou estados.
Mas
antes vamos conhecer o PLANO DIRETOR DE TRANSPORTES E MOBILIDADE URBANA DO
MUNICIPIO DE VITÓRIA.
OBS:
Cada município tem seus problemas de circulação viária.
4.2 - Circulação metropolitana e municipal
4.2.1 Estrutura Viária
O Plano Diretor de Transporte e Mobilidade do Município de Vitória
destaca três aspectos na análise do componente viário e de circulação:
O crescimento dos principais condicionantes regionais da demanda:
o Espírito Santo tem tido expansão econômica acima da média brasileira, na qual
se destaca o território urbano, industrial, logístico e energético que tem como
centro a Baía de Vitória, com reflexos no crescimento da frota, do volume de circulação
e conseqüente pressão sobre o sistema viário da Capital.
As barreiras físicas naturais para a expansão do sistema viário:
cercado por mar, orlado por áreas
alagáveis protegidas, dominado pelo Maciço Central e afloramentos montanhosos e
pressionado pela expansão da ocupação urbana, o sistema viário é restrito e sem
alternativas de expansão para acompanhar o crescimento da demanda.
A configuração geográfica da Região Metropolitana e do Município:
as pesquisas de origem-destino confirmam que a Capital é o principal pólo de atração
das viagens e, devido à sua posição insular intermediária, suas vias são
intensamente impactadas pelas viagens realizadas entre os demais municípios que
nela fazem passagem.
Devido à sua topografia, quase 50% do município não são cobertos
pela malha viária e desta, cerca de 60% das vias são utilizáveis apenas para
circulação intrabairros. O traçado geométrico, as condições de pavimentação e
de iluminação são em geral eficientes, as acessibilidades são precárias, o que
impõe reduzida mobilidade tanto para os veículos quanto para os pedestres.
Assim, os eixos utilizados para os deslocamentos internos aos
bairros são os mesmos utilizados para o acesso e o atravessamento da cidade, e
se constituem também nos corredores de atividades principais. Essas vias
principais são também aquelas percorridas pelo transporte coletivo de
passageiros municipal e metropolitano que atuam de forma sobreposta,
competitiva e não integrada.
O levantamento das condições físicas das vias realizado pelo
PDMTUV constatou ainda que os corredores de tráfego carecem de malhas de apoio
e apresentam conectividade reduzida, baixa eficiência das intersecções e
configuração semafórica inadequada, níveis de carregamento próximo ao crítico
em alguns trechos e tendendo a se ampliar e a comprometer os níveis de
serviços, velocidade de utilização decrescente e índices de acidentes elevados.
A situação se agrava ainda mais na Área Central, constituída por
vias estreitas e sinuosas em áreas de topografia acidentada, comprimidas entre
a orla da Baia de Vitória e as encostas do Maciço Central e que, no seu ponto
mais estreito, contam com apenas duas vias longitudinais. A Área Central abriga
o núcleo fundacional e também grande proporção dos serviços, comércio e
atividades de gestão, o que a faz um dos principais destinos das viagens
geradas em toda a Região Metropolitana.
Alem disso, desempenha a função de passagem para os deslocamentos
individuais e coletivos inter-bairros e intermunicipais da Grande Vitória.
AGENDA VITÓRIA
2008/2028
Mobilidade Urbana
Sustentável
POSTAMOS
AQUI, UM ESTUDO FEITO PELOS IFES, COM RELAÇÃO AO MONOTRILHO (MONORAIL) NO
TRANSPORTE METROPOLITANO. VAMOS CONHECER E TIRAR AS NOSSAS CONCLUSÕES:
(CLIQUE SOB AS FIGURAS PARA AMPLIAR)
(CLIQUE SOB AS FIGURAS PARA AMPLIAR)
VEJA O VIDEO, COM O FUNCIONAMENTO DO MONOTRILHO.
SOBRE O VLT JA POSTAMOS UMA MATERIA NO SEGUINTE LINK. ACESSEM PARA CONHECER O PROJETO DE VITÓRIA:
VEJAMOS
OS ESTUDOS QUE FORAM EFETUADOS SOBRE CADA TIPO DE TRANSPORTE.
ALTERNATIVAS
DE CONEXÃO:
Aquaviário e túnel vão ficar para próximo governo
05/08/2010 - A Gazeta
Retomada do sistema aquaviário vai ficar sob
a responsabilidade do novo governador
Enquanto o governo do Estado concentra
esforços na implantação do Bus Rapid Traffic (BRT) - o corredor exclusivo para
ônibus - sob o argumento de que o projeto será a saída para melhorar o trânsito
na Grande Vitória, projetos como o túnel submerso na Baia de Vitória e a
retomada do sistema aquaviário vão ficar sob a responsabilidade do novo
governador.
A explicação para o não lançamento de
editais nem de licitações para tocar os dois projetos, segundo o governo, está
nas restrições impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal. "A lei não
permite que qualquer governante, nos últimos seis meses para o término do
mandato, deixe qualquer compromisso financeiro para a próxima
administração", explica o secretário estadual interino de Transporte e
Obras Públicas, Valdir Uliana.
Ou seja, a administração atual do Estado não
pode abrir licitação para retomar o aquaviário nem lançar edital para contratar
a empresa que faça o projeto executivo do túnel porque faltam menos de seis
meses para o mandato acabar.
"Para que algum desses projetos fosse à
frente, teríamos que abrir um caixa específico para cada obra. Como uma conta
de banco, onde a quantia destinada só poderá ser usada para o projeto.
Acreditamos que é melhor que o próximo governo decida se vai investir e quando
vai investir nessas ações", diz Uliana.
Segundo ele, só para retomar o aquaviário -
no trecho entre a Prainha, em
Vila Velha, e a Praça do Papa, em Vitória - seria necessário
destinar a essa conta exclusiva R$ 54 milhões.
"No projeto do aquaviário foi avaliado
que para ele voltar a funcionar, com uma passagem no valor próximo ao do
Transcol, seria necessário um subsídio de R$ 300 mil - sem isso a passagem
ficaria perto de R$ 6. Se o governo lançasse a licitação deveríamos separar o
equivalente a 15 anos de subsídios, tempo da concessão para explorar o
transporte", explica o secretário.
O respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal
também é a resposta para não lançar o edital do projeto executivo do túnel.
"Teríamos que separar outros R$ 15 milhões, aproximadamente, para garantir
o serviço. A lei não permite incluir os gastos só no orçamento previsto para
2011", ressalva Valdir Uliana.
O mesmo não aconteceu, porém, em relação ao
BRT, segundo Uliana, já que os projetos já haviam sido aprovados antes do prazo
de seis meses para término da gestão
Vila Velha pode ter via ligando dois
terminais - Duas vias novas de Vila Velha também terão os projetos concluídos e
entregues para que o próximo governo possa executar. Uma delas teve a primeira
etapa concluída: o Canal Bigossi. A outra vai ligar essa rua (na altura do
Terminal de Vila Velha) até a Avenida Saturnino Rangel Mauro, seguindo em
direção ao Terminal de Itaparica, criando a Via Saída Sul.
"A avenida vai sair do Canal Bigossi e
sair na Avenida Saturnino Rangel Mauro. De lá, segue até o Terminal de
Itaparica, na Avenida Darly Santos", explica o secretário Valdir Uliana.
Essa via vai funcionar em sistema binário
com a Rodovia do Sol e Avenida Antônio Ataíde. Enquanto quem vem de Guarapari
seguirá por essas duas vias, quem vai de Vila Velha em direção ao município
vizinho vai passar pela Via Saída Sul.
Por um trânsito melhor - Confira o andamento
de projetos do Governo do Estado incluídos no Programa de Mobilidade Urbana da
Grande Vitória
Quarta
Ponte.
Projeto ainda em estudo e sob avaliação; vai ligar a região de Santo Antônio,
na Capital, à orla de Cariacica. O Estado acredita que o projeto é a melhor
opção para aliviar o trânsito na Segunda Ponte e no Centro de Vitória. Solução
para curto e médio prazo, mas sem data.
Segunda
Ponte.
Um estudo vai analisar a capacidade da ponte e uma possível ampliação dela,
feita pelo Departamento Nacional da Infraestrutura do Espírito Santo (DNIT)
Aquaviário. O projeto está
parado. O edital foi concluído, mas a decisão para retomar o serviço caberá ao
próximo governo. Trajeto seria feito entre Prainha, Vila Velha, e Praça do
Papa, Vitória, com 4 mil passageiros/mês, e micro-ônibus para transportar
passageiros por um raio máximo de 2 quilômetros
Metrô. Projeto é do
município de Vitória. O Estado prefere implantar o BRT (Bus Rapid Traffic), ou
corredor exclusivo para ônibus. Municípios da região adotaram a ideia,
inclusive a Capital. Estado estima concluir a 1ª etapa até o final de 2014
Túnel. A concepção do está
pronta. Mas ainda precisa ser concluído o projeto executivo, avaliado entre R$
15 milhões e R$ 20 milhões, para depois lançar o edital da obra. Caberá ao
próximo governo decidir se continuará
Lindenberg. A Avenida de Vila
Velha terá a segunda etapa de reforma concluída no final de 2011. A terceira etapa com
projeto está seno planejada, e só será executada quando a segunda acabar.
Viaduto
na Lindenberg.
O cruzamento das avenidas Carlos Lindenberg e Darly Santos, em Vila Velha, será
concluído até o final deste ano, estima o Estado. A construção da Darly Santos
foi concluída em 2006
Canal
Bigossi.
A primeira etapa foi concluída. A segunda fica para o próximo governo. O
projeto foi refeito. Terá mais faixas (4 por sentido) e foi incluído no sistema
do BRT (corredor exclusivo). Sem prazo para começar
Alça
da Terceira Ponte.
O viaduto está em
construção. Vai passar sobre a Avenida Carioca, servindo como
nova opção de saída da ponte aos bairros Praia da Costa, Itapoã e Itaparica.
Fica pronto no primeiro semestre de 2011
Fernando
Ferrari.
Quase toda a via, incluindo a nova Ponte da Passagem, foi entregue. Ainda falta
a passarela para pedestres e ciclistas (prevista para março de 2011), e o final
da ampliação da avenida (sem prazo)
Leste-Oeste. Uma das três etapas,
entre Cariacica e Vila Velha, deve ficar pronta ainda neste ano. As demais
estão previstas para 2011, incluindo os dois viadutos no cruzamento com a
Avenida Darly Santos. Todas as intervenções foram licitadas e estão em
andamento
Obra
de corredor já começou em 2 vias - Duas vias já estão em reforma para serem
incluídas no sistema Bus Rapid Traffic (BRT), o corredor exclusivo para ônibus
na Grande Vitória. Uma em
Vila Velha, a Avenida Carlos Lindenberg, e outra na Serra, a
Avenida Talma Ribeiro, que liga Laranjeiras ao Terminal de Jacaraípe.
Elas vão contar com canteiros centrais mais
largos, já com espaço suficiente para receber as cabines e os pontos de ônibus
que serão instalados no lado direito das vias. "Vamos ligar Serra a Vila
Velha e Cariacica, passando por Vitória. Serão 52 quilômetros na
primeira etapa", explica Valdir Uliana, secretário estadual interino de
Transporte e Obras Públicas.
Segundo ele, a expectativa é de que a
primeira de três etapas seja entregue até o final de 2014. "Se a próxima
administração conseguir concluir os primeiros 52 quilômetros será
uma vitória do governo", diz o secretário.
