PARQUES DA CIDADE DE VITORIA (ES) ANTES E DEPOIS DE CONSTRUIDOS.



ESPAÇOS LIVRES – LUGARES DE INSURGÊNCIA - IMPLANTAÇÃO E GESTÃO

(Por Willis de Faria)

- fotografia: Willis de Faria

Estamos postando aqui material de duas palestras realizadas sobre este assunto. Uma realizada em 24 de outubro de 2012, na UNIVIX - Faculdade Brasileira, durante a realização do 14º Seminário de Arquitetura (14ª SUAU), e no dia 26 de novembro de 2012, na XXIII Feira de Verde – Vitória (ES).

CONCEITO:

Quase todas as cidades brasileiras, de todos os tamanhos, têm praças, parques e outras áreas verdes, onde a população pode ter momentos de lazer e desfrutar a estética da natureza. Poucas, porem, tem organizado estes lugares públicos de modo que não sejam mais uma coleção avulsa de espaços abertos ao ar livre.

Alguns parques urbanos e naturais formam uma área verde destinada à recreação e à prática de esportes, com arborização significativa e localização estratégica, acessível a toda população. Implantados em área bastante densidade populacional, antes abandonada e deteriorada, combinou recuperação ambiental e lazer, e algumas áreas de nascentes, foram recuperadas com a recomposição, através de um paisagismo, devolvendo-lhe peixes e pássaros e a qualidade ambiental.

Dentre as possíveis formas de encontrar o equilíbrio entre o processo de urbanização contemporâneo e a preservação do meio ambiente, o parque urbano surge com novos contornos culturais e estéticos, desenhando o perfil, entorno e identidades, devendo ser encarados nos seus diferentes tempos, funções e usos.

Os Parques Urbanos e Naturais do município de Vitória, que são 16 implantados, possuem uma organização administrativa interna que tem desempenhado as funções de lazer contemplativo e ecológico-ambiental, onde a meta principal é proporcionar uma convivência urbana coletiva, onde todas as pessoas possam desfrutar de um contato pessoal, com harmonia em um ambiente descontraído.

Hoje as preocupações com o naturalismo, com a segurança e a saúde, estão fazendo que as pessoas voltem a valorizar estas áreas publicas.  Na sociedade urbanizada, criança sofre estresse, por isso é fundamental um pouco a elas de vida ao ar livre. Também é importante que as crianças tenham boas recordações de sua infância, como andar na grama, brincar com terra.

A cidade de Vitória tem um diferencial, em relação aos parques existentes em outras áreas urbanas do país, pois em todas as suas entradas (portarias), existem guaritas com segurança que controlam a entrada e saída de visitantes, prestando todas as informações necessárias. Não foram observadas em outras cidades, e existência de um Regimento Interno de Funcionamento, que dão as diretrizes de uso, onde faz que o cidadão, sabendo que a área é publica, mas tem-se que usar com a racionalidade, através de obediência de normas, que um princípio de cidadania. Aliás, a segurança é uma das coisas mais importantes em uma sociedade metropolitana.

Técnicos em educação ambiental estão sempre em prontidão, nos Centros de Educação Ambiental, para atendimento a toda coletividade. Guardas patrimoniais circulam internamente para coibir qualquer tipo de infração, e orientando quanto a existência da legislação interna. 


Atualmente, parte dos trabalhos com a paisagem vem, mais e mais, se ligando ao planejamento dos espaços livres públicos como um sistema integral de recursos naturais, contínuos e com integridade ecológica. Tendo em vista o crescente número de pessoas que busca a recreação neste tipo de paisagem, as provisões destes espaços cumprem, também, uma função cívica.

Outros fatores também são importantes dentro de um parque, tais como: aproximação da vizinhança, recreação para os idosos, através do serviço de Orientação ao Exercício com acompanhamento medico, academias de ginásticas publicas, escolinhas de futebol e vôlei, levando a juventude a pratica dos esportes.

É emergente a busca pela aproximação dos "fragmentos" da cidade atual, preservando as diferenças culturais. Para o estabelecimento desse elo, junto com o projeto de arquitetura e de espaços livres, é necessária a experimentação social, num trabalho coletivo, a serviço do interesse comum, no sentido de materializar o direito à cidade, criando oportunidade de comprometimento com as necessidades da população, capaz de promover e canalizar novas formas de relações sociais, incluindo as minorias e as relações transculturais, de mudança de mentalidades.
 
Do conhecimento das condições urbanas atuais, surge como iminente a criação de parques, passeios, jardins que, a curto e médio prazo, sejam viabilizados pelo remanejamento de alguns setores urbanos com estrutura obsoleta e problemas ambientais. Visto que são poucos os últimos sítios com potencial para parques, ir restabelecendo as deficiências sociais, físicas e psicológicas da cidade, estabelecendo conexões, preenchendo vazios, representando meios propícios para difundir a cultura.

O Poder público, através da proposição de lugares e espaços com alta qualidade formal e espacial, polifuncionais, para a prestação de serviços comunitários, com implantação de programas múltiplos de atendimento à comunidade, preocupado com a recuperação dos recursos naturais, atendimento social a população, fornecimento de infra-estrutura e mobiliário urbano adequados.










 

REGIMENTO INTERNO DE FUNCIONAMENTO DE UM PARQUE






FIGURA: EQUIPAMENTOS PUBLICOS DO PARQUE
FIGURA: PAISAGISMO DO PARQUE
FIGURA: CORREGO E NASCENTE DO CORREGO MARUIPE.

