CENTRO DA CIDADE DE VITÓRIA – CRACOLÂNDIA - VASTA EPIDEMIA DE ZUMBÍS OU “NÓIAS”.



A NOSSA CRACOLÂNDIA TEM SOLUÇÃO?
(POR: WILLIS DE FARIA)

Há algum tempo estou para escrever este texto. O tema é delicado, sim. Mas estamos aqui justamente para tratar de delicadezas. Há cracolândias nas 27 capitais brasileiras e na maioria das cidades grandes e médias.  Ao ler o jornal A TRIBUNA, e assistir o tele-jornal na TV Gazeta, e vários tele-jornais de varias televisões do pais, nos deparamos sobre a situação epidêmica dos grupos de neuro-zumbis ou “nóias”, que infernizam a vida dos moradores e comerciantes.

Há alguns dias eu vi uma noticia sobre a cracolândia, dizendo que a população do centro da cidade de Vitória, não aguentava mais a insegurança gerada pelos grupos de craqueiros que perambulam, sem destino por todos os cantos, roubando lojas, agredindo transeuntes. Um verdadeiro abandono pelo poder público, em todos os sentidos, material, social e humano. O ambiente noturno principalmente oferece todo este ambiente, onde as os estabelecimentos comerciais (lojas, bancos, etc...) são fechados, e possuindo poucos bares ou vida noturna, não oferece qualquer segurança aos transeuntes.

O crack é uma droga relativamente nova (foi “inventada” em meados da década de 1980). Pior: é uma droga barata porque a cocaína (que é cara e proibida) é misturada com outras substâncias baratas e de fácil obtenção, como o bicabornato de sódio (o mesmo que você usa para fazer bolos e biscoitos).

Segundo os médicos, o crack estimula a liberação de dopamina (um estimulante presente em nosso corpo) e impede sua reabsorção, mantendo-a em circulação por mais tempo do que o normal - o que gera uma sensação de euforia em menos de 10 segundos, e essa sensação dura cerca de 10 minutos. Se você quer saber como o drogado se sente durante aqueles 10 minutos, pense na sensação inicial de surpresa que você sentiu ao receber um presente inesperado, ao ganhar um primeiro beijo de uma pessoa amada ou ganhar alguma competição esportiva ou na loteria. Aquela sensação de euforia foi causada pela dopamina em seu corpo. Para o usuário de crack, essa é uma sensação que não dura alguns instantes, mas alguns minutos.

Terminado o efeito, o cérebro contrabalança o desequilíbrio causado pela droga, e o usuário sente uma depressão e cansaço profundos, o que o faz “necessitar” usar a droga novamente. Ou seja, em vez de manter-se no meio termo, ele oscila entre extremos de euforia e depressão. Quanto mais ele usa, mais deprimido; e quanto mais deprimido, mais ele usa.

Por outro lado, se ele conseguir usar a droga novamente antes do fim de seu efeito, ele se manterá em um estado contínuo de euforia. Mas o cérebro não está preparado para lidar com o efeito de uma liberação prolongada de dopamina (é por isso que a sensação de euforia após ganhar um presente surpresa dura tão pouco), e a cada nova ingestão da droga, mais curto é o efeito. Para manter o mesmo nível de euforia, o usuário necessita aumentar a intensidade do consumo. E, para complicar, enquanto ele estiver eufórico, ele não irá dormir. Se você já tentou ficar mais de um dia sem dormir saberá como isso altera seu estado mental e sua capacidade de raciocínio. Associe isso à paranoia causada pela droga, e tem-se um estado perigoso de alteração psíquica.
 
A consequência disso tudo é que o crack torna o usuário altamente dependente e a recuperação muito difícil (mas não impossível), não só por causa da dependência física que ele causa (a ‘necessidade’ de sair da depressão ou manter-se eufórico), mas também psicológica (quem não gostaria de viver a vida sentindo a sensação do primeiro beijo de uma pessoa amada?).

Essa dependência profunda torna o trabalho da polícia, profissionais de saúde e dos serviços sociais ainda mais difícil. Primeiro, porque o dependente ‘necessita’ da droga ou algum outro substituto para sair da depressão gerada pelo uso. Simplesmente impedir o uso em determinado local não vai terminar com a dependência. Apenas move o problema de um local para o outro.