Ele adianta que todos os municípios da
Região Metropolitana adotaram o projeto. "A BR 101, na Serra; as avenidas
Fernando Ferrari, Reta da Penha e Vitória, na Capital; a BR 262, em Cariacica;
e outras vias vão receber reformas para ligar os terminais de Vila Velha, Ibes,
Itacibá, Campo Grande, Laranjeiras e Jacaraípe", explica Uliana.
Preparação
para absorver público - Análise. Rodrigo Rosa Professor de Engenharia de
Tráfego da Universidade Federal do Espírito Santo
A ideia do BRT ou corredor exclusivo para ônibus é muito importante para a
mobilidade urbana. O problema é saber se o projeto, quando implantado, virá
preparado para comportar o público que será obrigado, de certa forma, a migrar
do transporte individual para o coletivo. Em grande parte das vias da Grande
Vitória, separar uma ou mais faixas exclusivas para ônibus implica em
estrangular, ainda mais, o trânsito que, hoje, não comporta mais carros.
Deve-se levar em consideração que nem todos vão migrar do transporte individual
e particular para o coletivo e público da noite para o dia. Para isso, o Estado
terá que estar bem preparado. Acredito que, nesse caso, o Veículo Leve sobre
Trilho (VLT) seria uma opção mais adequada, pela velocidade e capacidade maior
de passageiros. Outra saída é não ignorar o transporte aquaviário, opção sem
trânsito e até turística para o mercado de transportes. Assim como a construção
de mais vias. O túnel e a quarta ponte são soluções futuras e de extrema
importância.
VEJA O VIDEO SOBRE O FUNCIONAMENTO DO BRT NO RIO DE JANEIRO
Reforma
da Segunda Ponte incluída no PAC II - Enquanto os grandes projetos para melhoria
do trânsito não saem do papel ou caminham a passos lentos, mudanças pontuais
devem acontecer. A Segunda Ponte, por exemplo, deve passar por intervenções,
segundo o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura e
Transporte (DNIT), Élio Bahia. Foi incluído no PAC II, do governo federal, a
contratação de um estudo de viabilidade para saber o que será feito na ponte:
ampliar, duplicar ou reformar. Ele também não sabe informar, no entanto, quando
as mudanças vão ser executadas de fato. O trecho é palco de constantes
engarrafamentos e reclamações por parte de motoristas.
O
corredor exclusivo -
O que é. O Bus Rapid Traffic (BRT), mais conhecido como corredor exclusivo para
ônibus, tende a priorizar o transporte coletivo em relação ao individual. A
intenção é separar uma ou mais faixas apenas para os ônibus, em vias de maior
fluxo, para oferecer mais agilidade e pontualidade ao transporte coletivo
Como será. Na Grande Vitória, o projeto será
implantado em três etapas, com a primeira ligando parte da Serra às cidades de
Vila Velha e Cariacica, passando por Vitória. Essa fase é composta por 52 km de vias, interligando
os terminais de Laranjeiras, Jacaraípe, Itacibá, Campo Grande, Vila Velha e
Ibes.
-0-0-0-
Reportagens
26/06 - 23h01
Coser defende metrô e critica corredor
exclusivo de ônibus
Vinícius Valfré | CBN
Vitória (93,5 FM)vpereira@redegazeta.com.br
O
prefeito de Vitória, João Coser (PT), voltou a defender o "metrô de
superfície" como a saída mais eficaz para amenizar os problemas de
mobilidade urbana da Grande Vitória. Para ele, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT)
seria muito mais significativo do que os corredores exclusivos para ônibus
(BRT), saída adotada pelo governo do Estado, em fase de implantação. O tema
circulou durante a prestação de contas de Coser, na Câmara de Vereadores, nesta
terça-feira (26).
"Se
nós estivéssemos começando já o VLT, estaríamos ganhando os 30 anos de atraso,
porque teremos que mexer daqui a pouco. A região metropolitana vai crescendo em
uma velocidade que, quando concluirmos esse (BRT), teremos que abrir o sistema
para iniciar um VLT, ou outro sistema parecido", disse. E completou:
"A opção do Espírito Santo, respeitada pela minha administração, não nos
parece, no médio e longo prazo, a mais correta. Mas não cabe ao prefeito de uma
cidade fazer o confronto", afirmou João.
Coser
afirmou ainda que o debate sobre o melhor modelo não ocorreu da maneira mais
adequada. "O debate não aconteceu na proporção desejada. Nós temos um
projeto, mas a Câmara precisa conhecer. Preciso, como prefeito da cidade,
reafirmar que nós temos a convicção que nosso projeto, tecnologicamente,
ambientalmente, e em política de mobilidade, era mais eficiente e mais
atrativo", disse.
Em
clima de respeito e sem críticas incisivas dos possíveis adversários da petista
Iriny Lopes na disputa à Prefeitura de Vitória, João Coser prestou contas do
seu mandato referente ao primeiro semestre de 2012 nesta terça aos vereadores
da cidade.
Os
problemas de mobilidade urbana na Região Metropolitana (de Vitória – ES) estão
ganhando outra configuração e fechando 2011 com algumas decisões. O prefeito
da Capital, João Coser (PT), anunciou, em entrevista à Rádio CBN Vitória, na
semana passada, que o projeto de
VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), o metrô de superfície, foi substituído
pelo BRT
(Bus Rapid Transit), o corredor exclusivo para ônibus.
A
justificativa da substituição, embora com características estruturais
diferentes, é a questão financeira. Coser admitiu que o VLT, uma das suas
bandeiras de campanha para prefeito, realmente sairia bem caro para os
atuais padrões da Região Metropolitana. O prefeito também deixou claro que sua
opinião é fruto de um entendimento com o governo estadual sobre o tema.
Enquanto
o Ministério Público Estadual (MPES) instaurou Procedimento Preliminar para
acompanhar o andamento do projeto, circula na internet um abaixo-assinado com
pedido de uma ciclovia para o Centro de Vitória. Na última quinta-feira (7), o
MPES realizou uma audiência pública, com as secretarias de Estado dos
Transportes e Obras Públicas (Setop) e secretarias de Transporte dos municípios
da Grande Vitória.
O
objetivo do procedimento instaurado pelo órgão estadual é acompanhar o projeto
com mais proximidade. A presença do MPES na implantação do BRT também pode
significar a fiscalização da obra, no que diz respeito à promessa de uma melhor
qualidade de vida aos moradores.
Deixar
o carro em casa e optar pelo transporte público ainda é um desafio para os
usuários. Também para os administradores públicos, que têm que pensar em
soluções para a quantidade de veículos que aumenta a cada ano.
O
próprio Coser reconheceu que são carros de mais e vias de menos. “Daqui a
pouco, em cinco anos, teremos o dobro de carros”, afirmou.
Outros
procedimentos para a Capital serão a ampliação da Avenida Fernando Ferrari e da
Avenida Adalberto Simão Nader, além da reforma do Portal do Príncipe, com a
possível construção de outro viaduto, no acesso entre Vitória e Cariacica. A
intervenção forte, segundo Coser, vai ter que ser realizada pelo próximo
prefeito. Isso implica na desapropriação de imóveis, um tema que gera polêmica
e morosidade.
Comentário do
sindicato:
É
evidente que implantar VLT é mais caro do que BRT, uma vez que o segundo
praticamente não exige investimentos - pois trafega em ruas e avenidas -,
enquanto que, para o VLT, é necessário instalar trilhos, rede elétrica, etc.
Por outro lado, uma vez implantado, o VLT é mais durável, e nada poluente.
VEJA O VIDEO SOBRE O FUNCIONAMENTO DO VLT
Nota nossa : Bom. Mas em Paris deu certo porque o metrô de Paris já é suficientemente
grande de modo que o VLT veio para dar uma ajuda. Mas observe que o VLT
vai pela superfície e enfrenta cruzamentos.Isso faz com que sua
velocidade seja baixa. Para Vitória, cidade estrangulada por suas ruas, VLT não seria a solução. Pelo menos, se correr pela
superfície. Se for elevado, pode até desenvolver maiores
velocidades. Lembre que Paris tem uma área bem menor do que a das
grandes cidades brasileiras.
COMENTÁRIOS DO POVO (na integra)
COMENTÁRIOS DO POVO (na integra)
27/06/2012
- 13:07
O problema é mais simples
que imaginamos... o km do BRT custa 10 vezes menos que o VLT, então uma
perguntinha.... Qual dá pra desviar mais verba?
antonio
carlos 27/06/2012
- 13:01
A administraçao petista de
vitoria é uma piada. Talvez eles instalem mais um farol para parar o transito.
27/06/2012
- 12:56
O
corredor de ônibus está dando certo em SP, em parte, mas pelo menos a
velocidade dos ônibus aumentaram e o tempo de deslocamento diminuiu (pois aqui
o metrô não atinge toda a cidade). O que tem que ser feito na Grande Vitória,
por exemplo, é investir em ônibus (BRT) com mais conforto, piso baixo dianteiro
(mais facilidade para subir), motor traseiro (menos barulho para o passageiro),
suspensão adequada, de menor poluição, além de integração direta com os ônibus
que circulam só em Vitória, bem como com o futuro aquaviário. Aí sim, as
pessoas vão voltar a utilizar o transporte público. E eu acho interessante já
ter uma articulação para definir futuramente sobre o VLT (já que em Vitória não
dá para fazer o metrô subterrâneo).
Carlos
Vieira
27/06/2012 - 12:53
Coser
facilmente foi o responsável pela pior administração no executivo municipal dos
últimos 20 anos. Para quem é mais jovem, talvez não saiba, mas Victor Buaiz,
também do PT, foi quem começou a mudar qa cara de Vitória, através de uma
gestão profissional e moderna. Esta serviu de modelo para aqueles que seguiram.
Lamentavelmente Coser, quis fazer tudo do seu jeito: interrompeu o projeto de
revitalização da orla de Camburi (que vinha no sentido Tubarão-Jardim da Penha)
e, por meio de uma obra super dispendiosa, acabou por construir uma das orlas
mais monótonas que já vi no Brasil. Fazia e refazia rotatórias e praças,
trocando coisas de lugar, sem nenhuma explicação. Fez intervenções em todos os
acessos da cidade, sem aparente planejamento, o que comprometeu a mobilidade
urbana afetando a qualidade de vida dos moradores. Sequer deu a manutenção
devida às creches e aos postos de saúde municipais que havia herdado do seu
antecessor - hoje muitas estão em frangalhos. Praticamente
minou o projeto da Guarda Municipal, com o consequente aumento na violência
urbana e desrespeito ás leis de trânsito. Enfim, são inúmeros exemplos da
administração omissa e clientelista. Não fazer o metrô de superfície, talvez
tenha sido o menor mal. Mas se pesarmos bem: é uma vergonha e um fracasso, já
que foi prometido enfaticamente nas duas campanhas, teve 8 anos e não fez
absolutamente nada.
27/06/2012
- 10:16
Corredor
servirá apenas para protelar o problema de mobilidade que está instalado. A
maioria das vias da GV não comporta uma faixa exclusiva. O metro é de alto
investimento, mas com grande capacidade de transporte humano. Isso somado aos
aquaviários e uma boa gestão da frota de onibus, mudará bastante a mobilidade
na GV.
ROQUE
FERREIRA
27/06/2012 - 10:14
Espirito
Santo: O mais atrasado da Região Sudeste. Não me conformo com isso. As soluções
triviais só aparecem nas vésperas das eleições e desaparecem num passe de
mágica depois delas. Pelo amor de DEUS! Essa de metrô já é bem antiga! Fica a
Pergunta: QUANDO SERÁ O AMANHÃ NO ES?
