SUPERLOTAÇÃO E VERTILIZAÇÃO DAS CIDADES.

 


POR: WILLIS DE FARIA

Atualmente na cidade de Vitória a comunidade esta sendo convocada para discutir a revisão do atual plano Diretor Urbana (PDU) que regulamenta o desenvolvimento da cidade e principalmente trata das construções, e o gabarito dos edifícios. Qual seria a altura máxima permitida. Visitamos atualmente Os Emirados Árabes Unidos, principalmente Abu Dhabi e Dubai. Ficamos fascinados com sua arquitetura avançada, e organização dos espaços urbanos e os meios de transportes. Confidencio-nos o guia que o sheik contratou os melhores arquitetos do mundo para projetar a cidade. Um futurismo já bem presente, já com a torre do Burj Califa com 178 andares, e símbolo de Dubai. 
Será que não pensaríamos em uma cidade de Vitoria Futurista?

O professor da universidade de Harvard, Edward Glaeser explica que prédios gigantes diminuem a emissão de carbono porque concentram a população e reduzem o deslocamento de casa para o trabalho.

A maioria da população mundial é urbana e os principais impactos ambientais do planeta ocorrem justamente a partir das cidades, que crescem em ritmo acelerado. As Cidades e Soluções revelam os principais desafios que temos pela frente para promover a qualidade de vida nas cidades, onde o crescimento está fora de controle. Até 2050, a população do planeta chegará a 9 bilhões de habitantes, dos quais 6,3 bilhões vão estar nas cidades, quase o dobro do número atual. Até 2030, as cidades vão ocupar uma área adicional de 1,5 milhões de quilômetros quadrados, o equivalente aos territórios de França, Alemanha e Espanha.

Hoje, as cidades ocupam 5% do planeta, mas 70% das emissões mundiais de CO2 estão relacionadas às necessidades da vida urbana. Ou seja, nossos maiores desafios socioambientais não estão nas florestas, nem nos mares, mas nas cidades. Há um século, existiam menos de 20 cidades no mundo com mais de um milhão de habitantes. Hoje, são 450. Só São Paulo tem 11 milhões. E em plena cidade das oportunidades, uma pesquisa recente revelou um traço de insatisfação nos habitantes. Se pudessem, 51% dos paulistanos sairiam de São Paulo. Para o arquiteto Lauro Cavalcanti, o problema da mobilidade é o mais sério em da cidade.

O economista americano Edward Glaeser, professor da universidade de Harvard, roda o mundo defendendo uma teoria polêmica. Entusiasta assumido das metrópoles, Glaeser quer ver arranha-céus cada vez mais altos pelas ruas e elege Hong Kong - lugar sinônimo de caos urbano para muita gente - como uma cidade modelo. Em seus livros, Glaeser argumenta que prédios gigantes diminuem a emissão de carbono porque concentram a população e reduzem o deslocamento de casa para o trabalho. O crescimento vertical das cidades deveria, pra ele, ser um modelo a ser seguido nas próximas décadas.

Ele lembra que, em Nova York e Londres, a ocupação do espaço físico é compacta, e o único jeito de ter mais espaço para as pessoas viverem é construindo verticalmente. Com suas teorias, Glaeser é hoje um dos economistas mais respeitados do mundo e tem como grande mestre o economista carioca José Alexandre Scheinkman, PDH pela Universidade de Rochester. As idéias de aluno e professor são alinhadas. Para Sheinkman, a superlotação das cidades pode ser algo bom para o meio ambiente. Aquecer um edifício é muito mais econômico do que aquecer um monte de casas separadas exemplifica.

Scheinkman criticou o transporte público do Rio de Janeiro e elogiou o exemplo de Londres e Cingapura, onde o uso do carro é desencorajado. Eles colocaram imposto, você paga cada vez que usa seu carro, principalmente na hora de rush. Então, esse sistema faz com que a cidade, de um lado, recolha certa quantidade de dinheiro que permite subsidiar mais o transporte público, explicou.

Lauro Cavalcanti, arquiteto e doutor em antropologia social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, pensam diferentes. Para ele, é preciso ter grandes áreas de visão, que permitam ver a topografia da cidade, como no Rio de Janeiro. Para o arquiteto Sérgio Magalhães, o século XXI precisará produzir cidades inclusivas, em que os serviços sejam mais bem distribuídos para a população. A qualidade de vida tem que ser muito boa. A vitalidade das cidades é necessária para impulsionar a economia, defende.