Segundo, porque o grau de dependência causado pela droga, e a consequente depressão, são tais que o usuário deixa de ter um processo cognitivo eficiente. Em outras palavras, ele deixa de ‘pensar direito’ (é por isso, por exemplo, que é comum roubarem e furtarem em locais que serão evidentemente presos, ou deixarem-se fotografar pelos jornais com tanta facilidade). O usuário não consegue perceber-se.
A cracolândia existe porque ela torna o processo de obtenção de drogas ‘eficiente’: o drogado não precisa ir atrás da droga. Se ele permanece no mesmo local, o traficante o achará com facilidade. Traficantes têm pontos de vendas. Se seus usuários não estiverem mais na cracolândia, estarão comprando e usando drogas em outro local. Ou os traficantes simplesmente mudarão de endereço para fornecer aos usuários em outro local, ou esses usuários estarão comprando de outros traficantes. Como traficante não gosta de sair no prejuízo, isso gerará um conflito para o controle de novos pontos.

É por isso que alguns especialistas defendem uma solução abrangente: simplesmente impedir o acesso a um local não basta. É preciso eliminar a demanda (submeter os usuários a tratamento) e a oferta (evitar que os traficantes se reinstalem e evitar que novos usuários tenham acesso a drogas).

Em palavras do Psicanalista e Psiquiatra Doutor Nazar, ele define bem. O porquê da forma ou conduta do usuário do crack nas vias publica. Aqui publicamos seu comentário:

“Eu não diria que, no âmbito dos usuários de crack, eles necessitem tão somente da presença da droga como forma de manter viva uma onda de euforia, mas, sim – e essa seria uma das razões dos guetos –, porque eles têm medo de sofrer o impacto de uma angústia de morte que os remeteria, um por um, ao desespero de uma profunda depressão.

Eis o verdadeiro sentido de uma cracolândia: sobrevivência! Fala-se do crack, seus usuários, sua gravidade e seus malefícios. Também se fala, e muito, das dificuldades de se lidar com essa nova “peste”. Seria fundamental, mas não nos perguntamos por que os usuários do crack necessitam se agrupar em cracolândias.

Se analisarmos o cenário das relações das pessoas com as drogas, vamos constatar que esse fenômeno é estranho ao contexto dos usuários em si, é um dado que se destaca de outras maneiras do uso e do abuso de drogas. Na grande maioria das vezes, o que se observa, é que o dependente de drogas tem, com elas, uma relação solitária, isolada, pois ele busca dar um contorno de sustentação maior à dor de existir que brota de uma melancolia. Quando muito, ele se droga num ambiente de festa de amigos, num certo local de intimidade.

Em função das proibições sociais, o viciado evita os lugares públicos, a céu aberto. É importante enfatizar que o uso da droga instala um limite na relação de partilha com o olhar do público. Mas o crack, desde os primórdios da sua entrada no mercado das drogas, exigiu de seu usuário um tipo de laço social diferenciado. O fato de tratar-se de uma droga capaz de produzir efeitos alucinantes numa rapidez excepcional, cria uma necessidade de formação de guetos. Há a exigência de um contato constante com outros usuários para fazer valer uma retroalimentação da droga.


Uma busca frenética de preenchimento do vazio, da tentativa de não sofrer as dores do buraco depressivo, no psiquismo de cada um, denotando uma grave doença da alma. É por isso que o crack não pode faltar e tem sempre um caráter de urgência, evitando um possível desastre. Instaurando assim a insistência na formação de grupos de usuários.

O prazer causado por essa droga é de duração instantânea, fugaz; seus efeitos paradisíacos são de curto tempo o que faz com que o seu dependente necessite, rapidamente, de uma outra dose. O organismo que sofre a necessidade de uma dose a mais. A onda deve ser mantida como defesa contra o medo de um desfalecimento. Para não sucumbir no buraco de uma depressão insuportável, o usuário necessita da droga.

O crack é um resíduo da cocaína, mesclado de algumas outras substâncias danosas ao organismo, que ressuscita, no viciado, uma intensa modulação maníaco-depressiva. Ele violenta o tônus humoral do indivíduo, promove uma alternância do humor, criando o pico máximo de uma bipolaridade.