Guilherme 27/06/2012 - 09:45
Minha
unica pergunta sobre isso tudo é: Onde vão arrumar espaço para isso? Por que o
transito já está ruim sem ter uma pista só para isso. Com a implantação dessas
medidas teriamos uma pista só para isso e duas só para carros. Mas ao mesmo
tempo muita coisa iria ter que ser revista, como por exemplo o 500, que passa
pela av. vitória e depois segue para a terceira ponte. O corredor vai ser nas
pistas centrais. Então o onibus vai ter que sair atravessando tudo depois? Não
sei se essa ideia do corredor vai ser valida por aqui.
BRITO 27/06/2012 - 09:18
VOCE
TÁ SENDO CRITICADO PORQUE EM 4 ANOS VOCE NAO FEZ NADA, FEZ SIM, ABORRECER O
POVO COM SUAS OBRAS INACABADA.
Bernardo
M Ribeiro
27/06/2012 - 09:10
De
novo o PT traz a tona esse assunto do metrô. Antes era um metrô subterrâneo e
agora é um de superfície, com base no VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).
Entretanto, concordo com o Coser no que tange as vantagens do VLT sobre o
corredor exclusivo, pois aumenta a mobilidade de pessoas e mercadorias (mais
rápido, maior número de pessoas por veículo) e prima-se por um transporte limpo
(VLT elétricos x ônibus queimando diesel). Não consigo entender o motivo pelo
qual o governo do estado optou pelos corredores exclusivos, exceto, um
favorecimento escuso à empresas de ônibus.
Jose
Antonio Caliman
27/06/2012 - 08:25
A
solução do VLT seria perfeita não fosse um único fato: Vitoria esta na Região
Metropolitana, cortada por linhas que vem e vão a tres outros municípios, além
de uma rodoviária que deveria ser desmembrada para servir somente ao sul
enquanto outra deveria ser construída na Serra e aproveitando-se a nova de Vila
Velha. O pensamento METROPOLITANO já deveria ter sido agenda dos governos
anteriores e deste tambem, alocando espaços para o futuro metrô, com inibidores
de construções naqueles trechos barateando-os, se reservados para tal. Os
projetos de mobilidade deveriam prever a conjunção dos modais e não a
dissociação deles, VLT, Metro, Ônibus, aquaviário, teleféricos, são soluções
que deveremos buscar. O pensamento dissociado da metropolitaniedade é
dispendioso, etéreo e egoísta. Já não nos cabe tão somente pensar uma cidade e
sim o conjunto delas, fica mais barato mais eficiente e mais político, não
significando aí poder e sim descentralização dele. Exemplos bons se espalham
pelo mundo e são construídos, estatisticamente, ao longo de muitos anos de
planejamento e execução e não nos umbilicais mandatos de quatro ou oito anos.
Enquanto não se pensar como estadista, teremos soluções bairristas e não de
cidades, regioes ou estados.
27/06/2012
- 08:06
É
uma pena que a opção não tenha sido pelo metrô. As principais cidades do mundo
e algumas do Brasil (ex. São Paulo e Rio de Janeiro) já fizeram essa opção. É
uma obra cara e demorada, mas definitiva. Qualquer outra opção é paliativa, com
prazo de validade, o que, no final, torna o processo ainda mais caro, além de
ineficiente. É impressionante como os políticos gestores pensam pequeno.
Lamentável.
27/06/2012
- 07:30
Com
o Metrô de superfície, haverá mais possibilidade e recursos para se locupletar
com o dinheiro público. Por isso é melhor que a via exclusiva de ônibus.
Parabéns Coser, sempre pensando alto.
f 26/06/2012 - 23:21
Pô
já vem ele com o mesmo 171 do início da campanha para prefeito, onde foi eleito
com a promessa que faria com ajuda do governo federal que é do PT. 171
novamente para eleger sua sucessora. Já chega de blá, blá, blá mesma coisa foi
o lula quando teve aqui usou mesma artinha dizendo que o aerporto estaria
pronto em dois anos e muita cascata junta, mentiora em cima de mentira e por aí
vai enganando o povão e neles vão votando.
Wellington Diego
disse...
O
rodoviarismo ainda impera nas mentes de nossos políticos. Trocar VLT,símbolo de
modernidade e consciência ambiental,por ônibus é total retrocesso nas mentes
políticas desse nosso Brasil!Só queria saber o que é progresso nessas mentes
que nos lideram!Até quando seremos vítimas "dos ônibus" nesse
país,pois eles agradam muito aos nossos políticos?
14 de dezembro de 2011 17:17
14 de dezembro de 2011 17:17
Bem,
vamos a uma das respostas: ônibus são operados por empresas, normalmente
monopolistas (vide Eroles), com imenso poder de influenciar em eleiçõe$$$$$.
VLT está sendo atacado em Brasília, Cuiabá, Salvador e, agora, descartado em Vitória. A licitação do
possível VLT de Santos está aos cuidados da EMTU, empresa operadora de ônibus
na Grande São Paulo. Dai, é só ir fazendo as contas, e deduzir os motivos pelos
quais o mais barato dos transportes de pessoas sobre trilhos não emplaca.
Emplacam metrô (porque não compete com os ônibus debaixo da terra)e monotrilho
(porque não compete com ônibus sobre os elevados próprios), justamente os mais
caros.
14 de dezembro de 2011 17:48
14 de dezembro de 2011 17:48
Anônimo
disse...
Concordo!Adorei
o "eleiçõe$$$$$"!rsrsrsrsrs!Por isso gosto desse blog!Além de
promover uma campanha tão essecial à população paulista,possui um ótimo senso
de humor!Parabéns!!
14 de dezembro de 2011 18:06
14 de dezembro de 2011 18:06
Gratos
Anônimo. A humanidade tem muitas faces, e entendemos que devemos fazer uso
delas na plenitude. O humor é uma delas. Para que fazer o gênero sério e
carrancudo? Para "parecer" sério? rsrsr Gratos pelo comentário. Se
quiser publicar algum artigo esteja a vontade. Nesse caso, a única condição é
que seja identificado. Abraço
14 de dezembro de 2011 18:13
14 de dezembro de 2011 18:13
Pregopontocom @ Tudo
disse...
A
mão do oligopólio dos pneus não perde a oportunidade de puxar o freio de
"mão" do desenvolvimento e da modernidade em nosso pais no que se
ref. aos transportes.Mais a semente plantada no Cariri que os bons ventos espalharam
por Fortaleza,Maceiò,Salvador, Cuiabá,Macaé,Brasilia,Santos(apesar dos
pesares),etc sinalizam uma mudança na maneira de se pensar e se entender a
Mobilidade Urbana em nosso
País,e isso, fazendo até um trocadilho, já é um Bom Sinal.
15 de dezembro de 2011 17:28
15 de dezembro de 2011 17:28
Olha...
Nesta altura do campeonato, estamos para dizer que deu certo no Cariri por não
conflitar com interesses de empresas de ônibus.
15 de dezembro de 2011 18:56
15 de dezembro de 2011 18:56
Estevan
disse...
Infelizmente,
acompanhei todo este processo e com tristeza. Pois a Grande Vitória foi uma das
poucas Aglomerações Metropolitanas que não exploraram os trilhos para
transporte de passageiros. Realmente os interesses político-econômicos foram
determinantes para a adoção de uma matriz rodoviária, tanto é que até o
transporte por barcas que tínhamos foi extinto por falta de investimentos e
integração intermodal...
3 de abril de 2012 09:10
3 de abril de 2012 09:10
Não tenho como
ver o vídeo agora. Mas discordo do que vc disse, que quem quer chegar rápido
que pegue o BRT. O ponto que quero colocar é que o ônibus vai continuar preso
no trânsito, assim como hoje. Eu, uso carro por necessidade. Presto serviço em
diferentes locais de Vitória. Se fosse de ônibus, iria fazer em média 10
viagens. Não tenho condições de deixar o carro na garagem e ir de ônibus.
Como disse um usuário aí em cima, se vc pagasse X reais para fazer quantas viagens pudesse no período de 2h seria ótimo. Muito provavelmente deixaria o carro na garagem e iria de transporte público. Mas isso é só um dos fatores. Ônibus cheio, insegurança, viagem desconfortável... enfim, são muitos fatores pesando contra o transporte público.
A única coisa que destaco, com louvor, hoje é o rastreamento via GPS. Fiz um uso intenso dele há uns dias e ele se saiu muito melhor do que imaginava. Agora um assunto em OFF, parei de usar mais o ônibus em 2009. Isso pq em menos de 2 meses fui assaltado 3 vezes, sendo que em duas tive o celular roubado. Na 3º, revoltado e sem pensar, reagi e quase levei a pior.
Não sou rico, pelo contrário. Só tenho muito receio...
BRT não é
solução, VLT também não. Não sou engenheiro, mas é visível que tirar uma faixa
de rolamento só vai prejudicar ainda mais o trânsito. Nos horários de pico,
quem acha que o corredor vai fluir... Com certeza os ônibus também vão ficar
presos no trânsito, óbvio.
Mas como dessa
forma existem empresários lucrando, a população que agüente. Enquanto
políticos, empresários e donos podem trabalhar em horários alternativos e fugir
do trânsito, a gente que agüenta.
A coisa em sí é um pouco maior do que
aparenta, na esfera federal o Ministério das cidades tem uma secretaria
específica sobre mobilidade urbana, resumindo esta secretaria definiu as
prioridades:o desenvolvimento urbano, a sustentabilidade ambiental e a inclusão
social (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03...lei/l12587.htm),
dentro disto a prioridade é o pedestre e o transporte público, independente se
é BRT ou o que for, mas sempre desvalorizando a utilização do veículo
individual.
Mundialmente as grandes cidades também reprimem de alguma forma a entrada de veículos nos seus grandes centros, caso de nova York, onde os prédios nem garagem as vezes tem (não é uma comparação, é só um exemplo), são paulo que adotou o rodízio de veiculos e outras cidades mais.
Então a tendencia mundial é a redução do crecimento no uso de veículos pois não há como atualizar a malha viária na proporção do crecimento do uso de automóveis.
Bom, colocando a necessidade do uso de veiculos de transporte de massa, vem a segunda questão: qual o modelo a ser adotado pelo nosso estado para a RMGV? coser propagou o VLT mas esbarrou no governo que não o apoiou, Metrô é inviável pois a a nossa capital é feita sobre aterro, qualquer escavação traria complicações e/ou alto custo, ...de todas as opções a do BRT é a que mais se adapta à nossa realidade, o custo de sua implantação é menor e o tempo para implantação também, por isso teve então o apoio do governo que o adotou e rechaçou qualquer possibilidade do VLT.
Agora depois de definido a prioridade ao BRT, adota-se também outros modais complementares, as lanchas , todo este projeto precisava sair do papel mas com que dinheiro? foi então que devido à copa do mundo surgiram linhas de crédito para a área de mobilidade urbana, oportunidade que foi aberta para ajudar os estados que receberão jogos da copa também ajudou o nosso estado pois o governo criou o projeto a tempo de participar, sendo aprovado recentemente o financiamento que viabilizou a execução.
Espero ter ajudado a compreender melhor o processo de implantação do BRT e dizer que pra quem não tinha nada, somente uma promessa do Coser que não tinha a menor condição de cumpri-la, o BRT aliado a outros modais é a melhor solução, talvez não a solução definitiva mas dentro de nossa capacidade financeira, a mais possível de ser executada.
