DE OLHO NA ILHA - VIX: Republicando 2010 e 2014 VLT, MONOTRILHO E O BRT QUESTIONÁVEL

Vitória • Espírito Santo • Brasil — Republicação Corrigida — Fevereiro 2026 — Edição Especial Mobilidade


DE OLHO NA ILHA - VIX:
Republicando 2010 e 2014
VLT, MONOTRILHO E O BRT QUESTIONÁVEL

Por Willis de Faria — Geógrafo, historiador, blogueiro, jornalista, professor universitário aposentado, Pós-graduado em Geopolítica (PUC-Minas) e Ecossistemas Costeiros (UFLA), viajante, cinéfilo, escritor e cronista.


Introdução — Fevereiro de 2026

Volto a publicar dois textos que escrevi em 2010 e 2014, não por saudosismo, mas por necessidade. Vitória continua com o mesmo nó: uma ilha aterrada, espremida pelo Maciço Central, que centraliza os empregos de toda a Grande Vitória e que insiste em resolver mobilidade apenas alargando avenidas.

Em 2026, com o abandono prático do projeto de BRT dentro da Capital e com o programa Viver no Centro tentando trazer de volta a vida ao Centro de Vitória, o debate sobre trilhos volta a ser atual. O que eu defendia lá atrás – vias e estações suspensas, leves, sem mexer no traçado viário já estrangulado – continua fazendo sentido. Republico, portanto, com correções de pontuação, mas preservando integralmente o pensamento da época.

Publicação 01 • 21 de Outubro de 2010

VLT em Vitória - Veículo Leve Sobre Trilhos. Audácia ou Utopia?

O Transporte Sobre Trilhos tem capacidade para carregar 400 passageiros por viagem, totalizando 20 mil por hora. O sistema reorganizará a rede de transporte por ônibus da cidade de Vitória, pois reduzirá os congestionamentos, haverá também redução na emissão dos poluentes, diminuição dos acidentes e ainda proporcionará mais conforto e confiabilidade aos usuários. Por fim, o Metrô Leve é um sistema integrado com os outros projetos de transportes da cidade e do TRANSCOL, através da convivência harmônica no espaço urbano da cidade entre pessoas, veículos e mercadorias, sem ocasionar obstáculos ao desenvolvimento econômico.

A proposta é que o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) poderá ter integração com as linhas de ônibus municipais e do TRANSCOL, com capacidade para transportar entre 250 e 400 passageiros em até três veículos pela região metropolitana da Capital. Dentro de Vitória, o traçado proposto para o metrô seguirá por corredores no canteiro central de avenidas como Fernando Ferrari, Nossa Senhora da Penha e Vitória, além da região do centro, que terá também passagens subterrâneas para o VLT.

Com o metrô, saem cerca de 360 ônibus da frota. Além disso, também diminui o fluxo. Hoje, no centro de Vitória, são 350 ônibus hora/sentido e passará a ser de 90 ônibus hora/sentido, contabilizou o engenheiro Antonio Luiz Mourão Santana, da Oficina de Projetos Urbanos (Opus), um dos responsáveis pelos estudos.

Considerações do Blogueiro:

"EU ACREDITEI...MAS UM SONHO CADA VEZ MAIS DISTANTE! ACREDITAMOS, QUE ESTA SERIA A SOLUÇÃO PARA VITÓRIA: -VIAS E ESTAÇÕES SUSPENSAS. Monorail".




Proposta de VLT nos canteiros centrais - Estudo Opus / PMV - 2010



      MODELOS ATUAIS PUBLICADOS DE MOBILIDADE URBANA.
CENTRO DE VITORIA – REVITALIZAÇÃO

E se o Centro de Vitória ganhasse uma nova vida?

Imaginamos uma versão mais moderna, conectada e valorizada da nossa capital — com VLT, mais áreas verdes, iluminação contemporânea, espaços pensados para pedestres e uma arquitetura urbana mais organizada, sem apagar a história que já existe por aqui.⁠
Este vídeo é uma criação conceitual feita com inteligência artificial. Não representa um projeto oficial.
⁠
⁠A ideia é simples: mostrar o potencial que o Centro de Vitória ainda pode alcançar.⁠
⁠ Você gostaria de ver uma transformação assim acontecendo de verdade?⁠
⁠ O que não poderia faltar nessa revitalização?⁠
⁠ Conta pra gente nos comentários.⁠
⁠ Siga a Grande Vitória Imobiliária para mais conteúdos sobre desenvolvimento urbano, valorização e o futuro do Espírito Santo.⁠

Curitiba inicia testes do Bonde Digital Urbano, transporte elétrico sem trilhos.