“Construção ecológica" e "desenvolvimento sustentável" são os termos mais quentes do setor de construção no momento, mas o que querem dizer, exatamente? De acordo com o site da Agência de Proteção Ambiental - EPA (em inglês) norte-americana, a construção ecológica é "a prática de criar modelos mais saudáveis e de aproveitamento mais eficiente dos recursos na construção, reforma, operação, manutenção e demolição de edificações" [fonte: EPA (em inglês)]. Os proponentes dizem que a construção ecológica é, não só menos prejudicial ao meio ambiente, como também mais saudável e oferece melhor custo/benefício. E o que é desenvolvimento sustentável? O Programa Ambiental das Nações Unidas define o termo como desenvolvimento que garanta que nosso uso dos recursos e do meio ambiente não restrinja seu aproveitamento por futuras gerações.
 
Para empresas, escolas e hospitais, "práticas ecológicas de construção" podem envolver qualquer coisa, do uso de mictórios sem água à geração autônoma de eletricidade. Mas os proprietários de residências que gostariam de criar uma vida mais ecológica muitas vezes não dispõem dos recursos econômicos acessíveis às grandes empresas. Há muitos elementos a considerar e os custos podem fazer muita diferença no orçamento de uma residência. Os proprietários de residências podem economizar por meio do uso de lâmpadas mais eficientes em termos energéticos, mas até que ponto isso beneficia o ambiente e que economia essa prática propicia? E como definir o que é e o que não é ecológico?

Ecologia fora de casa  

Existem muitas inovações em termos de construção ecológica além do mercado residencial. Escolas, hospitais e empresas estão adotando os métodos ecológicos, o que faz sentido em termos ambientais e econômicos. Ao melhorar a qualidade do ar e o controle da temperatura e, ao projetar escritórios que ofereçam mais luz natural e espaços abertos, eles recebem como bônus funcionários mais felizes e mais produtivos. O comando das empresas também aprecia inovações ecológicas porque elas beneficiam os resultados econômicos, já que consumidores passam a escolher essas companhias em função de suas credenciais ambientais.


Criticada mundialmente pela pouca preocupação com o meio ambiente, a China anunciou recentemente que está investindo em construções ambientalmente responsáveis, tendo sido lançado seu primeiro edifício ecológico, com uma economia de até 70% de energia e 60% de água, o que lhe valeu uma certificação internacional.

Concebido por profissionais americanos e chineses, esta construção destinada a escritórios constitui-se no primeiro edifício no país a receber o “LEED”, sigla em inglês de Liderança em Energia e Design Ambiental, que é um certificado criado por um grupo de empresários da construção nos Estados Unidos, preocupados com a preservação do meio ambiente.

Para imaginarmos a dimensão da iniciativa, foi feita uma projeção sobre o impacto que resultaria se esta tecnologia fosse aplicada em todos os edifícios comerciais na China. A economia energética obtida anualmente seria equivalente à Usina Hidrelétrica de Três Gargantas, o megaprojeto chinês do Rio Yangtse, com capacidade de 18.200 megawatts, que fará com que supere Itaipu, transformando-se na maior usina do mundo.

O projeto contempla iniciativas que começam pelo telhado, cujo terraço acumula 70% da água da chuva e filtra os agentes poluentes, utilizando espécies naturais de Pequim, além de painéis solares, que fornecem 10% de toda a energia consumida no edifício.

As janelas possuem um filtro invisível, que evita a entrada do calor no verão e sua saída no inverno, enquanto os mictórios não usam água, mas uma cera com agentes descontaminantes, que permite uma economia anual de 15 mil litros de água.

No Brasil também já começa a surgir esta preocupação com a gestão ambiental, onde se procura negócios economicamente rentáveis e ambientalmente sustentáveis, que resultam em empreendimentos operacionalmente mais econômicos, como por exemplo, com a reutilização das águas das chuvas, o que reduz o volume mensal de gastos.

Na cidade de São Paulo, um edifício lançado no bairro de Vila Nova Conceição representa um avanço nesse conceito, resultando no recebimento do prêmio internacional Holcim de Construção Sustentável, por ter recursos como o uso do lençol freático nas descargas dos vasos sanitários, lavagem de pisos e veículos, irrigação e sistema de incêndio.

Somente esta iniciativa compreende uma economia média mensal de 180 metros cúbicos de água, cuja qualidade é garantida pela aplicação de gás ozônio, além de uma redução em aproximadamente 5.581 quilowatts-hora devido ao aquecimento da água com energia solar e bombas de calor.