Bom, colocando a necessidade do uso de veículos de
transporte de massa, vem a segunda questão: qual o modelo a ser adotado pelo
nosso estado para a RMGV?
O BRT é justamente o sistema que menos se adapta à nossa realidade e isso ficou provado no estudo encomendado pela PMV. Foi levado em consideração às condições espaciais da RMGV, a topografia, a geologia, as características urbanas/viárias e os fatores socioeconômicos, estes que influenciam na questão da centralidade da capital, na preferência pelo transporte individual e na rejeição ao transporte público.
É muita ingênuidade de sua parte acreditar que o BRT foi uma escolha técnica do governo do estado. Você esqueceu dos milhões gastos anualmente no sistema Transcol, na força política dos empresários e sindicatos do setor, e no lobby federal pelo uso do BRT, inclusive com empréstimos cedidos pelo BNDES.
Quando
o Coser foi eleito com enorme aprovação para o seu segundo mandato, com a
promessa de materializar o projeto do VLT, o ex-governador Paulo Hartung (que
tem rabo preso) sabia que deveria agir às pressas para evitar que as outras
prefeituras entrassem no oba-oba da PMV. Sua primeira reação foi utilizar a
imprensa para dizer que o VLT seria uma alternativa inviável no momento por
causa dos valores envolvidos (cerca de R$ 1 bilhão de reais) e de uma suposta
falta de Know-how por parte dos engenheiros brasileiros, o que é uma tremenda
mentira. Depois, durante a crise que colocou o Coser na parede, o governo do
estado assumiu inúmeras obras inacabadas da PMV. Após essa
"generosidade" do Hartung, o prefeito nunca mais tocou no assunto
VLT. Em 2009 ou 2010, em menos de três meses, definiu o modal a ser utilizado
(BRT), e encomendou o projeto executivo. Na apresentação do projeto, carregado
de plágios, o Jaime Lerner fez o trabalho sujo ao abordar a experiência de
Curitiba.
Se
o Coser tivesse o apoio do governador, o projeto executivo do VLT teria sido
encomendado em 2008, lembrando que já vinha sendo discutido desde 2004. É
injusto você dizer que não havia nada, que era uma promessa. Apesar de ter
apoiado na época, hoje vejo que até o VLT não seria o sistema ideal.
Em
alguns anos, a RMGV chegará a casa de 2 milhões de habitantes e é vergonhoso
saber que a diversificação modal aqui ainda é um sonho distante. Os
especialistas cansaram de explicar que em RMs com mais de 1 milhão de
habitantes, o ônibus não deve ser utilizado como transporte de massa principal,
devido a sua limitação e os transtornos gerados no trânsito local. O ideal é
serem utilizados como fontes alimentadoras, uma opção para pessoas que moram em
áreas de difícil acesso ou não cobertas pelo sistema principal.
Não
devemos cair nesse papinho do "bom e barato". Com os R$ 3 bilhões que
irão gastar no BRT (incluindo melhorias no trânsito), já poderíamos dar início
à implantação de um sistema definitivo, nada provisório, e que poderá ser
ampliado sempre que houver demanda.
BRT do Rio é aprovado por 90% dos passageiros
O
sistema exclusivo de ônibus articulados (BRT), no trecho que liga Santa Cruz à
Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, foi classificado como apropriado por 90% dos usuários do
transporte, após dois meses de operação.O sistema tem tarifa semelhante aos
coletivos tradicionais e é interligado a outros modais de transporte, como os
ônibus comuns e os trens.
A
pesquisa, realizada pelo Instituto Mapear e divulgada pelo O Globo, mostrou
que, entre os entrevistados, 13%
declararam estar muito satisfeitos e 77% afirmaram estar
satisfeitos com o sistema. A pesquisa também revelou que 84% dos usuários
deslocam-se entre casa e trabalho, enquanto 16% usam o BRT para lazer.
O principal elogio dos usuários ao BRT é a rapidez nos traslados. O tempo de viagem reduziu, já que o deslocamento acontece através de corredores exclusivos, evitando os engarrafamentos.
O principal elogio dos usuários ao BRT é a rapidez nos traslados. O tempo de viagem reduziu, já que o deslocamento acontece através de corredores exclusivos, evitando os engarrafamentos.
Os ônibus que integram as frotas são menos poluentes, acessíveis a pessoas com necessidades especiais, têm ar condicionado e embarque e desembarque em estações.
Com
o objetivo de beneficiar o transporte coletivo da cidade e preparar o trânsito
para os Jogos Olímpicos, o sistema de corredores exclusivos deve ser
aprimorado, ainda mais. Já para o início de setembro, deste ano, o BRT do Rio
vai ganhar mais 26 novos ônibus articulados, contabilizando 91 veículos em
operação.
Até
2016, mais três linhas de BRTs devem começar a funcionar, no Rio de Janeiro,
totalizando 150
quilômetros de corredores.
Fonte: O Globo
Setop contrata empresa para definir modelos de embarcações
A
Secretaria de Estado dos Transportes e Obras Públicas (Setop) homologou, em 30
de novembro de 2011, o processo para contratação de empresa para prestação de
serviço a fim de elaborar os estudos e definir o modelo das embarcações que vão
operar no sistema de transporte hidroviário de passageiros da Região
Metropolitana da Grande Vitória, no trecho Praça do Papa (Vitória) – Prainha
(Vila Velha).
O projeto prevê a utilização de catamarans de 22 metros, com cascos de alumínio, similares aos utilizados como táxi em Nova Iorque, com velocidade aproximada de 26 nós – o equivalente a 48 quilômetros por hora. A estimativa é de que cada embarcação tenha capacidade para transportar 150 passageiros e tenha local reservado para bicicletas, possibilitando assim que os usuários do sistema possam realizar a integração modal até as plataformas de embarque e depois de sair das lanchas.
O projeto prevê a utilização de catamarans de 22 metros, com cascos de alumínio, similares aos utilizados como táxi em Nova Iorque, com velocidade aproximada de 26 nós – o equivalente a 48 quilômetros por hora. A estimativa é de que cada embarcação tenha capacidade para transportar 150 passageiros e tenha local reservado para bicicletas, possibilitando assim que os usuários do sistema possam realizar a integração modal até as plataformas de embarque e depois de sair das lanchas.
A primeira linha a entrar em operação fará o trajeto entre a Praça do Papa, em Vitória, e a Prainha, em Vila Velha. O secretário declara que outros terminais futuros estão sendo estudados para o trecho Paul (Vila Velha) e Centro de Vitória, e Porto de Santa (Cariacica) e Centro de Vitória.
A
meta do Governo é integrar o sistema aquaviário ao Sistema de Transporte
Coletivo da Grande Vitória (Transcol), inclusive com implantação da cobrança
por meio de bilhetagem eletrônica e estuda a integração temporal.
COMENTARIOS DOS
CIDADÃOS
LUIZ
CARLOS MENEZES - 06/12/11 - 08:51
Quero
cumprimentar a Secretaria de Transportes do ES pela contratação dos estudos
visando a implantaçao do transporte hidroviário. Tenho defendido através de
vários atigos pubicados em A
Gazeta deste 2005
a implantação desse modal como altenativa diante da
saturação do nosso sistema viário em face do vertiginiso crescimento da frota
de veículosna Grande Vitória. A exemplo de tantas outras cidades litorânesas
pelo mundo afora que contam com esse eficiente e pouco poluente meio de
transporte tais como Rio de Janeiro, Lisboa, Sidney, Nova York, Estocolmo,
Vancouver, etc -, a nossa Capital oferece condições exepcionais para
transformarmos a sua baía numa grande hidrovia, sem congestinamentos. Trata-se
de um modal com baixissimo nível de emissão de CO² e que proporciona a
facilidade de expansão de todo o sistema.
Leandro
Ribeiro - 06/12/11 - 13:28
Um
dos maiores desafios da administração pública é gerar qualidade de vida para os
munícipes, e o governo do estado está de parabéns de tirar esse projeto do
papel que foi tão mencionado no governo anterior e agora tornando-se realidade.
O bairro de paul, argolas, sagrada familia, ilha das flores, vila batista,
garrido, primeiro de maio, santa rita e outros mais, fica no aguardo de serem
contemplados tambem com a volta do aquaviario, essa contemplação atende o
projeto do governo em retirar os veiculos do centro de vitoria, que não
comporta o numero de veiculos por lá circulando, tendo visto que o retorno da
lancha, ira fomentar esses bairros supracitados acima, e mais voltarar o
aquecimento dos comercios, igrejas, trabalhadores portuarios. Todos só tem a
ganhar. Isso é mobilidade urbana. Parabéns!!! Governo Casa Grande e Setop.
Frederico
Vasconcellos - 07/12/11 - 01:49
Des
que entrei na faculdade de Arquitetura e Urbanismo em 2007 é que venho
acompanhando a novela dos deslocamentos seja de cargas ou pessoas na Região
Metropolitana de Vitória. Uma coisa que sempre escutei é que a reimplantação do
transporte hidroviário não é possível primeiro por não haver demanda e
segundo conseqüência do primeiro muito oneroso para os cofres públicos ou
seja inviável financeiramente. Por isso venho através deste
canal pedir maiores esclarecimentos e os dados que fizeram o Governo do Estado
mudar de opinião de uma forma tão surpreendente e rápida a ponto de já está
vendo o melhor tipo de embarcação e sem (ao menos de meu conhecimento) divulgar
o estudo em um seminário ou audiência pública. Fico no aguardo do
contato para entender melhor como se deu este processo uma vez que só ouvi
coisas negativas sobre este modal.
A
novela do BRT e VLT é uma das que venho acompanhando desde a primeira
candidatura do Prefeito João Coser e no momento é a que mais me intriga e
também a mais obscura. Obscura porque no ano passado 04/11 participei de uma
audiência pública na Assembléia Legislativa presidida pelo Deputado Claudio
Vereza sobre Transporte Público e Mobilidade na Grande Vitória, onde vários
técnicos de peso do Espírito Santo se encontravam menos os do Governo do Estado
que enviou um representante do qual passou a impressão de não saber muito sobre
o assunto fazendo assim surgir tantas dúvidas sobre o BRT que no momento o vejo
como a maior furada de todos os tempos sendo esgotada sua capacidade em um
curto espaço de tempo alem de diminuir a concorrência entre diferentes modais
(empresas) e de acordo com o Movimento Tarifa Zero beneficiando somente os
empresários do ramo rodoviário. Então venho pedir-lhes acesso aos estudos
para que eu e a população capixaba possamos com serenidade e tranquilidade
analisar e fazer um comparativo entre os dois modais para ver o maior custo
benefício e que realmente é bom para a cidade.Grato desde já,Frederico
Vasconcellos
BNDES apoia implantação do Sistema BRT no Espírito Santo
terça-feira, 15 de maio de 2012
O Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) assinou
nesta segunda-feira(14) contrato com o governo do Espírito Santo (ES), para a
concessão de financiamento de R$ 530,4 milhões para a realização da
primeira etapa do Sistema BRT (Bus Rapid Transit) na Região Metropolitana da
Grande Vitória .O apoio será feito através da linha de financiamento de
projetos estruturadores de transporte urbano.
O
projeto integra o Plano Diretor de Transporte Urbano da Região Metropolitana da
Grande Vitória e visa racionalizar o modelo existente, dando prioridade efetiva
ao transporte coletivo. Será estruturado um sistema integrado de transporte
sobre pneus com ônibus modernos e corredores exclusivos.
O
valor do projeto é de R$ 742,3 milhões. Deste total, o BNDES financiará 71,5%.