A partir de novembro, a Região Metropolitana de Curitiba inicia a fase de testes do Bonde Digital Urbano (BUD), um veículo 100% elétrico, sem trilhos, guiado por indução magnética e com condução automatizada. O bonde ligará os terminais de Pinhais e São Roque, em Piraquara, transportando até 400 passageiros a até 70 km/h. O projeto tem investimento de R$ 6 milhões e período de testes de 15 meses. Saiba todos os detalhes no SBT Brasil.

 

Acesso ao conteúdo original

PUBLICAÇÃO 01

VLT EM VITÓRIA - VEÍCULO LEVE SOBRE TRILHOS. AUDÁCIA OU UTOPIA?

Postado há 21st October 2010 por WILLIS DE FARIA

LINK para acessar todo conteúdo:

http://deolhonailha-vix.blogspot.com/2010/10/vlt-em-vitoria-veiculo-leve-sobre.html

Publicação 02 • 10 de Março de 2014

Instalação do BRT (corredores exclusivos de ônibus) na cidade de Vitória é questionável.
(Vitória anda na contramão da evolução da mobilidade urbana)

O caso de implantação do BRT são impraticáveis trafegarem nas ruas de Vitória, devido suas ruas serem estreitas devido sua configuração geográfica e o volume de veículos particulares que trafegam oriundos dos municípios da Grande Vitória. Se houver qualquer acidente de trânsito ou greve de classistas (motoristas) a cidade irá parar.

Ninguém vai tirar o seu carro da garagem para enfrentar um transporte de baixa qualidade como o ônibus, que não oferece nenhum conforto.

Os técnicos já têm se manifestado através da imprensa a sua implantação teimosa na cidade de Vitória.

• Um veículo (ônibus) tem a duração de 10 anos, e no caso do transporte de metrô (monotrilho são 30 anos).

• Já existem estudos feitos por técnicos especialistas em trânsito do IFES que apontam esta direção e nem sequer foram ouvidos ou analisados.

• O ônibus do BRT consome diesel, que é altamente poluidor. Não levaram em consideração uma energia mais limpa?

O BRT é viável na Serra e em Vila Velha, mas não dentro da Ilha de Vitória / capital — é uma afronta à população desta ilha já massificada, aterrorizada com o caótico trânsito.

Somos a favor da implantação do monotrilho como solução para o trânsito da cidade, porque não vai mexer nas vias existentes e sim construir vias suspensas, como já acontece em São Paulo, Manaus, Porto Alegre, Cuiabá.

Por que aqui não?

O BRT (Bus Rapid Transit) é justamente o sistema que menos se adapta à nossa realidade e isso ficou provado no estudo encomendado pela PMV.

Foi levado em consideração às condições espaciais da RMGV, a topografia, a geologia, as características urbanas/viárias e os fatores socioeconômicos, estes que influenciam na questão da centralidade da capital, na preferência pelo transporte individual e na rejeição ao transporte público.

Nota técnica - conforto:

Eu encontrei uma apresentação em francês sobre dados de acelerações de ônibus e VLT em Strasbourg, na França. O VLT (metrô ou monorail) que tem um conforto geralmente maior, tem acelerações menores do que os BRTs de até 2,5 m/s².

As cidades e suas soluções - o que Vitória pode aprender

Veneza = Cidade sem carros — Aquaviário

Amsterdã = Cidade das bicicletas — Cicloviária

Madrid = Melhor sistema de metrô — Metrô

Bogotá = Teleférico urbano — Teleférico

Curitiba = Corredores rodoviários — Rodoviário

Tóquio = Falta de espaço — Monotrilho

Vitória = Cidade restrita geograficamente

Uma ilha com aterros, cidade portuária com elevações no interior da ilha e o maciço central diminuindo ainda mais os terrenos disponíveis. Centraliza os empregos da Grande Vitória, o que traz um desafio logístico diário para o trabalhador. O que foi feito até agora foram investimentos de alargamento de avenidas, obras caras e demoradas, que não acompanham o crescimento da frota. O aquaviário foi desativado há anos e os terminais foram destruídos e depreciados. As ciclovias são pífias e não atendem a população trabalhadora.

Solução: A mobilidade urbana no caso de Vitória é muito peculiar, o reativamento do aquaviário é uma ótima solução para a interação entre Vitória e o município de Vila Velha, desde que integrada a outros modais sejam ciclovias, terminais rodoviários e/ou Veículos Leves sobre Trilhos ou Monotrilhos.

Corredores exclusivos são bons para municípios que têm espaço territorial, que é o caso da Serra e de Vila Velha — BRT viável na Serra e em Vila Velha, mas não dentro da Ilha de Vitória / capital. O maciço central de Vitória caberia muito bem um teleférico para os bairros ao redor dele. Por exemplo, Centro de Vitória, Romão, Fradinhos e Jucutuquara.