Outras soluções também foram implementadas, como utilização de luzes fluorescentes nas áreas comuns, cimento que reduz a emissão de gases carbônicos e revestimento com materiais metálicos reutilizáveis, dentre outros.

Embora estas iniciativas representem um avanço, os especialistas indicam que o conceito de sustentabilidade não pode ser um novo apelo de marketing, restrito ao mínimo impacto ambiental e menor consumo de energia, devendo abranger o crescimento econômico com equilíbrio ecológico e social.

Os edifícios que são planeados e funcionam de forma eficaz ao nível energético já não são novidades exclusivas. Até a designação “um edifício inteligente” com ameaça a perder a sua natureza exótica. Ambas as tendências estão agora a revolucionar a arquitetura cada vez mais ambiciosa e a abrir caminho na luta mundial contra as alterações climáticas.

Na realidade, as conversas sobre energia no sector dos edifícios têm-se tornado, em grande parte, uma tendência e um conceito quotidiano para arquitetos e engenheiros civis. Devido à recente ocorrência anual de grandes e pequenas catástrofes naturais podemos ver o impacto do desequilíbrio crescente. Somos forçados a olhar para o futuro e assumir responsabilidade sobre as ações da nossa sociedade.

Durante a construção de um edifício, bem como durante a sua utilização, é necessária uma grande quantidade de energia; por este motivo, a utilização específica nesta área é particularmente eficiente. Isto não significa necessariamente que o objetivo final vesse ser uma “casa com consumo energético zero”; só a rede inteligente de todos os dispositivos para um sistema completo não centralizado significa uma economia imprevista. A ligação de todas as funções eléctricas em rede numa só instalação oferece a oportunidade para um controlo coordenado optimizado.

 O funcionamento do aquecimento, ar condicionado, iluminação e estores, por exemplo, pode ser coordenado com as condições climáticas externas e pode ser controlado a partir de um interface. O consumo de energia é, assim, mantido dentro de limites mínimos. Uma vez que todo o equipamento e instalações que funcionam a eletricidade podem ser combinados uns com os outros de forma flexível e podem ser controlados por painéis tácteis ou redes públicas (telefone, Internet), isto abre possibilidades quase ilimitadas no que toca a design e conforto.

Há agora espaço para a criatividade do designer, aproximando assim o objetivo de criar arquitetura expressiva e emocionante que seja tanto ecologista como lucrativa. Uma coisa é certa: Nós controlamos as alterações climáticas. “A sustentabilidade refere-se a três áreas: a sociedade, o mundo dos negócios e o ambiente.” A questão aqui é comportarmo-nos de maneira a que a próxima geração possa viver nestas três áreas.

 O importante é certamente o bem-estar das pessoas que vivem nestes edifícios. “Quando nos sentimos bem, quando estamos confortáveis, cuidamos do que temos e tudo está englobado na sustentabilidade da sociedade.» A fachada é a parte mais importante da estrutura do edifício. Separa o exterior do interior, ou seja, toda a perda de calor através da estrutura do edifício se dá, naturalmente, através da fachada. Aqui pode estar representada uma enorme contribuição.

A fachada também deve, naturalmente, proteger contra demasiado calor no Verão, tendo por isso diversas funções. Como sabemos, hoje em dia, os custos do ciclo de vida são, após 15-20 anos, tão elevados como os custos de construção. Além disso, os custos do ciclo de vida são contínuos. E aqui se aplica o princípio da provisão: devemos construir de maneira a que os custos do ciclo de vida não sejam demasiado elevados para a próxima geração. De outra forma estes edifícios deixam de poder funcionar. Os custos do ciclo de vida são  na minha opinião é de importância vital para a economia. Se eu reduzir agora os custos subsequentes do ciclo de vida, posso ter um investimento ligeiramente maior mas haverá menos custos de manutenção.

Queremos demonstrar o seguinte: se construirmos um edifício com determinados critérios de sustentabilidade, ele tornar-se-á rentável ao longo prazo!

...tudo se prende certamente com a iluminação, que define a envolvência. É muito importante a visão do exterior: uma referência ao que nos rodeia. Depois a acústica da divisão, um ponto muito importante. Hoje em dia é uma questão muito importante: quanto ruído conseguimos tolerar? Sou de uma forma geral, da opinião de que a estrutura de um edifício tem a mesma função do que a pele de um ser humano.