Ao longo da sua fase de implantação, serão gerados cerca de 3 mil empregos
diretos. Quando entrar em operação, o Sistema BRT deverá gerar mais de 400
empregos diretos.
O
projeto prevê, inicialmente, a implantação do Sistema BRT nas vias de maior
congestionamento e por onde circulam as linhas do programa de transporte
coletivo local, com cerca de 31
km de extensão.
Ao
promover a melhoria da mobilidade urbana na região metropolitana da Grande
Vitória, o novo sistema de transporte deverá reduzir o tempo de deslocamento do
sistema de transporte coletivo, melhorando a qualidade de vida do cidadão.
Haverá
ainda um impacto ambiental positivo, com redução da emissão de gases e da
poluição sonora e visual na área de influência do projeto, e espera-se, também,
uma redução dos acidentes nas principais vias do entorno do projeto, fruto da
organização do tráfego e de uma gestão mais eficiente do trânsito.
Fonte:
BNDES
Wolpac News - Imprimir
Estado quer R$ 1,4 bilhão para corredor exclusivo para ônibus
Cerca
de R$ 1,4 bilhão. Esse é o valor de que o Estado precisa para realizar várias
obras que têm como objetivo melhorar o trânsito. Uma das mais importantes é a
do CORREDOR EXCLUSIVO
para ônibus - o BRT (Bus Rapid Transit). A primeira etapa desse projeto - assim
como outras obras no entorno das regiões beneficiadas pelo BRT - já foi
apresentada ao governo federal. As propostas serão analisadas dentro do
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade.
Ao
todo, 47 municípios - incluindo os da Grande Vitória - devem concorrer com
projetos de CORREDOR
EXCLUSIVO para ônibus aos R$ 18 bilhões que o governo federal
reservou para os investimentos em mobilidade. "Estamos confiantes em
conseguir parte do financiamento", relata a subsecretária estadual de MOBILIDADE URBANA,
Luciene Becacici.
Projetos
Segundo
ela, foi entregue uma síntese do que seria a primeira etapa do CORREDOR EXCLUSIVO no
Estado: serão 52
quilômetros de corredores ligando os terminais
rodoviários de Serra, Vitória, Cariacica e Vila Velha pelas vias de maior
fluxo, além de projetos auxiliares, como a construção do túnel no Morro da Ilha
de Santa Maria, ligando o final da Avenida César Hilal e com a Avenida Vitória,
na altura do Colégio Salesiano.
"O
R$ 1,4 bilhão é para o CORREDOR
EXCLUSIVO e para demais ações que melhorem o tráfego nos locais
que vão receber o BRT. Com o túnel, por exemplo, transformamos a César Hilal
numa via de apoio para a Avenida Vitória", comenta.
Luciene
Becacici acredita que, nos próximos três meses, o governo federal deve pedir
novas diretrizes do projeto para ser aprovado ou não o repasse de verba.
"Estamos otimistas", diz a subsecretária.
Vitória
não descarta metrô
A
cada nova discussão sobre TRANSPORTE
público, o sonho de Vitória de conseguir implantar o Veículo Leve sobre Trilho
(VLT) fica mais distante. Dados apresentados pela Associação Nacional das
Empresas de TRANSPORTES
Urbanos (NTU)
durante o Seminário Nacional da NTU,
realizado ontem e hoje em Brasília, indicam que a implantação de um quilômetro
de CORREDOR EXCLUSIVO
para ônibus custaria de US$ 5 milhões a US$ 12 milhões, bem mais barato do
custo calculado para a instalação do VLT: de US$ 30 milhões a R$ 50 milhões.
Apesar
disso, a Prefeitura de Vitória ainda não desistiu completamente do projeto de
implantação do Veículo Leve sobre Trilho. O secretário municipal de TRANSPORTE e
Infraestrutura, Fábio Damasceno, acredita que o VLT pode ser um modelo usado
com o CORREDOR
EXCLUSIVO, num sistema complementar de TRANSPORTE.
"Talvez, em dez anos, seja necessário começar a adaptar o sistema para o
VLT."
Damasceno
afirma que o fato de a TECNOLOGIA
do CORREDOR EXCLUSIVO
ser toda brasileira favorece a instalação desse sistema. "Os ônibus são
daqui; o modelo usado como exemplo, também. É mais fácil e mais barato adotar o
serviço", diz.
Além
disso, segundo o secretário, o CORREDOR
EXCLUSIVO já é um projeto adotado pelo governo estadual e
apoiado pelas cidades da Região Metropolitana. "É um projeto de interesse
de todos. Mas isso não significa que o VLT não seja usado no futuro",
frisa.
O
repórter viajou a convite da Federação das Empresas de TRANSPORTES do
Espírito Santo (Fetransportes)
Análise
O
corredor é a melhor opção para o Brasil
Wagner
Colombini - Presidente da Logit Engenharia Consultiva, especialista em MOBILIDADE URBANA
A
implementação do CORREDOR
EXCLUSIVO para ônibus (BRT) é a melhor opção para a realidade
brasileira. Além do país ser responsável pela TECNOLOGIA e referência mundial, o que
diretamente interfere no custo final de implantação do serviço, é um modelo
mais rápido de ser construído e adaptado ao TRANSPORTE adotado no Brasil hoje. Em
Vitória e nas cidades vizinhas, o corredor seria ideal. De custo muito menor,
sairia a US$ 5 milhões, em média, o quilômetro construído; contra US$ 25
milhões a US$ 30 milhões no caso do Veículo Leve sobre Trilho, e de US$ 100
milhões no do metrô. Mas antes se deve ter atenção, principalmente, a três
pontos: definir corretamente a estrutura do TRANSPORTE, com percurso e demanda;
encaixar o novo modelo de TRANSPORTE
dentro do já existente para reduzir o número de desapropriações, e desenvolver
um projeto bonito e de qualidade, atrativo ao passageiro.
Raio-X do BRT
O
que é. O Bus Rapid Traffic (BRT), mais conhecido como CORREDOR EXCLUSIVO
para ônibus, tende a priorizar o TRANSPORTE
coletivo em relação ao individual. A intenção é separar, em vias de
maior fluxo, uma ou mais faixas apenas para os ônibus a fim de oferecer mais
agilidade e pontualidade ao TRANSPORTE
coletivo PASSAGEIROS. Conta com ônibus modernos, rápidos
e pontuais. Para isso, o sistema contará com rastreamento por GPS e imagens de
videomonitoramento. Os PASSAGEIROS
embarcam em terminais e plataformas de mesmo nível da entrada dos ônibus. As
passagens são compradas nesses pontos.
Vias. Na Grande Vitória, o projeto será implantado em três etapas, com a primeira ligando parte da Serra às cidades de Vila Velha e Cariacica, passando por Vitória, pela Reta da Penha (foto), por exemplo. Essa fase é composta por 52km de vias, interligando os terminais de Laranjeiras, Jacaraípe, Itacibá, Campo Grande, Vila Velha e Ibes
Vias. Na Grande Vitória, o projeto será implantado em três etapas, com a primeira ligando parte da Serra às cidades de Vila Velha e Cariacica, passando por Vitória, pela Reta da Penha (foto), por exemplo. Essa fase é composta por 52km de vias, interligando os terminais de Laranjeiras, Jacaraípe, Itacibá, Campo Grande, Vila Velha e Ibes
Capacidade.
O sistema é capaz de transportar até 40 mil PASSAGEIROS por hora, por sentido
TRANSPORTE mais pontual e rápido em Bogotá
Em
dez anos de funcionamento, o sistema de CORREDOR
EXCLUSIVO para ônibus implantado em Bogotá, na Colômbia,
reduziu em 20 minutos o tempo médio de uma viagem de ônibus na cidade. Além
disso, a Transmilênio - como é chamado - registrou queda de 80% no número de
acidentes de trânsito e pontualidade em 95% das viagens. "Cerca de 35% a
40% dos PASSAGEIROS
têm veículo próprio ou condições financeiras para comprar um, mas prefere usar
o BRT", explica Arturo Fernando Rojas, da Transmilênio S.A.
Fonte: A GAZETA - ES | DIA-A-DIA
O trânsito da Grande Vitória tem saídas. Veja por onde elas passam
Especialistas e autoridades avaliam os projetos que prometem desafogar o trânsito da Região Metropolitana. E você? Acha que vai melhorar?
LEONARDO SOARES
Nos
últimos tempos não são apenas os protestos dos estudantes pela redução das
passagens de ônibus que estão parando o trânsito em pontos-chave da Grande
Vitória. Engarrafamentos viraram rotina na vida de quem vive ou anda pela
região. Tem saída? Para prefeitos e secretários de trânsito das cidades que
apresentam os maiores problemas, sim. São pelo menos cinco projetos, que estão longe
de ser unanimidade, como a Quarta Ponte até Cariacica e o túnel até Vila Velha
Velha.
Três
especialistas em mobilidade urbana avaliaram os prós e contras das propostas,
depois que os prefeitos de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica discutiram o
assunto no ciclo Debate CBN. Confira o que dizem sobre cada um dos projetos a
engenheira, Mestre em Estradas e Aeroportos e Pós-Doutora em Transportes Maria Inês
Faé, a professora e coordenadora de Engenharia da Produção Gesiane Pereira
Silveira, e a subsecretária de Estado de Mobilidade Urbana, Luciene Becacici.
QUARTA
PONTE
A
nova ponte faria a ligação entre os municípios de Vitória e Cariacica
utilizando a Rodovia Serafim Derenzi, em São Pedro, Vitória, até o bairro Porto Santana, em Cariacica. O objetivo
é tirar parte do fluxo de veículos do Centro de Vitória e da Segunda Ponte
(foto). Ainda não há um estudo pronto de viabilidade técnica sobre o projeto.
Depois de pronto o estudo, outra avaliação será feita para medir o impacto
ambiental da obra. Apenas o projeto final deve indicar detalhes como a
implantação de ciclovias, por exemplo.
[
“Defendo a quarta ponte ligando
Vitória a Cariacica, que nos parece o caminho mais fácil de reduzir o fluxo no
Centro da Capital e o engarrafamento na Segunda Ponte e nas Cinco Pontes”. João Coser (PT),
prefeito de Vitória, durante debate da Rádio CBN Vitória sobre os desafios da
Região Metropolitana
“Do nosso ponto de vista (Governo do Estado), a Quarta Ponte requer um eixo de ligação que não seja a Serafim Derenzi. Esse trecho a gente já vê como uma nova fase do BRT mais à frente. Tendo um novo eixo viário que ligue o fluxo da Quarta Ponte à região Norte de Vitória – sem utilizar a Serafim Derenzi – com certeza vai desafogar a área central do município. Mas é um projeto mais caro, com prazo um pouco maior. É fundamental para a mobilidade urbana e permite desviar o tráfego antes que ele chegue até o gargalo da Segunda Ponte. Aí só vai para o Centro quem quiser”. Luciene Becacici
“Todo projeto desse gera muitos impactos. Pode desafogar o trânsito no Centro, mas afogar em outra área. Não sei se pode melhorar. Os técnicos têm essa análise e devem ter essa resposta. É um projeto bastante caro. É o que mais chama atenção nesse projeto. Além de não ser um projeto feito da noite para o dia”. Gesiane Pereira
“Do nosso ponto de vista (Governo do Estado), a Quarta Ponte requer um eixo de ligação que não seja a Serafim Derenzi. Esse trecho a gente já vê como uma nova fase do BRT mais à frente. Tendo um novo eixo viário que ligue o fluxo da Quarta Ponte à região Norte de Vitória – sem utilizar a Serafim Derenzi – com certeza vai desafogar a área central do município. Mas é um projeto mais caro, com prazo um pouco maior. É fundamental para a mobilidade urbana e permite desviar o tráfego antes que ele chegue até o gargalo da Segunda Ponte. Aí só vai para o Centro quem quiser”. Luciene Becacici
“Todo projeto desse gera muitos impactos. Pode desafogar o trânsito no Centro, mas afogar em outra área. Não sei se pode melhorar. Os técnicos têm essa análise e devem ter essa resposta. É um projeto bastante caro. É o que mais chama atenção nesse projeto. Além de não ser um projeto feito da noite para o dia”. Gesiane Pereira
“A região Sul da capital é
complicada, e isso é de longa data. Os acessos à Segunda Ponte já alcançaram a
capacidade faz bastante tempo e os engarrafamentos são quilométricos. Quer seja
com ampliação da Segunda Ponte ou a construção de uma Quarta Ponte, é
necessária uma atenção especial em fazer melhorias inclusive para os pedestres.