FIGURA: PAISAGISMO COM VIAS DE PEDETRES A ALAMEDA DAS PALMEIRAS IMPERIAIS.

FIGURA: SITUAÇÃO ANTES E DEPOIS (MESMO LOCAL) DA CONSTRUÇÃO DO PARQUE.
FIGURA: PAISAGISMO

FIGURA: FOTOS 1988 (ANTES) E 1998 (DEPOIS) INTERIOR DO PARQUE.
FIGURA: FOTOS 1988 (ANTES) E 1998 (DEPOIS) INTERIOR DO PARQUE.
FIGURA: VIAS DE CIRCULAÇÃO INTERNA.
FIGURA: A GRUTA DA ONÇA
FIGURA: INTERIOR DA CAPELA ECUMÊNICA, COM PINTURA DO ARTISTA PLASTICO ELI VICENTINI.
FIGURA: VIAS INTERNA DO PARQUE.

FIGURA: SITUAÇÃO (1988), NA RECUPERAÇÃO DA ÁREA DEGRADADA.
FIGURA: PAISAGISMO APÓS CONTRUÇÃO DO PARQUE.

FIGURA: SEDE ADMINISTRATIVA DO PARQUE.
FIGURA: OS MIRANTES DO PARQUE ( MOXUARA, DO MANGUE E DA CIDADE).
FIGURA: VISTA DO MIRANTE DO SUMARÉ.
FIGURA: VISÕES PANORAMICAS COM BELEZAS CÊNICAS.

FIGURA: FOTO: 1998, 1998 E 2004, DA CAVA INFERIOR DO PARQUE.
FIGURA: FOTOS 1988 E 2004, ANTES E DEPOIS DA CONSTRUÇÃO NO MESMO PONTO.
FIGURA: FOTO 1988 E ATUAL, NO MESMO PONTO DO PARQUE.
FIGURA: FOTO 1988 E ATUAL, NO MESMO PONTO DO PARQUE
FIGURA: FOTO 1988 E ATUAL, NO MESMO PONTO DO PARQUE
FIGURA: FOTO 1988 E ATUAL, NO MESMO PONTO DO PARQUE
FIGURA: FOTO 1988 E ATUAL, NO MESMO PONTO DO PARQUE
FIGURA: REALIZAÇÃO DA PRIMEIRA FEIRA DO VERDE NO PARQUE (2000)
FIGURA: PAISAGISMO DO LAGO SUPERIOR DO PARQUE.

FIGURA: PAISAGISMO APOS A REVITALIZAÇÃO (2002)
FIGURA: PAISAGISMO APOS A REVITALIZAÇÃO (2002)
FIGURA: PAISAGISMO APOS A REVITALIZAÇÃO (2002)


FIGURA: PLANO DE DIVISÃO DA ÁREA DOADA PELO GOVERNO DO ESTADO AO MUNICIPIO.
FIGURA: SITUAÇÃO JANEIRO E MARÇO DE 2004.

FIGURA: PAISAGISMO


FIGURA: SITUAÇÃO EM 2004

FIGURA: SITUAÇÃO EM 2004 EM RECUPERAÇÃO DA ÁREA.
FIGURA: SITUAÇÃO EM 2004 EM RECUPERAÇÃO DA ÁREA.



FIGURA: MANSÃO VON SCHILGEN
FIGURA: VISTA PARCIAL DO PARQUE.
FIGURA: VEGETAÇÃO DE AFLORAMENTOS ROCHOSOS NO PARQUE.

FIGURA: SITUAÇAO EM 2008, ANTES DA CONSTRUÇÃO DO PARQUE
FIGURA: INTERVERNÇÕES NO PARQUE.
FIGURA: INTERVERNÇÕES NO PARQUE.






FIGURA: PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DO PARQUE.








FIGURA: PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DO PARQUE.



COMENTARIOS DE AMIGOS RECEBIDOS POR E-MAIL:



Olá Willis
Belo trabalho! Considero seu trabalho sobre os parques importantes não apenas para os funcionários da SEMMAM, mas também para a Cultura do Município! Para os artistas e para os que se preocupam com Paisagem Cultural, Educação Patrimonial e outras interfaces. 
Parabéns!
Grata por compartilhar!
Rosa Rasuck
SEMC/Gerência de Patrimônio Histórico e Cultural
Analista cultural

*********
Vc é, com simplicidade, uma enciclopédia ambulante da SEMMAM e do Município de Vitória.
PARABÉNS.
ECRocha.

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Obrigada Willis, não pude comparecer, aliás ainda não tive tempo de visitar a Feira do Verde, mas fiquei feliz em poder conhecer essa história que era uma palestra que não queria perder.
Muito obrigada!!
Solange Cardoso Malta Nogueira
Secretaria Executiva
SEMMAM

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ADOREI Willis!
Fiquei brava comigo mesma de ter perdido sua palestra, que foi o 1º evento que escolhi pra ir à feira.
Att.,
Clarissa Gomes Regattieri
Arquiteta
SEMMAM – GAV

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Willis de Faria,
Foi importante a sua palestra que mostrou a realidade das áreas que estavam abandonadas e que foram transformando em Parque, pelo qual podemos hoje contemplar. Quero ainda pautar aqui o seu profissionalismo em disponibilizar as informações através do seu blog.
Sds.
Ronaldo Freire Andrade
Sub-Secretario Gestão e Controle Ambiental - SEMMAM



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