Enfim, existem milhares de tipos de interações para a mobilidade urbana. E me desculpem, não acredito na falta de dinheiro, acredito na falta de vontade política e na falta de projetos que sejam convincentes e bem planejados. Tendo os dois últimos, o dinheiro sempre aparece.

Enquanto não houver uma política de mobilidade que desencoraje o automóvel e priorize o transporte coletivo, a solução será mais demorada. "Ninguém muda se não houver uma alternativa melhor.”

Dados do trânsito de Vitória

Há, em média, um semáforo a cada 1,9 quilômetros. Mas em algumas vias, como na avenida Saturnino de Brito, há sinais a cada 100 metros. Na Nossa Senhora dos Navegantes, há semáforos a cada 50 metros. "Não adianta fazer só a faixa exclusiva para ônibus se todas as etapas não estiverem funcionando com excelente qualidade. De nada vai adiantar embarcar rápido se uma avenida tiver muito sinal".

Vitória tem, ao todo, 182 cruzamentos com semáforos e 350 km de vias.
"É preciso repensar o trânsito e os cruzamentos nas principais avenidas para evitar que a cidade, já estrangulada, dificulte ainda mais a vida do motorista. A solução não está em instalar semáforos, mas, por exemplo, em criar passarelas para pedestres".

"O problema da Grande Vitória é que não existe gestão do tráfego. Uma medida que resolveria grande parte dos problemas seria deixar os sinais amarelos nos horários de pico e os guardas gerindo o trânsito. Na hora em que houver uma certa quantidade de pedestre para atravessar as pistas, o guarda para o trânsito para eles atravessarem".

Referências internacionais - vias suspensas em canteiro central (exemplos para DENTRO da ilha)

Imagens abaixo são exemplos de monotrilho em vias suspensas, como imaginei para as avenidas Fernando Ferrari, Nossa Senhora da Penha e Vitória. Inspirado também no monotrilho que filmei em Miami, do Porto de Miami à Universidade - gratuito, 18 a 20 km em via elevada no canteiro central.

Sydney Monorail - via suspensa em área central densa


Kuala Lumpur Monorail - estações leves sobre canteiro central

Acesso ao conteúdo original

PUBLICAÇÃO 02

INSTALAÇÃO DO BRT (CORREDORES EXCLUSIVOS DE ÔNIBUS) NA CIDADE DE VITÓRIA É QUESTIONÁVEL..

(VITÓRIA ANDA NA CONTRA MÃO DA EVOLUÇÃO DA MOBILIDADE URBANA.)

Postado há 10th March 2014 por WILLIS DE FARIA

Acesso ao LINK:

http://deolhonailha-vix.blogspot.com/2014/03/instalacao-do-brt-corredores-exclusivos.html

2026 Comentário Final - 2026: O que vi pelo mundo e o que Vitória ainda pode fazer

Em 2026, o BRT dentro da Ilha foi, na prática, abandonado. Não funcionou. Como eu já alertava em 2014, ruas estreitas, 182 semáforos, um acidente e a cidade para. O projeto Viver no Centro agora tenta reocupar o Centro, mas sem transporte de média capacidade que retire ônibus e carros do centro, continuaremos enxugando gelo.

Viajei muito nestes anos. Vi em Viena, Praga e Frankfurt como o VLT de superfície funciona como metrô, com via exclusiva e sem interferir no tráfego. No Vêneto, entre Veneza e Verona, o que chamam de trem regional é, na verdade, um metrô de superfície - pontual, elétrico, limpo. Nos EUA, peguei o Brightline de Orlando a Miami: não é trem no sentido romântico antigo, é um metrô de superfície veloz, integrado, que resolveu a ligação entre duas metrópoles.

Vitória não precisa inventar. Precisa copiar o que deu certo, adaptando à nossa geografia de ilha. Monotrilho em via suspensa nos canteiros centrais - como o de Miami que filmei, 18-20 km gratuito, do Porto à Universidade - nas avenidas Fernando Ferrari, Nossa Senhora da Penha e Vitória. Aquaviário reativado Vitória-Vila Velha. Teleférico no Maciço Central ligando Centro, Romão, Fradinhos e Jucutuquara. Ciclovias de verdade, não pintura no chão.

O dinheiro aparece quando o projeto é bom. Falta vontade política, não falta engenharia. O IFES e a UFES já mostraram isso há mais de dez anos e foram ignorados.

Willis de Faria

Geógrafo, historiador, blogueiro, jornalista, professor universitário aposentado, Pós-graduado em Geopolítica (PUC-Minas) e Ecossistemas Costeiros (UFLA), viajante, cinéfilo, escritor e cronista.
De Olho na Ilha - VIX
Vitória - ES - Fevereiro de 2026

"Ninguém muda se não houver uma alternativa melhor."

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