É uma região de rodoviária, precisa melhorar. O ideal seria que já tivesse
acontecido um reforço naquela área”. Maria Inês Fae
“Ajudaria muito Cariacica e toda a Grande Vitória. A ponte tem importância por algumas razões. Primeiro, teríamos deslocamento do trânsito da BR 262 para a BR 101. Deslocaríamos o trânsito intenso no Centro de Vitória para a Serafim Derenzi. Ao diminuir a intensidade no Centro e na BR 262, nós diminuiríamos a intensidade do tráfego na Segunda Ponte”. Helder Salomão, prefeito de Cariacica
AQUAVIÁRIO
O projeto prevê reduzir a quantidade de automóveis na rua circulando entre os municípios da Grande Vitória. O governo estuda a construção de dois píeres, inicialmente. Três lanchas rápidas, com capacidade para 100 pessoas cada uma, fariam a travessia entre a Enseada do Suá, em Vitória, e o Parque da Prainha, em Vila Velha. Tudo em caráter experimental. O sistema já existia na Grande Vitória desde 1978 e foi paralisado em 2000. Já chegou a atender a 424.526 usuários por mês, com 11 barcos, um terminal aquaviário e quatro pontos para embarque entre Vitória, Vila Velha e Cariacica.
“Será
feito um novo estudo de viabilidade sobre esse projeto. Se ele se mostrar
viável sob alguma condição, ele vai precisar se adequar de alguma forma aos
modais já existentes, como o Transcol, por exemplo. Mas é preciso reavaliar os
dados técnicos antes de impantar um projeto piloto. Acredito que um ‘teste’ não
será feito. Mas já tem estudo levantado sobre o aquaviário”. Luciene Becacici
“Apesar de ter uma flexibilidade muito pequena e precisar de uma integração para ter um volume maior de pessoas, ele precisa do aporte de algum outro tipo de mobilidade. É mais barato e é bem interessante. Vitória é uma ilha, então a via já está feita, já está pronta. Com o aquaviário você ganha tempo e liga a capital a todos os outros municípios”. Gesiane Pereira
“Apesar de ter uma flexibilidade muito pequena e precisar de uma integração para ter um volume maior de pessoas, ele precisa do aporte de algum outro tipo de mobilidade. É mais barato e é bem interessante. Vitória é uma ilha, então a via já está feita, já está pronta. Com o aquaviário você ganha tempo e liga a capital a todos os outros municípios”. Gesiane Pereira
“Os
estudos de mobilidade urbana mostram que você provê a infraestrutura de acordo
com as demandas que se fazem. Vitória é ilha”. Maria Inês Faé
“Sou
favorável, primeiro porque desloca pessoas rapidamente. Isso reduz o número de
veículos, o que é bastante importante. Mas também podemos pensar no turismo utilizando
a Baía de Vitória. É preciso que pensemos no Aquaviário. Esse pode ser um ponto
de avanço”. Helder Salomão,
prefeito de Cariacica
TÚNEL
Túnel passando por baixo da Baía da Vitória e ligando o bairro Ilha de Santa Maria, na capital, à Glória, em Vila Velha. A obra já tem projeto executivo, estudos, concepção e alternativas de acessibilidade concluídos. Estão previstos dois túneis neste projeto. Enquanto o que liga as duas cidades será subaquático, passando por baixo da Baía de Vitória, o segundo vai perfurar o Morro da Garoto, já em Vila Velha, permitindo a ligação do primeiro túnel aos demais acessos da cidade: Avenida Carlos Lindenberg e Canal Bigossi.
“É
outro projeto já definido. Já até lançaram o edital dele. Está em andamento. A hora que
for tudo viabilizado, o túnel tem potencialidade para criar um novo caminho no
tráfego geral. Isso é muito positivo para a mobilidade. Mas o túnel também
precisa ser pensado de forma integrada. Nenhuma solução viária pode ser pensada
separadamente. A hora em que estiver pronta a ligação entre Vitória e Vila
Velha, o túnel vai precisar se inserir de algum jeito ao plano de mobilidade”. Luciene Becacici
“Esse
é um projeto ‘bonitão’. Mas é um projeto muito caro e muito demorado de se
tirar do papel. Seria uma solução, mas é preocupante esperar ficar pronto, com
os problemas de trânsito que estamos enfrentando todos os dias”. Gesiane Pereira
“O
túnel vai ser apenas uma passagem a mais. Nós não precisamos ficar mais fazendo
ligações entre Vila Velha e Vitória. Temos é que desconcentrar os investimentos
só em Vitória. Se Vila
Velha pudesse escolher, pediríamos ao invés do túnel, as estações de
bombeamento para encerrar os alagamentos. Vila Velha alagada congestiona
Vitória toda e não há túnel que resolva. É só mais um buraco”. Neucimar Fraga,
prefeito de Vila Velha
VEÍCULO LEVE SOBRE TRILHOS (VLT)
Também conhecido como metrô de superfície, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) virou uma marca da campanha do prefeito de Vitória, João Coser (PT). O projeto é cogitado nos projetos de mobilidade urbana, assim como o BRT. De acordo com os estudos iniciais, seriam gastos R$ 920 milhões, segundo divulgou a Prefeitura de Vitória na época. O metrô, movido a energia elétrica, ligaria os municípios da Serra, Vitória, Vila Velha e Cariacica, percorrendo um trajeto de 31,1 quilômetros e contando com 30 estações.
“Sobre
esse projeto digo que o Governo abraçou o BRT para atender o perfil da Região
Metropolitana no nível de agilidade e curto prazo, pensando também no preço
acessível. Os estudos mostram que os VLTs costumam ser muito mais caros e de
difícil implantação. Entendemos que precisamos de um projeto metropolitano, que
não dê benefícios principalmente a uma só cidade. Então as prioridades são
envolver todos os municípios em igualdade”. Luciene
Becacici
“Com
poucas vias principais existentes, é complicado. O VLT para ser economicamente
viável, ele precisa ter uma demanda muito grande de gente. Talvez a integração
com mais algum modal ou a substituição de um por outro”. Gesiane Pereira
“Não
há como afirmar se não está para vir por aí. Mas a tônica do momento é em
utilizar outros recursos do ônibus, e não do metrô. A aposta o BRT. O problema
que eu vejo – que não é só do projeto, mas de qualquer infraestrutura – é que
existe um prazo para se conceber, um prazo para implantar, um prazo para o
recurso chegar. O VLT teria um prazo médio de cinco anos no mínimo para
ser implantado. Por outro lado, ele teria uma vida útil mais longa, de cerca de
30 anos”. Maria
Inês Faé
“Nós
dependemos de serviços. A Região Metropolitana é diferente. É uma capital
pequena com cidades maiores no entorno. Se não existir proposta ousada, nada
vai à frente. É muito difícil o trabalhador sair da Serra e chegar a Vila Velha
ou Cariacica. Eu perdi a ideia sem ter o direito de debater. O governo, na
época, tinha uma opinião diferente. Mas não houve um instrumento de debate.
Você tem uma bela ideia, apresenta e ela nem sequer é debatida
corretamente”. João
Coser, prefeito
de Vitória, durante debate da Rádio CBN
BUS RAPID TRANSIT (BRT)
O projeto é o preferido do Governo do Estado e deve estar funcionando dentro de três anos. Considerado um upgrade do Sistema Transcol, pretende criar faixas exclusivas para os coletivos nas principais vias. A expectativa é de que 1,1 milhão de usuários utilizem o modelo diariamente. Os primeiros 31 quilômetros de corredores exclusivos devem priorizar as áreas mais afogadas da cidade, como o Centro de Vitória e a Reta da Penha, na capital, e a avenida Carlos Lindemberg, em Vila Velha. O modelo, de acordo com o governo, permitirá uma melhoria imediata da fluidez do trânsito nessas regiões. Outros 70km de BRT devem ser postos em operação até 2018.
“De
tudo o que estudamos para melhorar a mobilidade, é o mais barato e de
implantação mais rápida. É uma solução que pode ser aplicada em um tempo muito
menor. Tirar o ônibus do congestionamento e deixar onde apenas ele circule. O
BRT é, resumidamente, melhorar o Transcol. Para deixá-lo mais rápido, pontual,
confortável e acessível”. Luciene Becacici
“Essa
é uma saída bem mais rápida. O corredor exclusivo para fluir o trânsito do
transporte público é interessante. Pode ajudar bastante. É uma alternativa que
não precisa retirar das ruas o transporte rodoviário, mas dá uma prioridade a
ele, para que se torne mais rápido e eficiente. É uma solução muito mais fácil
para implementar de acordo com o que já existe”. Gesiane Pereira
“Parece
que para a nossa demanda, geometria e situação geográfica, parece que ele é
mais fácil. Já existe, a população já pratica. E como já temos a cultura de
transporte através de terminais. Existe a tendência para que isso faça sucesso.
Não se planta um projeto integralmente. O BRT ficaria pronto em dois anos, em
média, dentro do que já está funcionando, como os terminais”. Maria Inês Faé
“Eu
apoio o BRT, principalmente porque tira os carros da rua e coloca as pessoas
nos coletivos. O número de veículos cai, por consequência. Assim como também
concordo com a volta do Aquaviário, que vem sendo discutida entre as cidades”. Neucimar Fraga,
prefeiro de Vila Velha
Futuro?
No
fim das contas, o que parece estar mais próximo do capixaba é a chegada dos
corredores exclusivos para ônibus. Opiniões são divergentes, principalmente
entre prefeitos, sobre o que é mais eficaz para a mobilidade urbana. O sistema
tem previsão de já funcionar dentro de três anos, além de ter custo mais em
conta. É o que defende Luciene Becacici.
“O
que nós esperamos é virar uma página na história do transporte com a chegada do
BRT. O sistema beneficia quem usa ônibus e também quem usa o carro, trazendo
maior qualidade de vida para os usuários. Eu sonho com o dia em que o ônibus
esteja fluente no trânsito e o motorista do carro no meio do engarrafamento
fique com inveja, arrependido de não ter tomado o ônibus”.
Na
visão de Gesiane Pereira, independente do que realmente sair do papel, é
importante que as solução encontrada tragam principalmente conforto ao
passageiro, para que eles sintam vontade de deixar o carro em casa. “Ninguém
tira o carro da garagem porque quer dar uma voltinha na rua. Há trabalho nisso
e há custo também. Existe problema de trânsito, de vagas para estacionar. Tendo
um modelo de qualidade, as pessoas pensariam duas vezes antes de sair de casa
de automóvel”, conclui.