 



O indivíduo que se torna viciado no crack já é alguém habitado por uma miséria psíquica e social. São sujeitos doentes, traumatizados na sua pequena infância, perdas vividas e não sofridas, que os condena a um estado de desamparo afetivo radical. Primeiro, o sofrimento psíquico grave. Depois, o vício! Repito, a droga é uma consequência, nunca a sua razão causal. O que deve ser mirado no tratamento de viciados em crack é sua melancolia, sua miséria psíquica, sua falta de inserção na vida.

O efeito instantâneo do crack leva à uma nova organização social que se sustenta no que existe de pior numa sociedade.

Os usuários se consolidam numa aliança desmedida com o narcotráfico, que não cessa de promover seu mercado, à custa de uma degradação social. O gueto se torna então um organismo que, em sua sobrevivência, torna-se o reduto máximo das perversões. Temos, nos guetos das cracolândias, uma ordem perversa onde reina o pior: roubos, delinquências, violências gratuitas, prostituição infanto-juvenil, pedofilias, etc..

“Trata-se de uma defesa maciça contra a iminência de um suicídio coletivo onde vale tudo: a vida não faz mais sentido, a não ser numa falsa euforia, que tem por função proteger o sujeito, contra uma depressão avassaladora”.

Mas não há nenhuma novidade nisso, pois o cidadão, ou qualquer pessoa normal em sua sã consciência, não admite nunca esse tipo de conduta, onde farrapos humanos convivem dia e noite em meio o lixo das drogas e o lixo publico literalmente, se destruindo aos poucos, e alguns políticos dizerem que a cracolândia não tem jeito, ora os políticos disseram isso a vida inteira, que aquele lugar não tinha solução, e nunca fizeram nada para ajuda-lo.

Favorecer o usuário de drogas é o  mesmo que banalizar sua vida. O estado tem por obrigação intervir sim mais de forma mais ampla ainda, interditar todos os menores de idade que lá se encontram e também os viciados crônicos, e leva-los para um lugar (obrigatoriamente) onde  não possam sair, parar com essa conversa fiada de direitos da criança e da juventude que só estão servindo para fabricarem mais e mais marginais infantis, o que acontece hoje, o menor de idade é convidado a se internar em uma clinica especializada de drogados, e ele é que vai dizer se quer ou não.
 

Mas é lógico que ele vai dizer que não quer! Porque ele já esta acostumado com essa sua vida errante sem respeitar regras e fazendo tudo o que bem entende, convivendo com a criminalidade e tendo-a como exemplo de vida, nunca ele vai aceitar entrar num lugar onde existe toda uma norma e uma disciplina interna, que lhe ensinara os verdadeiros caminhos a seguir, pois como menor de idade, a legislação penal não consegue disciplina-los a altura, pelo modelo de código penal existente totalmente paternalista e hipócrita, e esses menores são eternamente agraciados com uma impunidade absurda.

Prender não pode e internar também não pode, legalmente só voluntariamente, e não se pode fazer nada juridicamente com essas pessoas! E a população é obrigada a conviver  eternamente com esse mal destruidor!

O que é tem que ser feito além dessa intervenção do estado? Seria esses "burrocraticos" que nunca fazem nada para resolver essa situação, não dão nenhuma ideia e quando o estado faz algo, logo eles aparecem do nada com suas abastadas hipocrisias, criticando o governo, deveriam essas pessoas ao invés de ficar falando e começarem a também colocarem as suas delicadinhas mãozinhas na massa porque só assim conseguiremos resolver  esse terrível drama social.
   
Alem do mais, tona-se necessário a criação de leis especificas para esse tipo de gente, em qualquer pais do mundo, vadiagem é crime, mais aqui no Brasil vadiagem não é crime, onde usas-se a desculpa esfarrapada de que existe o desemprego, ora para certas pessoas sempre vai haver o desemprego porque eles são vagabundos natos, não gostam de trabalhar e ficam perambulando pelas ruas fazendo tudo o que não presta.