Sou da opinião de que diferenciar entre a fachada e o edifício é irrelevante, e que deviam constituir um todo. A fachada estática desapareceu, dando lugar a uma fachada dinâmica.

Na indústria do espaço fala-se agora de utilizar têxteis nas divisões habitadas... Quando vemos o que estes têxteis fazem, aquilo que conseguem atingir: a ideia de utilizar estes materiais numa fachada é louca; se calhar ao longo prazo passamos a viver em tendas!

...para mim é óbvio que o sistema não pode controlar as pessoas, limita-se a estar em segundo plano, silenciosamente, sem se dar por ele... podemos utilizar reconhecimento de voz, de forma a podermos entrar e dizer: quero que a divisão aqueça ou arrefeça, ou então quero mais luz.»

Edifícios que produzem a sua própria energia. Como se pode ver, todo este espaço da estação está coberto de vidro. O resultado da unidade elétrica (as células solares, muitas das quais se encontram num módulo solar) é um carácter repetitivo, semelhante a um mosaico, formando padrões com muita utilização no mundo da arquitetura. Estamos a perceber, neste momento, até que ponto os temas políticos da energia subiram na agenda.

Podemos assim dizer que a arquitetura se tornou política. Eu acho isto extremamente Interessante Um edifício que não utilize demasiada energia fóssil é, assim, também uma contribuição para ajudar o país a tornar-se independente.

Teríamos então uma civilização que não depende de um oleoduto nem de uma injeção, podendo sustentar-se a si mesma. Seria óptimo se a sustentabilidade fosse também sustentabilidade de energia. Um edifício não deveria ser “ávido consumidor”, recebendo constantemente energia e libertando calor. Deveria ser um edifício com um fluxo de energia resultante de eficiência energética; por outro lado, uma parte da energia deveria também estar disponível a partir da estrutura do edifício.
 


A UE quer que os edifícios mais sustentáveis ​​e mais eficientes do ponto de vista energético. É uma maneira de ser mais gentil com o meio ambiente e, principalmente, a maneira mais simples e mais barata para combater a mudança climática.

Apesar do pedido da Comissão Europeia, a legislação de energia promovida pela Europa, e que é uma forma de combater a crise e criar empregos, Espanha ignora as recomendações e é muito ineficiente em energia. Espanha perde energia através dos edifícios desatualizados que não são reformados.

Construção de edifícios eco sustentáveis está ganhando mais seguidores. Quer cuidar do planeta ou economizar custos, as empresas do setor já começaram a construir este tipo de propriedade.

Nesse sentido, o autor de livros como "Escolhendo Verde" e "verdes as tendências de construção" Jerry Yudelson, enumera uma série de vantagens que podem fornecer este tipo de empresas de construção, tanto aqueles que as construir, como os optar por viver em um desses edifícios.

A partir de poupança para a entrega de uma boa imagem para a comunidade, são alguns dos benefícios. Então, 6 vantagens que cada empresário deve considerar.

1. Economia de custos
A escolha de um edifício eco Sustentável dá a possibilidade de economizar em custos de energia. Através de painéis solares, as empresas gastam menos em eletricidade e aquecimento.

2. Aumento da construção de valorização
Edifícios verdes fornecem maiores lucros para as empresas de construção, trabalhando com materiais de baixo custo.

 3. Incentivos
Neste momento, os governos de muitos países estão incentivando edifício verde, então o negócio é muito atraente para empresas do setor imobiliário.

4. Benefícios para a saúde
Usando elementos amigáveis ​​ao meio ambiente pode beneficiar a saúde dos trabalhadores, não ser tão corrosivo e prejudicial para o organismo.

5. Marketing e PR
Tanto o edifício como sendo instalado em um edifício verde oferece benefícios na imagem corporativa de uma empresa, a ligação com preocupação para a sociedade e para o planeta.

6. Aumento de renda
Para imobiliário, a construção deste tipo de construção pode ser as rendas mais elevadas, o que descreve o baixo custo estar usando energia renovável. 

Fonte: 
- Veoverde 

- PORTAL TERRA
Edição do dia 26/04/2012

O QUE EU VI EM NOVEMBRO DE 2014 EM ABU DHABI E DUBAI (EMIRADOS ÁRABES UNIDOS). 
- ME SENTI NA CIDADE DO FUTURO.
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 
 
 

OUTRAS CONCEPÇÕES DE EDIFÍCIOS ECOLÓGICOS NO MUNDO


 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 





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