Maria
Inês Faé avalia o caos no trânsito como um problema sistêmico. Para a
especialista, as soluções ajudam. Mas as pessoas vão continuar colocando os
carros na rua enquanto não encontrarem o que necessitam perto de casa. “É
preciso pensar nas políticas de educação, de saúde e de trabalho também. Sem
descentralização, não há solução. Se você cria polos, concentra,
consequentemente há fluxo. Não precisa existir uma política do transporte. Mas
uma política englobada. Se todos tivessem um sistema de saúde funcionando, uma
boa escola e um bom trabalho perto de casa, ninguém precisaria se deslocar
tanto”, conclui.
Governador comenta problemas de mobilidade urbana
"De tudo o que estudamos para melhorar a mobilidade, é o mais barato e de implantação mais rápida. É uma solução que pode ser aplicada em um tempo muito menor. Tirar o ônibus do congestionamento e deixar onde apenas ele circule. O BRT é, resumidamente, melhorar o Transcol. Para deixá-lo mais rápido, pontual, confortável e acessível". Luciene Becacici
"Essa é uma saída bem mais rápida. O corredor exclusivo para fluir o trânsito do transporte público é interessante. Pode ajudar bastante. É uma alternativa que não precisa retirar das ruas o transporte rodoviário, mas dá uma prioridade a ele, para que se torne mais rápido e eficiente. É uma solução muito mais fácil para implementar de acordo com o que já existe". Gesiane Pereira
"Parece que para a nossa demanda, geometria e situação geográfica, parece que ele é mais fácil. Já existe, a população já pratica. E como já temos a cultura de transporte através de terminais. Existe a tendência para que isso faça sucesso. Não se planta um projeto integralmente. O BRT ficaria pronto em dois anos, em média, dentro do que já está funcionando, como os terminais". Maria Inês Fae
"Eu apoio o BRT, principalmente porque tira os carros da rua e coloca as pessoas nos coletivos. O número de veículos cai, por consequência. Assim como também concordo com a volta do Aquaviário, que vem sendo discutida entre as cidades". Neucimar Fraga, Prefeito de Vila Velha
Futuro?
No fim das contas, o que parece estar mais próximo do capixaba é a chegada dos corredores exclusivos para ônibus. Opiniões são divergentes, principalmente entre prefeitos, sobre o que é mais eficaz para a mobilidade urbana. O sistema tem previsão de já funcionar dentro de três anos, além de ter custo mais em conta. É o que defende Luciene Becacici.
No fim das contas, o que parece estar mais próximo do capixaba é a chegada dos corredores exclusivos para ônibus. Opiniões são divergentes, principalmente entre prefeitos, sobre o que é mais eficaz para a mobilidade urbana. O sistema tem previsão de já funcionar dentro de três anos, além de ter custo mais em conta. É o que defende Luciene Becacici.
"O que nós esperamos é virar uma página na história do transporte com a chegada do BRT. O sistema beneficia quem usa ônibus e também quem usa o carro, trazendo maior qualidade de vida para os usuários. Eu sonho com o dia em que o ônibus esteja fluente no trânsito e o motorista do carro no meio do engarrafamento fique com inveja, arrependido de não ter tomado o ônibus".
Na visão de Gesiane Pereira, independente do que realmente sair do papel, é importante que as soluções encontradas tragam principalmente conforto ao passageiro, para que eles sintam vontade de deixar o carro em casa. "Ninguém tira o carro da garagem porque quer dar uma voltinha na rua. Há trabalho nisso e há custo também. Existe problema de trânsito, de vagas para estacionar. Tendo um modelo de qualidade, as pessoas pensariam duas vezes antes de sair de casa de automóvel", conclui.
Maria
Inês Faé avalia o caos no trânsito como um problema sistêmico. Para a
especialista, as soluções ajudam. Mas as pessoas vão continuar colocando os
carros na rua enquanto não encontrarem o que necessitam perto de casa. "É
preciso pensar nas políticas de educação, de saúde e de trabalho também. Sem
descentralização, não há solução. Se você cria polos, concentra,
consequentemente há fluxo. Não precisa existir uma política do transporte. Mas
uma política englobada. Se todos tivessem um sistema de saúde funcionando, uma
boa escola e um bom trabalho perto de casa, ninguém precisaria se deslocar
tanto", conclui.
Semana passada
precisei andar de ônibus porque iria pegar uma carona em outro ponto da cidade.
A bicicleta não era o veículo mais adequado (uma bicicleta dobrável serviria
mais não tenho uma dobrável em casa).
Nessa ocasião
descobri uma coisa boa e uma coisa ruim. Vou começar pela coisa boa! Existe um sistema informatizado de previsão de chegada dos ônibus num ponto de
ônibus, atualizado em tempo real. O sistema pode ser acessado na internet no
link ponto Vitória ou
diretamente no seu smartphone android através do aplicativo Buzão
Vitória. Infelizmente o sistema transcol não tem essa ferramenta.
O sistema conta com atualização da posição dos ônibus em tempo real com utilização de GPS nos ônibus. A ideia é muito bacana. Pode ajudar no desenvolvimento desse modal que menos insustentável do que os carros. Porém ele ainda polui bastante devido as normas péssima que deixam os ônibus poluir muito no Brasil.
A coisa ruim que eu tinha esquecido a respeito de ônibus em Vitória diz respeito ao conforto dos passageiros. Eu acredito que essa falta de qualidade no atendimento dos ônibus deve estar afastando muitas pessoas. Alguns dias atrás, de fato, quando andei de ônibus, constatei a maneira totalmente inadequada com que o motorista andou. São acelerações e freadas bruscas, curvas em alta velocidades. Fiquei com dores nas costas e com enjoo. Considerando as pessoas que tem carro particular, quem dessas pessoas vai querer usar esse sistema execrável de maneira regular? Provavelmente pouca gente. É uma das razões porque temos tantos carros nas ruas que engarrafam a cidade. Uma outra razão é que em vários casos, andar de carro é ainda muito mais rápido do que andar de ônibus.
Eu encontrei nesse link, uma apresentação em Francês dado de acelerações de ônibus e VLT em Strasbourg na França. O VLT que tem um conforto geralmente maior tem acelerações de até 2,5 m/s². Os ônibus podem ultrapassar de vez em quando essa aceleração e alcançar 4 m/s² lá na França. Eu estou curioso em saber qual é a aceleração dos ônibus de Vitória!
BRT
Grande Vitória-ES (Bus Rapid Transit). O Governo do Estado do ESpírito Santo
fez o projeto de corredores exclusivos de ônibus, como forma de melhorar o
transporte coletivo na Região Metropolitana. O sistema é uma evolução do
sistema de Curitiba.
A Real Multimidias realizou a animação 3D demonstrando o funcionamento do Sistema. A Edição foi da Jucutuquara Filmes e criação Conteporânea.
CBTU
defende implantação do VLT
Multimodalidade
Nota
O
sindicato da categoria defende que em vez do BRT sejam instalados Veículos
Leves sobre Trilhos (VLTs) na BR 101 e na avenida Agamenon Magalhães.
Os
metroviários estão pedindo ao Governo do Estado a revisão do projeto de
mobilidade urbana previsto para a Copa do Mundo de 2014, no que se refere à
implantação do Ônibus de Trânsito Rápido (ou BRT, sigla em inglês).
O
sindicato da categoria defende que em vez do BRT sejam instalados Veículos
Leves sobre Trilhos (VLTs) na BR 101 e na avenida Agamenon Magalhães. Um estudo
preliminar relativo à mobilidade especificamente da rodovia federal já foi
feito pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), responsável pela
administração do Metrô do Recife, e apresentado, há cerca de duas semanas, ao
secretário das Cidades, Danilo Cabral, que, na ocasião, segundo a categoria,
teria se comprometido a analisar a proposta.
A
problemática foi levantada na tarde de ontem, pelo Sindicato dos Metroviários
de Pernambuco (Sindmetro-PE) durante coletiva, realizada na Estação Cajueiro
Seco, sobre implantação de VLTs no Metrô do Recife, no trecho Cajueiro
Seco/Cabo.
O
gerente regional de Manutenção da CBTU, Bartolomeu Carvalho, afirmou que a
proposta foi apresentada ao Governo do Estado não com a intenção de modificar o
projeto, mas para que outras alternativas também sejam analisadas. “Seria uma
opção política por outro tipo de transporte público, por isso, outros fatores
devem ser levados em consideração, como a política tarifária, logística,
investimentos, subsídios, entre outros.”
Para
a CBTU, o VLT seria uma solução bastante interessante, afirmou. O estudo
preliminar propõe a implantação do VLT no trecho que vai da Estação Cajueiro Seco
até o Terminal Integrado da Macaxeira, em Dois Irmãos, com 12
estações ao longo do trajeto. “Possibilitaria qualquer passageiro, de qualquer
ponto da rede de Metrô chegar à cidade da Copa através de um transporte público
de qualidade”, disse.
O
presidente do Sindmetro-PE, Lenival Oliveira, afirmou que, enquanto o BRT tem
capacidade para 150 pessoas, o VLT é capaz de transportar 600. “Ou seja, um VLT
substituíria quatro BRTs, o que significa economia de combustível (biodiesel) e
menos carros e ônibus nas ruas”, afirmou. Lenival Oliveira disse ainda que é
mais caro instalar o VLT que o BRT, mas os ganhos a longo prazo são bem
maiores. “O BRT tem dez anos de tempo útil enquanto o VLT tem 20, isso o
veículo, porque a estrutura se perpetua”, afirmou.
Suape - Os VLTs
substituirão, até o final de 2012, os trens a diesel que realizam o trajeto
Cajueiro Seco/Cabo. Quatro deles estarão em funcionamento, a partir de março do
próximo ano. Segundo o gerente de comunicação da CBTU, Justiniano Carvalho,
estão sendo adquiridos sete equipamentos.
“Eles farão um
trajeto de 18
quilômetros. Para adquirir os VLTs estão sendo
investidos R$ 60 milhões. Além disso, serão gastos R$ 50 milhões com a
modernização e duplicação dos trilhos”, afirmou. O presidente do Sindmetro,
disse ainda que já está em negociações avançadas para implantação de VLTs até
Suape. “Para isso seriam necessários mais oito veículos, além da readequação
dos trilhos que já existem, mas não são usados.”
Por Folha de Pernambuco – PE
GOVERNO DO ESTADO APRESENTA CONSÓRCIO DO BRT
O
Departamento de Estradas de Rodagem (DER-ES) e a Secretaria de Estado de
Transporte e Obras Públicas (Setop) iniciam, nesta segunda-feira (16 de maio
2012), o desenvolvimento do projeto de engenharia para a construção da Quarta
Ponte, uma nova ligação entre Vitória e Cariacica.
O
anúncio do início da elaboração do projeto executivo foi feito no gabinete do
governador Renato Casagrande, com a presença da equipe de Governo e dos
empresários responsáveis pelo consórcio vencedor da licitação.
Além
disso, o consórcio do projeto executivo da primeira fase do sistema BRT
(corredores exclusivos de ônibus) também foi apresentado. “Estamos dando início
a duas importantes ações, estruturantes, que fazem parte do Programa de
Mobilidade Metropolitana (PMM), que contabiliza mais de 50 obras viárias e
ações que vão beneficiar o transporte coletivo, na Grande Vitória, totalizando
um investimento de mais de R$ 3 bilhões. O BRT e a quarta ponte representam
mobilidade e qualidade de vida para a população da nossa Região Metropolitana”,
destacou o governador.