Segundo o que apregoa a nova Lei antidrogas, (lei 11.343/06), diz que o usuário não pode mais ser preso por porte de drogas, por ele não oferecer risco a outrem, com uma tolerância pra lá de esdrúxula, ao invés de se criarem leis para se fechar o cerco em cima do consumo de drogas e da criminalidade, criam-se leis para facilitar ainda mais a vida do traficante, sim do traficante porque, quem levanta os traficantes são os usuários, se não houvesse o consumo não haveria os traficantes, mas as nossas autoridades jurídicas não entendem assim, e também muitos traficantes ao serem presos, se fazem passar por usuários, burlando assim a justiça e saindo impunes.
Agora essa lei (LEI 12.403/2011), tida e conhecida como a lei da Dilma, aprovada pelo nosso glorioso Congresso Nacional e sancionada pela Exma Sra Presidenta Dilma foi um retrocesso jurídico sem limites. Crimes como homicídio simples, roubo a mão armada, lesão corporal gravíssima, uso de armas restritas (fuzil, pistola 9 mm, etc.), desvio de dinheiro público, corrupção passiva, peculato, extorsão, etc., dificilmente admitirão a  prisão preventiva ou a manutenção da prisão em flagrante, pois em todos esses casos será cabível a conversão da prisão em uma das nove medidas cautelares acima previstas. Portanto, nos próximos meses não se assuste se você encontrar na rua o assaltante que entrou armado em sua casa, o ladrão que roubou seu carro, o criminoso que desviou milhões de reais dos cofres públicos, o bandido que estava circulando com uma pistola 9 mm em via pública, etc.
 
As nossas leis ao invés de endurecerem contra os criminosos, estão cada  vez mais maleáveis, dando-lhes mais impunidade! Além disso, a nova lei estendeu a fiança para crimes punidos com até quatro anos de prisão, coisa que não era permitida desde 1940 pelo Código de Processo Penal! Agora, nos crimes de porte de arma de fogo, disparo de arma de fogo, furto simples, receptação, apropriação indébita, homicídio culposo no trânsito, cárcere privado, corrupção de menores, formação de quadrilha, contrabando, armazenamento e transmissão de foto pornográfica de criança, assédio de criança para fins libidinosos, destruição de bem público, comercialização de produto agrotóxico sem origem, emissão de duplicatas falsas e várias outros crimes punidos com até quatro anos de prisão, ninguém permanece preso (só se for reincidente).


Se nada efetivo for feito agora, essa criança  que vai nascer no futuro será mais um criminoso aterrorizando a cidade!


 

Agora entre nós, você acredita mesmo que com todas essas beneficies da lei para os diversos crimes, alguém está mesmo interessado em acabar com as cracolândias da vida? Uma coisa eu digo, a única forma de se acabar com esse mal, é a de responsabilizar criminalmente os usuários os vadios, alem dos traficantes, e parar com essa passação de mão em suas cabeças de bagre, agora como se vai combater isso se existem pessoas que apóiam esse mal? 

É quase uma unanimidade: 9 em cada 10 brasileiros acham que os viciados em crack devem ser internados para tratamento mesmo que não queiram. É o que mostra pesquisa nacional do Datafolha. Questionados se um adulto dependente de crack deveria ser internado para tratar seu vício mesmo contra a vontade, 90% dos entrevistados disseram que sim.




VIDEOS SOBRE O TEMA:
 Polícia usa bombas de efeito moral e balas de borracha na cracolândia.

Noias da Cracolândia roubando em SP .

CONCLUSÃO:
 

O que quero dizer com isso? As sociedades não vão se livrar de todos os seus viciados. Desde que o mundo é mundo, eles nos assombram. Na Bíblia, não há exemplos de comunidades reunidas para cultivar ou celebrar uma substância, mas Sodoma e Gomorra já são exemplos de uma organização contra os costumes, não? Sempre houve; sempre haverá! A melhor prevenção que se pode fazer — além, claro!, da educação (sem superestimá-la) — é criar dificuldades para que a droga chegue ao consumidor; vale dizer: é mesmo a repressão. Acreditar que vamos nos livrar de nossos viciados espalhando clínicas país afora é, se querem saber, uma ilusão. Não vamos, não!



·        Fotos obtidas no Google Imagens

·        Textos adaptados das seguintes informações:







 

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