Ponte
A
Quarta Ponte fará ligação entre os municípios de Vitória e Cariacica e tem como
objetivo principal criar uma nova alternativa de tráfego para quem circula pela
Região Metropolitana, especialmente para quem mora e trabalha nos dois
municípios.
A
extensão exata da nova ponte só poderá ser apontada após a conclusão do
projeto, mas os estudos preliminares indicam que a estrutura deverá ter uma
extensão aproximada de 1.400
metros sobre a baía de Vitória, quatro faixas de
rolamento por sentido de tráfego, sendo uma das faixas de cada sentido já
adaptada ao sistema BRT, que trará 32 quilômetros de
corredores exclusivos para a circulação de ônibus, na primeira fase de
implantação. Com o objetivo de permitir a integração modal, a nova ponte deverá
ser projetada com uma faixa exclusiva para circulação de pedestres e ciclistas.
A
diretora geral do DER-ES, Tereza Casotti, destaca a importância desse espaço.
“É importante investir em qualidade de vida para todos os usuários, sejam
motoristas, pedestres ou ciclistas. Possibilitar a travessia e garantir a
segurança dos que pretendem atravessar a ponte a pé ou de bicicleta é uma
prioridade”, afirma a diretora geral do DER-ES.
A
Quarta Ponte terá quase o dobro da largura da Terceira Ponte, cujo tabuleiro
tem 18,5m, se configurando como a ponte mais larga do Estado. A previsão é que
o projeto de engenharia da Quarta Ponte seja concluído em até doze meses. Um
investimento de R$ 6.939.461,30 do Governo do Espírito Santo.
BRT
Para
a execução do projeto executivo do BRT (Bus Rapid Transit), foi assinado, pelo
Governo do Espírito Santo, por meio da Secretaria de Estado de Transportes e
Obras Públicas (Setop), um consórcio com três empresas especialistas em
transporte coletivo: Planservi Engenharia Ltda, Logit Engenharia Ltda e Única
Consultores de Engenharia Urbana.
As
três empresas formam o consórcio Planservi-Única-Logit, e já receberam ordem de
serviço, há cerca de um mês, para desenvolver o projeto executivo do BRT, nos
primeiros 32
quilômetros de implantação do novo modelo de transporte
coletivo da Grande Vitória. O consórcio tem duração de 18 meses, e um
investimento total de R$ 26.377.322,00.
“As
três são empresas experientes em transporte coletivo. Elas são responsáveis,
por exemplo, pelo BRT de Bogotá, na Colômbia. Ainda fizeram o de Lima, no
Chile, o da China e o da África do Sul, usado na última Copa do Mundo”, frisa o
secretário estadual dos Transportes e Obras Públicas, Fábio Ney Damasceno.
O
projeto da primeira fase do BRT prevê faixas exclusivas centrais, com
ultrapassagem nas estações de embarque e desembarque de passageiros; estações
de embarque/desembarque, com plataforma na altura do piso dos ônibus quando
estas estiverem localizadas à esquerda, e que serão fechadas, com cobrança de
tarifa externa aos veículos; ônibus modernos e com portas à esquerda ou dos
dois lados, quando necessário; nova rede metropolitana de linhas, obtidas a
partir da otimização e integração física ou temporal dos serviços existentes;
controle da operação e comunicação geral por Intelligent Transportation System
– ITS (Sistema de Transporte Inteligente); além de um novo modelo
institucional, baseado nos princípios da gestão compartilhada entre os entes
federativos.
“O
BRT prevê, ainda, a integração e otimização das redes de transporte coletivo,
intensificando a utilização da bilhetagem eletrônica. O sistema cumpre também
um importante papel, no sentido de criar corredores exclusivos inteligentes
para ônibus, em que o Centro de Controle Operacional (CCO) controlará a
operação, fornecendo informações em tempo real para os operadores e usuários,
garantindo qualidade na gestão e confiabilidade no serviço”, frisa o secretário
Fábio Ney Damasceno.
Programa
de Mobilidade Metropolitana
O
Programa de Mobilidade Metropolitana (PMM) é o maior investimento já feito em
mobilidade urbana na Região Metropolitana da Grande Vitória, com obras viárias,
como a Quarta Ponte, melhorias para o transporte coletivo, implantação do BRT e
de novos modais de transportes. Este programa foi lançado no último dia 14 de
maio, pelo Governo do Espírito Santo, por meio da Setop.
O
PMM compreende 51 ações, entre elas a pavimentação de 179 km de vias, reforma de
terminais do Transcol, implantação de melhorias na frota de ônibus atual e na
comunicação com o usuário do sistema público de transporte coletivo, dentro de
um investimento superior a R$ 3 bilhões. Estão previstas entregas de obras e
ações ainda este ano, até 2014, para 2016 e após 2016.
O
Programa foi planejado para gerar melhorias na mobilidade a médio e longo
prazos, mas também compreende ações imediatas, principalmente no transporte
coletivo. Além disso, o PMM será todo desenvolvido em cima da multidamolidade,
com a integração entre todos os modais de transporte, de acordo com a
hierarquia viária estabelecida pela Nova Lei Federal de Mobilidade Urbana, que
prevê prioridade para o pedestre, transporte coletivo, bicicleta, outros
modais, como o hidroviário, e só então os veículos de passeio.
Em
Vitória (ES), programa de mobilidade prevê ponte, viadutos e corredores
exclusivos de ônibus.
Governo do Estado assinou contrato com o
BNDES para financiamento da primeira etapa de construção do BRT
Postado em: 18 de maio de 2012
| Fonte: CBN Vitória
O Programa de
Mobilidade compreende 51 ações
O
Programa de Mobilidade Metropolitana (PMM), lançado na manhã desta
segunda-feira (14), pelo governo do Estado prevê obras viárias, melhorias para
o transporte coletivo, implantação do BRT e de novos modais de transportes.
Durante
o evento foi assinado contrato com o BNDES para financiamento da primeira etapa
de construção do BRT, com recursos da ordem de R$ 530 milhões, que contarão
também com mais R$ 242 milhões de contrapartida do governo. O projeto foi
desenvolvido pela Secretaria Estadual dos Transportes e Obras Públicas (Setop)
e aprovado pelo BNDES.
Também
foram autorizadas as contratações dos projetos de pavimentação da estrada de
acesso ao Porto de Capuaba, em
Vila Velha e da Avenida América, em Cariacica. Essas
obras serão executadas pelo Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER),
órgão vinculado à Setop.
O
Programa de Mobilidade Metropolitana compreende 51 ações, entre elas a
pavimentação de 179 km
de vias, reformas de terminais do Transcol, implantação de melhorias na frota
de ônibus atual e na comunicação com o usuário do sistema público de transporte
coletivo. Estão previstas obras viárias, projetos e outras ações com entregas
ainda este ano, até 2014, 2016 e após 2016.
O
Estado espera mudar de patamar na prestação de serviços na área de transporte
coletivo, com a integração do BRT ao sistema atual e diversos outros modais.
Planejando a mobilidade, salienta o governador, os usuários do transporte
coletivo terão melhores condições e melhor qualidade para circular
na Grande Vitória.
O
secretário Fábio Damasceno explicou que o objetivo do PMM é promover a melhoria
da qualidade de vida dos cidadãos, reorganizando os espaços urbanos,
priorizando o transporte público coletivo e facilitando a mobilidade na Grande
Vitória. Damasceno frisa que não são obras isoladas. A região metropolitana,
segundo ele, é um grande eixo que precisa ser pensado como uma grande cidade,
com 1,6 milhão de habitantes, levando em consideração o desafio viário de
encontrar soluções entre morro e mar. O Programa foi planejado para gerar
melhorias na mobilidade a médio e longo prazos, mas também compreende ações
imediatas, principalmente no transporte coletivo.
Obras
Dentro do Programa, todos os municípios da Grande Vitória serão beneficiados. Cariacica é a cidade que possui a maior parte desses projetos, incluindo melhorias no Terminal de Campo Grande e Reforma e Ampliação do Terminal Itacibá. Junto com Viana, o município conta com quatro grandes obras. São elas: o Eixo Viana Norte, Corredor Sudeste, Corredor Leste Oeste e o Corredor José Sette, além do projeto de engenharia da 4ª ponte.
Vila
Velha será beneficiada com obras como o Corredor Leste Oeste, Corredor Bigossi,
Saída Sul, Av Perimetral, além da Alça da Terceira Ponte e o Terminal de Vila
Velha em ampliação e modernização.
Já
em Vitória e no município da Serra, as avenidas Fernando Ferrari e João
Palácios já estão em obras, recebendo alterações em suas estruturas, garantindo
benefícios para a mobilidade da Grande Vitória. A implantação do sistema de
transporte hidroviário também está prevista no programa.
BRT
Além
das demais intervenções, o Programa de Mobilidade Metropolitana envolve a
implantação do novo modelo de transporte público coletivo: o BRT.
Esse
novo sistema de transporte conta com corredores exclusivos para ônibus,
veículos de alta capacidade com tecnologia limpa, programação e controle de
horários, estacionamentos e bicicletários, além de integração entre serviços e
sistema de comunicação com os usuários.
Todas
essas características proporcionarão, além do resgate das calçadas e espaços
destinados aos pedestres, uma requalificação urbana da Grande Vitória, prevê o
projeto.
Outro
ponto do PMM é a multimolidade, a integração entre todos os modais de
transporte, de acordo com a hierarquia viária estabelecida pela Nova Lei
Federal de Mobilidade Urbana, que prevê prioridade para o pedestre, transporte
coletivo, bicicleta, outros modais, como o hidroviário, e só então os veículos
de passeio.
Governo do Espírito
Santo inicia projeto executivo do BRT
Primeira
fase de implantação do corredor de ônibus terá 32 km entre Serra, Vitória,
Vila Velha e Cariacica.
Na
última segunda-feira (16) foi escolhido pelo governo do Espírito Santo o
consórcio que será responsável pela execução do projeto executivo do Bus Rapid
Transit (BRT) entre Serra, Vitória, Vila Velha e Cariacica. As empresas
Planservi Engenharia, Logit Engenharia e Única Consultores de Engenharia Urbana
cuidarão da primeira fase do corredor de ônibus.
O
BRT terá 32 km
nesta primeira fase e faz parte do Programa de Mobilidade Metropolitana do
estado (PMM). O projeto prevê a construção de faixas exclusivas centrais,
estações de embarque e desembarque, ônibus com portas dos dois lados, nova rede
metropolitana de linhas e controle da operação e comunicação geral pelo Sistema
de Transporte Inteligente (Intelligent Transportation System - ITS, em inglês).
O
consórcio Planservi-Única-Logit tem duração de 18 e investimento de
aproximadamente R$ 26 milhões.
Programa
de Mobilidade Metropolitana
O
PMM consiste em 51 ações para a mobilidade urbana da Região Metropolitana de
Vitória, no Espírito Santo. Entre os investimentos além do BRT, estão a
pavimentação de 179 km
de vias e melhorias na frota de ônibus e na comunicação com o usuário do
transporte público.
O
investimento é de R$ 3 bilhões.
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O VLT é melhor. Os monotrilhos destrói o espaço urbano. Só são instalados em bairros devastados. Tem o mesmo efeito negativo do que os viadutos. Aconselho conhecer uma cidade com VLT. Por exemplo, a prefeitura de Vitória fui em Grenoble, minha cidade onde estudei na França. Lá a região metropolitana é do mesmo tamanho que a Grande Vitória e tem restrições geográficas fortes por se encontrar entre três maciços montanhosos.
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